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A Fé em Jesus Cristo.

A FÉ EM JESUS CRISTO
O ideal seria que lêssemos todo o capítulo 2 do livro de atos. Mas vamos nos limitar aos versículos 22, 23 e 36, respectivamente. Vejamos o que há de importante neles.
“Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis”;
“a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos”;
“Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse mesmo Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.”
É muito importante entender que até mesmo a seqüência com que os versículos aparecem nas Escrituras seguem o propósito de Deus. Logo após o derramar do Espírito Santo, as pessoas quiseram saber o motivo de tudo aquilo.
Os apóstolos, particularmente Pedro, que foi quem tomou a iniciativa de explicar o que acabara de acontecer, poderia falar muitas coisas. Mas por onde ele começou? Falando da pessoa de Jesus Cristo, ou seja, do principal fundamento.
Por diversas vezes, os apóstolos tinham sido perseguidos, maltratados, injuriados, presos e advertidos para que não mais falassem dessa doutrina, muito menos de Jesus. Preferiram a obediência a Deus e sofrer por causa da Palavra que ouviram, a terem que negar a Jesus Cristo.
“Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem.
Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens”.(At 5:28-29)
Não tem como fazer um trabalho sério, sem que a igreja aceite a doutrina de Cristo. Se não for Ele o assunto da pregação, qualquer outro deve estar de acordo com Ele ou, do contrário, outro fundamento estará sendo lançado. Acredito que até o presente momento, todos os que acompanharam atentamente a leitura dos textos anteriores sabem o porquê. Quem não estiver edificado sobre Jesus Cristo… Não invente! Não queira uma revelação diferente à que já foi dada aos profetas e aos apóstolos.
Vocês estão entendendo? O nosso trabalho é seguir o exemplo deles, nada aquém, nada além do que fizeram. Quando muito, podemos reforçar o que eles disseram, mas o fundamento já está posto: Jesus Cristo. Evangelizar uma pessoa não é assim tão difícil.
Começando pelo versículo 14 e, principalmente, esses que transcrevemos, vamos perceber que a pregação de Pedro não consistiu noutra coisa senão em fazer um relato de uma profecia, que estava se cumprindo naquele momento, a respeito dos últimos dias.
Eu tenho certeza de que os outros apóstolos também não se ocupavam de outra coisa senão de anunciar o Senhor Jesus. Então, se pretendemos que alguém se converta a Cristo, inicialmente, precisamos conhecê-Lo. Senão, de quem falaremos?
Há muitos pregadores por aí demonstrando total desconhecimento da pessoa de Jesus Cristo. E o pior de tudo é que não admitem tal ignorância, falam como se entendessem e o conhecessem. Não podemos cometer o mesmo erro. Por mais que tenhamos alcançado algum entendimento, não devemos pensar que já O conhecemos suficientemente.
O Senhor é uma fonte inesgotável de sabedoria. Sabe o que isso significa? Que nunca vamos conhecê-Lo totalmente e é isso que torna interessante a nossa busca.
O apóstolo Paulo afirma que se esforçava para compreender a largura, a profundidade, o comprimento e a altura de Jesus Cristo. (Fp 3:18) Até que ponto ele chegou não sabemos, mas podemos garantir que foi bastante, talvez um dos que mais tenha se aproximado da plenitude do conhecimento de Deus.
E você como está? Já alcançou o pleno conhecimento de Jesus Cristo? É muito comum a igreja começar com aquele entusiasmo todo, mas depois… Esfria o amor, já não sobra tempo para ler as Escrituras, para orar. Fazer um jejum então… Temos exemplos nas Escrituras que confirmam isso.
“Corríeis bem; quem vos impediu de obedecer à verdade?
Esta persuasão não vem daquele que vos chama
Um pouco de fermento leveda a massa toda
Confio de vós, no Senhor, que de outro modo não haveis de pensar; mas aquele que vos perturba, seja quem for, sofrerá a condenação”. (Gl 5:7-10)
Vocês concordam que isso acontece demais? Basta um pouquinho de fermento! Então, como eu tenho insistido sempre, vamos imitar esses homens. Sem dúvida nenhuma, foram os que mais se aproximaram do Senhor, tanto em conhecimento como em procedimento. Não perca o seu tempo aprendendo ou imitando a quem nada tenha de justo para te ensinar.
