“13 Mas é
a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios,
glorifico o meu ministério,
14 para ver se de algum modo posso incitar à emulação os
da minha raça e salvar alguns deles.
15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação
do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre
os mortos?
16 Se as primícias são santas, também a massa o é;
e se a raiz é santa, também os ramos o são.
17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado
no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
18 não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não
és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
19 Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé
estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme;
21 porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará
a ti.
22 Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram,
severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade;
do contrário também tu serás cortado.
23 E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados;
porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.
24 Pois se tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado
em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados
na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!”
Vamos parar por
aqui. Depois, daremos seqüência, se for o caso. Assim como as outras
doutrinas, a doutrina de Cristo necessita ser rigorosamente ensinada, a fim
de que todos cheguem “...à medida da estatura da plenitude de Cristo;
para que não sejamos mais como meninos, agitados de um lado para o outro,
levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela
astúcia que induzem ao erro.” (Ef 4:13-14)
Isso tudo é para a nossa própria segurança, podem ter certeza
disso. Esse é o Evangelho que pregamos, que cremos. Precisamos entender
tudo a respeito da doutrina de Cristo. Praticamente em todas as reuniões
estamos trazendo um assunto diferente.
Esses dias atrás, por exemplo, estávamos falando a respeito daquela
passagem em que Jesus disse que, como nos dias de Noé, seria a sua volta.(Mt
24:37) Agora, falaremos de um outro assunto, também relacionado à
doutrina de Cristo.
Então, nós que somos cristãos, que esperamos a volta Dele,
temos de estar observando os sinais do tempo. Muitos estarão dormindo,
e será justamente este momento em que Jesus voltará. Cuidado para
que você não seja apanhado de surpresa.
Nos dias de Noé - não vamos explicar tudo isso novamente - poucas
pessoas estavam na arca quando veio o dilúvio. A arca, sabemos, simboliza
Cristo. Isso quer dizer que, na ocasião da Sua volta, será como
aconteceu lá atrás; poucos estarão na arca, ou seja, em
Cristo.
O que significa estar em Cristo? Tem uma pasagem nas Escrituras que afirma:
“Nisto sabemos que estamos Nele: aquele que diz que está Nele,
esse deve andar assim como Ele andou.” (1 Jo 2:5-6) Então, primeiramente,
temos de concordar com Cristo. Fundamentalmente é isso!
Estar em Cristo é estar de acordo com Ele. Quem discorda da Sua doutrina
não pode permancer na arca. Então, comparando com a profecia,
é possível dizer que poucos estarão em comunhão
com a Palavra Dele, na ocasião da Sua volta.
Assim, por essa causa, as trevas estão invadindo a terra. Os que concordam
diminuem na mesma proporção em que aumentam aqueles que discordam.
A partir do momento em que concordamos com Ele, começamos a ser aperfeiçoados;
nossos pecados são tirados um a um.
Antes de qualquer coisa, devemos dar razão a Ele. O fato de não
sermos capazes de praticar, ou por acharmos difícil demais, não
é motivo para discordarmos.
Vai chegar um momento em que haverá somente trevas. Jesus Cristo, então,
derramará a sua ira sobre a terra. Se observarmos, chegaremos à
conclusão de que tudo está se cumprindo.
Os governos perderam completamente o controle dos problemas que afligem a humanidade:
saúde, violência, terrorismo, desigualdade social, drogas, fome
e assim por diante. Tudo isso são trevas.
As pessoas chegarão ao extremo de fazer coisas absurdas. Tem uma outra
profecia que diz: “Um irmão entregará à morte outro
irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão
contra os pais, e os matarão.” (Mc 13:12) É sério
demais!
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, é claro,
escreveu todo esse capítulo 11. Nesse trecho, o povo de Deus é
comparado a uma árvore: a boa oliveira. Você poderia estar se perguntando
a respeito dos outros povos.
Os outros povos não eram considerados povo de Deus. Eram conhecidos por
gentios. Esse povo gentio ficaria simbolizado por uma outra árvore: o
zambujeiro.
