CONCLUSÃO
“Assim,
pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos
dos santos e membros da família de Deus,
edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio
Cristo Jesus a principal pedra da esquina;
no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor,
no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus
no Espírito”. (Ef. 2:19-22)
Esperamos que tenha ficado bem caracterizado, a todos que acompanharam atentamente
a leitura de todo o livro, qual a nossa participação na edificação
da igreja. Na passagem que transcrevemos, o apóstolo fala de duas classes
de pessoas: estrangeiros e aqueles que fazem parte da família de Deus.
Todos, a princípio, são estrangeiros, forasteiros, naturais de
uma outra nação. Em outras palavras, não podem, ainda,
ser considerados cidadãos do céu. Possuem seus próprios
hábitos, costumes, tradições, maneira de viver etc.
Quando estamos namorando, por exemplo, passamos a estar com mais freqüência
na casa de nosso pretendente, mas ainda não podemos ser considerados
membros da família. Somos apenas um candidato. Antes que isso ocorra,
é necessário passar por muitas etapas até, efetivamente,
sermos considerados parte daquele meio.
Assim, se ainda pertencemos a uma outra nação, não podemos,
ao mesmo tempo, ser chamados cidadãos do céu. Então, apenas
depois de ouvirmos o evangelho, crermos em Jesus Cristo, arrependermos, sermos
batizados nas águas, no Espírito Santo, etc., quando estivermos
conscientes da opção que fizemos, é que seremos contados
como concidadãos dos santos, como membros da família de Cristo.
Percebe-se, assim, a dificuldade. Ser chamado filho de Deus é um privilégio
de poucos.
Certa vez, Jesus indagou a Pedro quem era o Filho do Homem. Enquanto os demais,
revelando total desconhecimento, afirmavam ser João Batista, Jeremias
ou Elias, o apóstolo, com convicção, respondeu tratar-se
do Cristo, o Filho do Deus Vivo. Não podemos afirmar que Pedro, naquele
momento, já fazia parte dessa família; mas, com certeza, estava
muito mais próximo do que os demais, que estavam muito mais para estrangeiros.
Disse mais, que não foi carne, nem sangue que lhe havia revelado a Sua
identidade. Não podemos, ainda, ser considerados parte da família
de Deus, enquanto não formos guiados pelo Espírito de Deus. Não
basta dizer: “Senhor, Senhor!” É preciso ter consciência
de que fazemos parte desse povo, e viver como tal. Não pode ser um entusiasmo
momentâneo, ou uma euforia passageira, como a onda do mar, revolta pelo
vento.
Vamos deixar que os estrangeiros vivam como quiserem, não nós.
Quem já alcançou essa condição jamais confunde o
próprio Pai com outra pessoa, mesmo que da família, como é
o caso de Elias, Jeremias e João Batista.
Tudo o que dissemos resume-se no nosso crescimento, para templo santo do Senhor,
para morada de Deus no Espírito. Esta seria a conclusão da obra,
sem nos esquecermos, jamais, que Jesus Cristo é o fundamento, tanto dos
profetas, que previram a Sua vinda, quanto dos apóstolos, que, posteriormente,
assumiram a condição de ministros da Palavra de Deus.
Obrigado, Senhor Jesus, por mais este trabalho.