Nós sabemos que os filhos têm participação comum
de carne e sangue, logicamente, em relação aos seus pais. Isto,
com ilustração, explica porque um jacaré filhote a mesma
carne e o mesmo sangue do jacaré pai. Explica também porque o
pingüim não saberia viver em nenhuma região que não
tivesse a temperatura conforme a que viveram seus pais, uma vez que, sua carne
e seu sangue, tal qual seus pais, não resistiram ao clima quente.
Partindo desta premissa diríamos que jamais poderíamos ser filhos
de Deus sem participarmos da sua natureza, ou Ele da nossa. O pingüim não
pode ser jacaré a menos que haja uma radical transformação
em sua vida. Também, por analogia, estão separados uma da outra,
a luz e as trevas; os filhos de Deus e os filhos do Diabo.
O que acima foi dito apenas ilustra o que queremos dizer, sumariamente, a respeito
da salvação. Entendendo melhor esta questão, acredito que
vamos dar mais atenção e tratar com seriedade um assunto que é
extremamente importante, mas pouco considerado.
Se somos Cristãos é porque acreditamos no que foi dito por Jesus
Cristo e seus discípulos, e ainda, admitimos a Bíblia como parâmetro
da nossa fé, e ela mesma nos mostra que, NATURALMENTE, NENHUM HOMEM NASCE
FILHO DE DEUS:
“...Éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”
(Efésios 2:3);
“O que é nascido de carne é carne é o que é
nascido do Espírito é espírito. Não te admires de
eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo” (João
3:6-7);
“Deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12).
Com Relação a isto, não diga apenas o que lhe vem á
cabeça, sem antes pensar.
Um outro aspecto importante é observar que Jesus Cristo, conforme a natureza,
é o único filho de Deus. Apesar de ter nascido de mulher, o espírito
que estava Nele não era da espécie homem, e sim o Espírito
de Deus. O corpo na verdade era de homem, mas o espírito não:
“...Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” (II
Coríntios 5:19).
Deus estava criando ali, o NOVO HOMEM (Filho de Deus). Assim é o UNIGÊNITO
e o PRIMOGÊNITO; unigênito por ser, repito, naturalmente, o único
filho de Deus; primogênito, porque é o primeiro da nova criação.
A partir dali, filhos de Deus seriam considerados somente os que tivessem em
si o Espírito do Filho de Deus. Conseqüentemente, de todos, Ele
seria o mais velho: “...Mas, se alguém não tem o Espírito
de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).
Considerando que o Filho de Deus morreu e ressuscitou, os demais Filhos de Deus
também terão o mesmo destino. Do contrário, não
serão Filhos de Deus. Por esta razão, o homem nascido de novo,
tem certa a participação da NATUREZA DIVINA. Assim como Ele veio
na mesma carne e no mesmo sangue do homem para ser. Ao mesmo tempo, primeiro
Filho de Deus e pai de todos os que Nele haveriam de crer, nós, por outro
lado, aguardamos a redenção do nosso corpo. Se Ele não
tivesse vindo na carne que nós tempos hoje, jamais poderia ser o nosso
pai; se nós, pela fé Nele, não nos tornamos seus filhos,
não teremos o corpo com o qual ele ressuscitou: “...Eis-me aqui
a mim e aos filhos que Deus me deu” (Mateus 2:13).
Assim, os filhos de Deus e os filhos do Diabo trarão consigo a mesma
natureza de seus pais: “Não pode uma árvore boa produzir
maus frutos, nem a árvore má produzir bons frutos” (Mateus
7:18). Usando esta parábola, Jesus queria, com certeza, refletir-se aos
filhos de Deus e aos filhos do Diabo. Certamente não haverá lugar
para os FILHOS DE DEUS NO INFERNO e nem para os FILHOS DO DIABO NO CÉU.
“O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é
do céu. Qual o terreno, tais também são celestiais. E assim
como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial”
(I Coríntios 15:47-49).
Ou CREMOS EM JESUS Cristo e nos tornamos seus filhos, ou não haverá
lugar para nós no céu. SALVE-SE QUEM PUDER!
INFORMATIVO VEREDA: Ano 01 - número 02 - Goiânia, fevereiro de 2000.
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