Essa primeira árvore inclui o povo que vem desde Abraão, Isaque,
Jacó, Davi e etc, até chegar em Cristo (boa oliveira/judeus).
Eu volto a repetir: os demais estavam na outra árvore. Essa árvore
aqui (zambujeiro/gentios), não era povo de Deus. Ponha isso bem guardadinho
na sua cabeça. Então, temos duas árvores, de natureza uma
diferente da outra, simbolizando dois povos.
Jesus veio e qual era a Sua vontade, o Seu desejo? Que não houvesse separação
e que todos se tornassem uma só árvore: a do povo de Deus. Mas,
o que aconteceu? O povo que era considerado de Deus não concordou com
Ele. Jesus Cristo era o próprio Deus, não se esqueçam disso.
Houve, então, uma desobediência, uma rejeição.
Depois dessa desobediência, o que aconteceu? Esse povo que era de Deus
deixou de ser, ao passo que, à outra árvore, com algumas condições,
foi dada a oportunidade de se tornar povo. “...Veio para o que era seu,
e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que
crêem em seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus...”
(Jo 1:11-12)
Então, o segredo para se tornar povo de Deus, continua sendo receber
Jesus. Os judeus que O receberam, que creram Nele, automaticamente, passaram
para a árvore que, dali para frente, seria considerada a boa oliveira.
E quanto aos gentios? Como passaram a ter o direito de ser povo de Deus? Da
mesma forma: crendo em Jesus. Por isso, o profeta Isaías disse: “Fui
achado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que não
me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome eu disse: eis-me
aqui, eis-me aqui.” (Is 65:1)
Por que os judeus deixaram de ser povo de Deus? Porque não estava mais
de acordo com Ele. “Acaso andarão dois juntos se não há
acordo entre eles?” (Am 3:3) É como se eles dissessem: “Nós
não concordamos, não aceitamos o que este homem está dizendo.”
Foi justamente nesse ponto que eles tropeçaram, resitiram a quem não
poderiam. Mais interessante ainda é que estava tudo escrito, mas boa
parte do povo não se deu conta disso. “Disse-lhes Jesus: nunca
lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta
como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos
olhos?” (Mt 21:42)
Qual a situação do mundo hoje? Eu vou repetir novamente porque
esse detalhe é muito importante: alguns galhos da árvore dos gentios
foram enxertados na boa oliveira. Esses são os que creram em Jesus. Mas,
alguns dos galhos daquela que era considerada a árvore boa, foram arrancados.
Esses são os judeus rebeldes, que desprezaram a Palavra. Assim, perderam
a condição de povo de Deus. Os que creram migraram para a outra
árvore, certo? Vamos ler a partir do versículo 19:
“19 Dirás
então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé
estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme;
21 porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará
a ti.
22 Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caí
ram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade;
do contrário também tu serás cortado.
23 E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados;
porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.
24 Pois se tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado
em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados
na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!”
Vamos entender agora
como começou essa outra árvore. Onde não era, começou
a ser feito, a ser criado o povo de Deus. Preste bem atenção nisso.
Estava zerado, sem ninguém e Deus começou tudo de novo.
O que se aproveitou da oliveira legítima foi apenas o tronco e a raiz.
A edificação desse novo povo começou com uma semente, que
foi Jesus Cristo. Primeiramente, eu mostrei a árvore, mas vamos entender
como ela mesma teve a sua origem.
A semente, que simboliza a Palavra anunciada por Jesus, foi lançada em
vários lugares diferentes, como está na parábola do semeador:
parte caiu entre espinhos, parte caiu entre pedregais, parte caiu à beira
do caminho, mas parte caiu em boa terra e produziu fruto. Ou seja, alguns aceitaram
a Palavra, outros não. Os que ouviram e creram, agregaram-se à
nova árvore.
