“24 E, tendo-se retirado os mensageiros de João,
Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João:
Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?
25 Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que
aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão
nos palácios reais.
26 Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do
que profeta.
27 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio ante
a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.
28 Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum
maior do que João; mas aquele que é o menor no reino de Deus é
maior do que ele.
29 E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça
de Deus, recebendo o batismo de João.
30 Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quanto
a si mesmos, não sendo batizados por ele.
31 A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são
semelhantes?
32 São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam
uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos
lamentações, e não chorastes.
33 Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem
bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio;
34 Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão
e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores.
35 Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.”
Amém. Pare aí, por favor. Essa passagem que
lemos mostra o risco muito grande pelo qual a igreja passa: o de não
perceber o que Deus está fazendo. Cada coisa tem o seu tempo determinado
para ser feita. Em Eclesiastes, Deus disse que para tudo tem o seu tempo. Por
isso, para nós, é muito importante observarmos o tempo, os sinais,
o dia, a noite.
Tem a hora em que o sol nasce e a hora em que o sol se esconde. Hora de acordar
e hora de dormir, não é? Para tudo tem a sua hora, o seu tempo.
Deus também fez um plano para que o homem fosse salvo - o plano de salvação
- que também tem um tempo para ser cumprido, etapa por etapa.
Prestem atenção. Como tudo tem o seu tempo, há tempo para
nascer, há tempo para morrer, há tempo para viver... Há
tempo para a folha nascer, cair e assim por diante. Deus, então, aproveita
a noção que temos do tempo para nos explicar o plano de salvação.
Jesus, então, estava dizendo o seguinte: “Vem um profeta e vocês
fazem restrição a ele. Vem outro, procedendo de uma forma completamente
diferente e vocês não aceitam. Será que vocês não
entedem?” É mais ou menos isso.
João Batista, sabemos, foi enviado por Deus com uma missão muito
importante: a de preparar o caminho do Senhor. O próprio Senhor Jesus
deu testemunho dele, dizendo:
Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado
pelo vento?
25 Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que
aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão
nos palácios reais.
26 Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do
que profeta.
27 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio ante
a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.
Para que você tenha uma idéia, entre os nascidos
de mulher, nenhum foi maior do que João Batista. Todos concordam que
ele foi enviado por Deus, não é mesmo? Eu creio que sim.
Só que João Batista tinha suas características, sua maneira
de proceder: por exemplo, ele não comia com os pecadores. Da prostituta,
ele passava longe. Não comia pão, nem bebia vinho, mas ainda assim,
o povo o acusou de ter demônio. Tudo bem, vá raciocinando comigo.
Eu volto a repetir: suas características eram completamente diferentes
das de Jesus e ambos foram enviados por Deus, cada qual para cumprir uma missão.
Mas o tempo de João Batista passou, certo? Passou e o tempo não
volta atrás. Como eu estava dizendo no início da reunião,
o plano de Deus é desenvolvido por etapas, e cada etapa tem o seu tempo.
Quando as pessoas se deram conta, ele já havia morrido.
Certa vez, os discípulos perguntaram se antes da vinda do Messias, não
deveria vir primeiro o profeta Elias, ao que Jesus disse:
“11 Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as
coisas;
12 digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram;
mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há
de padecer às mãos deles.
13 Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de
João, o Batista. (Mt 17:11-13)
Viram o quanto é sério? João Batista fez
o que tinha de fazer, cumpriu sua missão e se foi, mas as pessoas, o
povo que se dizia de Deus, não se deu conta disso. Alguém, nos
dias de hoje, teria coragem de desprezar, de jogar fora o que ele disse e fez?
Não, de maneira alguma!
Enquanto João Batista estivesse vivo, era necessário ouví-lo,
escutá-lo, por mais esquisito que aparentasse ser. Não interessava
se ele comia gafanhoto e mel silvestre, se ele se vestia de pele de camelo.
Interessava, sim, se ele era um enviado de Deus. Jesus disse que todo aquele
que rejeita um enviado de Deus, a Deus rejeita.
Mas ele foi morto, perseguido porque reprovou a atitude de Herodes que possuiu
Herodias, mulher de seu irmão. João Batista não concordou
e disse: “Não te é lícito possuí-la!”
(Mt 14:4) Herodias teve um ódio terrível, espiritual, maligno,
e pediu ao rei que cortasse a sua cabeça. Simplesmente porque ela queria
fazer uma coisa que o enviado de Deus não concordou. De acordo com as
Escrituras, com a Palavra de Deus, vocês acham que João Batista
tinha razão? Tinha! Ele estava certo, mas o povo não aceitava,
não queria ouvir a verdade!
Mas, como Herodes era rei, dominava tudo, tinha poder sobre todos, fazia o que
queria e ninguém podia dizer nada... Quem, naqueles dias, tinha “peito”
para se levantar contra ele, por mais errado que estivesse? Ninguém,
exceto João Batista. Por isso, Jesus disse que “... aqueles que
trajam roupas preciosas, vivem em delícias, estão nos palácios
reais.”
Ai de quem ousar dizer alguma coisa deles! Vejam como tudo é realmente
muito difícil. Por quê? Lá no início, ainda no livro
de Gênesis, Deus alertou o homem para que não comesse da árvore
do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que ele fizesse isso, morreria.
Qual é a dificuldade que temos? Não é de separarmos o bem
do mal, o certo do errado? Por falta de entendimento, de compreensão,
de sabedoria, muita idade, pouca idade, não interessa, estamos sempre
errando.
