2.4 - UM DOS PREPARATIVOS DA
NOIVA: LIVRAR-SE DA NATUREZA HUMANA.
A última tarefa que a noiva realiza, antes da celebração
do casamento, é ataviar-se devidamente para aquela ocasião.
O ato em si, requer cuidados especiais no vestir.
A Igreja que o Apóstolo viu, estava completa. O tabernáculo
de Deus ficara pronto. Jerusalém celestial havia sido concluída.
Isto implica que à época do arrebatamento, o povo de Deus existente
na terra, ainda neste corpo, e que, ao ser arrebatado, juntar-se-á
aquele lá em cima, terá que se encontrar, de tal forma vestido,
que o permita ser transformado. Estará em igualdade de condições
com aquele que vem vindo.
A Igreja na terra, naqueles dias, será como uma obra concluída,
numa extensão daquela que se imagina descendo do céu. Embora
neste corpo será capaz de mostrar seu testemunho completo, em relação
à palavra de Deus. É o cumprimento das Escrituras.
“Em verdade vos digo, que não passará esta geração
sem que tudo isso aconteça.
Passará o céu e a terra, porém minhas palavras não
passarão.” Mateus 24:34-35. Tudo aquilo terá seu cumprimento,
com o homem ainda neste corpo.
A geração referida por Jesus, neste caso, corresponde à
espécie, à raça humana habitando na carne, geração
corrompida (Fil 2:15) em decorrência do pecado, o qual foi, por Deus,
condenado na carne.
Esta geração tem os seus dias contados, livre-se dela. “Salvai-vos
desta geração perversa.” Atos 2:40
“Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu
entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus
membros.”
“Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta
morte?” Romanos 7:23-24
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não
habita bem algum...” Rom 7:18
“...Deus, enviando seu filho em semelhança da carne do pecado,
pelo pecado condenou o pecado na carne.” Romanos 8:3
Para eliminar de uma vez por todas o pecado, Deus consumirá o seu corpo.
Fará desaparecer toda carne, fazendo com que o pecado perca definitivamente
sua força, uma vez que esta se encontra na própria carne.
Quando se refere à lei do pecado, fala-se da opinião do diabo
(que também é a nossa), da sua justiça, seu modo de interpretar
a Lei de Deus; sua atitude, em relação às cousas santas.
Nele não há justiça alguma. “Arreda! Satanás.
Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogita das
cousas de Deus, e sim das dos homens.” Mateus 16:23
Pedro e satanás tinham as mesmas idéias, a mesma justiça.
Nós, os filhos de Deus, morremos e fomos sepultados neste corpo, o
corpo do pecado, o corpo da morte, no instante em que, por um homem, por sua
desobediência, todos nós nos tornamos semelhante ao pecado.
Deus criou o homem sua imagem e semelhança e não criou semelhante
ao pecado. Deus nunca teve a semelhança da carne que ora temos, ou
seja, o corpo e a natureza que possuímos, a não ser quando,
numa tremenda humilhação, tornou-se semelhante a nós,
a esta carne, a este corpo, para realizar, em nosso lugar, pois que Nele não
havia pecado, uma tarefa que competia exclusivamente a nós e não
a ele, ou seja, vencer o pecado.
Por que razão teria Jesus que tornar escravo daquele que não
o havia vencido? Nós sim! Fomos vencidos e nos tornamos escravos de
quem nos venceu; que não foi outro senão o próprio pecado,
o diabo, satanás.
“...antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se
em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo
se humilhou...” Fil 2:7-8
Deus não criou o homem tal qual ele é hoje. Ele se corrompeu,
perdendo a semelhança de Deus, como havia sido criado, tornando-se
semelhante ao corpo e natureza do pecado.
Eclesiastes cap 7:29, diz que Deus fez o homem reto e não da forma
como se apresenta hoje, corrompido, ignorante, selvagem, injusto.
A explicação mais fácil de entender, é encontrada
no livro de Gênesis, onde Deus proíbe o homem de se alimentar
da árvore do conhecimento do bem e do mal, o qual, todavia, não
obedecendo, sofreu as conseqüências do ato que praticou. Logo em
seguida, Deus protege o caminho da árvore da vida, para que dela o
homem não se alimentasse nas condições em que se encontrava,
(rebeldia) e viesse a possuir vida eterna.
Do versículo 22 do capítulo 3 de Gênesis, nós tiramos
a seguinte conclusão: ao se alimentar da árvore do conhecimento
do bem e do mal, o homem tornou-se um com ela, conhecedores do bem e do mal.