Agora, para ser povo de Deus, não importa se é judeu ou grego,
mas sim se crê em Jesus. E se cremos Nele nos esforçamos para fazer
Sua vontade
Em certa ocasião, os discípulos chegaram e anunciaram a presença
da família de Jesus, que disse: “Quem é minha mãe
e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos,
disse: Eis a minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer
a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e
mãe.” (Mt 12:46-50)
Então pronto! Está definido! Isso é o que continua a vigorar.
Essa árvore é composta por aqueles que se dispuseram a fazer a
vontade de Deus. A outra, como dissemos, ficou constituída pelos rebeldes,
pelos recalcitrantes, pelos que não concordaram.
Na realidade, as duas árvores permenacem com suas raízes e troncos.
Apenas aos ramos está sendo dada a oportunidade de optar a quem querem
seguir.
No versículo 13, o apóstolo Paulo diz: “Mas é a vós,
gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o
meu ministério.” Acaso ele estava falando com os judeus? Não!
Por causa da rebeldia deles, estava falando, de agora em diante, com os gentios.
Hoje, porém, já não existe separação.
Poderíamos resumir tudo isso dizendo que o Evangelho é para a
igreja, para o povo de Deus, e não para o mundo. “Não estou
mais falando com essa árvore, estou falando com aquela.” Se alguém
quiser ouvir a Palavra de Deus, tem, obviamente, de se unir ao povo de Deus.
Adianta discutir com quem não quer saber de Deus? Não. Mas, se
Deus tem enviado pessoas para falar a respeito do Evangelho com a igreja, de
quem vocês acham que Ele vai cobrar mais? “Aquele a quem muito é
dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais
ainda se lhe pedirá.” (Lc 12:48)
Então, se um dia ouvimos o Evangelho e o aceitamos, o problema é
todo nosso. Hoje, por exemplo, temos a visita de um casal de Belo Horizonte:
o Carlos e a Desi, irmã da Dilza, esposa do Júnior de Palmas.
Eles leram uns livros, concordaram e resolveram vir conferir pessoalmente a
Palavra que pregamos. Após a reunião, irão embora. Quem
sabe em qual das árvores eles estão? Talvez eles próprios
saibam, mas a pessoa mais indicada para responder é Deus.
A verdade é que Deus está sempre acrescentando pessoas novas para
ouvir a Palavra. Conforme for a reação delas, poderão ser
enxertadas na árvore legítima. Somos enxertados ou arrancados
pelo que ouvimos. É sério demais isso!
Um dia, fomos enxertados porque concordamos com Cristo, não foi assim?
Podem ter certeza de que o dia em que começarmos a fazer restrição
à Doutrina Dele, seremos arrancados e voltaremos a fazer parte do natural
zambujeiro.
E depois de sermos arrancados uma vez - que isso não aconteça
com ninguém, é apenas uma hipótese - podemos ser enxertados
novamente? Claro que podemos, mas será muito mais difícil, creio
eu. O que precisa acontecer, então? É necessário que haja
arrependimento. “Lembra-te pois de onde caíste, arrepende-te e
volta-te à prática das primeiras obras.” (Ap 2:5)
Então é isso! Podemos ser enxertados novamente na árvore,
assim como podemos ser arrancados. Enquanto estivermos em comunhão com
Jesus Cristo, permaneceremos enxertados nela.
Agora, observem um outro detalhe muito importante a respeito do enxerto. Prestem
atenção! Imaginem, por exemplo, um galho de goiabeira sendo enxertado
numa outra árvore qualquer, o abacateiro. Não tem nada a ver uma
coisa com a outra, concordam? Goiabeira e abacateiro produzem frutos completamente
diferentes.
Mas, se arrancarmos o galho da goiabeira e o enxertarmos no abacateiro, o que
vai acontecer? O galho de goiaba vai ter de produzir abacate, não é?
Isso quer dizer que nossas vidas, depois de enxertadas, têm de mudar.
Somos apenas ramos de natureza diferente, recebendo agora uma seiva completamente
nova.
Vamos olhar o significado de enxertar: “introduzir, inserir...”