Se na hora de tomarmos uma decisão, trocarmos de lugar o bem com o mal,
vamos pagar pelo nosso erro! Todos nós corremos o mesmo risco. O nosso
grande problema é exatamente esse: saber separar o bem do mal.
Tudo porque, um dia, desobedecemos a Deus e comemos da árvore do conhecimento
do bem e do mal, mas não temos o algo a mais que só Deus possui
para separar uma coisa da outra. Para fazer isso é preciso ter justiça.
Essa capacidade, nós vamos adquirindo ao longo da vida. É ouvindo,
errando, tropeçando... É assim que vamos aprender. Se não
adquirirmos essa capacidade, vamos errar demais, sempre estar trocando uma coisa
pela outra e, numa dessas, podemos rejeitar a Palavra, o enviado de Deus.
Foi o que estava acontecendo com o povo naqueles dias. Por isso, Jesus comparou
os homens daquela geração com meninos. “...Meninos que,
sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e
não dançastes; cantamos lamentações, e não
chorastes.”
Em outras palavras, Ele estava dizendo: “Na hora que eu quero que vocês
dancem, vocês choram; na hora que eu quero que vocês chorem, vocês
dançam.”
Está errado! Precisamos estar atentos ao que Deus quer de nós
agora. Quem concorda? Se está chovendo, não vamos sair sem levar
o nosso guarda-chuva. Se está frio, vamos nos agasalhar adequadamente.
Mas se estiver fazendo muito calor, é tempo de vestir uma roupa mais
leve. Tudo tem o seu tempo. Amém, Paulinho?
E se fizermos a coisa errada: colocar um agasalho quando o tempo estiver quente?
Sairmos na chuva sem a devida proteção? Vamos pagar pelo nosso
erro! Tudo o que plantamos, tem também o tempo de colher. Certo? Depois,
vamos passar por uma dificuldade enorme, mas, se fomos nós que plantamos,
não tem outro jeito.
Como eu disse no início, João Batista tinha um ministério,
mas suas características eram completamente diferentes das de Jesus.
Mas, de acordo com o ministério dele, naquilo que ele tinha de fazer,
vocês acham que ele estava certo ou errado em não receber uma prostituta,
por exemplo?
Você acha que ele estava certo, Paulo Júnior?
Sim, ele estava, porque ainda existia a lei.
Isso! Ele estava cumprindo a lei: não comia com o pecador, não
bebia vinho, não falava com a prostituta. Estava correto o procedimento
dele?
Estava.
João Batista foi um homem enviado por Deus, maior do que todos os outros
que havia vindo. E, quem estivesse observando o tempo, os sinais, o cumprimento
das profecias, receberia ou não o Elias?
Receberia, independentemente do que ele fizesse. Mas os fariseus coavam o mosquisto
e engoliam o camelo. Isso quer dizer que eles desprezavam o mais importante
por causa de nada: “Esse não pode ser o Elias, olhe só a
maneira como ele se veste, de pele de camelo. Olhe só o que ele está
comendo!”
Para provar que o erro estava no povo e não nas pessoas que Deus enviou,
depois disso tudo, veio o próprio Deus, simples, humilde, comendo com
os pecadores, recebendo as prostitutas, os pobres, os publicanos, coisas que
João Batista não fez, mas, ainda assim, foi rejeitado.
O próprio João Batista disse que, após ele, viria alguém
que ele não era digno sequer de desatar-lhe as correias da sandália.
(Lc 3:16) Em conseqüência disso, que tipo de música vamos
ter de observar de agora para frente? A que Jesus Cristo estiver tocando. Amém!
Ele é o maestro! Ele é quem vai determinar a hora que vamos lamentar,
dançar e assim por diante. É hora de chorar? Então vamos
chorar! É hora de dançar? Então vamos dançar!
Se Jesus comia com os pecadores, o que o povo devia fazer? Comer com os pecadores!
Ora, se o o próprio Deus estava procedendo assim, ninguém teria
direito de reprovar: “Por que Ele está comendo com os pecadores?
Olhe só, Jesus recebe os publicanos!” Foi isso que os fariseus
fizeram! Não adiantava, infelizmente, o coração do povo
estava endurecido. De toda forma que Jesus fizesse, seria reprovado, haveria
restrição a seu respeito. Estava previsto que seria assim.
Quem teria coragem de fazer alguma restrição, de reprovar a Jesus
sabendo quem Ele era? Você teria, Júnior? E você, Humberto?
Quem seria capaz de rejeitar um enviado de Deus? Acaso a nossa justiça
é superior à Dele ou à de João Batista? Quem não
entendeu, meus irmãos, ficou para trás.
Você está entendendo o que eu estou falando, Welmo?
Estou, estou entendendo.
No Exército, há um ditado interessante que diz assim: “Manda
quem pode e obedece quem tem juízo.” Se Deus mandou João
Batista daquele jeito, o povo tinha de aceitá-lo, recebê-lo daquele
jeito. Ou a pessoa é enviada de Deus, ou não é. Então,
o que temos de separar é só isso e mais nada. De uma mesma fonte
não pode jorrar água limpa e suja, doce e salgada. Ou é,
ou não é um enviado de Deus. “Ah, mas é louco, feio,
gordo, preto!” Mas é enviado de Deus.
E aí, Carlinhos? Como fazer?
É preciso aceitar, porque a justiça Dele é muito maior
do que a minha.
Então, do que você precisa, realmente, ter certeza?
Se é um enviado de Deus e pronto.
E se não for enviado de Deus, Carlinhos?
Eu não vou aceitar, não é?
Já corta logo. Amém?
