“Pois
eis que aquele dia vem ardendo como fornalha;
todos os soberbos, e todos os que cometem
impiedade, serão como restolho”.
1 Deus abençoe! A igreja realmente não nasceu para fazer a sua vontade, e sim a vontade de Deus. A luta não é de um ou de outro, mas todos nós temos que nos empenhar ao máximo para que a vontade de Deus seja feita. É por isso que todos nós temos lutas, dificuldades. Uns mais, outros menos. Também gostei quando o Godoy disse na oração: “Senhor, tenha misericórdia de nós!” Que tenha mesmo! Tenha misericórdia, tenha compaixão, senão não seremos capazes de fazer isso. Não é fácil e Deus sabe disso. Vamos abrir as nossas bíblias... Eu pensei que hoje teríamos ceia, mas não teremos, não. Eu estava fazendo meio correndo, mas não tem necessidade. Então, vamos abrir em Marcos capítulo 4. Alguém poderia ler para nós?
26 Disse também:
O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à
terra,
27 e dormisse e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse,
sem ele saber como.
28 A terra por si mesma produz fruto, primeiro a erva, depois a espiga, e por
último o grão cheio na espiga.
29 Mas assim que o fruto amadurecer, logo lhe mete a foice, porque é
chegada a ceifa.
2 Vamos repetir a
leitura. Amém! Então, está aí. Nós temos
muita dificuldade em entender o que se passa no mundo espiritual. Agora, o mundo
espiritual é tão real quanto o mundo natural. Tanto é real
que, quanto mais nos aproximamos dele, mais o percebemos. Quem tem visões,
por exemplo, já começa a achar mais comum a presença de
anjos, a presença de pessoas que não são do nosso mundo,
da nossa dimensão. Então, às vezes conversamos com os irmãos
que têm o dom de visões espirituais. Quer dizer, de repente, eles
enxergam o mundo espiritual. O Sílvio, por exemplo, fala naturalmente:
“Veio um homem alto, de branco, só que não deu para eu ver
o rosto dele direito. Sentou-se aqui...”. Ele conversa como se estivesse
falando de um colega, de um amigo. A Juliana também: “Entrou um
aqui, fez isso, aquilo. Sentou-se e colocou uma mesa aqui”. E assim por
diante. Temos entre nós muitos que já têm esse dom. Isso
vai ficando bastante comum. Deus disse que nos últimos dias derramaria
do Seu Espírito sobre toda a carne e as pessoas teriam visões,
sonhos, não é? Então, passa a ser uma coisa normal, natural.
3 Certa vez, Jesus chamou aqueles três na transfiguração
e disse: “Muitos aqui não verão a morte sem que antes vejam
o Reino de Deus”. Então, Ele veio e mostrou o Reino de Deus e algumas
pessoas de lá. Em outra ocasião, disse: “O meu reino não
é deste mundo”. Sexta-feira na vigília, dissemos que Jesus
não pode reinar o morto. Deus não reina mortos, mas, vivos. São
muitas as afirmações que nos levam a crer na existência
desse mundo espiritual. Esse mundo em que estamos é paralelo ao mundo
espiritual. É onde Deus reina, governa. Então, na medida em que
vamos nos tornando espirituais, vamos permitindo que Deus nos reine. Quer dizer,
estamos passando para esse reino espiritual. Aí vai ficando comum, vamos
sentindo que não mais somos nós, mas o governo de Deus que vai
nos empurrando para cá, para lá, de um lado para o outro. E nós
começamos a viver naquele mundo. Assim, passamos a ser um cidadão
do céu. Já não somos daqui. Estamos aqui, mas não
somos daqui. Amém? Eu estou dando essa introdução para
depois explicar essa parábola.