Alguém sabe como se faz um enxerto? O galho, ao ser enxertado, tem de
ser amarrado, bem firme, bem seguro, senão ele se solta. O fruto que
ele estava acostumado a produzir era outro.
É como se Deus nos dissesse: “Agora, eu quero que você produza
amor e não ódio; paz e não guerra; justiça e não
injustiça.” Então, não é algo que acontece
pela vontade do galho de goiabeira. Não se esqueçam de que ele
necessitou ser amarrado. Assim também somos nós. Nossa natureza
é terrena, maligna e diabólica. (Tg 3:15)
Então, não é algo que acontece pela vontade do galho de
goiaba, não! Ele precisou ser amarrado! Quem está compreendendo?
Assim também somos nós! Nossa natureza é terrena, maligna.
Fica fácil agora entender o porquê de termos que nascer de novo,
por melhor que nos consideremos ser. Esse novo nascimento ocorre no nosso espírito,
mudando a nossa natureza. Nicodemos era uma pessoa respeitadíssima entre
os judeus, era tido como um dos principais. Mas o que Jesus lhe disse? “Em
verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo
não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)
A partir do momento em que dissermos: “Senhor, eu reconheço que
nada de bom há em mim, eu preciso de salvação, amarra-me
ao Senhor!” Quem não fizer essa oração, vai ficar
de fora, não vai suportar ouvir as reuniões, vai desanimar. Começa
chegando atrasado propositalmente, até se afastar de vez. Todas essas
coisas são contrárias à nossa natureza. Não brinque
com ela!
Um galho demora a entender que já foi cortado, que está fora do
tronco. Enquanto não seca de vez, não reconhece que pecou. E o
pecado consiste em não crer mais em Cristo. Eu não quero profetizar
isso. Deus me livre! Assim é a nossa fé. Se Deus não tiver
misericórdia de nós, não abreviar os dias, ninguém
se salvará, nem mesmo os escolhidos.
Daí o alerta que o apóstolo dá: “Não te ensoberbeças,
mas teme...” Então, não é porque fomos enxertados
que vamos nos ensoberbecer, imaginar que somos melhores do que os outros; pelo
contrário, vamos temer a Deus. “Senhor, guarda-me, acampa os Teus
anjos ao meu redor. Eu preciso perceber que os meus frutos mudaram, preciso
ter certeza de que o Senhor é a raiz que me alimenta e me sustenta.”
Assim, passaremos a andar por um caminho muito difícil, pois Jesus mesmo
afirmou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e
espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos
são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado
o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.”
(Mt 7:13-14)
Depois de você chegar em casa, com tempo, leia todo o capítulo
11 do livro de Romanos. É muito importante mesmo entender isso. Quem
quiser, que coma outro pão, que siga uma religião qualquer. Mas
se você estiver convencido de que é verdade o que explicamos nessa
noite, não se ensoberbeça, mas tema a Deus. É melhor medir
com folga; é melhor sobrar do que faltar.
Ninguém pense que essa árvore que Deus plantou não está
crescendo. Ela cresce sim. O seu tronco nunca foi arrancado. É a mesma
árvore que o Senhor Deus fez brotar no Jardim do Éden. (Gn 2:9)
Apenas alguns galhos foram quebrados com a vinda de Jesus Cristo. É,
para nós, que fomos enxertados, árvore nova; mas, para Deus, árvore
original.
É bem verdade que, se numericamente comparada àqueles que resistem
em ser enxertados na árvore de Deus, vai parecer bem menor do que realmente
é. No entanto, não podemos nos esquecer de que o povo de Deus
não são apenas os cristãos que hoje estão na terra.
Boa parte de nossos irmãos já está no céu, faz parte
da Jerusalém Celestial.
No livro de Hebreus, capítulo 12 - todos têm de ter isso na mente
e no coração - fala desse povo. Vamos ler a partir do versículo
1.
