Observem
bem. Aqui está a diferença. O Dia do Senhor não é
simplesmente o dia em que Deus julgará o mundo ou o dia em que derramará
a Sua ira sobre a terra. Então, prestem bastante atenção.
Vocês se recordam daquela parábola que recomendamos ênfase,
a respeito do luzeiro maior, feito para governar o dia? Como o Júnior
estava dizendo, ao se falar em Dia do Senhor, parece até que os outros
dias não eram Dele.
Ao se manifestar ao mundo, foi logo anunciando: “É chegado o reino
dos Céus”.21 Até então, Deus não podia reinar,
governar as pessoas, mas a hora Dele havia chegado e estava escrito que o Seu
reinado não teria fim. Naquele momento, Deus havia passado a reinar novamente
o homem; havia, então, chegado o Seu Dia. O luzeiro maior, criado para
governar o Dia, havia chegado; o diabo, por sua vez, tem o seu governo sob a
noite. Vejamos alguns versículos que podem ilustrar o que estamos falando:
“12
Eu anunciei, e eu salvei, e eu o mostrei; e deus estranho não houve entre
vós; portanto vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor.
15 Eu sou o Senhor, vosso Santo, o Criador de Israel, vosso Rei”.(Isaías
43)
O profeta Isaías aqui, falando pelo Espírito Santo, anunciava que o Verbo, o próprio Deus, se faria carne e habitaria entre os homens.
“31
Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás
o nome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado filho do Altíssimo;
o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai;
33 e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não
terá fim”. (Lucas 1)
Se, com
o nascimento do Rei que se assentou no trono de Davi, teve início o Reino
de Deus, é evidente que esse Rei não pode ser outro, senão
Deus.
O Apocalipse faz uma previsão do fim, das coisas que foram reservadas
para acontecer nos últimos dias e ele mesmo nos diz que um dia haverá
reconhecimento no céu e na terra de todas as obras feitas pelo Senhor
Jesus, senão vejamos (Aleluia!):
“3
E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico
do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras,
ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus
caminhos, ó Rei dos séculos.
4 Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará
o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações
virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos
são manifestos”. (Apocalipse 15)
Esta é a conclusão a que um dia a igreja irá chegar; a igreja, é bom que fique bem claro. O apóstolo Paulo, por uma concessão do Espírito Santo, viu isto com bastante antecedência e alertou:
“13
Diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante
Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te
14 a que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível até
a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo;
15 a qual, no tempo próprio, manifestará o bem-aventurado e único
soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
16 aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível;
a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder
sempiterno. Amém”. (I Timóteo 6)
Temos muito
que explicar a este respeito e você mesmo vai chegar à uma conclusão
quanto a veracidade do que estamos falando. São parábolas, figuras
e precisamos entender. Quando uma pessoa se converte ao Senhor, passa da noite
para o Dia, das trevas para a luz. Em outras palavras, pessoas que crêem
em Jesus Cristo, automaticamente, são transportadas para o Dia do Senhor.
Foi o que aconteceu com Paulo, Pedro e tantos outros. Para eles, o Dia do Senhor
havia chegado, pois Deus já os reinava. Nós também, desde
já, podemos fazer parte do Dia do Senhor, pela fé em Jesus Cristo.
A conversão ao Senhor Jesus Cristo é fundamental. Homem nenhum
irá entender ou enxergar sem esta fé. “Se não crerdes
que Eu sou, morrereis em vossos pecados”.22 Quem Ele dizia que era? “Quem
és tu? Respondeu-lhes Jesus: Exatamente o que venho dizendo que sou”.23
Ora, se Ele não dava testemunho de si mesmo, sobre quem, então,
estaria falando? Na verdade, Ele se referia ao Pai; era do Pai que Ele falava.
“Eles não perceberam que lhes falava do Pai”.24
Quando nos convertemos, não somos mais da noite e sim do Dia; não
somos mais das trevas e sim da luz. É isso que eu gostaria que vocês
entendessem, que o Dia do Senhor chegou. Não é algo distante,
que ainda virá, mas que já estamos vivendo. Podemos entrar nesse
descanso de Deus agora mesmo! (Aleluia!) Basta que a nossa conversão
seja a mais verdadeira possível.
Pensando assim, é fácil entender, não é? Será,
para nós, um dia terrível, porque não poderemos mais fazer
a nossa própria vontade, nos vestirmos como quisermos, porque o Dia do
Senhor chegou para nós. Assim, muitas vezes, seremos contrariados. A
luz entrou e as trevas estão sendo dissipadas. Muitos, no entanto, não
irão admitir o governo de Deus em suas vidas.
De agora em diante, já não é mais o que queremos, o que
pensamos. Temos de andar na luz do Senhor e não na nossa própria
luz. O apóstolo Paulo afirma que Deus “... nos tirou do poder das
trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado”.25 Pertencemos
ao Reino de Deus, meus irmãos! Que coisa tremenda!
Tudo o que existe em nós deve mudar, deve se fazer novo: o nosso entendimento,
o nosso pensamento. Estamos aguardando apenas a redenção do nosso
corpo, o fim da carne; então, para nós, o Dia do Senhor já
começou. Nunca é demais repetir que quando alguém crê
em Jesus Cristo e se converte – eu estou falando de uma conversão
genuína, original, verdadeira – morre e ressuscita uma nova criatura,
apenas vive aguardando o novo corpo, incorruptível, glorioso. Passa a
existir, então, a preocupação de guardar o Dia do Senhor
em qualquer tempo e lugar.