4 Agora vejam na parábola. Disse também: “O reino de Deus...” Ele estava querendo explicar o Reino de Deus. Por quê? Ninguém o entendia direito e, até hoje, não o entendemos também. Então, Ele estava dizendo: “Você quer ver como é o Reino de Deus? É assim.” Ele estava mostrando o natural para entendermos o espiritual. O natural vai nos ajudar a compreender. “É como se um homem lançasse uma semente na terra...” Então, você imagina o quê? Uma semente lançada na terra por alguém. O que vai acontecer com essa semente? Por acaso o lavrador fica lá sentado, observando o crescimento, o desenvolvimento dela? Não! E se ele ficasse, veria alguma coisa? Também não veria! Mas, o certo é que, ao lançar a semente na terra, o lavrador sai e vai almoçar. E, enquanto isso, veio a água, a chuva sobre aquela semente e, aparentemente, não acontece nada. A semente ainda está lá no fundo. Novamente, ele vai para casa, lancha, toma um café, dorme, vai à cidade comprar alguma coisa que porventura precise. Num dia desses, ele chega e vê alguma coisa já brotando ali. Alguma coisa de novo aconteceu. Amém?
5 No versículo 27: “... e dormisse e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, sem ele saber como”. De repente, sem saber como isso ocorreu, a semente brotou. Como isso aconteceu? Ele não sabe como. Sabe apenas que aquela semente plantada gerou uma outra coisa. Agora, no versículo 28, é dito que “a terra por si só produz o fruto”. O que nasceu primeiro? Aquela folhinha, o broto. Não tinha estrutura ainda, tronco. Foi um raminho que surgiu ali. E depois, mais para frente, vieram as outras coisas. Se plantarmos milho, aquele “fiapinho” de repente vai começar a aparecer.
6 Depois vão aparecer as outras coisas. Como se chama aquele negócio do milho, antes do pendão, Julho? Antes da espiga. A cana! A cana vem primeiro, não é? Primeiro a cana. Ali já saíram as folhas e depois, o pendão. Paralelo a isso, já começa a nascer a espiga. Não é assim? Mas eu pergunto a vocês: podemos afirmar que esse milho vai ser bom? Já sabemos se o milho vai ser bom? Não sabemos! Quando começa a nascer, começamos a observar: “Essa cana está meio fraquinha, meio amarelinha, não sei, não!” Só pela cana começamos a ter uma certa dificuldade em aceitar que aquela espiga vai ser boa. Amém? Aí vem a folha, nasce o pendão. Resultado: vem aquela espigazinha mirrada, aquela bonequinha desajeitada.
7 Pode até ser que aquilo não dê em nada. Assim é o Reino de Deus! Por que aquele pé de milho não prestou, Julho, você que tem experiência com o plantio? Você está dizendo que o defeito foi da terra? Foi a terra, então? Aí, o seu vizinho plantou a mesma semente, Julho. Mas, como a terra dele era boa, o que aconteceu? Pois é. No meu quintal, os pés de milho não passaram da altura do arame. Do outro lado, a terra era boa e o milho, de tão verde, era quase roxo! (Sorrisos) O pendão do “bicho” subindo um metro para cima do muro... (Sorrisos) Cada espiga! A semente era a mesma, mas a terra não era boa. Aqui, Ele está nos mostrando como é o Reino de Deus.
8 Assim é que é! Deus sai semeando a mesma semente. A palavra que é pregada aqui é a mesma para todo mundo que está aqui. A semente é a palavra. A terra é o nosso coração, somos nós. Como sabemos se a semente cresceu ou não? Tem como? Não tem, assim como não vemos o milho crescer. Então, eu jogo a semente no Nilton e o que devo fazer? Fico esperando o resultado. Por isso não podemos julgar a ninguém pela aparência. Não é porque colocamos a semente aqui que, no outro dia, eu vou dar para essa pessoa um cargo. Podemos fazer isso? O que temos que fazer? Vamos esperar a espiga, esperar nascer o fruto e ver se ele é bom. Assim é o Reino de Deus.
9 Como temos falado esses dias, é um lugar espiritual que nós estamos buscando. A semente vem para experimentar que tipo de terra nós somos. Amém? Uns alcançarão mais rápido uma boa estatura, outros ficarão para trás. Uns vão demorar e muitos, nem mesmo irão alcançar. Vou repetir: Jesus estava explicando como é o Reino de Deus. É semelhante ao homem que semeou a semente no campo e fica esperando. “Eu quero ver como a Rosemar vai fazer!” “Eu quero ver como a Suzane vai fazer!” “Eu quero observar como o Ramiro vai fazer!”
