SOCIEDADE E A DOUTRINA DE CRISTO
SINAIS INDICAM A ÚLTIMA GERAÇÃO
O assunto em questão
está sendo por nós abordado porque o julgamos de grande importância
e, em razão disto, gostaríamos que o maior número possível
de pessoas tomassem conhecimento deste fato, que merece ser apreciado, principalmente,
por causa do seu valor profético, pois se trata de uma predição
do que haveria de suceder a partir da vinda de Cristo. A luz teria vindo ao
mundo e o homem amado mais as trevas do que a luz e, por uma questão
natural, as trevas haveriam de aumentar em razão do aumento da população,
culminando com a apostasia, grande tribulação, manifestação
do anticristo e finalmente, o Dia do Senhor, dia que vira só á
noite, como de surpresa vem o ladrão, quando estiverem dizendo: Paz e
segurança!
Antes, porém, é mister lembrar de algumas particularidades relativas ao tempo da manifestação de Cristo ao mundo e observar o que Ele considerou trevas. Ele assim, chamou, principalmente, a falta de conhecimento de Deus; o comportamento injusto da população e o não entendimento das escrituras que revelavam, ao homem, a vontade de Deus. Também, reputou cego e, consequentemente sem luz, em trevas, todo aquele que não sabia como proceder e agradar a Deus.
A Igreja nasceu com
Ele, teve o seu período de muita beleza, quando certamente também
o o joio foi semeado e a luz que um dia brilhou intensamente foi se apagando,
como o sol que se põe no horizonte, vindo então a noite, como
Jesus previu, dizendo: “Importa que façamos as obras daquele que
me enviou enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar”
(João 9:4).
Outra peculiaridade que merece especial atenção é a profecia
que aponta Jesus Cristo como o profeta a quem todos deveriam ouvir, sobre quem
Moisés e os demais profetas se referiam: “Do meio de seus irmãos
lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua
boca, e Ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que
ouvir as minhas palavras, que Ele falar em meu nome, Eu exigirei contas”
(Deuteronômio 18: 18,19).
Chamo especial atenção para o seguinte detalhe: “E de qualquer
que ouvir as minhas palavras que Ele falar em meu nome, Eu exigirei contas”.
Vejam que será exigido de quem ouve as suas palavras e não de
quem não as ouve.Talvez por esta mesma razão uns são corrigidos
e outros não, o que não é uma novidade para quem sabe que
Deus corrige apenas os filhos, como está escrito: “Mas, se estais
sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então
bastardos e não filhos” (Hebreus 12:8). Isto, creio eu, basta para
justificar duas coisas: Porque não vemos nenhuma punição
para os que cometem a iniquidade e a razão do sofrimento de quem pratica
a justiça de Deus.
Assim, o nosso propósito é, com esta matéria, conseguir
deixar bem claro que Deus pode até não existir, mas é bom
meditar um pouco nas palavras deste homem que confessou ter descido do céu
para nos salvar, sendo Ele a luz para o mundo. Se compararmos o que foi dito
por Ele a dois mil anos, aproximadamente, e o que nós presenciamos hoje,
são cem por cento de verdade as suas predições. “Então
Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue, de
modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida. (João
8:12). E com relação aos que pareciam enxergar alguma coisa, disse
Ele: “Guias cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo” (Mateus
23:24). Isto era então, em relação a Deus, o que acontecia
naqueles dias, segundo Ele, o qual dizia saber perfeitamente qual era a vontade
de Deus: “Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de
saber se a doutrina é dEle, ou se falo por mim mesmo” (João
7:17).
O mundo daquela época estava então mergulhando nas trevas porque
não conhecia a Deus, conforme acima, em poucas palavras explicamos: havia
ignorância total no que dizia respeito a Deus. Por analogia, a presença
das trevas em nossos dias também se deve á falta de luz, o que
nos faz lembrar com certa preocupação um verso da segunda carta
de Paulo aos Coríntios: “Pois que Deus estava em Cristo reconciliando
consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões”.
Imagino que a proposta de reconciliação contida logicamente em
sua doutrina não foi aceita ou considerada pelo homem, que preferiu andar
em seus próprios caminhos.
Assim, mostrava Jesus uma separação entre o que tinha na Terra
(trevas) e o que estava chegando de novo para ela (luz). O que havia era injustiça
e a justiça era a novidade (sua doutrina, sua palavra, sua opinião),
o mistério que até então permanecia escondido da mente
humana, Cristo nos revela: “Vós sois cá de baixo, eu sou
lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.
Se não crerdes que eu sou morrereis em vossos pecados” (João
8:23-24).