Os fariseus acompanhavam Jesus por onde quer que Ele fosse. Para recebê-Lo?
Não! Para ver se Ele fazia alguma coisa errada. Mas eram muito imbecis
mesmo, não é? Eles que não enxergavam um palmo na frente
do nariz...
Iam atrás de Jesus para ver o que Ele fazia de errado. Amém? Era
exatamente aí que eles se perdiam, porque, com isso, desprezaram Deus,
o Salvador.
João Batista foi a pessoa enviada para aqueles dias, para aquele momento,
para aquela hora. Quantas pessoas não foram enviadas por Deus, mas o
povo rejeitou? Para tudo tem o seu tempo. Havia várias viúvas
em Jerusalém nos dias de Elias, mas ele foi enviado à casa da
viúva de Serepta. A viúva o recebeu ou não? Recebeu. Eliseu
foi enviado a Naamã, sendo que, em Jerusalém, naqueles dias, havia
muitos leprosos. Muitos, sem saber, hospedaram anjos. Amém, gente?
Quem estiver acompanhando o tempo, o cumprimento das profecias, vai perceber.
Por exemplo: se eu sou um enviado de Deus, eu tenho o direito de falar o que
eu quiser e vocês terão que me ouvir, certo?(Risos - Ed.) Ou será
que vocês vão separar: “Isso é de Deus! Isso não
é!” Se vocês rejeitarem a mim, estarão rejeitando
a Deus. Em compensação, se vocês me receberem, estarão
recebendo a Deus.
Não pode uma mesma árvore produzir fruto bom e ruim, não
é assim? Ou aquilo que falamos é de Deus ou não é!
Não tem meio termo. Ou a água que sai é limpa ou suja.
Tem pessoas que não aceitam você falar nada. Você não
pode chamar a atenção dela nenhuma vez! Olhem a questão
da justiça própria.
Por exemplo, João Batista chamou as pessoas de “raça de
víboras.” Tem pessoa que até hoje pensa que aquilo que ele
disse não era de Deus. Quantas coisas ele falou e nem mesmo foi escrito!
Isso tira o mérito de ele ter sido enviado por Deus? Mas se ele tivesse
dito: “Seus estrumes!” Como o povo deveria reagir? “Amém,
é verdade!” Eu tenho certeza de que tudo o que ele falava era com
a intenção de ajudar, de salvar.
Quem poderia entender aquele povo? Vinha um de um jeito e eles não aceitavam.
Vinha outro de outra forma e eles rejeitavam. Isso continua acontecendo. Não
vamos julgar pela aparência. O importante é que alguém abra
os nossos olhos e nos mostre o que está certo e o que está errado,
o que é um bem e o que é um mal. “Faça assim porque
é tempo de fazer assim.”
O que Deus vai fazer com relação àquela pessoa que Ele
enviou? Deus vai dar testemunho. Foi assim com João Batista e com Jesus.
Os ministérios eram diferentes, mas Deus deu testemunho tanto de um quanto
de outro. E quem resistiu, quem rejeitou João Batista, também
não aceitou Jesus. O caminho, a direção, o sentido, era
o mesmo.
Eu faço questão de frisar esse ponto: o interessante é
que João Batista não fazia as mesmas coisas que Jesus, mas o seu
trabalho foi importante demais, fundamental. Foi quebrado todo o protocolo que
até então existia, que a lei impunha.
Aos poucos, João Batista foi fazendo discípulos e os seus seguidores
foram aumentando. O próprio Jesus demonstrou ter concordado com tudo
o que ele disse quando foi por ele batizado.
A maior prova de que Deus também aprovou é que, no momento do
batismo, o Espírito Santo desceu como pomba sobre Jesus. É sinal
de que houve a aprovação total de Deus, tanto do ministério
de um, quanto do outro.
Vamos ler um pouquinho antes, quando os mensageiros de João foram procurar
Jesus. Versículos 18 até o 23:
“18 Ora, os discípulos de João anunciaram-lhe
todas estas coisas.
19 E João, chamando a dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar-lhe:
És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?
20 Quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João, o Batista,
enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou havemos
de esperar outro?
21 Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias
e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.
22 Então lhes respondeu: Ide, e contai a João o que tens visto
e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados,
e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é
anunciado o evangelho.
23 E bem-aventurado aquele que não se escandalizar de mim.”
Se observarmos as Escrituras, vamos perceber que, quando começa
o ministério de Jesus, logo João Batista morre. Mas, antes disso,
mais do que depressa, ele envia seus discípulos para perguntarem a Jesus
se Ele era aquele que havia de vir, ou deviam eles esperar por outro.
Isso mostra que, mesmo ele, teve dúvida. Certo? Para o próprio
João Batista ter dúvida, imaginem a diferença que havia
entre eles, a dificuldade que não foi? Tinha de haver alguma coisa que
fosse bastante diferente, vocês concordam?
Mesmo assim, João Batista não se escandalizou. Pensou: “Primeiro,
vou perguntar para Ele.” Disse aos seus discípulos: “Vão
lá e perguntem: “És tu aquele que havia de vir, ou havemos
de esperar outro?”
Qual foi a resposta? Na mesma hora, Jesus curou os enfermos, expulsou demônios,
deu vista aos cegos e assim por diante. Ele estava certo de que se os discípulos
voltassem e contassem o que viram, João entenderia.
“Ide, e contai a João o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.”
Dali para frente, a quem o povo deveria obedecer, dar ouvidos?
A Jesus. O que Ele falasse e fizesse era lei. Se Ele recebeu o pecador, nós
também vamos receber. Se Ele foi obediente até a morte, nós
também vamos ser. Ou vocês acham que alguém poderia contestar
o que Jesus estava falando, se o próprio João não o fez?
