2.1 - NOVO TESTAMENTO- O QUE REPRESENTA PARA NÓS?

 


Sendo a lei revogada e uma nova aliança estabelecida entre Deus e os homens e considerando, que este novo concerto, eliminou definitivamente, todas as imposições e ordenanças que visavam uma aproximação do homem em relação a seu criador, restou, aos militantes da Nova Doutrina, tão somente, anunciar Cristo aos homens. Isto se dá em decorrência da liberdade de opção que estabelece a lei em vigor (lei de Cristo).
Não há possibilidade do homem relacionar-se com Deus, a não ser mediante a aceitação, consciente, dos preceitos que fundamentam a Doutrina de Cristo.
A Lei, até então existente, estabelecia normas cuja obediência permitia ao homem uma reconciliação total com Deus, todavia, a dificuldade estava exatamente na obediência, ou seja, na prática daqueles princípios, uma vez que o homem natural, ao ser submetido a uma acareação, tendo de um lado sua justiça, o que equivale à sua opinião, e de outro a Justiça de Deus, o seu ponto de vista; sente-se acuado, constrangido e com tendências a manifestar sua rebeldia, não aceitando a culpa. Em conseqüência, acaba deixando de praticar aquilo que seria a vontade de Deus. Por esta razão, o próprio Deus se fez homem, pondo-se em nosso lugar, assumindo a culpa e fazendo por nós o que nos era impossível, ou seja, praticar a lei de Deus. Isto foi o que fez Jesus.
Vindo em semelhança de carne pecaminosa conseguiu ser obediente até a morte, em nada transgredindo a lei, fazendo a vontade de Deus e recebendo com isto a devida recompensa, (Vida Eterna), galardão prometido pela lei sob a qual viveu e obedeceu. “A César o que é de César a Deus o que é de Deus.” Mateus 22:21
Uma vez realizada as obrigações estabelecidas em um determinado testamento, é evidente que se adquire também os direitos e prerrogativas ali preconizados.
Fundamentado neste princípio é que, imediatamente, o Senhor estabeleceu a Nova Aliança, que se resume no cumprimento da lei que ele acabava de executar, porém, não mais de forma coercitiva mas consciente. Daí a nossa necessidade do conhecimento para a liberdade de opção.
Poder-se-ia dizer, eu sou cristão, sem no entanto saber o que significa?
A base principal da lei de Deus, em vigor, é fé, mas, não em qualquer cousa e sim em Cristo.
Com isto podemos concluir o seguinte: Ninguém poderá dizer e demonstrar que acredita em Jesus Cristo, sob pena de estar mentindo, sem tomar conhecimento de sua Doutrina, seu Evangelho, considerando que ali e somente ali, está a manifestação da sua justiça, a expressão de sua vontade.
Como irei concordar com uma pessoa, sem o conhecimento de suas idéias?
Quando os escribas e fariseus quiseram apedrejar a uma mulher surpreendida em adultério, demonstraram-se ignorantes, cegos, quanto à justiça de Deus, a prática da lei. João 8:7.

 

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