3.2 - ARREPENDEI-VOS PORQUE O REINO DE DEUS SE APROXIMA


Parece brincadeira, mas o que João Batista disse a quase dois mil anos, continua tão atualizado hoje, como naqueles dias.
“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:2
“Visto que todas essas cousas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, causa do qual os céus incendiados serão desfeitos e os elementos abrasados se derreterão.”
Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.
Por essa razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por ser achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis...” II Pedro 3:11-14.
Jesus pensou assim e viveu assim; Pedro pensou assim e viveu assim; Paulo, e muitos outros pensaram e viveram desta maneira.
Todos tiveram o mesmo destino e fazem parte do povo de Deus, da universal assembléia, da Igreja dos primogênitos. Com eles estão, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, aguardando, tão somente, a entrada dos últimos e a terra prometida.
“Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vos, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas.
Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois, apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades”.
Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós lançados fora.” Luc 13:25-28.
Esta é a Doutrina de Cristo, é assim que eles pensavam.
Deve ser também esta, a doutrina dos cristãos; e é deste modo que devemos pensar. Ou então, não existe nada de cristão em nós. Podemos estar cegos, enganados, imaginando uma cousa, quando a realidade é outra muito diferente. Pouco ou nada resolve dizer: Eu creio.
É exatamente esta, a finalidade de tudo o que escrevemos: Abrir os seus olhos e incentivá-lo a verificar, independentemente de qualquer compromisso religioso, para onde temos caminhado.
Qual a luz que lhe orienta?
A sua vida está fundamentada em alguma doutrina? E você conhece a fonte dessa doutrina?
O testemunho dado por Jesus Cristo, sua vida e ressurreição não são suficientes para lhe convencer?
Existe esperança para você de vida em um novo corpo; numa carne incorruptível; na terra prometida, sem nenhuma maldição, sem lágrimas, sem dor, sem morte, sem luto; lado a lado com Jesus?
Os cristãos esperam por isto, morrem nesta esperança. Para eles, a verdadeira vida está por vir.
“E agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo...” Atos 20:22-38
Assim expressou o Apóstolo Paulo:
“Atendei agora, vós que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros.
Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” Tiago 4:13-14
Foi o parecer do Apóstolo Tiago com relação à vida neste corpo.
Por outro lado, havia em todos eles, começado por Jesus, absoluta certeza de uma outra vida, incomparavelmente melhor do que esta.
“...na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu, antes dos tempos eternos, e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra...” Tito 1:2
Jesus divulgou o seu Evangelho, não deixando, em momento algum, dúvida quanto ao seu objetivo: O de trazer vida para os mortos.
Ele não possuía nenhum compromisso político, religioso, doutrinário ou filosófico com quem quer que seja; e por esta razão, pode realizar a vontade de Deus. Anunciou a vida eterna, falando abertamente a verdade.
Por esta causa ele morreu e em virtude disso, Deus o ressuscitou dentre os mortos.
“Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: Eis que subimos para Jerusalém e vai cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do homem; pois será ele entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido; e, depois de o açoitarem, tirar-lhe-ão a vida; mas ao terceiro dia ressuscitará.” Lucas 18:31-33
A convicção que era possuidor de sua ressurreição ao terceiro dia após sua morte, o levava a anunciar, destemidamente, a sua Doutrina muito embora, sabemos que Ele buscava toda essa força em Deus, mediante constantes orações, clamores e apelos àquele que o podia livrar da morte.
“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade...” Heb 5:7
Ele tinha que provar aos homens e principalmente a seus discípulos, a eficácia de suas palavras.
Por mais que tenha ele realizado sinais à vista dos homens e demonstrado seu poder e autoridade por meio da fé em Deus, ficava sempre a dúvida quanto à possibilidade Dele vir a ressurgir dentre os mortos. A capacidade dos discípulos em realizar a obra de Deus era muito limitada, em razão da incredulidade.