Quanto mais falarmos Dele, mais nos será dado a falar. As Escrituras garantem que não faltaria semente ao que semeia, nem pão ao que come, pelo contrário, o Senhor multiplicaria a sementeira e aumentaria o nosso pão. (2 Co 9:10) Como isso é tremendo demais! Eu vibro com essas coisas! É uma oportunidade ímpar que estamos tendo de conhecer a Jesus Cristo.
Como foi dito àquela samaritana à beira do poço, é uma fonte que não pára de jorrar. Sabemos agora por que não faltavam aos apóstolos argumentos para convencer os que ouviam suas palavras. Poderíamos conversar com eles o dia todo e ainda assim não faltaria assunto, sobre Jesus, é claro. Cumpriu-se neles a Palavra que diz que todo aquele que bebesse da água que Jesus desse nunca mais teria sede; pelo contrário, a água que lhes fosse dada tornaria neles uma fonte de água que jorrasse para a vida eterna. Por muito pouco, Paulo, em sua defesa, não persuade o rei Agripa a tornar-se um cristão.
“Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Sei que crês.
Disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me cristão.
Respondeu Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me ouvem, se tornassem tais qual eu sou, menos estas cadeias.
E levantou-se o rei, e o governador, e Berenice, e os que com eles estavam sentados,
e retirando-se falavam uns com os outros, dizendo: Este homem não fez nada digno de morte ou prisão.
Então Agripa disse a Festo: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César”. (At 26:26-32)
Vamos também beber dessa água! Que todos os dias o Senhor possa falar conosco. Não passemos um dia sequer sem meditar na Sua palavra. Enquanto Deus estiver falando conosco, estaremos subindo um pouco mais e permanecerá a esperança de sermos levados um pouco além do que já caminhamos.
Por outro lado, o dia em que o Senhor não falar mais, acabou, é o fim! Tudo ocorre através da Palavra: a santificação, a salvação, a regeneração etc. Eu tenho certeza de que Ele está ansioso por nos revelar muito mais, por dividir conosco toda a Sua riqueza. Insondáveis são os seus juízos, inescrutáveis os seus caminhos. Aleluia!
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.(Rm 11:33-36)
No mesmo livro de Atos, capítulo 8:
“E descendo Filipe à cidade de Samaria, pregava-lhes a Cristo.
As multidões escutavam, unânimes, as coisas que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que operava;
pois saíam de muitos possessos os espíritos imundos, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados;
pelo que houve grande alegria naquela cidade”.(At 8:5-8)
Observamos agora outro apóstolo também falando a respeito de Jesus Cristo. Aliás, o enviado de Deus não fala outra coisa. Mais do que qualquer outra pessoa nas Escrituras (Abraão, Davi, Salomão, Paulo, Pedro etc), é a Ele que temos que conhecer.
Era simples para Filipe e os outros falarem de Jesus; é fácil falar do que se conhece! Mas se você não entende, melhor ficar calado! Pense nisso, deseje adquirir essa intimidade com o Senhor. Procure saber tudo: onde Ele nasceu, como ressuscitou, os sinais que fez, as parábolas que ensinou…
É assim; não tem outra forma! Quando alcançarmos essa familiaridade com Ele, deve acontecer o mesmo que ocorreu naqueles dias, porque o Senhor está vivo e ansioso, creio eu, por nosso crescimento.
Filipe O anunciava com muita autoridade. E a multidão, como reagia? O escutava, dava –lhe ouvido. É como se dissessem: “Como é, Filipe? Ensina-nos! Fale mais, porque nós queremos te ouvir. Foi para isso que nós viemos aqui…”.
Mas quem ensinou a Filipe? O próprio Senhor. Mas, naquele momento, as pessoas estavam ali para ouvi-lo e não para ensiná-lo. Qual foi o grande problema que os judeus enfrentaram? Em vez de ouvir quem estava com a Palavra de Deus (Jesus), quiseram ensiná-Lo.
Se eles realmente soubessem quem era Aquele homem, teriam se esforçado muito mais para entendê-Lo, em vez de resisti-Lo. Jesus Cristo é a pedra que os edificadores rejeitaram! Estamos enfatizando bastante isso! Não siga o mesmo exemplo de desobediência, não O rejeite em sua vida.
Ainda hoje, muitos continuam tropeçando nesta pedra. Não admitem serem ensinados por Ele. Um dia, a rainha de Sabá se levantará contra esta geração no dia do juízo, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Mas eis que ali estava quem era maior do que Salomão (Lc 11:31). Portanto, meu irmão, tenha muita humildade e queira aprender mais a respeito do Senhor. Não O resista, para o seu próprio bem. Amém.

