ÍNDICE
Prefácio
07
I Não tentarás o Senhor Teu Deus 11
II Deus nos convida à prudência 33
III Em que temos nós desprezado o Teu nome? 51
IV Resista ao primeiro ataque do diabo 69
V Não te ensorbebeças, mas teme 87
VI Deus fará justiça aos que clamam 109
VII Não resista aquele a quem Deus envia 129
PREFÁCIO
Dividido em sete
Capítulos, o sétimo Volume de “O que vimos e ouvimos...”
traz um ponto em comum, que aliás tem sido a tônica não
apenas desta, mas de todas as edições anteriores: a pessoa de
Jesus Cristo.
Mais uma vez, foram tomadas as gravações de fitas K-7, procurando
manter na íntegra o teor das pregações e das participações
dos presentes, sendo feitas apenas as devidas adaptações para
a palavra escrita. Os assuntos são diferenciados, muito embora haja entre
eles uma verdadeira interação, uma vez que não se excluem,
não entram em choque, antes, se harmonizam.
Como numa sinfonia bastante afinada, soa bem aos nossos ouvidos perceber que
a verdadeira Palavra não entra em contradição consigo mesma.
Quando a confusão parece encobrir o rosto dos homens, Deus permance Uno,
Imutável, Eterno.
Mesmo quando se recorre a explicações contidas no Velho Testamento
que, aparentemente, sob alguns aspectos - apenas aparentemente, frise-se - contradizem
o Novo, tal não ocorre. Cite-se como exemplo o Capítulo V (Não
te ensorbebeças, mas teme), em que é explicado o porquê
da rejeição dos judeus e o conseqüente acesso dos gentios
à condição de povo de Deus. Esclarecimento simples, prático
e convincente.
De imediato, após atenta leitura, é impossível não
estabelecer uma íntima relação com o Capítulo VII
(Não resista aquele a quem Deus envia). Ou seja, a rejeição
por parte dos judeus ocorreu justamente por não aceitarem aqueles que
por Deus foram enviados, entre os quais João Batista – apontado
pelas Escrituras como o Mensageiro que haveria de preparar o caminho do Senhor
- e o próprio Senhor, encarnado na pessoa de Jesus Cristo. Vale a pena
atentar para esses detalhes.
O Capítulo I (Não tentarás o Senhor Teu Deus) já
traz em si mesmo uma grande polêmica. Melhor do que as nossas próprias
palavras, é trascrever um pequeno trecho: “... Por isso é
que as palavras, as pregações que muitos falam por aí são
verdadeiras tentações...” Isso mesmo! Muitas vezes, a própria
igreja (povo), com base numa palavra, obviamente que não é de
Deus, é tentada, ou seja, é incitada pelo diabo, a pedir alguma
coisa. É Satanás assentado no trono, tomando o lugar que ao Senhor
pertece.
É também com esse entendimento que deve ser analisado o Capítulo
VI (Deus fará justiça aos que clamam). Como a viúva que
importunou incessantemente o Juiz, assim deve ser a igreja relativamente à
Deus. Entretanto, essa confiança tem sido cada vez mais abalada por doutrinas
que instigam o povo a confiar muito mais, ora em si mesmo, ora em pessoas, ora
em suas riquezas. Assim, a igreja não sentirá como aquela mulher:
desamparada, sem ninguém por ela, a não ser o Juiz de suas causas:
Deus.
Com isso, Deus acaba sendo desprezado. As ofertas que continuamente são
feitas, todos os dias, em todo o mundo, por vários povos, acabam por
não serem aceitas. De nada adianta oferecer-Lhe outra coisa, quando é
a nós que Ele está querendo. Aliás, esse é o assunto
do Capítulo III (Em que temos nós desprezado oTeu nome?).
Não menos relevante é o assunto tratado no Capítulo IV
(Resista ao primeiro ataque do diabo). A opressão é, sem dúvida,
um dos grandes males que aflige o homem deste século. E não estamos
falando de um caso isolado, que atinge esta ou aquela classe social, mas, pelo
contrário, trata-se de um problema generalizado. Para tanto, basta verificar
o grande número de pessoas que se encontram internadas, em tratamento
psiquiátrico e tantas outras que se mostram perturbadas, desestabilizadas
emocionalmente, enfim, fora do seu juízo perfeito. Há quem diga
que esse será o grande mal do século XXI.
Finalmente, no Capítulo II (Deus nos convida à prudência),
observamos a insatisfação de Jesus Cristo para com Seu povo. Segundo
suas próprias palavras, “os filhos das trevas são mais prudentes
do que os filhos da luz.” Em outras palavras, os filhos de Deus poderiam
ser muito mais sagazes, agir com mais sabedoria. Sob muitos aspectos, o papel
se inverte. Em vez de influeciarem o mundo, os filhos de Deus são influenciados;
em vez de servirem de exemplo digno a ser seguido, dão mau testemunho
da Palavra.
Assim, pela sua transparência, imparcialidade e espontaneidade com que
os textos são transmitidos, recomendamos o presente a todos aqueles que
desejam ter em mãos um importante instrumento de evangelização,
que tem tido a preocupação de manter intocável a Palavra
original, anunciada, primeiramente, por Jesus Cristo e, depois, pelos apóstolos.
Quando a confusão e a proliferação de doutrinas se instalam,
como é o momento que estamos vivendo hoje, o mais seguro é recorrer
ao que realmente comprovou ter plena eficácia. Só Jesus Cristo
ressuscitou e isso basta aos que Nele crêem.
A Gráfica e Editora Vereda, uma vez mais, sente-se honrada em participar
da grande responsabilidade e seriedade com que a série de livros “O
que vimos e ouvimos...” está sendo publicada.
A Editora.
Goiânia/GO, Novembro de 2003.