Até poderia, mas não deveria. Isso seria recalcitrar contra o
aguilhão!
Muitos, por não entederem, se acham justos o bastante e criticam a pessoa
de Jesus. Se Ele próprio disse: “Enquanto estou no mundo, sou a
luz do mundo.” Então, enquanto Ele estivesse no mundo, Ele seria
a luz. Não interessava se recebendo as prostitutas, comendo sem lavar
as mãos, ou até mesmo na cruz. A igreja não pode fazer
acepção de pessoas.
Então, se Jesus recebeu as prostitutas, vamos recebê-las também.
O que mais Ele fez? Foi injustiçado e não abriu a boca. O que
vamos fazer? A mesma coisa. Comeu e não lavou as mãos. Quem quiser,
que lave, mas se não quiser, também não precisa lavar.
Por que você não precisa lavar, se não quiser, Welmo?
Porque Ele não lavou.
Pois é. Se o mestre fez, todo discípulo perfeito será como
o seu mestre. Não é mesmo, Humberto?
É interessante isso.
É interessante não, é muito interessante!
Tudo o que Ele fazia tinha um motivo, uma razão. Às vezes, Jesus
fazia isso propositalmente, só para causar espanto, questionamentos...
No fundo, o que Ele queria mesmo era mostrar que, na verdade, aquilo não
era um mal. É tudo muito simples. E se não era um mal...
Era um bem.
Quer dizer, não cheira, nem fede. Isso que eu estou falando é
de Deus. Parece que não, mas é. Não cheira, nem fede. Mas
alguém pode pensar: “Ah, mas ‘fede’? Essa palavra é
muito feia. Não pode ser de Deus”. Ou é, Humberto?
É! (Risos - Ed.)
Se for para ajudar você a entender a Deus, é um mal ou um bem?
Eu poderia ter usado uma outra expressão. Qual, por exemplo? Welmo? Indiferente?
Isso! Estão vendo o quanto demora? Se estivermos com pressa, vamos usar
essa mesmo: não cheira, nem fede.
É impressionante a maneira como Deus fala no nosso meio, com uma linguagem
muito simples: bem, mal, certo, errado, justo, injusto etc. Com um pouco de
atenção, todos entedem. Um dia desses, vieram nos visitar algumas
pessoas que, pelo jeito, não vieram para aprender, para nos receber,
mas para, de alguma forma, ver se tropessaríamos em alguma coisa. O que
mais me chamou a atenção foi a maneira como eles falavam, usando
uma linguagem muito complicada. Era difícil inclusive entender o que
eles estavam dizendo: “natureza adâmica”, “corpo cósmico”,
“os vencedores” etc. Falavam, falavam, mas ninguém entendia
nada. Talvez, por causa da maneira como estamos acostumados a ouvir, sem maiores
formalidades, estranhamos a forma complicada que outras pessoas usam para explicar
as coisas de Deus. Se o próprio Jesus teve cuidado de falar de uma maneira
que todos entendessem, por que iríamos inventar? É isso que eu
não entendo. (Welmo - Ed.)
Gente, o importante é separar o bem do mal. “Isso é um bem,
continue fazendo!” “Isso é um mal, não faça
mais!” Ora, se o propósito de Deus é abrir os nossos olhos
para que não façamos o mal, é isso que importa.
Há lugares, por exemplo, em que não se pode nem falar no nome
do diabo que as pessoas se escandalizam. “Tá repreendido em nome
de Jesus!” Não é verdade? “Não, não
fale nesse nome! Ele não deve ser nem lembrado.” Mas deve ser lembrado,
falado, sim! O que o diabo mais quer é passar despercebido, como se não
existisse.
A nossa justiça, a nossa maneira de pensar, a nossa capacidade de discernir
o bem do mal, precisa exceder, ser superior à dos escribas e fariseus.
Senão, não entraremos no Reino de Deus.
O fariseu coava o mosquito e engolia o camelo. Às vezes, por causa de
uma “bobagenzinha”: não cheira, nem fede, por exemplo, a
pessoa se levanta e vai embora. “Não vou ouvir esse homem, não.
Ele falou ‘não cheira, nem fede’, um palavrão!”
Vai embora e não ouve o resto. Ou seja, coou o mosquito e vai engolir
um camelo logo ali na esquina. Amém? Não é, Margarida?
Mosquito podemos comer à vontade. (Risos - Ed.) É sério!
Não vai nos causar mal algum. O que não podemos é engolir
o camelo. Isso aí, sim, vai dar um trabalho danado. (Risos - Ed.) Vocês
concordam? Jesus falou: “Porque eu vos digo que se a vossa justiça
não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino
dos céus.” (Mt 5:20)
Como nós precisamos aprender a discernir o bem do mal! Temos certeza
de que é um mal? Então, não vamos fazer. Quem tem que julgar,
preferencialmente, somos nós mesmos.
Cada um precisa saber dessas coisas. Sabem por quê? Na hora da decisão,
muitas vezes, não dá tempo de perguntar para alguém. “Espere
que eu vou procurar saber se isso é um bem ou um mal.”
É a minha, a sua justiça. Cada um tem que adquirir essa capacidade.
A minha capacidade é minha, a sua é sua. É na hora! É
quando cada um tem de decidir se compra ou se não compra, se vai ou se
não vai, se faz ou se não faz, se pensa ou se não pensa.