“… E acontecerá nos últimos dias…” (At 2:17).

Visão: “Havia um mar e nele uma garrafa ainda lacrada. Dentro dela, uma mensagem escrita num papel. Alguém pegou a garrafa, entregou ao irmão Rossini que, por sua vez, repassou a um homem que estava assentado num dos bancos. Este homem, então, ao recebê-la, lançava-a no chão a fim de quebrá-la e revelar o conteúdo da mensagem. No momento em que a garrafa partiu-se, transformou-se numa espada de prata, que brilhava muito”.

Antigamente era comum escrever uma mensagem e lançá-la ao mar. As ondas é que se encarregavam de levá-la ao local de destino. Ainda não existia correio.
Tem como faltar assunto, Palavra, a quem busca a Deus? Não! Não pense que Deus já falou tudo! Logicamente não falou! Não limite o poder, a sabedoria, o conhecimento do Senhor. Se você O buscar, todos os dias, terá uma mensagem diferente. Mensagem é uma comunicação, um recado enviado a alguém. Pode ser mais ou menos extensa, não importa; importa sim, o seu teor, o seu conteúdo.
O que interessa é que você saiba o que fazer. Pode ser simplesmente o seguinte: “Pare!”. Pode ser uma única palavra! Assim também ocorre em relação a Deus. Mais uma vez o Senhor está usando o natural para compreendermos o espiritual. Sempre que a igreja se reúne, Deus também se faz presente e, normalmente, fala com ela.
O mar simboliza as nações, os diferentes povos. Apesar de toda a confusão existente no mundo, Deus ainda é capaz de enviar uma mensagem através de alguém. O mar a trouxe, alguém a trouxe. Acredite nisto, que ainda existem pessoas que querem trazer uma mensagem de Deus, uma Palavra sem fermento. É bem verdade que não são muitas.
Um outro detalhe muito interessante é a maneira como a garrafa se encontrava: lacrada, não era? Isso quer dizer que seu conteúdo ainda não havia chegado ao conhecimento de ninguém, senão pela própria pessoa que a escreveu. Alguém, então, pegou essa garrafa e me entregou. Veja que eu não a abri; a repassei para um homem que a quebrou. Quem você acha que enviou aquela mensagem, que corresponde à Palavra que pregamos naquela noite? O Senhor, não é? Quem revelou o seu conteúdo? Também o Senhor. Isso é tremendo! Tudo é Ele quem faz: escreve e revela, para que a glória não seja dada a outro, senão a Deus.
Há uma passagem nas Escrituras em que o Senhor diz: “Eu anunciei, e eu salvei, e eu mostrei…”. (Is 43:12) É bom demais saber disso, que é Deus quem está nos governando, nos dirigindo, nos reinando. Ainda bem que não sou eu! Você não fica feliz em saber disso? Mas quem foi que pregou? Fui eu, mas do Senhor é a Palavra, o poder, a sabedoria, o conhecimento, o louvor… Tudo pertence a Ele.
Ao ser quebrada a garrafa, a mensagem transformou-se numa espada de prata. A espada simboliza a Palavra, para que você lute, combata, peleje. É através dela que resistimos na luta contra o pecado. Toda a Palavra que o Senhor nos fala é uma arma, poderosa na luta contra os principados e potestades.