10 Hoje pela manhã, nós perguntamos para a D. Amadora se a vida dela havia mudado, se a palavra foi útil, se ela alcançou alguma coisa. Ela respondeu: “Foi útil, eu alcancei. Só Deus sabe o quanto eu alcancei! Se você me conhecesse antes, você diria que isso é verdade realmente”. Eu não vi! Para mim, sinceramente, a senhora é a mesma pessoa. No entanto, as pessoas que convivem com a senhora, com certeza, estão presenciando um comportamento completamente diferente por parte da senhora. Isto é o fruto, o resultado da palavra que a senhora recebeu. A aparência é a mesma! Se a terra é boa, o fruto também vai ser bom porque a semente é boa. O resultado da plantação é o que interessa! O lavrador espera para ver se compensa colher aquela espiga. O Reino de Deus é exatamente isso! Agora, vamos ler em Lucas, capítulo 3, a partir do versículo 15. Quem poderia ler, por favor?
15 Ora, estando o
povo em expectativa e arrazoando todos em seus corações a respeito
de João, se porventura seria ele o Cristo,
16 respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água,
mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou
digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito
Santo e em fogo.
17 A sua pá ele tem na mão para limpar bem a sua eira, e recolher
o trigo ao seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível.
11 Repita o último versículo, por favor! “E assim, com muitas exortações, anunciava o evangelho”. O evangelho é o poder de Deus para nos arrancar, nos tirar do mundo. Como Deus faz isso? Ele joga, lança a semente. Se eu não me engano, é dito no evangelho de Lucas que a semente é a palavra de Deus. Provada? Sim, porque o Verbo se fez carne a habitou entre nós. Qual foi o fruto? Muito bom! Aquela terra era boa! A palavra que desceu do céu caiu naquela terra e qual foi o resultado? Cem por cento. A mesma palavra que estamos ouvindo hoje! Ao cair essa semente no chão, ela se quebrou toda. Mas, aí, nasceu a espiga, e da espiga, quantas outras sementes não nasceram?
12 Então, a palavra que estava presa foi solta. Já não estava apenas com Ele. “Saiu o semeador a semear...” A semente começou a cair em vários lugares e a formar o Reino de Deus. Por isso Ele disse que o Reino de Deus é semelhante ao lavrador que saiu semeando a semente. Deus nos chama para fazer parte do Seu Reino. O que cai no nosso coração? Uma semente boa! Mas se a semente for ruim... Eu não quero entrar nesse detalhe agora, não. Daria para falar muita coisa. Temos que ter cuidado porque, se somos uma terra boa, temos que rejeitar a semente que não é boa. O inimigo veio e aproveitou que a terra era boa e semeou o joio. “Aqui, qualquer coisa pega!” Terra boa é assim, qualquer coisa pega.
13 Mas estamos falando, por enquanto, de como é o Reino de Deus. A terra era boa, a semente caiu, a árvore cresceu e o fruto foi bom. Caiu o fruto e dele veio uma outra semente e, desta, uma outra árvore. Mais uma vida foi salva e assim sucessivamente. João Batista diz que Jesus tem a pá na mão. Olhem aí: “Na sua mão Ele tem a pá”. Ele vai limpar, amém? Mas Ele só vai aproveitar o quê? Ele aproveita a cana, a folha? Nós aproveitamos essas coisas? Pode até ser que aproveitemos para o gado comer. Deus não, Ele aproveita só a semente. E o resto? O resto Ele joga fora! Para um bom entendedor, um pingo é letra!
