Ao longo desses
dois mim anos Deus tem cumprido a sua promessa, tocando as trombetas, as quais
são sinais para a igreja (seu povo). Alguma providência importante
Ele toma quando isto acontece: “Tocai a trombeta em Sião e daí
voz de rebate no meu santo monte...” (Joel 2:1). A palavra rebate significa:
“ataque imprevisto”, “combate ligeiro”, “sinal
de que alguma coisa está acontecendo e ameaçando” (neste
caso o povo de Deus). É um alarme, um brado ás armas.
No decorrer da vida da igreja, isto parece ter acontecido em espaços
bem defasados. Doravante, porém, isto não mais deve acontecer,
tendo em vista a proximidade do Dia do Senhor. A trombeta parece tocar e não
parar. Estaria já a igreja nos fazendo lembrar as dores daquela que está
na eminência de dar a luz? As dores de parto se caracterizam, principalmente,
pela intensidade e diminuição do espaço de tempo entre
uma e outra contração. Este processo tem seqüência
até quando a mulher não mais suportar e grita, mas seu grito só
encontra alívio com o nascimento do filho.
De igual modo a glória da igreja será guardar o testemunho de
Jesus, até que o Senhor venha. No entanto, haverá um instante
em que nossas forças se esgotarão e a exemplo do que ocorre com
a mulher, nada mais poderia aliviar, senão a vinda de Cristo. Ele está
sendo formado em nós, gerado na igreja e um dia terá que nascer:
“Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol
com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça,
que achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo para dar
a luz” (apocalipse 12:1-2).
Existem alguns detalhes importantíssimos a serem observados, tais como:
“...Uma mulher vestida do sol...”. Estamos diante de uma descrição
fantástica! Estamos vendo a igreja que tanto almejamos! A mulher vestida
do sol, sem dúvida, é um indicativo de glória.
“...A lua debaixo dos pés...”. É certo que está
mulher terá a lua debaixo dos pés. A lua creio eu, é aquele
luzeiro cuja luz só tem influência na noite, simbolizando o governo
das trevas. Aos nossos olhos, numa proporção descrente, temos
o sol, a lua e as estrelas, simbolizando, respectivamente: Cristo (o sol da
justiça); o príncipe deste mundo (lua); e finalmente, os cristãos
(estrelas), de quem Deus espera que brilhe a sua luz, embora haja trevas.
“...Uma coroa de doze estrelas...”. A mulher (igreja) trará
consigo e não esconderá de ninguém o testemunho dos apóstolos
de Cristo. O Evangelho de Jesus, Sua Doutrina. Esta coroa na cabeça revela
dois aspectos importantes a saber: a mulher lançou fora a hipocrisia
e não se envergonha mais da doutrina de Cristo.
“...Achando-se grávida, grita com dores de parto, sofrendo tormentos
para dar a luz...” Acredito nada ter a acrescentar. Uma vez convertidos
os nossos corações de nossos pais (apóstolos) e tendo a
lua debaixo de nossos pés, nada mais iremos desejar, senão a Jesus
e, a uma só voz diremos: Vem Senhor! Vem porque não suportamos
mais viver longe de ti! Vem porque nada mais poderá aliviar as nossas
dores, senão a tua vinda: “Na verdade, na verdade vos digo que
vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós
estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher
quando está para dar a luz, sente tristeza, porque é chegada a
sua hora; mas, depois de ter dado a luz a criança, já não
se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no
mundo. Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas
outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a
vossa alegria, ninguém vo-la tirará” (João 16:20-22).
“Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, de uma fé não fingida. Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas... Milites por elas boa milícia; conservando a fé e uma boa consciência, a qual, alguns havendo rejeitado, naufragaram no tocante a fé.” (I Timóteo 1:5,6 e 18,19).
INFORMATIVO VEREDA: Ano 01 - número 05 - Goiânia, setembro de 2000.
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