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o início de tudo, a primeira reunião. O primeiro encontro, inclusive,
que fazemos na cidade de Pires do Rio. Vamos orar no sentido de que Deus diga
aquilo que a igreja necessita ouvir, senão não teria sentido estarmos
aqui. Eu pediria que os irmãos que nos acompanham pudessem estar mais
ou menos agrupados aqui na frente, principalmente aqueles que têm a intenção
de um dia, quem sabe, liderar, dirigir alguma igreja. Amém, irmãos?
A igreja, de uma maneira geral, carece muito de líderes, de pessoas que
amem a obra de Deus. É fundamental pensarmos bastante nisso, na importância
que eles têm.
Temos aqui a presença do Pastor Walfredo de Fortaleza. A situação
dele é bastante complicada, muito delicada mesmo, vocês sabem disso,
pelo fato de ainda estar dirigindo uma denominação. Então,
ninguém melhor do que alguém que está sentido essa dificuldade
na pele para nos ajudar. Estamos certos de que ele nos observará, verá
a forma como abordaremos o assunto e, em conseqüência disso, chegará
à conclusão de que, para se edificar um povo para Deus, não
pode ser apenas uma interpretação humana.
Posso dizer assim porque já está no meu coração
o que será falado. Para a igreja, então, nesta fase que eu chamo
de transição, também será de fundamental importância.
Cada vez que Deus toca uma trombeta, faz com que a igreja realmente cristã
acompanhe o Seu chamado, a Sua voz, e tome um outro rumo, uma outra direção.
Então, se a trombeta não tocar o sonido certo – como diz
o apóstolo Paulo – ninguém se preparará para a batalha.1
Em outras palavras, muitos não saberão o que fazer. Não
é fácil a compreensão do toque de uma trombeta. Eu creio
que isso deve ocorrer ou está ocorrendo conosco nesses dias em Pires
do Rio: uma trombeta também está sendo tocada. Primeiramente,
vamos ouvi-la com bastante atenção, para depois, tocá-la.
Muitos dos que aqui estão não sabem exatamente o que significa
estar vinculado a uma denominação. Graças a Deus que gozamos
de uma certa liberdade existente no Evangelho, mas que deve ser aproveitada
de maneira correta, sadia, de modo a não cair nos excessos. Portanto,
a participação do Pastor Walfredo, principalmente nesse aspecto,
será muito importante. Veremos até que ponto é possível
conciliar essas duas coisas: a opinião inflexível e absoluta,
muito comum em denominações e a liberdade que não se pode
negar, existente na doutrina de Cristo.
Eu também gostaria que estivessem mais próximos o Júnior
de Palmas, o Wilmar de Mineiros, o pessoal de Brasília, não sei
se já chegou alguém de lá. De Goiânia, temos o Godoy
que está ali, o Sirlei está aqui, o Ramiro, o Welmo... Enfim,
todos aqueles que quiserem não apenas aprender, mas também ensinar.
É preciso, como dizem as Escrituras, que haja dedicação,
que haja esmero em ensinar. Vamos aproveitar para analisar onde temos falhado,
refletir até onde chegamos. Enfim, que possamos mostrar o nosso esforço,
a nossa dedicação em fazer o que estamos propondo com a maior
seriedade possível.
Um encontro como este que estamos realizando em Pires do Rio é sempre
importante, porque vamos nos situar, nos orientar, nos colocar num lugar onde
possamos analisar tudo com muito cuidado. Estamos aqui para refletir no que
faremos de agora em diante. E a igreja, como um só corpo, vai trabalhar,
apoiando uns aos outros, porque todos participam, não há quem
possa ficar de fora.
Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo Paulo diz que tudo o que
for feito pela igreja deve ser para a sua edificação: “...
cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação,
tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para
edificação”.2 A participação deve ser de todos!
Ninguém está aqui apenas para assistir. Até quem estiver
aqui pela primeira vez, talvez hoje não esteja em condições
de ajudar, mas participa e amanhã pode ser diferente.
Não podemos, de maneira alguma, fazer acepção de pessoas,
não podemos excluir nem incluir ninguém. Quem inclui, poda ou
corta é Deus. Eu gostaria também que a igreja de Pires do Rio,
nossa anfitriã, estivesse reunida bem próxima de nós. Seria
até bom que o Silvano ou o Sílvio nos dissesse qual é a
esperança, qual o objetivo de vocês com relação a
este encontro, já que foram eles que nos convidaram para estarmos aqui.
– Silvano, a palavra está com você.
– Eu acredito que este encontro não está sendo feito pela
vontade do homem, pela vontade da carne, apesar de todas as dificuldades. Não
interessa se têm trinta ou duzentas pessoas; o importante é que
Deus aprove o que está sendo feito e confirme realmente, não é?
Então, estamos vivendo dias difíceis, de trevas, de desolação,
de confusão. As igrejas estão confusas, os governantes estão
confusos, as famílias estão confusas, a terra está confusa.
Mas, também, no meio de toda essa confusão, Deus continua edificando
a igreja através da Palavra. Acreditamos que o povo de Deus será
tirado do meio de um outro povo, logicamente. Ele mesmo disse: “Aqueles
que crêem em mim jamais serão confundidos”.3 Eu estava orando
e pedindo isso: que os que estão doentes sejam curados, que os que estão
fracos sejam fortalecidos, tenham suas forças renovadas e que este encontro
seja aproveitado no sentido de melhorar a nossa comunhão com Deus. Que
aqueles que ainda estiverem em dúvida, saiam com mais luz, com mais entendimento,
não é? Então, ao dormir, por volta de cinco horas da manhã,
ainda tive um sonho em que o irmão Rossini orava e dizia o seguinte:
“Senhor, libere o Espírito Santo, libere a cura, libere a Palavra,
libere os milagres”. Eu acredito que era exatamente o que eu estava pensando,
orando. Um dia, tudo isso vai acontecer! No mais, eu espero que todos saiam
daqui esclarecidos, com mais entendimento, renovados. Então, é
isto o que realmente eu espero deste encontro: que Deus possa reforçar
o nosso ponto de vista. De repente, quem sabe não estamos nos distanciando
Dele sem, contudo, perceber?