Até aqui estamos plenamente conscientes de que Jesus, realmente, não
encontrou outra cousa senão aquilo que já frisamos: muita confusão
em relação ao cumprimento da Lei de Deus: “muitos santos”,
“muitos filhos de Deus”, “muitos doutores”, “muitos
sábios e seus próprios olhos” e um povo cego e oprimido
em conseqüência daquela conjuntura. De antemão, é bom
frisarmos que o nosso relato tem como fundamento a Bíblia Sagrada. É
nela que buscamos toda a inspiração. Assim sendo, não irão
nos entender aqueles que se mantêm duvidosos quanto a veracidade dos fatos
ali narrados e não aceitam sua condição de livro inspirado
por Deus. Se estamos afirmando ser aquela a situação
encontrada por Jesus, e exatamente porque Ele a deixou transparecer, através
de suas declarações, as quais, posteriormente, foram confirmadas
pelos que as ouviram.
Por outro lado, se buscamos naquele manifesto a base para exprimir nossa reflexão,
é, sem dúvida, em face de aceitarmos, como verdade incondicional,
as narrativas neotestamentárias, com a finalidade de chamar sua atenção,
especialmente, para o fato da doutrina de Cristo ser a palavra de Deus, trazida
ao mundo como solução, como última alternativa para um
povo cujo destino está delineado e definido. Estaremos irremediavelmente
perdidos se não aceitarmos a sua opinião: “Quem crer e for
batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”
(Marcos 16:16).
Se levarmos em conta a notoriedade dos fatos que ocorrem atualmente em todo
o mundo e os comprarmos com as previsões proféticas das Escrituras
Sagradas, notadamente as relativas ao Novo Testamento, vamos concluir, com facilidade,
que os sinais indicam a última geração. O tempo dos gentios
está chegando ao fim. O dono da casa está voltando, estamos em
plena escuridão: “Assim também, quando virdes acontecer
estas cousas, sabei que próximo está o reino de Deus” (Lucas
21:31).
Que cousas seriam estas referidas por Jesus? Vamos procurar de uma forma mais
prática possível entender algumas delas. Para tanto, continuaremos
insistindo no assunto que diz respeito a luz, porque entendemos ser, dos sinais
que antecederiam a vinda de Cristo, o mais evidente. Ela está se apagando,
senão vejamos mediante uma correlação de idéias:
DOUTRINA DE Cristo (LUZ): “Aquele que furtava, não furtes mais,
antes trabalhe, fazendo as próprias mãos o que é bom, para
que tenha que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). REALIDADE
QUE SE VIVE (TREVAS): Sem dúvida, não é o que vemos. Ao
contrário, estamos presenciando, seguidamente, fatos que comprovam o
estado eviltante do homem desta geração. Suborno, enriquecimentos
ilícitos, corrupção, mentira, ganância, abuso de
autoridade, roubo, furto, trapaças, são comportamentos que deixam
de estar ligados apenas aqueles tidos como marginais, para se tornarem generalizados
e perfeitamente aceitáveis no meio daqueles que, normalmente, teriam
que coibi-los. Quem furtava está furtando mais ainda e quem trabalha
não o faz pensando em auxiliar ninguém, a não ser algumas
“cortesias com o chapéu alheio”.
DOUTRINA DE Cristo (LUZ): “não saia da vossa boca nenhuma palavra
torpe e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme
a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem” (Efésios
4:29). REALIDADE QUE SE VIVE (TREVAS): Os meios de comunicação
estão aí mostrando aquilo que realmente existe (rádio,
televisão, cinema, jornal, etc). Quase nada se aproveita do que se ouve
ou se vê, e, em consequência disto, ocorre é a edificação
em sentido contrário (destruição) ao cristianismo:sexo
livre, drogas, viciados, sodomismo, crianças mal educadas, inversão
de valores, pornografia, incitação a riqueza, estímulo
a desobediência e ao desmando e assim por diante. Isto, em relação
a Deus, nos edifica?
DOUTRINA DE CRISTO (LUZ): “Tendo sustento e com que nos vestir estejamos
contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada
e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam
os homens na ruína e na perdição” (I Timóteo
6: 8-9). REALIDADE QUE SE VIVE (TREVAS): Começando pelas nações,
a avidez por riqueza domina de forma contundente o pensamento do homem desta
geração. Como não poderia de ser, o que vemos é
apenas o cumprimento da palavra que acima transcrevemos. As nações,
a maioria delas dominadas por uma minoria rica e ambiciosa, em virtude do endividamento,
praticamente impossível de se pagar, estão vivendo, basicamente,
em função do pagamento da dívida. O espírito de
riqueza, cobiça e ambição tem realmente levado a atual
geração a criminalidade não são conseqüência
apenas da luta normal do homem pela sobrevivência, há algo mais.
