“8
A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis
uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
9 Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não
furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás,
e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás
o teu próximo como a ti mesmo.
10 O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da
lei é o amor.
11 E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é
hora de vos despertares do sono; porque a nossa salvação está
agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.
12 A noite é passada e o dia é chegado. Deixemos, pois, as obras
das trevas e revistamo-nos das armas da luz.”
Todos estes
versículos que lemos são extremamente importantes, mas eu acho
tremendo o fechamento: “A noite é passada e o dia é chegado.
Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.
Que coisa tremenda! Como tem sido enfatizado, o Dia chegou para nós.
Aleluia! Porque acordamos do pesado sono espiritual em que nos encontrávamos.
Quando é que as pessoas normalmente dormem? Não é à
noite? Isto também é uma parábola? Quando é que
normalmente ocorrem os homicídios, a prostituição, a violência,
não é durante a noite, quando as trevas estão imperando?
A noite é sombria, escura, traiçoeira, imprevisível. Eu
creio que vocês estão entendendo. Graças a Deus que para
nós a noite é passada; agora, fazemos parte do Dia, somos cristãos,
somos alguém que aceitou a luz.
Mas, o que nos levou a ser do Dia e não da noite? Isto ocorreu porque
aceitamos a luz. A luz é o próprio Senhor Jesus, manifestado através
da Sua Palavra, do Seu Evangelho. “Eu sou a luz do mundo; quem me segue
de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida”.53
Acabamos de ler, por exemplo, o seguinte conselho: “A ninguém nada
devais coisa alguma, exceto o amor...” Quando propomos isto nos nossos
corações, a luz começa a brilhar. O nosso caminho é
como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
Este é o nosso trajeto! Você também precisa acreditar assim,
que cada dia que passa se torna mais santo, mais justo e mais perfeito.
De repente, propomos também em nossos corações fazer o
bem, amar ao nosso próximo. O que vai acontecer com a nossa luz? Vai
brilhar cada vez mais. Podemos, inclusive, chegar à estatura do varão
perfeito. Aos poucos, nos tornamos filhos de Deus. Podemos comparar o que estamos
falando com a gestação de uma criança; demora um certo
tempo, mas vale a pena.
Qual a mulher que não se alegra com o nascimento do filho, apesar de
todas as dores, de todo o sofrimento? Assim também ocorre conosco. É
tudo muito difícil, resistido, mas, ao final de tudo, vamos nos sentir
felizes com a luz que alcançamos. O propósito de Deus é
que todos nós sejamos essa luz perfeita, como ocorreu com Jesus Cristo
que, sozinho, fez oposição ao mundo e o venceu. Venceu porque
resistiu a todas as propostas que o diabo lhe fez, quando vivia os dias de Sua
carne.
Por esta razão, o diabo não quer que ninguém fale a verdade.
“O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos
para que se não lhes resplandeça a luz do Evangelho de Cristo...”54
Ele quer amordaçar a igreja, corrompê-la, colocá-la numa
situação em que não possa falar. Ele sequer lhe dá
tempo, oportunidade para pensar. Deus, porém, quer fazer exatamente o
contrário: nos livrar de todo o compromisso humano, de toda a religiosidade,
a fim de que a verdade seja dita com toda a liberdade. “Não deva
mais! Não pague o mal com o mal! Pratique a Justiça! Ande com
o Senhor!”
A nossa salvação, então, está cada vez mais próxima.
A noite vai passar e o dia chegará! Vamos fazer o que estiver ao nosso
alcance: “Combati o bom combate, corri a carreira que me foi proposta,
guardei a fé”.55 É isso! E Deus garante que, fazendo isto,
seremos salvos.
A noite é passada e o Dia é chegado; vamos rejeitar todas as obras
das trevas. Ninguém pode fazer isso por ninguém. Cada um que escute
e faça conforme a sua fé. Depois de ter os seus olhos abertos
e, ainda assim, quiser pular no buraco, nada irá te impedir. Neste caso,
a sua vontade prevalece sobre a vontade de Deus.
Sabemos contra quem estamos lutando, por isso vamos orar e dizer: “Senhor
Jesus, dá-me forças! Tenha misericórdia de mim”.
Para que orar assim? Para ter capacidade de rejeitar as trevas. Deus quer um
povo livre, que não seja necessário ficar impondo o que deve e
o que não deve ser feito. Esse povo sabe que tudo pode, mas que nem tudo
lhe convém. Não é necessário estabelecer padrão
de roupa, de comportamento, de atitude. Uma boa consciência! Isto sim
é o que irá estabelecer um julgamento moral dos atos que você
realiza. Um povo, uma igreja assim cresce para templo santo do Senhor. Essa
igreja finalmente será conduzida pelo Seu pastor. (Aleluia! Finalmente!)