14 Na mão Ele tem a pá. Jogou a semente? Jogou! Deus espera aquilo crescer. Ele saiu semeando para todos. Nós não estamos vendo, mas Ele está. Cadê o Rai? O Rai mudou. Na vida da D. Geni houve uma mudança muito grande. Houve uma transformação enorme na vida do Marquinhos. Quem fez isso? Deus, então, começa a separar: esse, aquele, aquele outro, e faz o quê? Batiza com o Espírito Santo. O batismo em águas é para quem quiser. Mas, com o Espírito Santo, não é assim. Primeiro o fruto! Ele não vai nos introduzindo de uma hora para outro no Reino de Deus. Batizar com Espírito Santo significa marcar, selar, separar. “Esse aqui é meu, Eu já sei, a terra é boa, não perde, não desperdiça. Mas Eu não vou jogar semente nesse cascalho mais, não! Não vou mais perder semente aqui!”. Não vou apontar para ninguém que é para não ter problema. (Sorrisos)
15 “Dai e dar-se-vos-á, medida boa, recalcada, transbordante...”. “Eu vou jogar semente nesse lugar. Enquanto Eu viro as costas, já está nascendo a espiga! Aqui eu posso investir!” A própria pá que Ele tem na mão começa a separar. Nós não vemos o lavrador, mas Deus sabe. Ele sabe quem está crescendo, produzindo fruto, se o fruto é bom ou ruim. A palha, o sabugo... Adianta jogar palha no chão? Nasce alguma coisa? Ao jogar sabugo no chão, nasce milho? Não nasce, não. Só nasce milho da semente. Somente o filho de Deus gera filho de Deus. O homem de Deus gera homem de Deus. A mulher de Deus gera mulher de Deus. É isso que Ele está nos mostrando: como é o Reino de Deus.
16 Querem ser batizados? Podem vir um atrás do outro. Trinta hoje, vinte amanhã. Ele vai esperar! Pode acontecer, há casos até em que a pessoa já produz frutos antes de ser batizada nas águas. A terra, às vezes, é tão boa! É como aquela mulher que se alimentava das migalhas que caía da mesa. A mulher não era nem judia e Jesus dizia: “Por enquanto, não é para você, minha filha”. Mas aquela mulher queria tanto... Jesus disse que muitos publicanos e meretrizes entrariam na frente até de sacerdotes no Reino de Deus. Para Deus, não interessa se somos brancos, pretos, coloridos. Interessa sim se a terra é boa! Interessa sim se nós, arrependidos da vida que levávamos, passemos a dar crédito à Sua palavra.
17 Deus fala de justiça, de direito, de dividir, de como deve proceder o homem, a mulher, os filhos, e fica aguardando o resultado disso. Aquele que aceita, que pratica, que começa a crescer, Deus começa a investir, a depositar confiança naquele lugar. E Ele vai dar muito mais. “Medida boa, recalcada”. Não é verdade? Não é bom isso? É verdade! Vamos dizer: “Senhor, ensina-me o caminho que eu tenho que andar”.
18 Eu imagino quando Pedro começou a seguir a Jesus, coitado, não sabia nada do Reino de Deus! Era um homem simples, pescador. Quem teve a oportunidade de conhecer um pescador pessoalmente, sabe o quanto ele é humilde. Eles se acostumam com aquela vida! É uma simplicidade estranha. Eu estive observando isso em Fortaleza, quando estive lá. Pedro era assim, e depois se tornou uma das maiores expressões do Reino de Deus. Deus quis mostrar que realmente não depende do intelecto, da qualidade profissional de ninguém, depende sim se o coração está disposto a servir a Deus. “Senhor, eu quero fazer. Eu não sei, não, mas, se o Senhor me ensinar, eu vou fazer!” Eu imagino quantas vezes, certamente, Pedro deve ter errado, mas, quantas vezes depois não deve ter acertado? Assim é o Reino de Deus. Depende muito de nós. Esse, com certeza, Ele vai batizar com o Espírito Santo e introduzir no Reino de Deus. Depois que a pessoa estiver selada... Depois que a carta é selada, chega no destino.
19 Malaquias, capítulo 4, versículo 1. A minha tradução é um pouquinho diferente. Eu gostaria de ouvir uma outra tradução. José Alves.
1 Pois eis que aquele
dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade,
serão como restolho; e o dia que está para vir os abrasará,
diz o Senhor dos exércitos, de sorte que não lhes deixará
nem raiz nem ramo.
2 Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça,
trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros
da estrebaria.
3 E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas
de vossos pés naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos exércitos.
20 Pronto! O que Ele vai aproveitar? O grão! Nem a palha, nem a raiz, nem os ramos herdarão o Reino de Deus! O grão, a semente, o fruto, esse sim, herdará o Reino de Deus. E a palha? Não herdará o Reino de Deus! Quem será semelhante à palha? Os soberbos, os que cometem impiedade. Esses serão como a palha! Olhem aí. Então, Ele jogou a semente para quê? Para que esses deixassem de ser soberbo, de cometer iniqüidade. O lavrador tomou todo o cuidado com o sol, com as pedras, para que esses deixassem de ser arrogantes, injustos, iníquos mas o tempo foi perdido.