Cada um vai ter de aprender! E quantas vezes não vamos errar, tomar a
decisão errada, fazer o que não devemos? E se não tivermos
uma boa justiça, estaremos destruindo a nós mesmos.
São coisas preciosas que estão no Evangelho que, no momento em
que precisarmos, serão a nossa salvação. E, naquela hora,
naquele momento, Deus estará observando o nosso comportamento.
Haverá situações em que, às vezes, condenaremos
o justo e absolviremos o pecador. Isso é justiça humana, gente!
O povo preferiu que soltassem Barrabás e crucificassem Jesus. Vejam que
é sério demais, mais do que pensamos.
É muito difícil! Precisamos adquirir o Espírito de Deus
para nos ajudar a adquirir essa capacidade. Precisamos ser limpos de toda injustiça,
de toda imundície que nasce conosco e aumenta à medida em que
vivemos esta vida.
Por isso que eu digo: vamos andar na luz. Mas o mundo amou e tem amado muito
mais as trevas. Será que nós também vamos desejar outro
conselho, outra luz? “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de
vida eterna.” (Jo 6:68)
É como se Pedro dissesse: “Para onde nós vamos, se só
o Senhor fala o que nos interessa? Pelo menos, o Senhor tem coragem de falar
conosco, de nos corrigir, de chamar a nossa atenção! Aonde iremos
nós? Iremos, sim, atrás do Senhor! Se o Senhor cair no buraco,
cairemos também, porque não deixaremos de seguí-Lo.”
E os discípulos andaram naquela luz e foram discípulos perfeitos.
Que benção! Eles não tinham dúvida quanto ao homem
que seguiam, ou seja, um enviado de Deus.
Vocês sabem por que eles conseguiram fazer o que fizeram? Porque foram
fiéis, discípulos perfeitos. Senão, não teriam sido
capazes de fazer os sinais que fizeram.
E mais: eles só se tornaram discípulos, seguidores, porque receberam
aquilo que Jesus disse. Caso contrário, teriam estabelecido a sua própria
justiça e não teriam se submetido à justiça de Deus.
Justiça, já dissemos isso muitas vezes, é um ponto de vista.
Com quem estava o ponto de vista, a opinião de Deus naqueles dias? Com
Jesus. Na carta de Paulo aos Romanos está escrito: “Não
se sujeitando à justiça de Deus, estabeleceram a sua própria
justiça...” (10:3)
O que as pessoas, os religiosos fizeram, então? Em vez de andarem na
luz Dele, que provou por meio de curas, sinais, libertação aos
cativos, restauração da vista aos cegos, ser um homem de Deus.
Antes, O rejeitaram, estabeleceram o seu próprio juízo, e perderam
a oportunidade de fazerem parte do povo de Deus. Se eles tinham dúvidas,
por que não pergutaram, como fizeram os discípulos de João
Batista?
E se nós tivermos dúvidas, o que temos de fazer, Welmo?
Perguntar.
E por que nós não perguntamos, então? O que poderíamos
perguntar? Se tal pessoa foi ou não enviada por Deus; se podemos andar
na luz dela ou não. “Podemos, Senhor, seguí-lo, dar ouvidos,
confiar, ou estamos aqui perdendo tempo?
Quem tem de fazer essa pergunta, Humberto?
Cada um.
Devemos fazer essa pergunta para quem?
Para Deus. Vamos dizer: “Senhor, eu não vou dar mais um passo,
não vou caminhar, não vou seguir, não vou em frente, enquanto
o Senhor não...”
Confirmar se é ou não um enviado do Senhor. Podemos acreditar
no que ele fala? Andar na sua luz?
Amém, igreja? Para tudo tem o seu tempo, a sua hora, o seu momento. E
o tempo e as horas passam. O povo, na verdade, aguardava a vinda do Elias, mas
não perceberam que esse homem era João Batista. “Cadê
o homem?” Quando se deram conta, João Batista já tinha morrido.
“Ah, o homem era de Deus mesmo, onde ele está?” O próprio
Jesus disse:
“Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23:37)
É triste, mas é verdade! Está escrito
isso ou não? Está! Se está, é verdade. Por fim,
veio o próprio Deus, encarnado na pessoa de Jesus, e muitos se escandalizaram.
Será que eles foram os últimos dentro do plano, da obra de Deus,
ou outras pessoas foram enviadas e também não foram recebidas?
A obra de Deus nunca parou, porém, tudo passa. Outras pessoas foram enviadas.
Às oito horas, dentro do plano de Deus, está programado para acontecer
uma coisa; às nove horas, outra. Às dez, também é
diferente, e assim por diante. Daí a pouquinho, vem a noite. Se ficarmos
esperando o sol quando a noite já chegou...
Por isso, Jesus nos advertiu para que observássemos os sinais dos tempos.
“Eu não vou deixar de cumprir o que está escrito; observe
os tempos e compare com o que está profetizado.”
Em outras palavras, é isso que Deus quer dizer. Mas, se não estivermos
acompanhando atentamente, se não estivermos observando, o tempo vem,
o tempo passa, as coisas acontecem e não seremos salvos. Tudo isso porque
resistimos aquele a quem Deus enviou.
Eu faço questão absoluta de que todos vocês nos ajudem dessa
maneira: perguntando, consultando, porque se vocês não fizerem
isso...
Quando João e Jesus estiveram aqui, eles não estavam um contra
o outro. O primeiro apenas passou o bastão para que o outro pudesse cumprir
a sua missão, dentro do propósito de Deus. Hoje não é
diferente. Todo discípulo bem instruído será como o seu
mestre.
Eu creio que todos compreenderam, pelo menos um pouco, não é?
