2.3 - ELE VIU O POVO QUE ACEITOU
A NOVA ALIANÇA

 

 


“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva, adornada para o seu esposo.” Ap 21:2
Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus; seu tabernáculo, sua família, esposa e filhos, seu povo.
É importante a observação dos detalhes. A mulher estava não somente vestida mas adornada como noiva que vai ao encontro do noivo. Ela se preparou convenientemente para aquele dia, como naturalmente a si mesma se prepara, uma jovem, às vésperas de seu casamento.
Nós conhecemos e sabemos o quanto é importante para a noiva esta preparação.
E com a relação à Igreja, como seria?
“porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias.” Isa 61:10
Com o estabelecimento da nova aliança, do Novo Testamento entre Deus e os homens, tornou sem efeito, evidentemente, a velha, o Antigo Testamento.
A princípio, tem-se a impressão que nada mais relativo ao Velho Testamento, à lei e os profetas, deve-ser levado em consideração, o que, na realidade, não é verdade. Acontece exatamente o contrário, todo cristão, verdadeiramente cristão está cumprindo as imposições estabelecidas na lei e vivendo os momentos proféticos.
Para que Jesus pudesse instituir uma nova aliança, fixar um Novo Testamento, o que sem dúvida tornaria antiquado o primeiro, era necessário, inicialmente, que Ele adquirisse o direito para isto realizar. A imposição tinha por objetivo o cumprimento da lei, o que, de forma impecável ele fez.
Durante o tempo em que esteve na carne, deixou com seus discípulos, mandamentos, ensinamentos, preceitos, opiniões, enfim, tudo o que ele entendia ser o cumprimento da Lei. Nada nela estabelecido foi por ele negado. Todavia, seu Evangelho, sua Doutrina, não teria nenhum efeito legal caso não tivesse conseguido a ressurreição dentre os mortos, pois à vontade de Deus se consumava neste evento, o que aliás, era de seu conhecimento.
Com o seu ressurgimento, em um novo corpo, vencendo o poder que a morte tinha para mantê-lo no sepulcro, ficou mais que evidente, a aprovação de Deus quanto aos atos por ele praticados. Este acontecimento simbolizou a assinatura do Novo Testamento, a entrada em vigor da nova aliança. Dali por diante, tudo o que Jesus falou, fala, ou falar, tem aprovação de Deus. Seu modo de agir e interpretar a lei de Deus, foi incomparavelmente mais justo e agradável a Deus.
Nós não temos a notícia de nenhuma obra escrita por Ele; não conhecemos qualquer registro de seu próprio punho, expressando sua vontade ou determinando o cumprimento de alguma cousa. Sua obra, foi eminentemente prática. A Ele coube realizar a vontade de Deus, implícita na lei e nos profetas, o que até então, ninguém havia conseguido. Vida eterna é o que Deus queria para nós . A volta do filho à casa paterna, a regeneração, a reabilitação do homem e seu reencontro com a glória perdida.
“Envolveu-me com o manto de Justiça...” Isaias 61:10
Havendo entendido perfeitamente, qual era o desejo de seu pai em relação a nós, caminhou, resolutamente, para a execução de suas idéias. Não tivesse ele, contrariado toda opinião pública, jamais sairia do túmulo. Embora amando profundamente seus discípulos, foi muitas vezes necessário, tratá-los duramente.
A ressurreição dentre os mortos, foi a credencial que Ele buscou e alcançou. Ninguém mais, em sã consciência, poderia discutir a eficiência de sua doutrina. O que mais o homem poderia almejar, que viesse superar uma ressurreição dentre os mortos?
Jesus saiu do sepulcro e continuou ensinando; concluiu sua tarefa, deu mandamentos, os quais, mediante a obediência, torna-se possível ao homem, a obtenção de uma glória semelhante àquela alcançada por Ele. Ressurreição, novo corpo, vida eterna, etc.
Seus discípulos, e não Ele, registraram um pouco do muito que Ele fez. A finalidade foi transmitir a nós, os conhecimentos aplicados por ele no cumprimento da lei de Deus, sua maneira de agir, seu modo de interpretar as Escrituras Sagradas, seu relacionamento íntimo com o Pai e uma infinidade mais de princípios que, misteriosamente, são revelados à medida que se toma conhecimento de sua doutrina. I Co 2
“Nós falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória” I Cor 2:7
“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” Mateus 11:25
“Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações; para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o Espírito de Sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória de sua herança nos santos.” Efésios 1:16-18
“Pois segundo uma revelação me foi dado conhecer o mistério...” Efésios 3:3
A visão que o Apóstolo João teve a respeito da Igreja, no apocalipse, a revelou adornada como noiva, devidamente vestida para um momento especial, único em sua vida.
Os profetas também a ela se referem naquele momento, sem mácula, pura, coberta por um manto de justiça.
Indubitavelmente, a Igreja terá alcançado todas às condições exigidas por Deus, quando da manifestação de Jesus Cristo, para que se realize a união matrimonial, o que significa plena aceitação da Nova Aliança.


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