“1 Portanto,
nós também, pois que estamos rodeados de tão grande nuvem
de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de
perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está
proposta,
2 Fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual,
pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia,
e está assentado à direita do trono de Deus.
3 Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores
contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
4 Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado.”
Olhe o grande inimigo
desse povo: o pecado. O pecado vai fazer de tudo para nos tirar da árvore,
amém? Tudo o que acontece à nossa volta é para nos tirar
de Cristo. O inimigo vai dizer ao que está buscando ser santo: “Está
bom! Não precisa de tanta santidade assim.” A quem está
lutando para se tornar justo: “Não precisa! Quem não comete
uma injustiçazinha de vez em quando?” Ao que vive para Deus: “Não
seja exagerado. Você também tem o direito de viver para si. É
da vontade de Deus que sua vida seja abundante.”
O que vai acontecer? Se não tivermos muito cuidado, muita sabedoria,
vamos começar a discordar e podemos parar no chão. Eu costumo
dizer que, quando o galho é jogado no chão, não seca de
uma vez. Talvez ele passe um, dois dias verdinho, mas, na verdade, já
foi arrancado.
Daí em diante, a tendência é sercar-se totalmente, a ponto
de servir só para ser queimado. Mas por que isso aconteceu? Porque se
rebelou, pensou que o santo não precisava ser mais santo, que o justo
não precisava ser mais justo, que não precisava viver para Deus.
É isso! A vontade que eu tenho é de gritar bem alto, para que
todos ouçam! Mas não é verdade, gente? Eu duvido que alguém
consiga suportar os assédios do mundo se não for dessa forma!
Se não tiver fome e sede de Deus, eu duvido que alguém suporte.
É preciso querer a Deus acima de qualquer coisa. Se não tomarmos
muito cuidado, vamos afrouxando, cedendo, sem perceber que tem alguém
louco para nos arrancar da árvore.
Não é a vontade de Deus que sejamos arrancados, mas não
se esqueça de que temos um inimigo, um adversário. Ele quer quer
fiquemos totalmente fora do propósito de Deus.
Se a raiz é santa, os galhos, os ramos, tudo o que estiver unido à
árvore deve ser santo. “Mas, como é santo aquele que vos
chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto
está escrito: sereis santos, porque eu sou santo.” (1 Pe 1:15-16)
Antes de ser enxertado, o galho não era santo porque a seiva que o nutria
era má. Não tinha misericórdia, não amava, não
perdoava, não tinha capacidade de sofrer nenhuma injustiça. Mas
agora é diferente.
Então, a Palavra que nos está sendo ensinada não é
para nos incriminar, nos condenar, e sim para nos fazer estar alertas: Cuidado!
Graças a Deus que estamos sendo iluminados, orientados!
Nada pode roubar o nosso direito de ser salvo. Se alguma coisa tem nos impedido,
dificultado, é melhor deixá-la de lado. Vamos priorizar a nossa
salvação, aquilo que temos certeza de que vale a pena fazer algum
sacrifício.
Basta abrir as Escrituras e ver que Jesus Cristo tem razão. Tudo o que
Ele disse a respeito do mundo está se cumprindo. Só um louco para
não concordar com Ele. Pensando assim, vamos buscá-Lo, fazer de
tudo para permanecer ligados, amarrados Nele. A seiva, aquilo que vai nos alimentar,
vem Dele. “...Quem de mim se alimenta, por mim viverá.” (Jo
6:57) Vivemos para aquilo de que nos alimentamos!
Por isso, Jesus Cristo partia o pão sempre que tinha comunhão
com os discípulos. Em outras palavras, estava dizendo: “Você
concorda com o que Eu disse? Senão, não coma.” A prova de
que nós concordamos com Ele, é que vamos fazer exatamente Ele
disse.
Quando somos enxertados, passamos a adquirir tudo o que existe na árvore.
Até o fruto vai ser o mesmo! Não se desespere, dizendo: “Meu
Deus, o que vai ser de mim?” Apenas tema e confie em Deus. Esse é
exatamente o grande mistério: apenas concorde, creia, confie e a sua
natureza vai mudar.