Visão: “Havia uma vela acesa iluminando uma bíblia muito antiga. Sobre ela havia uma mão que mostrava alguns versículos”.

A bíblia antiga significa que temos conservado a Palavra original, ou seja, o evangelho pregado por Jesus Cristo e os apóstolos. As igrejas que não conservaram essa pureza tornaram-se adúlteras. Realmente não tem sido fácil conservá-la. A julgar pela vida que viveram, é fácil entender o por quê. Sofrimento, cruz, renúncia… Melhor pregar outra coisa!
Foi o que aconteceu, primeiramente, com a “Mãe das Meretrizes” e toda a “Grande Babilônia”, do Apocalipse. Uma vez adulterada a Palavra de Deus, foi-se embora a pureza, a santidade da igreja, assim como uma mulher que perdeu a virgindade jamais voltará a ser moça. A vela acesa simboliza que, nesses últimos dias, a luz tem sido pouca.
Enquanto Jesus estava no mundo, era a luz do mundo. (Jo 9:5) Os apóstolos também assumiram a condição de luz. Restou-nos a responsabilidade de ser luz, mesmo vivendo os últimos dias. Certamente que não temos sido uma luz preciosa, pelas dificuldades.
Entretanto, também não podemos negar que, quando se está em completa escuridão, uma vela acesa surte muito efeito. Quanto mais escuro, mais efeito produz. Isso acaba nos permitindo enxergar muito em relação a quem não dispõe de nada. Pense bem: se a vela não estivesse acesa, não seria possível à mão nos mostrar alguns versículos.
Graças a Deus pelo pouco de luz que temos tido, embora saibamos não ser aconselhável nos acomodarmos com que temos, senão o Senhor jamais poderia falar conosco. Bem que Ele nos alertou a esse respeito, quando disse: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar”. (Jo 9:4) Então, vamos aproveitar o pouco de luz que ainda temos para fazer algo pela igreja. O que tiver de ser feito tem que ser agora!

Visão: “Havia um mendigo e eu corria atrás dele, que passava por meio de uma plantação muito grande e bonita. Depois de muito correr, avistei o sol nascendo. Parecia ser mais ou menos seis horas da manhã. Atrás, do lugar de onde eu vim, estava muito escuro. Tive medo porque agora me encontrava sozinha, no meio daquela plantação, e tendo que seguir em frente”.

Como é tremenda a sabedoria de Deus! O mendigo simboliza o próprio Jesus Cristo. Não foram muitos os que O seguiram, não é mesmo? Quem daria crédito a mendigo? Não que Ele fosse um, mas é apenas para que entendamos. Filho do carpinteiro, não era uma pessoa de posse, não fazia parte de nenhuma religião importante, não foi instruído por nenhum mestre de respeito. Ele afirmou não ter nem mesmo onde reclinar a cabeça.
Ninguém, a não ser a igreja, o povo que O recebeu, não se mostrou preocupada com a aparência. O que ela fez, então? O seguiu. Essa é também a dificuldade que temos tido hoje. Para o mundo é loucura a fé que temos. Um dia, o mundo será convencido do pecado, da justiça e do juízo, porque não creu em Jesus. O caminho que ele percorreu a levou em direção ao sol, que simboliza a Justiça de Deus. Para trás ficaram as trevas.
Depois de nos ensinar, a responsabilidade é toda nossa. Podemos continuar caminhando ou regressar o caminho que já percorremos, retornando para as trevas. Pode ter certeza que não estamos sozinhos. Mesmo que não O vejamos, os olhos Dele estão sobre nós. Que o Senhor tenha muita misericórdia de nós. Breve o sol nascerá!

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