Uma vez ressurgido, agora, não mais naquele corpo mas em outro, totalmente diferente, tendo apenas aparência do primeiro, porém incorruptível, glorioso e sem as limitações, a desonra, a fraqueza, a incompetência do primeiro homem, chamou novamente seus discípulos e bateu nas mesmas teclas durante quarenta dias; como que dizendo: Eu não estava brincando com vocês, o que Eu disse e digo agora, são palavras de Deus.
“Como foi o primeiro homem, o terreno; tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais”. I Coríntios 15:48
Ele estava ali, mostrando que a verdadeira vida era completamente diferente em todos os aspectos, começando pelo corpo, pela carne, que em virtude do testemunho dado, tornou-se gloriosa e imortal.
A fé em Deus, a absoluta certeza de que Deus cumpriria suas promessas, lhe deu a vitória; lhe assegurou vida eterna.
A resistência encontrada por Ele, a dificuldade em agradar a Deus, a força que o pecado exercia sobre Ele, em razão de estar habitando o corpo do pecado, haviam sido completamente eliminadas. Tinha agora o seu próprio corpo, o tempo da humilhação, para Ele, havia chegado ao fim. Ele viveu em Deus para que nós vivêssemos Nele. Fez a vontade do Pai para que nós fizéssemos a sua vontade. A vontade do Pai e a vontade Dele é que, não somente Ele, mas todos nós tenhamos Vida eterna. É seu desejo que nós alcancemos vida eterna, mediante a fé Nele; confiando Nele; acreditando Nele.
“Isto afirmo irmãos, que a carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.
A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Porque, é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade,
E quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão?
O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, (Nele, em Cristo) o vosso trabalho não é vão.” I Coríntios 15:50-58.
Foi necessário a transcrição de todos estes versículos para melhor entendimento e esclarecimento.
Quando Paulo afirmou: Eis que vos digo um mistério, na verdade, o era. São mistérios que o Senhor esconde de uns e revela a outros.
Carne e sangue não herdarão o reino de Deus. Esta afirmação misteriosa e muito importante, esclarece muita cousa.
O Apóstolo deixa claro que carne e sangue não passam para o sétimo dia, dia do Senhor.
Os mortos ressuscitarão, não importa se na primeira ou na segunda ressurreição.
Os que estiverem vivos, nessa ocasião, serão transformados, ou mortos.
Muitos, ainda não tiveram o entendimento correto a respeito do fim, e, por esta razão, continuam alimentando-se de ilusões, casando-se e dando-se em casamento. Em outras palavras, pouco se ligando ao que foi dito por Deus.
A promessa de um novo céu e uma nova terra, tudo indica, ser para o princípio do milênio e não para o fim.
O profeta e apóstolo Pedro em duas cartas escritas, as quais foram aprovadas por Deus, razão pela qual acham-se anexadas à Bíblia Sagrada, fez questão, em ambas, de nos alertar a respeito dos acontecimentos relativos aos últimos dias, fazendo afirmações muito importantes, dentre as quais citamos:
-“Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Pelo que não deixo de exorta-vos sempre acerca destas cousas... II Pedro 1:11 e 12.
O OBJETIVO CONTINUA SENDO: PREPARAR O REINO DE DEUS
Que cousas eram tão importantes assim, que o Apóstolo Pedro fazia tanta questão de que nós tivéssemos conhecimento e lembrança, mesmo depois de sua morte, conforme afirmou no verso 15?
A vontade de Deus é que nós acreditamos em Jesus Cristo para que tenhamos vida eterna.
A preocupação de Pedro era que nós, mesmo com tanta orientação dada por Jesus, viéssemos a perder a oportunidade que nos está sendo oferecida por Deus, não atentando para os ensinamentos Dele, manifestos ao mundo por intermédio de Cristo. Com isto, Pedro chama nossa atenção para a prática de alguns princípios, julgando ele, de preciosa valia, no sentido de impedir a esterilidade do conhecimento que possuímos do Senhor nosso Deus.
Assegurar a entrada no reino de Deus, era, com relação a nós, o desejo do Apóstolo. Para isto sugere o máximo de participação da natureza divina, evitando, com todo empenho, a corrupção que existe no mundo; a qual é conseqüência do forte desejo existente na carne.