Assim como, alimentando-se da Árvore da vida hoje, torna-se um com
Deus, evidentemente, depois do arrependimento, que é a condição
exigida por Deus.
Chegando a ser um com Deus, voltaremos também à sua semelhança,
o que implica na eliminação do aspecto da carne do pecado e
sua natureza.
“Amados, agora somos filhos de Deus (por adoção, se permanecermos
nele, mantendo a esperança até o fim) e ainda não se
manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos
semelhante a ele, porque havemos de vê-lo como ele é.”
I João 3:2
Homens e demônios estão em igualdade de condições,
possuem a mesma natureza.
Quando o anticristo for revelado, não será um bicho e muito
menos uma coisa espantosa, mas um homem, tal qual a nós.
Talvez seja esta a maior dificuldade para o ser humano e principalmente para
os que procuram a salvação, diferenciar quem é de Deus
e quem não é. Se pudéssemos julgar pela aparência,
acredito eu, cada um de nós já teríamos uma relação
particular dos salvos.
O mesmo corpo que conduz o espírito do anticristo e o espírito
de seus filhos (corpo humano), conduz também os filhos de Deus. A aparência,
por enquanto, é a mesma; a semelhança esta sim, sofre radical
modificação e é perfeitamente distinguível. A
semelhança tem ligação com a natureza do indivíduo,
seu caráter, sua origem.
Os filhos do diabo vão de mal a pior e os filhos de Deus também
sofrem correções, são aperfeiçoados. Apocalipse
22:11-12 e Hebreus 12:4-13
A criatura que aceita a Doutrina de Cristo, nela crendo, sem restrição,
recebe o perdão, a remissão dos pecados e a transformação
da natureza.
Jesus revelou a Nicodemos a necessidade de um novo nascimento, evidenciando
claramente a inutilidade e inaproveitabilidade da natureza humana. Tinha que
nascer de novo e experimentar uma nova vida, uma nova natureza.
“...se alguém não nascer de novo, não pode ver
o reino de Deus.” João 3;3
“...Eu vos enviou como cordeiros para o meio de lobos.” Lucas
10:3
No geral, o que existe é lobo. É como o firmamento onde as estrelas
brilham, todavia o que predomina é a noite.
Jesus considerou todos numa mesma condição: mortos e necessitados
de vida. Para ele, todos, sem exceção, tinham que nascer de
novo. Quem não nascer de novo é lobo e estes possuem a natureza
maligna.
O novo nascimento corresponde à formação e um novo caráter,
constância e estabilidade que este novo homem vai adquirir, em relação
à sua maneira de agir e reagir, que o fará diferente dos demais.
O que era visto como lobo em decorrência de sua ações
e reações, passa a ser observado com atitudes completamente
adversas às que anteriormente praticava. Nota-se uma transformação
progressiva na natureza deste indivíduo, chegando ser, reconhecidamente,
considerado cordeiro.
Não importa se é mãe, pai, esposo, esposa, filhos, velhos,
paralíticos, entrevados, pobres ou ricos, todos sem exceção,
terão que mudar de natureza. O corpo não acompanha o espírito
após a morte do homem, a natureza sim. Por esta razão, Deus
tem preparado um novo corpo, para aqueles cuja natureza for mudada. “Sabemos
que se a nossa casa terrestre...” II Coríntios 5
“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita;
as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são
vida, contudo há descrente, entre vós.”
O espírito fica vivo, a carne, no entanto desaparece.
“...neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da
nossa habitação celestial”. II Coríntios 5:2 –
corpo celestial (novo corpo).
Os descrentes, nos quais não há esperança de uma nova
vida, em um novo corpo, preferem satisfazer seus desejos e realizar suas vontades,
enquanto vivem nesta carne, não se submetendo à vontade de Deus
que é mudar a nossa natureza. Alguns chegam ao suicídio por
não conseguir a satisfação desejada; outros, não
menos cegos esperam por outra carne semelhante a esta; eles, fatalmente terão
o destino dos hipócritas, dos que não quiseram dar ouvidos às
palavras de Jesus Cristo, mantendo-se na ignorância.
“...Toda carne é como a erva; e toda a sua glória como
a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém,
permanece eternamente” I Pedro 1:24-25
As palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são
vida ( I João 6:63) quem as têm, consigo as levará. Elas
acompanham o novo homem, a nova natureza. Palavras que são o espírito
e a vida da nova criatura, a qual viverá eternamente.
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