Qual foi o pecado cometido pelo homem contra Deus, pecado que o afastou da sua
presença? Não foi a desobediência? Não foi porque
o homem deixou de cumprir uma recomendação de Deus? Pois bem,
partindo deste ato, mesmo que o consideremos hipotético, à volta
a reconciliação do homem com Deus, não seria o arrependimento
e a sua disposição em obedecer novamente os seus preceitos?
Ao longo
do Velho Testamento o que se vê é, em primeiro lugar, o homem se
degradando cada vez mais. Sempre que os profetas se dirigiam ao povo, apontavam
os seus pecados, que aos olhos de Deus, se tornavam sempre mais graves: “Como
se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça
habitava nela, mas agora, homicidas. A tua prata tornou-se em escória,
o teu vinho se misturou com água. Os teus príncipes são
rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda
atrás de presentes...” (Isaias 1:21-23).
Também,
Jeremias assim se expressou, inspirado por Deus: “Todavia eu mesmo
plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois te tornaste
para mim uma planta degenerada, de vide estranha? Pelo que ainda que te laves
com salitre, e uses muito sabão, a mancha da tua iniqüidade está
diante de mim, diz o Senhor Deus” (Jeremias 2:21-22).
Ainda a
palavra do Senhor dos Exércitos veio ao profeta Zacarias dizendo: “...
Eles, porém, não quiseram escutar, e me deram o ombro rebelde,
e taparam os ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram duro como diamante
o seu coração, para não ouvirem a lei, nem as palavras
que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito... Assim,
pois, a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava
por ela, nem voltava; porquanto fizeram da terra desejada uma desolação”
(Zacarias 7:11-14).
Por outro
lado, ali também se vê que Deus sempre manteve acesa a esperança
de que salvaria o seu povo e a terra a ele prometida. Do profeta Zacarias ouviu-se
o que foi dito pelo Senhor dos Exércitos: “Ainda nas praças
de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na
mão o seu cajado, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se
encherão de meninos que nelas brincarão. Assim diz o Senhor dos
Exércitos: Eis que salvarei o meu povo...” (Zacarias 8:4-7).
Daí a importância da fé em Deus para crer que seja possível
isto um dia acontecer, tendo em vista os rumos que toma a humanidade, nada parecido
com esta paz e tranqüilidade. Mas se Ele realmente é o Senhor Deus,
certamente cumprirá as suas promessas e fará acontecer o que disse.
Até agora, para quem consegue enxergar um pouco neste lusco-fusco do
tempo, percebe-se que, como um relógio, tudo ocorre conforme a Sua palavra.
Ezequiel
profetizou assim, falando do povo que o Senhor traria de vota para si: “...
eu santificarei o meu grande nome que foi profanado entre as nações...
Pois vos tirarei dentre as nações... Então aspergirei
água pura sobre vós, e ficarei purificados de todas as vossas
imundícias... Também vos darei um coração novo,
e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne
o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
Ainda, porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que
andeis em meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.
E habitareis na terra que eu dei a vossos pais, e vós sereis o meu povo,
e eu serei o Vosso Deus” (Ezequiel 36:23-28).
Então,
o que nós estamos vendo é isto que o profeta disse: a água
pura, limpa, como sendo a salvação do homem. Ela fará tudo
o que acima foi dito: novo coração, novo espírito, nova
maneira de pensar, nova vida, e o que é mais importante, o que também
o amigo leito deve ter observado, o Espírito de Deus novamente habitando
em nós.
Tudo isto
é muito bom. No entanto, só poderá acontecer se nós
crermos que Jesus Cristo é o Senhor e fizermos o que Ele nos manda. Esta
obediência demonstrará o nosso arrependimento e disposição
em aceitá-lo outra vez como Senhor nosso, porquanto a água limpa
com a qual seremos purificados de todas as nossas iniqüidades é
a sua doutrina, sua palavra: “... aquele que beber da água
que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água
que Eu lhe der se fará nele uma fonte...” (João
4:14). Assim, em tudo seremos uma imitação de Cristo.
Finalmente,
vem aquilo que nós tememos que aconteça: a incredulidade e a dureza
de coração: “... Hoje, se ouvirdes a sua voz, não
endureçais os vossos corações” (Hebreus
4:7). Será que tudo tem que acontecer primeiro, para que creiamos que
Deus esteve no meio de nós em carne? “Assim diz o Senhor
Deus: no dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então
farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados...
E dirão: Esta terra que estava assolada tem se tornado como Jardim do
Éden; ... Então as nações que ficarem de resto em
redor de vós saberão que eu, o Senhor, tenho reedificado... e
saberão que eu sou o Senhor” (Ezequiel 36: 33-38).
INFORMATIVO VEREDA - Ano 1 número 03 - Goiânia, março de 2000.
O Informativo
Vereda é uma publicação da Gráfica e Editora Vereda,
rua das Acacias, Qd. 03, Lt. 06, Residencial dos Ipês, Goiânia Goiás.
CEP: 74.740.000
Tel (062) 3205-3512
"Autorizamos o uso dos artigos desta edição, desde que citada a fonte".