A verdade é que se formos ficar esperando o que vai ou não acontecer,
corremos o risco de parar no tempo, de a Palavra de Deus se cumprir e nós
ficarmos.
Não vamos fazer isso! Pelo contrário, vamos perguntar, abrir bem
os nossos olhos. Uma coisa eu posso garantir a todos vocês: não
é normal o que Deus tem falado conosco a respeito dessas coisas que estão
acontecendo.
Quantas Palavras, mensagens... Eu acho que não é normal, é
algo mesmo sobrenatural, eu não tenho dúvida. Eu nem mesmo tenho
esse direito de ter dúvida, mas pode ser que muitos aqui ainda tenham.
Precisamos de decisão, não é? Se a Palavra que temos ouvido
produz algum efeito, nos ajuda, nos limpa, está abrindo os nossos olhos,
só pode ser de Deus. Que interesse o diabo teria em fazer isso? Sabem
por que o povo no deserto não entrou no descanso de Deus?
Porque endureceram seus corações, ficaram em dúvida se
era Deus ou não que estava falando com eles. Tudo isso porque não
receberam aquele que por Deus foi enviado, mandado.
Bastou Moisés se ausentar um pouquinho para que o povo construisse para
si um bezerro de ouro. Qual foi a conseqüência de tudo isso? Não
entraram no descanso, no repouso de Deus.
Muitas vezes, estamos aqui oprimidos, atribulados, angustiados, talvez porque
ainda não aceitamos, realmente, a Palavra, o enviado de Deus. A bíblia
diz:
“...Resta alguns entrarem nele, e que, por causa da desobediência, não entraram.” (Hb 4:6)
Alguém duvida de que a situação hoje não
é diferente? Aquela geração representa não apenas
aquele tempo, mas essa espécie, esse homem que ora existe. Temos a mesma
dificuldade que eles tiveram. “A quem pois compararei os homens desta
geração, e a quem são semelhantes?” Cuidado para
não estabelecer a sua própria justiça! Senão, você
vai coar o mosquito e engolir o camelo, amém? Não vai andar na
luz, mas nas trevas.
Amém, Walfredo Júnior?
Amém.
Não fale amém se você não acha que é amém.
Amém. Eu concordo e acho demais, muito importante a forma como Deus fala,
como Deus nos ensina. Quando o senhor começou a ler, eu estava pensando
o que viria, o que Deus queria falar conosco aqui. O que será que Deus
quer tirar daqui para nós? Mas você fica sempre na expectativa
de que Deus vai falar. Eu acredito que Deus nunca deixou de falar. Então,
quando o senhor começou a falar e expor, foi ficando bem claro. Eu fiquei
impressionado como, realmente, a gente não pára para pensar, não
observa coisas tão importantes, coisas tão sérias. Como
foi naqueles dias de João Batista, ele chegou e se portou de uma forma
completamente diferente de Jesus, não é? E nós nunca observamos
isso. E ambos foram enviados por Deus, tinham a Palavra de Deus, tinham, como
se diz, “carta branca” de Deus para fazer a obra Dele. E aí,
João Batista não comeu, não bebeu, ficava no deserto, se
vestia de um jeito, se portava de outro, mas Deus estava com ele. Depois, veio
Jesus completamente diferente. É aí que entram os detalhes importantes.
O próprio João Batista ficou balançado, pensando: “Meu
Deus, mas, se eu sou enviado, por que o Senhor mandou este completamente diferente
de mim?” Mas até aí, sendo um homem de Deus, João
Batista percebeu que também era diferente dos outros e passou a observar
Jesus, e enviou seus discípulos para perguntar para Ele. Então,
eu achei demais, muito importante isso, porque nós temos que fazer a
mesma coisa, temos de observar, temos de olhar. Porque se estamos diante daquele
que é enviado por Deus, daquele que tem a Palavra de Deus, não
importa se ele usa sapato preto, ou sapato branco, isto não importa.
Não importa se você dá conta de usar o sapato preto ou se
você não dá, mas respeite o sapato que ele usa, porque ele
é um enviado de Deus. Não censure o homem de Deus, não
se escandalize. Veja se ele é um enviado de Deus, porque, se ele for,
com certeza, ele vai falar a Palavra de Deus. Então, às vezes,
não observamos essas coisas. Eu vou falar isso aqui porque eu vim de
fora e, por isso, posso falar. Lá fora, quando eu fazia seminário,
nas denominações, eu corria demais atrás dessas coisas
e observava o tanto que as pessoas, e nós mesmos, quando estávamos
lá, tínhamos uma consideração, um respeito, até
por pessoas que não eram enviadas. Recebíamos pessoas que não
eram enviadas, pessoas que simplesmente falavam a letra, que falavam daquilo
que nem conheciam e nós as colocávamos lá em cima, no alto.