21 Amém? Deus vai recolher o grão e queimar a palha! É o natural explicando e espiritual. Se o tempo todo que Deus fala, gasta conosco, e ainda continuamos não correspondendo, o que vai acontecer? Tudo pode resumir-se nisso aí? Por acaso, seremos recolhidos no celeiro ou seremos queimados como a palha? Amém, gente? Então, quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. De repente, não sabemos até quando o nosso tempo vai existir, não sabemos até quando vamos ouvir ou alguém vai nos falar, até quando teremos saúde. Alguém sabe o dia em que a pá vai passar no seu pé? Ele vai recolher o trigo, o grão, e queimar a palha.
22 Nos versículos 2 e 3: “Mas, para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos exércitos”. Então, meus irmãos, assim é o Reino de Deus. Está lá a planta crescendo sozinha, na roça, e o lavrador fica só aguardando o resultado. Mas um dia vamos ver a diferença. Quantos não estão quietinhos em casa, investindo no Reino de Deus?
23 Às vezes, de joelhos, pedindo a Deus sabedoria. Quantos não se entristecem quando praticam iniqüidade? Quantos não se entristecem quando fazem aquilo que não deveriam? Ali está alguém buscando o Reino de Deus. Ele não quer ser palha! Ele não quer ser o restolho! Na minha tradução fala “do restolho”. Restolho é o resto, aquilo que não presta para mais nada. Serve para Deus aquela árvore que produz fruto. Vamos colocar nas nossas cabeças: “Ou eu sirvo a Deus, ou vou ser restolho”. Aqui não é lugar de restolho! Eu não estou falando para ofender a ninguém, não, mas Deus não nos chamou para ser restolho. Eu olho para vocês e não vejo nenhum restolho. Nenhum! Só vejo planta boa! Boa mesmo! Eu vejo o Reino de Deus! Eu vejo que o fruto é bom!
24 Vocês concordam com isso? Precisamos assumir a igreja que somos. Ficar esperando, deixando para amanhã? Vamos começar a negociar os nossos talentos, a usar os nossos dons, colocar em prática aquilo que já sabemos. Considerando o tempo que temos ouvido, era para termos feito muito mais! Vamos reclamar para Deus se nós não estivermos produzindo o que Ele espera. “Senhor, por que eu não estou produzindo?”. Olhem a carinha da “Chiquinha”, o tamanho do fruto! (Sorrisos) Pela cara você sabe de quem é a semente. Não é, não?
25 Deus falou conosco? Deus falou com você? Vá para a sua casa, ninguém vai ficar observando o seu crescimento ou não, mas você mesmo sabe. De repente, virá o Senhor, como veio naquela figueira, para colher um fruto de nós. É bom que tenhamos esse fruto para dar! Uma igreja que anda desse jeito, que anda dessa forma, agrada a Deus e não é ociosa. Deus não deixa de lançar a semente, de tratar bem essa terra. Qual é o lavrador que não trata bem a terra que produz? Ele tem ciúme daquela terra porque ela produz, porque é boa. Julgue você mesmo pelo tempo que você tem, pelo tempo que você tem ouvido. Se a semente é boa, o fruto tem que ser bom. A não ser que a semente não seja boa. Mas, se ela é boa, o fruto tem que ser bom, e o problema, então, é com a terra.
26 Outro dia, Deus mostrou que Ele pegava um dos “Livrinhos” e, como uma caneca, retirava água dele e bebia. Como que dizendo: “Se eu bebo, vocês podem beber também!” Eu creio que não tem faltado água, alimento, boas reuniões. Amém? Pronto? Foi dado o recado.
- José, um minuto para você.
- Eu concordo! É isso mesmo! É valorizar aquilo que Deus está falando conosco e produzir o fruto. Não precisa produzir dez espigas, mas, se estivermos produzindo uma... Deus sabe da nossa capacidade. Não queiramos produzir além daquilo que somos capazes, não! Um outro detalhe importante que eu achei é: vamos passar da cerca, vamos crescer. Enquanto estivermos pequenos, corremos o risco de sermos palha.
- Cadê o outro microfone? Ramiro...