Quem não tem humildade, paciência, domínio próprio,
vai adqurir. O santo vai ser mais santo ainda. O justo vai ficar cada vez mais
justo. Algumas coisas ruins deixaremos rapidamente; outras, demorarão
mais tempo.
Imagine um galho enxertado. Ele adquire imediatamente a natureza da nova árvore
a qual foi unido? Não! Isso ocorre apenas após um certo tempo.
Mas, depois, quem observar aquele galho, sequer vai perceber que foi enxertado.
Isso é tremendo, é fantástico, é simplesmente um
milagre de Deus em nossas vidas!
Vamos facilitar o trabalho e permitir que Deus faça isso o quanto antes.
Tudo acontece naturalmente: a seiva vai chegando, nos nutrindo, nos alimentando,
nos fortalecendo. Tão somente vamos dizer: “Senhor, pode me amarrar
a Ti. Já estou cansado de confiar em mim mesmo. Me entrego a Ti como
um sacrifício vivo”. Ele só não vai nos amarrar se
não quisermos.
Esse sim, é o verdadeiro significado do batismo. Quando damos esse passo
de fé, é sinal de que concordamos com Jesus Cristo e isto nos
une a Ele. Se eu não me engano, tem uma música que diz: “Amarra-me
a Ti”. Se não tem, faça. (Risos - Ed.) Pode fazer que é
verdade.
Vocês concordam que alguma coisa tem de mudar na nossa natureza? Então,
não vamos nos ensoberbecer, mas sim temer e crer que Deus é poderoso
para concluir o trabalho que um dia começou nas nossas vidas. Ou não
é assim? O apóstolo Paulo diz: “...tendo por certo isto
mesmo, que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará
até o dia de Cristo Jesus...” (Fp 1:6) Que benção!
Mas como o diabo tem feito resistência, como o inimigo tem nos pressionado!
Mas não vamos ceder! Aleluia mesmo!
Jesus veio para nos servir de exemplo, para que andássemos após
suas pegadas. Por nossa causa suportou a cruz, a vergonha, a humilhação,
mas a vontade de Deus foi feita. “Não se faça a minha vontade,
mas a Tua vontade.” (Lc 22:42)
Vamos olhar para Ele: “...olhando firmemente para o Autor e Consumador
da fé, Jesus...” (Hb 12:2) Se fizermos isso, não tem desânimo
que tome conta.
Interessante observar que em tudo Jesus foi o primeiro, não é?
Ao dizer que Ele foi o autor da nossa salvação, afirma-se ser
Ele quem descobriu, quem inaugurou esse caminho. Pensem bem no quanto foi difícil.
Hoje, temos muito a nosso favor, a igreja, os irmãos, mas, principalmente,
Ele, Jesus Cristo. “Se Deus é por nós, quem será
contra nós?” (Rm 8:31)
Que benção, que coisa tremenda! Depois desse entendimento, vá
lendo a bíblia para você ver que beleza! Leia as Escrituras! A
partir do versículo 5.
“5 E já
vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho
meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes
quando por ele és repreendido;
6 Pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por
filho.
7 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual
é o filho a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes,
sois então bastardos, e não filhos.”
Ele vai corrigir
apenas quem estiver enxertado na árvore, através da Sua Palavra.
Se ela é poderosa para separar a junta da medula, quanto mais para nos
corrigir! É ela que nos lava, nos purifica, nos dá vida.
É por causa dela que nos reunimos! Para ouvir a orientação,
a correção, a ajuda de Deus. É aqui que recebemos a seiva
para suportar os dias maus, a pressão, a tentação, o assédio
do mundo. É aqui o seio de Abraão.
Como eu estava dizendo no início da reunião, quem concorda que
temos de lutar mais pela Doutrina de Cristo? Claro! Temos de nos esforçar.
Ela é que salva tantas vidas! Quantas salvações, quantas
coisas maravilhosas nós vimos Deus fazer entre nós? Por que não
ter coragem? Por que não fazer algo mais pelo povo de Deus?
