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Deus pra que?

DEUS, PARA QUE?

Se não tivermos consciência da real importância de Deus na vida que vivemos neste corpo, não daremos a Ele o valor que lhe é devido, podendo inclusive, até chegar a desprezá-lo. Todavia, assim mesmo, ao sentirmos ameaçados e incapazes de resolver as questões mais difíceis que normalmente surgem em nossa vida, costumamos dEle fazer uso, como se fosse algo que se utiliza somente em caso de absoluta necessidade. Nessas condições se observa que a súplica parece não alcançar o objetivo, como está escrito: “Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes desprezastes todo o meu conselho e não fizestes caso da minha repreensão, também eu me rirei no dia da vossa calamidade. E, em vindo o vosso terror, eu zombarei; em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia. Então me invocarão, mas eu não responderei; diligentemente me buscarão, mas não me acharão”(Provérbios 1:24-28).
É comum notar alguém se lamentando, implorando e clamando a Deus por ajuda, quando vivendo uma situação desesperadora. A causa, quase sempre, é uma doença incurável, uma ameaça de morte, um perigo iminente, a perda de algo que lhe era muito precioso, ou alguém querendo reaver, a qualquer custo, alguma coisa que lhe foi tirada, e assim por diante. É deste modo que, regularmente, presenciamos o homem querendo se aproximar de Deus para dEle obter auxílio. Com raras exceções, infelizmente, é nesta condição que normalmente se admite a necessidade de Deus, quando então se costuma ouvir a seguinte expressão: “Só Deus pode me ajudar”.
Ao contrário de tudo isto, dificilmente vamos encontrar alguém, mesmo dizendo-se cristão, se queixando da ausência de Deus em sua vida ou afligindo-se porque não sente ou deixou de sentir a presença de Deus. Sim, raramente vamos deparar com alguém preocupado com a sua salvação, temendo não ser um dos herdeiros do reino de Deus, não obter a vida eterna, não fazer parte do povo de Deus, da Igreja que Jesus Cristo está edificando para si mesmo. Pessoas que, conscientes do pecado que se comete neste mundo, lamentem o caminho escolhido por esta geração e, estribados na doutrina de Cristo, procurem viver uma vida santa, justa e irrepreensível, na esperança de uma melhor ressurreição, temendo inclusive dela não participar, como foi o caso do apóstolo Paulo, o qual assim se expressou: “Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, e ser achado Nele, não tendo justiça própria que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé, para conhecer o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com Ele na sua morte, para de alguma forma alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Filipenses 3:7-11).
Assim, podemos destacar bem essas duas situações distintas, vividas pelo homem: A primeira condição, quando ele não ignora a existência de Deus, admite o seu poder, reconhece a sua condição divina, inclusive a de Criador de todas as coisas. Todavia, não o conhece e dEle também se mantém distante, vivendo no máximo o limite determinado por sua religião. A estes, que correspondem quase que a totalidade dos homens de hoje, podemos compará-los aos atenienses, onde Paulo, passando, fez a seguinte observação: “… Varões atenienses, em tudo vos vejo que sois excepcionalmente religiosos, porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido. Esse, pois que vós honrais sem conhecer, é o que vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Ele o Senhor do céu e da Terra, não habita em templos feitos por mãos de homens”(Atos 17:22-24). Assim Paulo afirmava conhecer o Deus desconhecido e no verso três do mesmo capítulo deixa claro de quem se tratava: “… expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”.
A segunda condição, embora constitua em minoria nos dias em que vivemos, refere-se àqueles que seguem, ainda hoje, o Evangelho (Doutrina de Cristo), o qual nos deixa claro ser Cristo o único Deus, o Todo-Poderoso, o Senhor do Céu e da Terra, o que foi morto, mas que está vivo pelos séculos dos séculos. O mesmo Jesus que, dentre nós, foi assunto ao céu, e que, do modo como foi visto subir, será visto descendo, para assumir o reino do mundo (Atos 1:9-11). Assim, estes são os que constituem hoje o povo de Deus, o mesmo povo que ao longo do Velho Testamento vinha sendo constituído, povo que faz a vontade de um único Deus e a Ele serve, mesmo em detrimento de sua própria vontade. “Assim diz o Senhor, o Deus dos Hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva” (Êxodo 9:13). Deus continua esperando a mesma coisa, ou seja, que nós o sirvamos.
O nosso comportamento, então, acaba se tornando o grande responsável pela seleção dos que sabem para que Deus existe. De um lado ficam os que, sem compromisso com a verdade (Jesus), vivem para si, sem a preocupação de servir ou não servir a Deus. De outro, o povo realmente guiado por Deus, que está sob o seu governo, o sal, a luz, a árvore boa. Mesmo sendo difícil, esta diferença tende a se tornar mais evidente na medida em que a iniqüidade aumenta, cumprindo o previsto pelas Escrituras Sagradas: “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” (Malaquias 3:18). A verdade é que, se a diferença hoje não é bem visível, em breve será.
A este respeito profetizou Jesus quando propôs a parábola do joio e do trigo (Mateus 13:24-30), mediante a qual facilmente se observa que existiriam essas duas classes de pessoas, as quais, no entanto, só seriam bem distinguidas no tempo do fim. As ervas, por serem muito parecidas quando ainda em desenvolvimento, correr-se-ia o risco de arrancar uma em lugar da outra, se colhidas antes do tempo determinado. A mesma parábola, no entanto, nos garante que isto não ficaria sem solução, pois que a própria planta se identificaria quando aparecessem os seus frutos.
O tempo da colheita é a exclusiva esperança para quem ainda se mantém no firme propósito de praticar o Evangelho, bem como a época em que as plantas, até então muito parecidas, começariam a se apresentar diferentes. Algumas abominações já podem ser notadas em lugares onde não deveriam estar e Deus, mais uma vez, como nos dias de Noé, está sendo rejeitado. Agora, grave se torna se não soubermos, a esta altura do tempo, fazer separação entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. É bom saber, logo, se Ele tem alguma importância para nós além de nos ajudar a viver esta vida: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (I Coríntios 15:19).