- Dentre as reuniões, a de manhã e esta, estou até pensando em pegar as fitas... Eu havia perguntado para Deus: “Senhor, o que eu vou fazer?” Eu senti que parei, preciso crescer mais. O que Deus falou comigo, então, é que eu procure ser espiga. Deus está de olho no meu fruto para me batizar com o Espírito Santo. Ele sabe de tudo o que está acontecendo comigo. A semente que está vindo para nós é boa! Temos que nos empenhar mais para receber o batismo. Um dia, Ele vai dizer: “Esse pode ser selado”. Caso contrário, Ele tem a pá na mão. Foi o que eu entendi.
- Júnior.
- Realmente, teve uma seqüência nesse final de semana. Começou desde a vigília. Eu não vim, mas me passaram a palavra. Deus tem falado muito sobre o Rei, sobre o Reino, sobre o governo. Hoje, veio completar o que é o Reino de Deus. Não vemos o crescimento, se formos ficar olhando. Mas eu fiquei preocupado foi com o fruto, se eu estou correspondendo. Como foi falado, a semente é boa. Através de sonhos, visões, palavras, Deus tem confirmado isso. Foi o caso da visão com o livro. Então, depende de nós. Estamos recebendo uma semente do céu. Um pão que já foi provado, que não tem defeito. Temos que nos preocupar com isso, assumir a posição de ser a igreja, que nós somos a igreja. Graças a Deus!
- Um irmão representante de Brasília, Nilton.
- Mas é isso mesmo! Eu estava conversando com o José esses dias, Deus tem falado em ficar em Jerusalém, em permanecer no monte. A gente vem aqui e Deus nos alerta que não adianta ter aparência. Temos que produzir o fruto. Deus espera de nós um resultado final. Se não tiver semente, não adiantou nada o milho ser bonito, a boneca ser cabeluda. Se não tiver semente, não adianta. Como foi falado no início, essa igreja nasceu para fazer a vontade de Deus! Ela tem que produzir o fruto que Deus espera. Mas, se Ele está investindo nesta igreja, é porque ela tem capacidade para corresponder, produzir. Alguma coisa estamos produzindo, e temos que nos alegrar com isso. Vamos agradecer, nos empenhar, louvar a Deus por Ele falar tanto conosco. A hora em que a terra estiver precisando de alguma coisa, Ele vem e cuida dela.
- Amém. Wolmer.
- Tudo o que tem sido falado nesses dias, esse lugar, nós temos chegado a esse lugar do governo, do Reino de Deus. Certamente, Ele espera de nós essa atitude, um povo que corresponda, que produza fruto. O que temos visto por aí no meio religioso, ninguém está preocupado com isso. Cabe a nós ouvirmos, darmos crédito, deixarmos que o fruto cresça, apareça, que Ele estabeleça um governo real entre nós. Eu também creio que Ele tem se agradado de nós, um povo pequeno, há quantos anos pelejando... É difícil ser o povo de Deus, produzir o que Ele espera, mas, aos poucos, estamos chegando lá.
- Amém. D. Zefa.
- Amém. Estou aqui pensando no que Deus falou comigo esses dias. Eu orava e dizia: “Deus, como o Senhor tem me corrigido, me ensinado! Parece que eu estou estacionada, a minha vida não muda. Há dezoito anos sentada no banco e não consigo Te agradar”. Quando eu abri as Escrituras, Deus me respondeu que o que Ele queria era que eu crêsse Nele. A obra na minha vida era Ele que iria fazer. É como o senhor falou: a semente que tem no meu coração vai se transformar em fruto, em alimento, enquanto o lavrador descansa. Então, pensei: “Se Deus está falando assim comigo, eu não devo estar tão ruim assim!”. Assim, quando o senhor estava pregando, fiquei imaginando, eu sozinha em casa... Mas hoje Ele me respondeu tudo o que eu tinha perguntado. Não adianta querer fazer as coisas por mim mesma, é Ele quem me batizará com o Espírito Santo e me revestirá de força. Fiquei encantada com a palavra. É tremendo!
- Como a senhora está dizendo, Deus é sábio! Deus é justo e sabe o que vai exigir de cada um de nós, da senhora, de mim. Ele leva em conta a nossa estrutura, o que podemos fazer, a nossa idade, saúde. De lá do lugarzinho dela, pode estar produzindo mais do que podemos imaginar. A senhora está praticando iniqüidade? A senhora tem sido soberba?