Então, você não acredita mais? Mas, se você acredita,
vá e lance a semente, porque Deus a faz crescer. Deus vai fazer a semente
crescer no coração que recebê-la. A semente é Jesus.
Vamos curvar nossas cabeças. Não deu tempo de lermos o que eu
gostaria, mas fica para outro dia. Amém, Jesus! Graças a Deus
que o Senhor está balançando a árvore, e o fruto, se for
bom, vai permanecer. O Senhor tem toda razão, foi o Senhor quem nos salvou
e nos amarrou ali. É mais do que justo que não nos ensoberbeçamos.
Pelo contrário, foi para que produzíssemos fruto que o Senhor
nos ajuntou ali. Foi para que cada um de nós, como galhos, pudesse agregar
outros, e não se cansasse, e não se desse por vencido hora alguma.
Somos os trabalhadores dessas últimas horas. Somos chamados para servir
ao Senhor e não queremos ser inúteis, nem ociosos. Com tudo o
que tivermos, queremos Te servir, porque, certamente, o Senhor veio para salvar.
Não era a vontade do Senhor que houvesse uma árvore perdida, não
era a vontade do Senhor que alguém fosse arrancado. E se alguém
foi arrancado para que fôssemos enxertados, não queremos, Pai,
julgar isso, porque não cabe a nós opinar, senão aceitar
como uma graça, como uma misericórdia, como uma bondade do céu.
Tão somente, queremos fazer jus à nossa eleição;
queremos fazer jus ao chamado, à nossa vocação, e com orgulho
dizer ao Senhor que trabalhamos nessa obra, que trabalhamos no Seu Reino de
maneira espontânea e alegre. E ao nos reunirmos aqui para louvarmos ao
Senhor, estará no nosso coração a vontade de dizer: “O
Senhor é Deus! O Senhor reina o Seu povo! O Senhor nos salvou! O Senhor
nos arrancou de um lugar terrível e nos transportou para o Seu Reino.”
Amém, Jesus! Aleluia! Nós agradecemos por todas as vidas salvas
que o Senhor está acrescentando à igreja. Aqueles que estão
sendo salvos, que estão sendo arrancados, que experimentaram uma natureza
diferente. Amém, amém, Jesus!
“Tu és soberano sobre a terra
Sobre o céus Tu és Senhor Absoluto!
Tudo que existe e acontece, tudo sabes muito bem
Tu és tremendo...!”
Tremendo porque
te salvou! Tremendo porque teve misericórdia de você! Louve ao
Senhor! Louve ao Senhor teu Deus!
“...E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande...“
Ele se importa com
você! Não quer te perder! O amor Dele é grande!
“...Eleva-me, amarra-me a Ti...”
Olhe aí,
não falei que tinha?
“...Tu és tremendo!
E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande
Eleva-me, amarra-me a Ti
Tu és tremendo!...”
Amém! Nós ainda vamos cantar mais um pedacinho. Eu queria que
você pensasse nisso: o quanto Jesus nos amou. Tendo tudo contra Ele, Ele
queria nos salvar. Ele queria me salvar! Ele arriscou tudo porque Ele nos queria
também na árvore. E agora, meu irmão, tenha misericórdia
de quem não está na árvore. Tenha misericórdia de
alguém que você entende que precisa.
“Tu és soberano sobre a terra
Sobre o céus Tu és Senhor Absoluto!
Tudo que existe e acontece, tudo sabes muito bem
Tu és tremendo!
E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande
Eleva-me, amarra-me a Ti
Tu és tremendo!”
Obrigado, Jesus! Com palmas! Amém! Aleluia! Olhem, para mostrar toda a nossa gratidão, para mostrar que isso que nós estamos cantando é de coração, vamos propor dentro de nós fazer todo o possível para agradar ao nosso Deus. Amém? Abrace o seu irmão, nós estamos encerrando, em nome de Jesus. Amém! Deus abençoe!