“...PROVAI SE O ESPÍRITO VEM DE DEUS...”
O espírito
é a parte mais importante do homem. É ele que nos impulsiona a
fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Sem o espírito a carne perde por
completo a razão de ser: “... o espírito é que vivifica,
a carne para nada aproveita...” (João 6:63). O espírito
sim, conserva sua existência (vida), enquanto a carne volta ao seu estado
original: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe
nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então
plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do Oriente, no Éden e pôs
ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:7-8).
Antes de
prosseguirmos falando sobre o espírito e a sua importância, é
necessário fazermos algumas observações sobre o significado
da vida, o que, por sinal é bastante amplo. Sobre
ela, o que normalmente se sabe é que se trata do tempo que decorre desde
o nascimento até a morte. Mas é também período em
que o organismo se mantém em atividade. A vida de um cão, por
exemplo, é de cerca de 12 anos. Já a vida intra-uterina corresponde
ao tempo em que a criança vive no útero de sua mãe. Mas
não é só o ser humano, os animais e os vegetais que possuem
vida. Há quem diga que viver é existir. Portanto, se existe é
porque tem vida.
Assim, se
basta existir para dizer que vive, importa analisar a condição
de cada tipo de vida. Quanto a isto, Jesus disse: “...Eu vim para que
tenham vida...” (João 10:10). Desta forma, Ele não considerou
a vida que temos e nem a nossa existência, como sendo a vida do homem
criado por Ele. Talvez por isto Ele tenha dito: “...deixa os mortos sepultar
os seus próprios mortos”. (Mateus 8:22).
Ora se a vida nos foi dada quando fomos criados porque Jesus viria, com tanto
sacrifício, nos oferecer vida? Recorremos mais uma vez ao livro de Gênesis
buscando explicação e entendimento para os mistérios que
envolvem a vida do homem. A nossa esperança é desvendá-los
mediante a fé nas Escrituras Sagradas.
Como vimos, a Bíblia nos diz que Deus formou o homem do pó da
terra, e posteriormente, soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, que
o tornou alma vivente. Antes do sopro o que existia era apenas um corpo, e,
este, feito de barro. Evidentemente, a sua existência, a sua vida, nunca
poderia produzir os mesmos efeitos que Deus esperava do homem que arquitetara,
pois que, na sua criação, o homem haveria de desempenhar uma função
muito além daquela exercida pela matéria (barro). Aqui já
podemos avaliar a importância daquilo que Deus soprou dentro do homem.
Ninguém sabe explicar ao certo o mistério que significa este sopro
de Deus no homem para que ele existisse. Mas sobre o que se tem conhecimento
é suficiente para entender que através deste sopro, principiou-se
a vida humana. Então, a existência do homem se deu não quando
ele foi criado do pó da terra, e sim a partir do momento em que o “barro”
recebeu o “sopro”, uma vez que assim teve início a sua atividade,
a sua vida propriamente dita.
Agora, como vimos há pouco, a vida de alguma coisa está relacionada
com a sua utilidade e atividade. Depois que a criança nasce, naturalmente
sua vida deixou de ser intra-uterina. Também poderemos conservar um automóvel
cujo motor não funciona mais, para ser usado em diversas situações,
menos em alguma coisa que exija a sua locomoção por seus próprios
meios, embora seja este o fim para o qual ele foi construído.
Assim, com este entendimento, muitas coisas sobre o Evangelho poderão
ser esclarecidas, facilitando a sua leitura e compreensão. Não
seria o fato de ter se desviado o homem por completo do objetivo para o qual
ele foi criado, a razão de Jesus tê-lo considerado morto? Não
teria a vida que o homem vive hoje deixando de ser útil ao seu Criador?
Não seria esta razão de Jesus ter dito a Nicodemos que ele teria
que nascer de novo? E, ainda, amigo leitor, você manteria em sua propriedade
alguém que fizesse tudo contrário á sua vontade?