Eu vejo que hoje nós temos alguém que realmente foi enviado por
Deus. Às vezes, temos medo de falar isso, não sei por que, mas
ainda temos medo de falar. Mas eu acho que até esse medo Deus está
tirando de nós. Deus está querendo uma certeza, uma convicção
porque, se eu não estiver convicto de que o senhor é um enviado
de Deus, eu não vou seguir o senhor. Mas é por isso que eu estou
aqui; porque lá, fazíamos uma festa, seguíamos, levantávamos
as pessoas e elas não eram enviadas de Deus. Por quê? Porque não
falavam a Palavra de Deus. Então, uma característica importante
do enviado é essa: Deus fala através dele, ele tem o Espírito
de Deus. O senhor começou a falar e a ler, e eu pergunto: quem sabia
o que o senhor iria falar? Ninguém, a não ser Deus. Mas depois
que o senhor falou, testifica com o nosso espírito, com o espírito
de cada um aqui. Cada um aqui que tem o Espírito de Deus testificou que
essa Palavra é Palavra de Deus. Então, é isso que temos
de observar. Agora, se o senhor diz “não cheira e nem fede”
ou se, às vezes, usa até palavras feias, não importa. O
que importa é que abriu os meus olhos. Não foi assim que o cego
falou? “Não importa, meu filho, se Ele nasceu de carpinteiro ou
se o nome dos pais Dele é José e Maria, sei lá, o que importa
é que Ele abriu os meus olhos. E, se abriu os meus olhos, não
é homem, não é normal, Ele tem alguma coisa importante,
alguma coisa com Ele”. Então, perdemos porque observamos o que
não é para ser observado. Eu tenho certeza de que é uma
Palavra de Deus para abrir os nossos olhos, para não perdermos o tempo
que Deus está dando para esse projeto, que é edificar a igreja.
Mas Ele não vai edificar se não acreditarmos, se não confiarmos
naquele que Deus tem enviado.
Amém. Pedro e os outros apóstolos foram enviados. Logo em seguida,
Deus envia Paulo, que tinha uma característica completamente diferente
dos outros. Enviado para os gentios, Paulo não consultou nem carne, nem
sangue. Ele sabia que se fosse perguntar, consultar outras pessoas, poderia
prejudicar, inclusive, o seu ministério.
Depois de muito tempo, quartoze anos, se eu não engano, é que
ele recebeu a destra de comunhão dos outros apóstolos, reconhecendo
o apostolado de Paulo. Pedro mesmo, em uma de suas cartas, diz: “O nosso
amado irmão Paulo fala coisas difíceis de se entender.”
(2 Pe 3:16) Como isso é tremendo! Coisas que não foram reveladas
aos outros apóstolos, Paulo disse.
Entre eles existia um respeito muito grande. Até onde um havia chegado,
o outro respeitava. O certo é que quem edifica a igreja é Deus.
É Ele também quem aprova ou reprova. Precisamos acreditar nisso!
Ontem, na vigília, antes de começarmos a orar, eu disse: “Agora
vamos orar e o Senhor vai dar uma visão para confirmar se estamos certos
ou errados. Estavam aqui a Juliana e a Fernanda que têm visão.
Começamos a orar, cerca de uns vinte minutos, talvez nem isso, perguntei
para elas: “Qual foi a visão?” Havíamos falado da
importância, do valor que temos dado ao que temos ouvido. Eu, sinceramente,
creio que é um tesouro, uma riqueza, algo muito precioso mesmo. Pena
que nem todos dão esse valor.
Quando valorizamos alguma coisa, não queremos perdê-la por nada,
nada mesmo. “Não, eu não posso perder isso que Deus está
falando, é importante demais para mim.” Se não for assim,
por qualquer coisa perdemos, facilmente alguém nos rouba. Eu estava dizendo
o seguinte: às vezes, uma pessoa chega com uma jóia muito bonita,
rara, toda animada, dizendo: “Olha que beleza!” A outra pessoa,
que não entende a importância, diz: “Isso é bijuteria!”
Muito cuidado, porque se você não valorizar o que Deus tem falado,
você joga a jóia fora.
Mas, se tiver algum valor, você vai guardar, proteger debaixo de sete
chaves. “Escondi a Tua palavra no meu coração, para não
pecar contra ti.” (Sl 119:11) O que vai acontecer comigo? Eu vou desejar,
vou buscar mais, pois eu sei que tenho um tesouro. É importante demais!
Aconteça o que acontecer, pode tudo estar dando errado, mas eu atribuo
à Palavra de Deus um valor inestimável. Amém? Não
interessa quem pense o contrário, para mim, isso é importante
e eu não quero perder.
Depois disso, tanto a Juliana como a Fernanda tiveram visão. Quem teve
a visão da pedra? A Juliana? Havia aqui no salão uma pedra enorme,
muito dura. Com muita dificuldade, batíamos nela e tirávamos umas
casquinhas, uns pedacinhos, não foi assim? Essa pedra simboliza Cristo,
a pedra que os edificadores rejeitaram. Não é fácil tirar
um pouquinho de Deus e transmitir para as pessoas. Mas, aquilo que você
conseguiu, aquela Palavra, aquela revelação, é muito precioso,
é um pedacinho de Deus. Guarde, porque tem muito valor, mais precioso
do que o ouro e a prata.
Na visão da Fernanda, um anjo vinha com uma coroa cravejada sobre uma
almofada. Quando se carregam coisas na almofada, ainda mais trazidas por um
anjo, certamente, tem valor. Eu entendi que aquela coroa simbolizava aquilo
que nós, a igreja, de um modo geral, temos recebido de Deus. Jesus disse:
“Guarde o que você tem para que ninguém tome a sua coroa.”
(Ap 3:11) Amém? Então, Deus estava nos dizendo: “Vocês
já alcançaram! Guardem!” E assim por diante.
Adriana, o que Deus falou com você?
Amém. Eu achei muito interessante quando o senhor explicou porque não
podemos resistir o enviado de Deus. Ele vem com o intuito de abrir os nossos
olhos, de fazer com que aprendamos a discernir o bem e o mal, não é?
E, às vezes, nos apegamos às coisas pequenas, como foi dito, coamos
o mosquito e engolimos o camelo. Até mesmo a linguagem que é usada,
por ser simples ou pelo modo que as coisas são feitas, podemos resistir,
escandalizar. Jesus e João Batista tinham um jeito todo diferente um
do outro, mas ambos eram enviados de Deus.