Mas você poderia pensar: “Irmão Rossini, não está
escrito que haverá um estrepitoso estrondo, que os elementos abrasados
se desfarão, que os ímpios se farão cinzas debaixo dos
nossos pés naquele Dia?” Eu digo que sim! Vai! Eu não sei
se amanhã, ou depois, ou daqui a um mês ou a um ano. Eu só
sei que estou Nele e é assim que você também deve se sentir
e esperar as coisas que brevemente devem acontecer.
Para nós, o Dia do Senhor já começou! Domingo, segunda,
terça, quarta, quinta, sexta, todos os dias são do Senhor. Todos
os dias é dia de fazer a vontade de Deus. Um dia, a ira Dele será,
sim, derramada sobre a terra e muitos desejarão fazer parte do Dia, mas
aí será tarde. Quem não alcançar o Reino de Deus
hoje, não poderá fazer parte dele no futuro.
Fique de olho no que está acontecendo com a igreja e com o mundo. Quem
está em trevas não é capaz de perceber isto. Apenas quem
for do Dia. Os que são do Dia têm a mente de Cristo, pensam, enxergam,
entendem como Ele, o véu foi retirado.26 Quem não estiver vivendo
o Dia, não será capaz sequer de compreender. Estamos entendendo
alguma coisa; portanto, é um bom sinal.
Apenas reforçando, que dia começamos a viver o Dia do Senhor?
No dia em que nos convertemos, no dia em que morremos para este mundo. Sabemos
que o dia tem 24h, não é? A que hora ele tem início? Meia-noite,
não é assim? Jesus Cristo, então, veio à meia-noite
de quarta-feira. A terra jazia em trevas, havia uma escuridão tremenda,
mas o mundo viu uma grande luz. Trevas, em sentido figurado que, segundo as
Escrituras, simboliza a falta de entendimento, a ignorância, a falta de
saber e assim por diante. Seria mais ou menos assim, ausência do conhecimento
de Deus.
O mundo, porém, viu uma grande luz, foi influenciado por uma grande sabedoria,
pela doutrina de Jesus Cristo. Se o dia nasce à meia-noite, concluímos
que o dia inicia-se escuro. Depois vem uma, duas, três horas, até
que, finalmente, a luz começa a brilhar, por volta de seis horas da manhã.
Mas ela ainda não alcançou o seu maior esplendor, seu maior brilho,
o que só vai ocorrer por volta do meio-dia. Dentre as trevas surge a
luz e, como o caminho do cristão, deixa o seu período de escuridão
para percorrer uma estrada totalmente nova. “... a vereda dos justos é
como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.27
A luz veio e teve de aguardar o momento de se manifestar ao mundo. Vejam só
a trajetória da vida de Jesus. É o que deve acontecer também
conosco! Ele teve de dizer à própria mãe: “Mulher,
que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”.28
O dia já tinha chegado, a luz já estava presente, apenas esperando
a hora de se manifestar ao mundo. Quantos sinais já não haviam
acontecido, indicando que a luz estava no mundo: a visita dos reis magos, o
testemunho de João Batista, a virgem que deu à luz um filho etc.
Quando Jesus iniciou o Seu ministério, começou a pregar, as pessoas
se admiravam da Sua sabedoria, da Sua autoridade. Curou os enfermos, libertou
os cativos, evangelizou os pobres, curou os cegos. Era o sol do meio-dia, a
luz perfeita. Mas o que acontece depois do meio-dia? Declina o sol gradativamente,
até que as trevas tomem conta novamente. O sol da uma, das duas, das
três já não tem os seus raios incidindo com tanta intensidade
sobre a terra. Daí em diante, o dia vai perdendo a sua claridade, até
mergulhar novamente nas trevas. Esta é uma parábola muito importante!
Com a ausência física de Jesus, os apóstolos assumiram a
condição de “luz do mundo”. Foi um período
muito fecundo sobre o conhecimento de Deus. O mundo não era digno desses
homens.29 Mas, com a morte dessas pessoas, muitas delas testemunhas oculares
de Cristo, a luz perdeu muito do seu brilho; o sol foi declinando novamente
e as trevas ressurgiram.
Qual a situação do mundo, hoje, em termos de luz e trevas, já
que estamos vivendo os últimos dias? Por acaso não estamos assustados
com os altos índices de violência, corrupção, injustiça,
terrorismo, inversão de valores, e outros, como o sodomismo, que por
sinal nos lembra a falta de pudor e a depravação que teria levado
Sodoma e Gomorra a serem destruídas?
Existe uma profecia do Senhor – alguém poderia localizar para mim
– dizendo que haveria luz ao entardecer, mas que não seria uma
preciosa luz. Alguém sabe onde está escrito? Quem souber, nos
fale a referência. Está aqui, Zacarias 14:7.
“6
Acontecerá naquele dia, que não haverá calor, nem frio,
nem geada;
7 porém será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será;
mas até na parte da tarde haverá luz”.
Então,
está profetizado! Existe uma outra tradução que diz: “E
acontecerá naquele dia que não haverá preciosa luz, nem
espessa escuridão”. Ou seja, não haverá escuridão
completa, mas também não será tempo de luz preciosa. Que
Dia seria esse, conhecido do Senhor? Não seria o Dia ao qual estamos
nos referindo, o Dia do Senhor? Vamos meditar um pouco mais a respeito dessa
passagem.