O espírito que opera esta desobediência é de domínio,
é de supremacia sobre os demais e não de igualdade. Com isto,
dá lugar a discriminação, ao desnivelamento social, ao
aparecimento de classes dominadoras e dominadas, a violência gerada e
de lado pela revolta daqueles que não conseguem seus intentos; e de outro
lado, pelo pavor dos grandes de se igualarem aos pequenos. Não podemos
entender ser isto apenas lutar pela sobrevivência. Pelo menos de uma cousa
temos plena convicção: não está de acordo com os
ensinamentos de Jesus.
DOUTRINA DE Cristo (LUZ):”Se, porém, algum de vós necessita
de sabedoria, peça-a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada
lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5). REALIDADE QUE
SE VIVE (TREVAS): De conformidade com resultados alcançados pelo homem,
nos dias em que vivemos, comprova-se sobejamente a fonte duvidosa onde ele tem
buscado sabedoria. Não é necessário ser nenhum experto
para perceber aquilo que está ocorrendo. Em todos os setores o que se
vê é um completo desacerto, uma desarmonia total, e o fruto, como
não poderia deixar de ser, é ódio, vingança e muita
confusão. Não faz muito tempo, duas nações que representavam
as superpotências mundiais (EUA ex-URSS, atua Rússia), iniciavam
seus programas nuclear e espacial, com bastante sucesso por sinal, tendo alcançado
parte de seus intentos, cujo marco foi colocar o homem sobre o solo lunar. Daí
para frente outros arrojados projetos foram levados a efeito. No entanto, hoje
estão os homens as voltas com os problemas pelos quais eles mesmos são
responsáveis. O mundo está armado nuclearmente e seu desarmamento
torna-se cada vez mais difícil. Não podemos negar a contribuição
que tivemos em decorrência do avanço nuclear. Todavia os gastos,
prejuízos e riscos são assustadores. Façamos as seguintes
perguntas: Qual seria a intenção inicial? O que havia dentro do
coração daqueles homens, no princípio? Cooperação,
ajuda, amor ao próximo ou o desejo maligno de dominar, de saber mais,
de constituir um império? Qual a razão desses projetos serem desenvolvidos
as escondidas? Por que tanta inveja quando o sucesso é alcançado
por outro? “Esta não é a sabedoria que desce lá do
alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois onde há
inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie
de cousas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto, é primeiramente
pura, depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia
e de bons frutos, imparcial e sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia
o fruto da justiça, para os que promovem a paz” (Tiago 3:15-18).
Ao “frigir dos ovos” teriam promovido a paz ou a guerra? Semeado
justiça ou injustiça? Quem não tem paz não pode
transmitir paz e quem não possui justiça, da mesma forma, não
pode semeá-la.
DOUTRINA DE CRISTO (LUZ): “Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está,
temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filho,
nos purifica de todo o pecado” (I João 1:7). “ Os sábios
serão envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitam a palavra
do Senhor; que sabedoria é esta que eles têm?” (Jeremias
8:9). “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: paz, paz,
quando não há paz” (Jeremias 8:11). “Vivem no meio
do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o Senhor” (Jeremias 9:6).
REALIDADE QUE SE VIVE (TREVAS): O que os profetas vaticinaram foi a nosso respeito.
Referiram-se ao comportamento de quem promete paz quando não existe;
cura quando não há cura; e assim vivem enganando e sendo enganados.
Quanta cegueira!
Qualquer doutrina, mesmo com o rótulo cristão, que não
conduz seus adeptos á esperança de vida em um novo corpo; á
esperança de um novo céu e uma nova terra, não pode ser
considerada a doutrina cristã. Tudo que o cristão visa é
de alguma forma alcançar sua redenção, sua participação
no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algum outro ensino que se opõe
a doutrina de Cristo deve ser de imediato considerado pernicioso, pois os ensinamentos
de Jesus são intocáveis: “Passará o céu e
a Terra, porém, as minhas palavras não passarão”
(Mateus 24:35). Foi burlando essas escrituras que o homem pouco a pouco se afastou
de Deus, ou que Deus se afastou do homem. Aproximando-se de Deus, Ele
se aproximará de nós, o que não ocorre entre a luz e as
trevas: uma se distancia com a aproximação da outra.
Pelo que vejo, em resumo, diria que Deus está ficando cada vez mais distante
e aborrecido com o procedimento do homem, como aconteceu nos dias de Nóe:
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e
que toda imaginação dos pensamentos de seu coração
era só má continuamente. Então, arrependeu-se o Senhor
de haver feito o homem sobre a terra, e pesou em seu coração.
E disse o Senhor: destruirei da face da terra o homem que criei...” (Gênesis
6:5-7). E com relação a isto é bom lembrar que Jesus assim
profetizou: “E como foi nos dias de Noé, assim também será
a vinda do Filho do Homem. Porquanto, casavam e davam-se em casamento, até
o dia em que Noé entrou na arca e não o perceberam, até
que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim, também será
a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37-39).
INFORMATIVO
VEREDA: Ano 01 - número 06 - Goiânia, dezembro de 2000.
O
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