Conduzir ovelhas é fácil: com uma varinha apenas o pastor as leva
onde quiser, porque elas obedecem; mas os cabritos, os rebeldes, os resistentes
ao Evangelho... Se todos pensassem e agissem assim, teríamos uma igreja
tremenda. Quando abríssemos a boca em oração, sentiríamos
uma presença, uma visitação de Deus tremenda. Antes que
disséssemos qualquer coisa, os enfermos seriam curados, os cativos seriam
libertos, os coxos andariam, porque Deus teria prazer em estar no nosso meio.
Não estou dizendo que Ele não tenha; aliás, temos provas
suficientes de que Deus nos tem concedido essa graça, mas eu sei que
poderíamos fazer melhor. Se fizermos isto, a Palavra diz que ao gritarmos
por socorro Deus dirá: “Eis-me aqui!” Quando a igreja realmente
romper com as trevas, se converter ao Senhor de todo o seu coração,
vai ser difícil, ou melhor, impossível o inimigo ofuscar a luz
desse povo. Mais adiante, nos versículos 13 e 14, diz:
“13
Andemos honestamente como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras,
nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e
inveja.
14 Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne
em suas concupiscências.”
Amém.
Imaginem o quanto não será melhor se conseguirmos eliminar do
nosso meio toda desonestidade. Ouvindo a Palavra e querendo fazer a vontade
de Deus, o desonesto vai continuar desonesto? Não pode! É preciso
se converter. Da mesma forma, o que mente não pode continuar mentindo;
o que anda em glutonaria e em bebedeiras não pode continuar assim.
É tempo de despertar do sono! Certa vez, Jesus afirmou que o povo O honrava
apenas com os lábios, mas que seus corações estavam longe
Dele. Hoje, maior é a razão para acreditarmos que a situação
piorou, porque as trevas aumentaram. O temor de Deus está acabando e
o homem está sem freio, sem controle. A única coisa capaz de nos
impedir de pecar, de fazer o que não convém, é o temor
a Deus.
– Antes de encerrar esta tarde, eu gostaria de ouvir alguns comentários.
Godoy.
– Amém. É isso mesmo que foi falado. Por isso eu fico pensando
na responsabilidade que nós, como igreja, temos. Pelo que eu entendi,
cada um que quiser fazer parte desse Dia, tem que decidir por si mesmo. A responsabilidade
é de cada um; cada qual vai ter que se conscientizar e tomar a sua decisão.
O entendimento é muito importante. Entre nós, sempre houve uma
preocupação muito grande de que todos entendessem o Evangelho,
porque a responsabilidade é individual. Cada um paga pelos seus erros
e também recebe a recompensa pelos seus acertos. Quem não adquirir
esse entendimento, essa consciência, não vai nos acompanhar. Então,
talvez esta seja a grande dificuldade da igreja. A natureza humana é
contrária a tudo o que se refere ao Dia do Senhor. Como nós vimos
– “a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que
a luz” – e os homens somos nós. Muitas vezes, lemos isso
como se fossem as outras pessoas, mas não, somos nós. É
uma questão de natureza. É natural ser desonesto, mentir, falar
mal etc. Isso é o nosso natural. Mas, de repente, Deus nos mostra um
outro caminho e vamos ter que entendê-lo, senão, a nossa natureza
também não vai mudar. Temos que entender e ensinar isso a outras
pessoas. Sem entendimento, sem uma boa consciência, não vamos fazer
parte do Dia. O Dia vai chegar para nós que o desejamos.
– Amém. Valdemir...
– Eu acho que Deus falou muito conosco, tanto de manhã como agora.
Um detalhe que me chamou bastante a atenção foi a questão
do temor, que o senhor falou agora há pouco. Eu me lembrei de que está
escrito que o princípio da sabedoria é temer a Deus. E essa luz
é a sabedoria, é a doutrina de Cristo. É ser honesto, ser
justo, viver como cristão. Essa é a luz, essa é a sabedoria,
mas como foi dito, sem o temor, fica muito difícil. Não tem como
ninguém vigiar a ninguém, observar a ninguém o tempo todo.
Foi isso o que eu entendi. Estamos no Dia se estivermos em Cristo; saímos
do Dia quando deixamos Cristo. Esse temor é que vai nos levar à
perfeição. Quando eu vou tendendo, me inclinando para o mal, o
temor a Deus será a minha defesa.