Para não
ficar muito desgastante, daremos início à Palavra e, depois, ouviremos
outras pessoas que queiram participar. Cada um fala alguns minutos e assim por
diante. Vamos trabalhar! O que vocês tiverem para falar, para perguntar,
não percam tempo. Não resolve fazer “passar pela garganta”
de vocês uma coisa que não está sendo entendida. É
muito mais importante, como disse o Silvano, sairmos daqui com mais luz nas
nossas trevas.
Então, participe, fale e, se porventura houve alguma dúvida, levante
a sua mão e diga: “Irmão, eu não entendi. Explique
novamente”. Se eu não for capaz, outro irmão se levanta
para explicar e, se ainda assim ninguém for capaz, vamos orar. O certo
é que precisamos entender. Vamos começar por aqui, lendo uma profecia
no livro do profeta Zacarias, capítulo 14, a partir do versículo
1.
“1
Eis que vem um dia do Senhor, em que os teus despojos se repartirão no
meio de ti.
2 Pois eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém;
e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres
forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro mas o resto
do povo não será exterminado da cidade.
3 Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações,
como quando peleja no dia da batalha.
4 Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte
das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente;
e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente
e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para
o norte, e a outra metade dele para o sul.
5 E fugireis pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes chegará
até Azel; e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias
de Uzias, rei de Judá. Então virá o Senhor meu Deus, e
todos os santos com ele.
6 Acontecerá naquele dia, que não haverá calor, nem frio,
nem geada;
7 porém será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será;
mas até na parte da tarde haverá luz.
8 Naquele dia também acontecerá que correrão de Jerusalém
águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o
mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isso.
9 E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será
o Senhor, e um será o seu nome”.
Amém.
Vejam bem, como eu disse, é uma profecia. E o que é uma profecia?
Profecia é uma previsão do futuro. Mas Deus fala por parábolas,
profetiza por parábolas, ensina por parábolas. Tudo Ele faz por
meio de parábolas. Nesta profecia que acabamos de ler, o profeta Zacarias
está falando a respeito da igreja, exclusivamente da igreja, a respeito
de algo que iria acontecer com ela. A Palavra de Deus não falha. Deus
disse: “Eu velo sobre a minha Palavra para a cumprir”.4 Então,
mesmo que não queiramos, não passarão os nossos dias sem
que as profecias que dizem respeito à igreja se cumpram.
Uma das coisas de que essa profecia nos fala, importante demais, é que
o Dia do Senhor vem. No versículo 1 diz: “Eis que vem um dia do
Senhor”. Depois, os versículos 4 e 8 falam: “Naquele dia”.
Então, o Dia de Deus, o Dia do Senhor, vem. Muitos pensam: “Quando
chegará esse dia afinal de contas?” Ora, se está dizendo
que o Dia do Senhor vem, certamente ele vem. Alguém tem uma idéia
de como será esse Dia?
Então, começa por aí. Precisamos entender, enxergar tudo
ou, pelo menos, alguma coisa a respeito dessa profecia. Amém? Não
vamos dar descanso a nós mesmos enquanto não entendermos um pouco
do que ela tem a ver conosco. O que é o Dia do Senhor? Depois, num segundo
momento, vamos compreender o restante da profecia, mas, agora, é primordial
que alcancemos o significado do que seja o Dia do Senhor.
Cada parábola que Deus fala é fundamental! Ele sempre usa a mesma
linguagem para falar em sonho, em visão ou na Palavra escrita. Ele é
o mesmo ontem, hoje e amanhã. Quem não entender a linguagem de
Deus, como poderá compreendê-Lo? Eu vou repetir: Deus sempre usa
a mesma linguagem. Então, se Ele deu aquela Palavra para o profeta Zacarias,
naqueles dias, a linguagem deve ser a mesma de hoje. Se alguém tiver
alguma visão ou sonho relacionado com a Palavra que será falada
durante os dias em que estivermos aqui, se a Palavra for de Deus, a linguagem
não pode ser diferente.
Então, para compreender o que se passa na mente de Deus, primeiramente,
devemos entender Sua linguagem, não é assim? E o que é
linguagem? É toda forma de expressão que usamos para nos comunicarmos
com alguém, certo? Por exemplo: o inglês é uma linguagem,
porque é uma forma de transmitir um pensamento, uma idéia, mas
é diferente da nossa linguagem, que se chama português. Expressamos
a mesma coisa, mas de forma diferente. Falamos “sim” quando queremos
responder afirmativamente alguma coisa, enquanto eles, para transmitirem a mesma
idéia, expressam-se dizendo “yes”. Estamos tão desabituados
ao uso da linguagem deles que quando é necessário pronunciar uma
palavra em inglês, por mais simples que seja, ficamos até sem jeito.
(Risos – Ed.)
É comum não entendemos nada, ou muito pouco, quando pessoas estão
se comunicando em inglês, ou quando lemos uma frase qualquer. Por quê?
Porque não conhecemos aquela linguagem. Já falamos também
a respeito da linguagem que os animais têm. Imagine a galinha emitindo
aquele som, chamando os pintinhos para comer. Você entende o que ela está
dizendo? Não, mas vocês concordam que os pintinhos atendem ao chamado
da galinha imediatamente? Sabem por quê? Porque eles conhecem a linguagem
dela. É impressionante como isso é verdade.
Sabem por que não foi possível Deus ajuntar os Seus filhos, como
a galinha ajunta os pintinhos debaixo de suas asas? Porque os que O ouviram
através dos profetas não puderam compreender a Sua linguagem.
Numa outra passagem, Deus diz: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento
a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo
não entende”.5
Então, é nisso que nos perdemos, gente! Prestem atenção!
Nos perdemos por não conhecer a Deus, por não sabermos a Sua linguagem.
Temos um sonho – através dele o Senhor pode nos falar – mas
não entendemos; uma visão, e não compreendemos o que Deus
quer nos falar através dela; ouvimos uma Palavra, e não percebemos
o alerta justamente por não conhecermos a linguagem de Deus. Seria importante
que tivéssemos pelo menos uma noção de como Deus fala,
sob pena de sermos confundidos.
Por enquanto, vamos dar apenas um exemplo: O Dia do Senhor. Praticamente todos
os profetas falaram a respeito desse Dia e até hoje há uma confusão
enorme em torno dele. Muitos até desistiram de meditar sobre esse Dia.
Então, dentro da linguagem de Deus, vamos procurar entender o significado
do Dia do Senhor. É como se Deus tivesse um dicionário próprio
e fôssemos consultá-lo. Do contrário, cada um vai interpretá-lo
da maneira que acha correto, e é nessa hora que muitos acabam se perdendo.
Certa vez, explicava aos escribas e fariseus quem era e o quanto era importante
segui-Lo. Todavia, não conseguiram compreendê-Lo exatamente por
causa de Sua linguagem, de Sua maneira de falar. “Por que não compreendeis
a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra”.6
Esta é a questão: a Palavra que Jesus dizia não penetrava
no entendimento deles. “A minha palavra não encontra lugar em vós”.7
Também o profeta Jeremias, prevendo a rejeição da Palavra
falada por Jesus Cristo, assim se expressou: “A quem falarei e testemunharei,
para que ouçam? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e
eles não podem ouvir; eis que a palavra do Senhor se lhes tornou em opróbrio;
nela não têm prazer”.8 É necessário que se
dê ouvidos à doutrina de Cristo para entendê-la. A linguagem
Dele não é para qualquer um, não! É apenas para
quem se dispõe a ouvi-la, para quem a Ele se converte e não para
um povo, uma denominação, uma religião qualquer.