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Aperfeiçoamento dos Santos

APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS
Participação da igreja

O Reino de Deus aqui não é visível, mas ele existe. Verdadeiros apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, enviados por Deus, com vista ao aperfeiçoamento dos santos, estão trabalhando, cumprindo os seus ministérios, mesmo que não sejam apercebidos. Quando alguém perguntou a Jesus pelo Elias que havia de vir, Ele respondeu: “…digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram” (Mateus 17:12).

Certamente a Escritura inspirada por Deus não deixará de se cumprir, nem o Senhor de manter na igreja ministérios para edificação do corpo de Cristo, ainda que muitos, infelizmente, tenham se preocupado tanto com o injusto e imundo que acabaram se esquecendo de aperfeiçoar seus santos e justos: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas no aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo, até que cheguemos a unidade da fé, do pleno conhecimento do Filho de Deus, a perfeita varonilidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:11-13).

Estaria o nosso inimigo sabendo disto? Qual seria a providência dele em relação a essas pessoas que foram colocadas na igreja, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos? Não seria perseguí-las, já que o seu objetivo é dificultar a edificação do corpo de Cristo? Acredito que sim. E naturalmente fará de tudo para impedir o trabalho da igreja neste sentido. Se a pregação da verdade, do Evangelho de Cristo, consiste no único meio através do qual chegaremos a unidade da fé, e por intermédio desta ao pleno conhecimento do Filho de Deus, nada mais lógico seria a colocação de obstáculos nesta direção, tais como: partidos, divisões, facções, perseguições, etc. Paulo, de perseguidor passou a cooperar com a igreja; mas, para isto, admitiu como perda sua própria justiça, considerando muito superior o conhecimento de Cristo, sabendo que sua pátria estava nos céus, de onde passou a aguardar o seu Salvador.

Cada um de nós, eleitos, será um edifício naquela cidade, se formos edificados por construtores prudentes, sob o fundamento dos apóstolos e profetas: “Assim, pois não sois estrangeiros, nem forasteiros, antes concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra de esquina, no qual todo edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Efésios 2:19-22).

Quando no Livro de Mateus se diz “que a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra”, referindo-se a Jesus Cristo, é porque se trata da primeira pedra colocada naquela cidade, a pedra fundamental, pedra de lançamento. Significa também que a cidade continua sendo construída. Isto é bem lógico, não?

Presenciamos no versículo 26 do capítulo 6 do livro de Josué, a revelação de tudo o que estamos falando: “…com a perda do primogênito lhe porá os fundamentos, e á custa do mais novo, as portas” . Com a morte de Cristo , o primogênito, o filho mais velho de Deus, foi lançada a pedra fundamental da cidade:á custa do mais novo será colocada a porta, o que representa a conclusão da obra. Daí em diante ninguém mais entra. Existe um tempo e este tempo é necessário para o término da construção.

Deus gostaria que todos nós estivéssemos lá quando isto acontecer. Para tanto, o processo adotado permanece o mesmo, pois, o arquiteto não mudou. Ora, se a pedra principal obteve um tratamento, passou por um processo especial, é evidente que as demais pedras, para fazerem parte de um mesmo corpo, tenham que passar pelo mesmo sistema. Se a pedra principal, uma vez aperfeiçoada, não mais ficou aqui, tendo sido levada para aquela cidade, aonde iria nos preparar lugar é porque as demais pedras terão o mesmo destino.

Muitas pedras, sabemos, já se encontram lá; pedras essas que não mais são vistas aqui. Ao ficarem prontas, as pedras são levadas para o lugar da construção. Como poderia o autor de tudo isto arquitetar, planejar, praticar, e, posteriormente, mudar radicalmente seu projeto? Como estaria o corpo sendo edificado aqui, quando a cabeça está lá? Como admitir a cidade aqui, uma vez que a pedra fundamental se encontra lá?

Como já dissemos, as Escrituras afirmam que a pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra principal. Observem bem: “veio a ser”. Isto nos dá a entender que somente após a ressurreição a pedra foi considerada por Deus, como principal. As demais pedras, tendo que seguir o mesmo caminho ficam com a promessa da ressurreição. A pedra principal foi provada e aprovada aqui. Morreu na esperança da ressurreição e realmente isto aconteceu. Seu plano obteve êxito total, para se tornar, ao mesmo tempo, exemplo e esperança para todos aqueles que estão sendo santificados pela fé nEle.

INFORMATIVO VEREDA: Ano 01 – número 05 – Goiânia, setembro de 2000.

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