“1
Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais
de que se vos escreva:
2 porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá
como vem o ladrão de noite;
3 pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! Então lhes sobrevirá
repentina destruição, como as dores de parto àquela que
está grávida; e de modo nenhum escaparão.” (I Tessalonicenses
5)
Olhem aqui!
O Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Se eu estiver em
trevas hoje... Eu posso estar em trevas hoje? Posso? Se eu não estiver
guardando o Dia do Senhor e, de repente, um carro vir e me atropelar, acabou.
Morri em trevas. Tem como voltar e viver de novo, de uma maneira como Deus gostaria
que eu vivesse? Não tem!
Há um versículo dizendo que aos homens está ordenado morrerem
uma só vez. Naquela parábola contada por Jesus, o rico quis voltar
e avisar os seus familiares de como era triste o lugar para onde ele tinha ido,
mas não foi possível. Será que ele estava guardando o Dia?
Não estava! O Dia para ele veio numa hora em que ele não estava
esperando e o surpreendeu, o pegou vivendo em plena noite e não no Dia.
Assim, aquele homem se iguala a qualquer um que morre sem ter conhecido a luz.
Ele compara ainda o Dia do Senhor como as dores de parto. Quando vêm as
dores, dá tempo de fazer alguma coisa? Não, não dá
tempo para mais nada, a não ser aquelas relacionadas diretamente com
o nascimento da criança. Já passou o tempo de arrumar as roupas,
os remédios, procurar o hospital e assim por diante. Seria muita irresponsabilidade
esperar as dores para se inteirar de tudo isso.
Tudo, normalmente, é preparado com a antecedência devida. Assim
é o Dia do Senhor! Ninguém pode ficar esperando Jesus Cristo voltar
para fazer parte do Dia. Temos de esperar, viver como se o Senhor voltasse hoje.
“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”.56
Quando Paulo escreveu aos tessalonicenses, há cerca de dois mil anos,
ele já chamava a atenção deles para que guardassem o Dia,
com sobriedade, como quem Dele fizesse parte. “Porque os que dormem, dormem
de noite; e os que se embriagam, se embriagam de noite; mas nós, porque
somos do Dia, sejamos sóbrios...”
Quando nós nascemos de novo, já nascemos lá, no Dia. Somos
um cidadão do céu. Estamos aqui, neste corpo, mas, na verdade,
somos de lá. A hora e o tempo pertencem a Deus. Para o povo de Deus,
a qualquer hora é hora de andar com Deus e fazer a Sua vontade.
Lembram-se do que ocorreu com aquela figueira, quando Jesus quis um fruto dela
e ela não tinha? O seu tempo acabou naquele exato momento. Ele comparou
aquela figueira a cada um de nós. Todo tempo é tempo de produzirmos
bons frutos. Por que manter inutilmente uma figueira infrutífera? Apenas
para ocupar o lugar de outra? Para um bom entendedor, um pingo é letra!
Quando Jesus quiser, sempre devemos dizer: “Eis-me aqui (no rolo do livro
está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a Tua vontade”.57
Esse é o segredo! Foi assim que Jesus fez! A qualquer momento, Deus pode
chegar para mim e dizer: “Rossini, o seu tempo acabou”. Eu vou dizer
o quê? “Amém, Senhor”. É só uma questão
de sair do corpo. Eu vou esperar sair do corpo para eu me preparar? Teria tempo
para isto? Certamente que não!
Isto, contudo, não invalida as previsões das demais coisas que
hão de suceder, as quais acontecerão também durante o Dia
do Senhor, mais precisamente no sétimo dia, no último dia da semana
de Deus. Este será um tempo reservado para o cumprimento de tudo o que
ainda não ocorreu em relação ao Evangelho do Senhor Jesus
Cristo.
Como exemplo do que ainda falta para ser manifestado pela luz, porque a luz
tudo manifesta, teremos: a apostasia e a conseqüente revelação
do homem do pecado, do filho da perdição, cuja vinda será
sob a eficácia de Satanás. São coisas que na realidade
existem, mas que a luz, o conhecimento, o entendimento de que dispomos hoje,
não são suficientes para torná-las evidentes. Existe apostasia
hoje, e nós lutamos, pelejamos para mostrar que ela está aí
e pouco temos conseguido! O mistério da iniqüidade opera abertamente
e nós nos sentimos totalmente incapazes de denunciar a sua visível
atuação. A luz que há em nós longe está de
ser uma luz preciosa. O que temos de Deus é muito pouco ainda. (Senhor,
aumente a nossa luz!)
“7
Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há
um que agora o detém até que seja posto fora;
8 e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus
matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação
da sua vinda;
9 a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás
com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,
10 e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não
receberam o amor da verdade para serem salvos.” (II Tessalonicenses 2)
Esse que
o detém não é outro senão o espírito do Anticristo
que muitos esperam vir ao mundo, quando, na verdade, já está e
opera com toda a liberdade, porque não há quem o denuncie; pelo
contrário, o seu espaço cresce com o crescimento da apostasia
e da iniqüidade.
Jesus Cristo é o nome de Deus e todo o espírito que não
confessa que Ele veio em carne, ou seja, que Deus esteve em carne e osso nesta
terra, não é de Deus e sim do Anticristo; e ainda se encontra
sob o poder de Satanás, necessitando ter os seus olhos abertos para que
se converta das trevas (noite) para a luz (dia).
“2
Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa
que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
3 e todo espírito que não confessa a Jesus não é
de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes
ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo.” (I João
4)
Na verdade, muitas coisas, somente o Dia perfeito poderá revelar. (Faça isso, Senhor!)