O impressionante crescimento do índice de corrupção na atual geração, deve-se, exatamente, ao afastamento do homem dos princípios cristãos.
Uma cousa existe em função da outra. Na mesma proporção que desaparece a luz, aproxima a noite. O crescimento da iniqüidade (injustiça, maldade, crueldade, ruindade etc) é, sem dúvida, a falta de justiça, bondade, compreensão, paciência, humildade, respeito, consideração etc.
Desaparece uns, enquanto os outros são manifestos. Isto é mais que evidente.
Embora tenhamos, como nunca, “crentes” na terra; poucos são os cristãos na acepção exata da palavra.
Em razão desta verdade, não nos é animadora a situação atual. Nem mesmo, os chamados “crentes”, se preocupam com suas entradas no reino de Deus, julgando talvez, tê-lo já alcançado; mesmo sabendo que carne e sangue, estes que possuímos hoje, não entrarão no reino de Deus, nem a corrupção (depravação, suborno, desmoralização, escândalos) herdará a incorrupção. Portanto, o que existe hoje, não é reino de Deus.
No reino Dele não haverá carne, sangue e muito menos corrupção.
Neste caso, prevalece, com vistas à salvação, a determinação de Cristo: “...buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça...” Mateus 6:33
“...venha o teu reino, faça-se a tua vontade, na terra como no céu...” Mateus 6:10
Considerando a afirmação de Jesus Cristo: “passará o céu e a terra, porém minhas palavras não passarão”, creio eu, que a vontade de Deus mais dias ou menos dias será realizada na terra. E para que isto se concretize, este corpo corruptível terá que se revestir da incorruptibilidade; o corpo mortal da imortalidade e o governo, o reino se tornar do Senhor Jesus. Todavia, Ele não reinará sem nós e muito menos nós sem Ele.
A primeira providência do Senhor, quando Ele assumir o reino do mundo, será derramar a ira de Deus sobre a terra e destruir todos os que estão destruindo a terra. Ap 11:15-19 e II Tes 1:7-10
O homem tem destruído a terra, fisicamente e moralmente, praticando a injustiça. É a degradação total do ser humano, por não ter crido na verdade, antes, deleitando-se na injustiça, no engano e na mentira.
“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” I Coríntios 6:9
Veja se não é essa espécie de gente que compõe o mundo de hoje.
“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.” Gálatas 5:19-21.
“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” Gálatas 5:5
“E, tendo anunciado o Evangelho naquela cidade, e feito muitos discípulos, voltarem para Listra, Icônio e Antioquia, fortalecendo as almas dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” Atos 14:21-22.
“...e o vosso mútuo amor de uns para com os outros, vai aumentando a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais, sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;” II Tes. 1:3-5. Era isto que se via nas Igrejas de Deus, um pouquinho diferente do que está acontecendo hoje, não?
Muito justa, era a preocupação do Apóstolo Pedro em nos alertar, em nos abrir os olhos no sentido de nos esforçarmos o máximo em assegurar nossa entrada no reino de Deus, mediante um procedimento sadio e, sobretudo, honesto em relação a Deus, que vai da diligência (pesquisa, investigação), passando pelos demais predicados inerentes ao cristão, até a formação de discípulos, ou seja, contribuir na edificação dos filhos de Deus, os quais são gerados, mediante o Evangelho de Cristo (semente incorruptível).
Se não tivermos esta preocupação; se entendemos que é justa e satisfatória a vida neste corpo; que há possibilidade de nós virmos a reinar, sem a volta de Cristo; da Igreja ser gloriosa (dominar), do ponto de vista dos homens; de nós alcançarmos uma vida abundante (considerando, neste aspecto, a inexistência de problemas, aflições etc), estaremos enganados e contrariando a Doutrina de Cristo. A sabedoria de Deus é loucura para o mundo. Não tem como o mundo seguir os exemplos da verdadeira Igreja de Cristo. Não há comunhão entre a luz e as trevas, e nem acordo entre Cristo e belial.
Os cristãos esperam: por uma nova terra, novos céus, novo governo, novo corpo, nova vida (a verdadeira vida prometida por Deus) e pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

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