CAPÍTULO
1: A LUZ VEIO AO MUNDO
CAPÍTULO 1: A LUZ VEIO AO MUNDO
Acreditamos que,
praticamente todos aqueles que habitam a terra, têm conhecimento da vinda, da
vida e da Doutrina pregada pelo homem, o filho do carpinteiro, o nazareno
chamado Jesus e que, a partir dEle,
deu início a um novo tempo, exceção feita talvez a algumas poucas regiões,
pelas dificuldades ainda não superadas.
Certo
é que, constantemente, estamos ouvindo declarações por parte de autoridades,
que confirmam o que acabamos de dizer.
Os
meios de comunicação existentes no mundo de hoje, por si só, garantem esta
nossa expectativa.
O
Espírito Santo, através de Paulo, disse que não importaria a forma pela qual
seria Cristo pregado e sim, que fosse pregado.
“Alguns efetivamente
proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade.
Todavia, que me importa?...(Filipenses
1:15-18)”.
É um
aspecto muito importante a ser considerado.
Cristo, de alguma maneira está sendo anunciado. Se bem ou se mal, não sei; se é levado em
consideração, se praticado, se negado; não nos cabe nenhum julgamento. Todavia, é importante uma averiguação
minuciosa ao receber o convite para seguí-lo; deve-se
discernir bem sua voz, sob pena de se tomar um caminho, cujo fim será a
perdição.
“Nem por serem descendentes de Abraão são
todos seus filhos (Romanos 9:7; João 3:19)”.
Queremos
chamar sua atenção, primeiramente para o versículo 3:19
de João Nele, temos a afirmação
categórica e porque não dizer, profética, da luz ter vindo ao mundo, porém não
ter sido bem recebida. Teria isto
ocorrido somente naquele tempo ou esta afirmativa vem ser tornando, cada dia,
mais evidente? A luz, seria Cristo no
aspecto físico ou a referencia visa sua Doutrina? Sua capacidade, toda especial, de analisar as
Escrituras Sagradas existentes até então?
Ou ainda, não seria ela um conhecimento, um entendimento, uma sabedoria? Virtudes que estiveram ligadas a um senso de
justiça reputado como sendo divino?
Partindo
desta premissa, não temos dificuldades nenhuma em afirmar: a luz, a que
se refere as Escrituras Sagradas, trata-se do Evangelho
de Jesus Cristo, mais precisamente, de sua Doutrina.
Considerando
ser a palavra doutrina a expressão de um conjunto de princípios, que servem de
fundamento a um sistema, a uma idéia filosófica, entendemos que, um
indivíduo para se dizer Cristão, teria que praticar seus princípios, ou, em
ultima análise, estar buscando o seu conhecimento.
O
que não podemos entender e muito menos admitir, é que alguém, dizendo-se
Cristão, não pratica, não conhece, ou que, tendo conhecimento, nega sua
eficácia.
Sendo
a luz, a Doutrina de Cristo, o que iríamos chamar de trevas?
“Por meio dos teus
preceitos consigo entendimento; por isso detesto todo caminho de falsidade.
Lâmpada para os
meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos (Salmo 119:104-105)”.
Não
é difícil observar que Deus chama de luz à Doutrina de Cristo e de trevas tudo
que a ela se manifesta contrário. Luz e
trevas então, são duas correntes filosóficas, sem dúvida
existentes no mundo. A primeira, representa a opinião de Deus, a sua Palavra, a sua
justiça. A segunda,
caracteriza a doutrina do anti-Cristo, seu
ponto de vista, seu parecer, e porque não dizer também, sua justiça. Acontece porém, que
Deus classificou essa justiça do diabo, como sendo injustiça e a chamou de
trapo de imundícia; ao passo que, à de Cristo, intitulou-se linho fino.
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas
as nossas justiças como trapo de imundícia (Isaias 64:6)”.
“Porque o linho finíssimo são os atos de
justiça dos santos (Apocalipse 19:8)”.
Sendo
justiça, a faculdade de proceder sempre de forma correta, exata, impecável e
imparcial; injustiça, ao contrário, caracterizaria um comportamento
faccioso. Como vemos, Deus designou pelo
nome de luz o que estivesse conforme à sua justiça e
trevas, toda injustiça, toda atitude contrária a Ele.
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