- No meu modo de pensar, não, mas é Deus quem sabe.
- Muito pelo contrário, eu acho que a senhora se preocupa em agradar a Deus, quer servir a Deus. Agora você, Vanilde.
- É isso mesmo que os irmãos falaram. Tudo gira em torno de produzirmos o fruto. Todos são terra, e Deus espera dela o fruto. Não é ficar olhando um para o outro, não! Eu achei interessante quando o senhor disse que a primeira coisa que nasce não é o fruto. Tem todo um processo antes de chegar a produzir o fruto. Muitas vezes, não somos capazes de esperar esse momento chegar, e até matamos a planta, fazemos o que não devemos. Vamos ter calma, a planta está crescendo.
- É verdade. Primeiro a semente, depois o ramo, depois você já tem uma esperança. Nasceu uma boneca! Aqui eu vou colher, não é assim? Se o inimigo não vier e der uma quebrada na cana... Irmão Paulinho.
- Eu creio que foi uma palavra de alerta, de correção, para que estejamos sabendo qual é o propósito de Deus, o que Ele vai aproveitar de nós. Que nós estejamos vigiando para que o nosso fruto seja bom, porque a semente que temos recebido é boa.
- Eu acho que todos podem provar que a semente é boa. Basta comparar com as Escrituras. É da árvore da vida que temos nos alimentado porque tem dado vida a muitos. Amém, irmã Lídia.
- Eu concordo com tudo o que Deus já disse e está sendo falado. Realmente, a semente é boa. É uma palavra para toda a igreja refletir.
- Nós temos experimentado e visto que o fruto é bom. Toda a igreja, amém? O fruto daqueles que têm recebido a semente tem sido bom. Julho, sua vez chegou. Você fica muito longe.
- A semente é de Deus. Depende de nós sermos uma terra fértil, que produz os frutos conforme a vontade de Deus. Então, essa explicação que o senhor trouxe para nós é muito importante. Precisarmos nos tornar uma terra fértil, produzir muitos frutos, para satisfazer Nosso Jesus. É isso que eu tenho para falar!
- O senhor falou pouco, mas falou tudo! Agora, nós podemos dizer alguma coisa? O Julho é recente no nosso meio, mas eu queria que vocês fossem testemunhas disso. Vamos ver se ele vai permanecer. Eu gostaria até que a fita que está sendo gravada fosse guardada. Vocês verão daqui a alguns tempos. Se ele continuar, vocês verão a diferença!
- Temos que orar bastante para que Deus ilumine a igreja e não aconteça o que aconteceu conosco lá em Nerópolis: mudou de pastor e a igreja foi só fracassando. A terra foi enfraquecendo...
- Foi nascendo urtiga, vassourinha... (Sorrisos)
- Isso! então, nós tivemos que procurar outras terras. Viemos para cá.
- O senhor tem visto alguma mudança na sua casa, na sua esposa, a Selma?
- É uma perfeição. Graças a Deus, ela só tem dado frutos bons. Só progredindo (Sorrisos)
- Pelo menos um pão de queijo muito bom eu sei que ela faz! (Sorrisos)
- Já é um fruto da terra. Ela não produz só milho, não! (Sorrisos)
- Você pensa que não, mas é tudo isso: educação, simplicidade, companheirismo, amor, paciência, tudo é fruto de quem estiver, realmente, se alimentando direitinho. Quem mais se habilita para encerrarmos? Alini, as considerações finais.
- Amém. Muita coisa importante foi falada. Foi mostrado como é formado o Reino de Deus. Aos poucos, a boa semente, caindo na terra, produz um bom fruto. Pelo menos é isso que Deus espera. Eu achei interessante o senhor falando que, desse fruto, vai nascer uma outra semente, que dará outros frutos. Isso é o Reino de Deus! A boa semente, gerando novas boas sementes.
- Amém! Ele compara também com um pouquinho de fermento que foi jogado na massa e, de repente, ela cresce. Toda a igreja é uniformizada pela mesma semente. Como você estava falando, uma semente gera fruto, que gera outras sementes. É uma cadeia. Mais alguma coisa?