E você, Alini?
Outro detalhe também muito importante que foi falado é a questão
do tempo, não é? É para cada um observar o tempo, porque
cada época vai ter a sua característica. Eu acredito que foi por
isso que cada tempo teve o seu enviado. João Batista foi enviado daquele
jeito porque era para ser assim naquele tempo. Então, não importava
o modo como se vestia, a maneira como agia, o que importava era que ele queria
abrir os olhos do povo, preparar o caminho. Essa era a função
dele. Assim como Jesus, no tempo Dele, agia de uma forma diferente de todos
os outros. Ele se assentava com os pecadores, recebia a prostituta, mas também
com o intuito de abrir os olhos das pessoas, de fazer com que elas entendessem
a diferença entre o bem e o mal. Assim acontece até hoje.
Amém. É isso mesmo! Pedro não foi enviado aos gentios,
mas Paulo...
Paulo já foi. Então, era de acordo com cada tempo: o tempo dos
gentios havia chegado. Era o que estava precisando naquele momento, não
é? Assim, não importa o que a pessoa é, e sim, se ela está
abrindo os nossos olhos, se ela está mostrando para nós o que
é bem e o que é mal. Se formos capazes de aprender isso, não
importa o modo como a pessoa fale, se vista, se ela nos fizer entender, está
bom demais. (Ir. Alini - Ed.)
Amém. Então, o importante mesmo é percebermos que Deus
está no governo. Se Deus está no governo, na direção,
reinando, não podemos esperar outro, amém? Mas, se alguém
ainda tiver dúvida e quiser perguntar, como os discípulos de João
Batista fizeram, sinta-se à vontade. Conforme o que Deus nos responder,
vamos descansar Nele. Ninguém tem o direito de enviar-se a si mesmo e
ninguém pode tomar para si a honra de ser um enviado de Deus. Quem nos
envia é Deus!
O que Deus faz, na verdade, é nos observar para ver quem realmente está
sendo discipulado, aquele que se mostra interessado. Depois de estivermos prontos,
aí sim, Ele vai nos enviar. Em muitas áreas estamos necessitando
de enviados. “Senhor envie trabalhadores porque a seara é grande,
mas os trabalhadores são poucos.Tenha misericórida de nós!”
Mas, primeiro, é preciso ser discipulado, para depois ser enviado.É
um ministério. Se for um ministério, se acreditamos que estamos
vivendo um tempo em que Deus está recrutando trabalhadores e tivermos
coragem de andar nessa luz, seremos enviados. Para seguir João Batista
era preciso muita coragem!
Da mesma forma, muita coragem era necessária para seguir Jesus. Muitos
não foram capazes de abandonar seus afazeres, seus compromissos para
seguí-Lo. Vocês estão entendendo? Outros se escandalizam.
Hoje, da mesma forma, é preciso ter coragem. Eu fico até com pena
de vocês. Muitos aqui são ainda jovens. Eu digo a vocês a
mesma coisa: é preciso ter coragem!
Você está entendendo o que eu estou falando, Humberto?
Sim, estou entendendo. Mas, no fundo, Deus é tremendo. Por mais que ouçamos
alguma coisa que, como os discípulos falaram, seja difícil de
ouvir, para onde iremos se o senhor é que tem a Palavra? Não tem
como correr disso. Graças a Deus que Ele tem a Sua forma de confirmar,
de dar testemunho e nos mostrar isso. Às vezes, por mais que nos escandalizemos
com uma ou outra coisa, Deus não permite que isso venha servir de tropeço,
até que possamos entender. Deus conforta os nossos corações,
tira toda as dúvidas. Pode ser que não sejamos capazes de entender
tudo agora, mas, depois... Por isso é interessante termos esse tempo
com Deus, em busca dessa justiça. Como foi dito, cada um precisa adquirir
essa justiça. Se não entendermos o que Deus está querendo
de nós, tudo o que for falado vai servir de escândalo.
Amém, Joel? É mais ou menos por aí. Vamos curvar as nossas
cabeças, encerrar a reunião. Jesus, é verdade, Senhor,
é muito difícil, porque temos uma dificuldade enorme. É
muito difícil, mas precisamos decidir, nos posicionar, saber a verdade
e gostaríamos que o Senhor nos ajudasse. O tempo que vivemos, a hora
que estamos, a Palavra que temos ouvido... Onde está tocando a trombeta,
certamente, o Senhor vai nos ensinar a caminhar. Não temos tempo a perder.
O Seu tempo é muito precioso para nós. Te agradecemos, em nome
de Jesus, por mais esta reunião. Que não seja necessário
esperarmos a vinda de outro, porque depois do Senhor nenhum outro virá.
Que o Senhor também não necessite enviar um outro povo, por negligência
nossa. Que nós entendamos isso, meu Pai...
“Ensina-me, Senhor,
A como te agradar
Somente em Tuas pegadas
Eu quero andar
Neste mundo mal
Preciso de Tua luz
Renuncio a mim mesmo
E tomo a minha cruz
Há tantas vozes no mundo
Mas uma só é a Tua
Há tantos pastores
Mas só Tu és
Meu bom Pastor
Tua voz é aquela
Que entra pelo ouvido do meu coração
Que me leva ao lugar
De plena adoração
É onde me ensinas Tua direção...”
Estamos encerrando em nome de Jesus. Dê um abraço no seu irmão. Espero que você tenha compreendido o que Deus falou conosco esta noite.