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A Luz veio ao mundo

 

A LUZ VEIO AO MUNDO

Acreditamos que praticamente todos aqueles que habitam a Terra têm conhecimento da vinda, da vida e da doutrina pregada pelo homem, filho do carpinteiro, o nazareno chamado Jesus e que, a partir dEle, deu início a um novo tempo, exceção feita talvez de algumas regiões, pelas dificuldades ainda não superadas. Certo é que, constantemente, estamos ouvindo declarações por parte das autoridades que confirmam o que acabamos de dizer. Os meios de comunicações existentes no mundo de hoje por si só garantem esta nossa expectativa.

O Espírito Santo, através de Paulo, disse que não importaria a forma pela qual Cristo seria pregado, mas sim que Ele fosse pregado: “Verdade é que alguns pregam a Cristo por inveja e contenda, mas outros o fazem de boa mente; Mas que importa? Contando que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado…” (Filipenses 1:15,18). É um aspecto muito importante a ser considerado. Cristo, de alguma maneira está sendo anunciado. Se bem ou mal, não sei. Se é levado em consideração, se praticando, se negado, não nos cabe nenhum julgamento. Entretanto, é importante uma averiguação minuciosa ao receber o convite para segui-lo; deve-se discernir bem a sua voz, sob pena de tomar um caminho cujo fim é a perdição: “…Porque nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos seus filhos; mas: em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.” (Romanos 9:7).

Queremos chamar sua atenção para o versículo 3:19 do livro de João: “E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque suas obras eram más”. Nele temos a afirmação categórica, e porque não dizer profética, da luz ter vindo ao mundo, porém não ter sido bem recebida. Teria isto ocorrido somente naquele tempo ou esta afirmativa vem se tornando cada dia mais evidente? A luz seria Cristo somente no aspecto físico, ou a referência visa a sua doutrina, sua capacidade toda especial de analisar as Escrituras Sagradas, trata-se do Evangelho existentes até então? Ou ainda: não seria sua doutrina um conhecimento, uma sabedoria, uma filosofia de vida, enfim, virtudes que estão ligadas a um senso de justiça reputado como sendo Divino?

Partindo desta premissa, não temos nenhuma dificuldade em afirmar: a luz, a que se referem as Escrituras Sagradas, trata-se do Evangelho de Jesus Cristo, mais precisamente, de sua doutrina. Se considerarmos ser a palavra doutrina a expressão de um conjunto de princípios que servem de fundamento a um sistema filosófico, entendemos, ou em última análise, estar buscando o seu conhecimento. O que não podemos entender e muito menos admitir é que alguém, dizendo-se cristão, não pratique, não conheça, ou que, tendo conhecimento, nega sua eficácia.

Sendo luz a doutrina de Cristo, o que então iríamos chamar de trevas? “Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; por isso detesto todo o caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” (Salmos 119:104,105). Não é difícil observar que Deus chama de luz á doutrina de Cristo e de trevas tudo aquilo que se manifesta contrário a ela. Luz e trevas são então duas correntes de comportamento, sem dúvida existentes no mundo. A primeira representa a opinião de Deus, a sua palavra, a sua justiça; a segunda caracteriza a doutrina do anticristo, seu ponto de vista, seu parecer, e porque não dizer também, sua justiça.

Acontece, porém, que Deus classificou a justiça do Diabo como sendo injustiça e a chamou de “Trapo de imundícia”, ao passo que a de Cristo intitulou “ linho fino”, senão vejamos: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia…” (Isaías 64:6); “…Porque o linho finíssimos são os atos de justiça dos santos” (Apocalipse 19:8). Sendo justiça a faculdade de proceder sempre de forma, correta, exata, impecável e imparcial; injustiça, ao contrário, caracterizaria um comportamento faccioso. Concluímos então que Deus designou pelo nome de luz o que estivesse conforme a sua justiça e de trevas toda a injustiça, toda atitude contrária a ela.

INFORMATIVO VEREDA: Ano 01 – número 05 – Goiânia, setembro de 2000.

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