A verdade é que, conforme as Escrituras Sagradas, o fôlego da vida
soprado por Deus no homem, refere-se ao espírito que Deus lhe deu, á
sua vida. Tudo certamente teria ido muito bem não fosse a sua corrupção
ao se alimentar da árvore da qual lhe foi dito que não comesse.
Foi em conseqüência disto que entrou no homem um outro tipo de (espírito)
inicial do homem foi alterada por uma outra vida, também espírito.
Para explicar melhor imagine uma vasilha d’ água limpa, transparente,
recebendo uma porção de um outro liquido ou coisa que a tornasse
suja ou impura. Foi assim que o pecado (espírito) entrou no homem e o
corrompeu. Este fato ocorreu no momento do diálogo que houve entre ele
e a serpente. O homem se alimentou das palavras que ouviu. Daí por diante
cada pessoa, ao dar crédito a uma outra corrompida, se corrompia também,
até que todos firam contaminados: “Porquanto, assim como por um
só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte
passou a todos os homens por isso todos pecaram” (Romanos 5:12).
Desta forma, o espírito do homem (sua vida) foi sofrendo influência,
até que se tornou totalmente resistente a Deus, e Dele se constituiu
inimigo. Com isto, Deus chegou a pensar em eliminar toda a carne, pois o espírito
do homem que nela estava não lhe era sujeito.
O governo de Deus sobre o homem deixou de existir. Outro espírito tomou
o seu lugar a esse o homem passou a obedecer, mesmo involuntariamente, e isto
perdura até nos dias de hoje.
Muita coisa foi feita por Deus para recuperar a raça humana. O Antigo
Testamento relata o envolvimento de muitas vidas neste sentido. Sobre isto não
é possível nenhum comentário agora, nos faltaria tempo
e espaço. Todavia não poderíamos deixar de citar algumas
das inúmeras palavras ditas por Jesus Cristo, homem que desceu do céu,
exatamente de onde o homem foi lançado fora, para nos salvar prometendo-nos
uma nova vida em lugar da que vivemos hoje: “...quem perder a sua vida
por amor de mim ganhá-la-á...” (Mateus 10:39). Em outras
palavras, ao homem está sendo dada a última oportunidade de voltar
a ter comunhão com Deus: “Quem crê nele não é
condenado; mas quem não crê já está condenado...”
(João 3:18).
Por ocasião do dilúvio restaram algumas vidas (espíritos
encarnados), coisa que não deve se repetir pelo menos nesta carne,quando
da implantação definitiva do Reino de Deus: “carne e sangue
não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda
a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério na verdade
nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados...”( I Coríntios
15:50-51); “... e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro
o seu trigo, e queimará a palha com o fogo que nunca se apagará”
(Mateus 3:12).
Jesus Cristo veio em carne salvar o que estava perdido. Isto deixa bem claro
o seu grande interesse e amor por sua criação. Se a nossa perdição
foi porque nos alimentamos de uma árvore que nos tornou inúteis
em relação a Deus, a nossa salvação será
comer do pão que desceu do céu: “...assim, quem de mim se
alimenta também por mim viverá...”(João 6:57). O
fruto bom é que fará a diferença. Só será
útil a Deus o homem cuja vida lhe for agradável: “Vós
sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com o que se há
de salgar? Para nada presta, senão para se lançar fora e ser pisado
pelos homens” (Mateus 5:13).
Esperamos, finalmente, que esta matéria possa ajudar a quem a ela tenha
acesso, despertando a igreja que realmente for cristã para o cuidado,
que por sinal é urgente, com as doutrinas que, embora tenham o rótulo
cristão, o seu conteúdo é maligno e diabólico. Enquanto
durar os hipócritas haverá hipocrisia. Este fermento tem tradição,
cuidado!
INFORMATIVO VEREDA: Ano 04 - número 01 - Goiânia, julho de2000.
O
Informativo Vereda é uma publicação da Gráfica e
Editora Vereda, rua das Acacias, Qd. 03, Lt. 06, Residencial dos Ipês,
Goiânia Goiás. CEP: 74.740.000
Tel (062) 3205-3512
"Autorizamos o uso dos artigos desta edição, desde que citada a fonte".