- Achei também importante que, o que interessa para Deus, é a semente, o fruto. A palha, o restolho, isso Ele vai jogar fora. Então, cabe a nós ser essa semente, esse fruto bom, que Deus vai batizar com o Espírito Santo, selado, marcado. Quanto mais frutos produzirmos, mais Deus vai cuidar dessa terra, por causa do que ela tem produzido.
- Amém. está aí. Quem pode dizer que a semente não é boa? Quantos frutos tremendos não temos aqui!? Pode até ser que eu esteja enganado, mas eu vejo o quanto Deus já fez por nós. Como vamos dizer que essa semente não é boa?
27 Vamos curvar nossas cabeças, agradecer a Deus. Assumir e dizer: “Deus, o Senhor está aqui”. Nunca mais passe pelas nossas cabeças que Senhor não esteja no nosso meio. O dia que o Senhor não estiver aqui, nós mesmos vamos perceber. Como o Julho estava falando agora mesmo: têm muitos lugares onde Deus não tem estado mais. Muitos lugares onde a semente não tem sido lançada. Por quê? Porque a terra não correspondeu. Muitos lugares o Senhor deixou, a terra foi abandonada. Mas não tem sido assim no nosso meio. Graças a Deus por isso! Eu queria que você realmente lutasse por isso, se empenhasse. Que seja isso! Que nós possamos ser essa igreja que o Senhor tem tido prazer, amado. Uma vinha boa, fértil, que, com certeza, o Senhor não deixará faltar nem a semente, nem a chuva, nem a luz do sol que é o entendimento. Não deixará faltar quem dela cuide, zele. Uma vinha boa, de fruto bom. Faça isso Senhor Jesus, anime a Sua igreja, o Seu povo a fazer tudo por ela! A querer vê-la cada vez mais gloriosa, mais bonita. A vinha do Senhor, a plantação do Senhor. Que não nasça senão a planta que o Senhor plantou. Obrigado porque, verdadeiramente, o Senhor não nos tem deixado faltar com a nossa responsabilidade. Faltar com o nosso amor, por algo que o Senhor plantou e, com certeza, em breve estará colhendo coisas boas. Seja assim nas igrejas em Palmas, Pires do Rio, Mineiros, Araguaína, Fortaleza. Seja assim por onde quer que o Senhor tenha levado essa semente. Se nós olharmos para trás, veremos o quanto essa igreja cresceu, o quanto foi útil o nosso trabalho, o nosso empenho e muito mais nós podemos fazer pela vinha do Senhor, pela casa de Deus. Está em nossos corações o fazer ou o não fazer, o querer muito mais. Queremos deixar todo o nosso egoísmo, toda a nossa particularidade para investir na obra do Senhor. Obrigado por esta reunião, por mais este dia, por este final de semana. Põe os nossos corações em comunhão como o Teu. Também a nossa alma, nosso espírito. Meu Deus...
O que era antes de Ti
O que sou depois de Ti
Muitas vezes quis desistir
Não entendendo o Teu propósito pra mim
Mas Te conhecer, foi tudo pra mim
Homem nenhum pode me amar tanto assim
Não tem palavras, nem como explicar
São tantas bênçãos, que eu nem sei contar
E quando Tu falares quero eu ouvir
Ao Teu chamar não mais quero resistir
Ajuda-me, Senhor, no Teu caminho quero prosseguir
E quantas vezes forem precisas, perdoa-me
A maior dor é perder a Ti
Tua presença em mim
O Teu amor perto de mim...
29 Vá nos perdoando, Jesus! Vá nos perdoando, Senhor. Tenha misericórdia e o Senhor haverá de se alegrar muito com essa igreja! Obrigado, Senhor. Ajuda-me. Bem forte! “Perdoa-me”. Amém, Jesus. Sim, Senhor, fale e nós estaremos ouvindo. Queremos prosseguir. Isso, com alegria no coração. Vamos nos alegrar com o que Ele tem falado conosco. Ele mesmo desceu do céu. O Reino de Deus está neste lugar! Louvado seja o nome do nosso Deus. Continue falando conosco, Senhor. Aleluia! Vamos abrir o nosso coração, exaltar o nosso Deus. Cantando, todo mundo. Todos!