6 comments

  1. Uma Benção esta reunião. Nós devemos buscar a DEUS , para sermos salvos e não para querer as coisas dessa terra , pois como esta escrito se buscarmos a DEUS somente pelas coisas daqui desta terra, somos os mais infelizes dos homens . Amém

  2. Muuuito bom !! esse texto me ajudou muuito!

  3. Como podemos ver Deus somente nos momentos de angustia, dificuldades sejam elas quais for, amo Meu DEUS por tudo que ele tem feito por cuidado de mim, e devemos sempre lembrar que Deus é para todas as horas, e que sua presença suas palavras não tem preço que pague…………………………
    .

  4. Como Deus tem razão, ficou bem claro p/ mim agora. se eu so buscar a ELE p/ resolver meus problemas nao ira adiantar nada.
    e a salvação onde fica. Com certeza me ajudou muito essa reuniao.

  5. acredito que deus existe.. mas nao acredito que ele possa fazer algo por mim aqui na terra, ex:quando uma criança de 03 anos, inocente é estuprada, porque deus permitiu??? é apenas uma criança inocente.
    quando um coisa da certo, a pessoa diz: foi deus que me ajudou!!
    quando da errado diz: foi deus que quis assim!!
    iai? tudo tem deus???

  6. Josenir Rodrigues de Andrade

    Já frequentei por vários anos duas igrejas, na primeira, fiquei alguns anos, fui levada a me batizar, fui convencida de que Jesus Cristo era o Senhor da minha vida fui obreira e por misericórdia de Deus, eu presumo, consegui levar adiante, até que vi coisas e passei situações lá que me levaram por sair de lá E desde então, estou como um barco à deriva. Já passei por outra, mas me sinto oca e isso me incomoda e me machuca. Hoje eu acredito que apesar de saber da grandeza de Deus através da Bíblia, eu verdadeiramente, não O conheci, apesar de ter sido batizada nas águas, esse batismo não aconteceu no meu coração de isso me desespera. Apesar de hoje estar fora do Caminho, tenho consciência e sinto a urgência de ter a restauração de Deus na minha vida. Preciso disso, preciso ter meu encontro com Deus. Mas não é só da boca pra fora, quero verdadeiramente, sentir a Presença Dele dentro de mim. As vezes penso, que pequei tanto que não tem mais jeito e fico desesperada. Será que pequei contra o Espírito Santo? Orem por mim, não quero continuar sem Deus na minha vida, pois não tenho tido forças e sinto-me tão imunda, tão pecaminosa que Deus não me ouvirá. Obrigada

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