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“… o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará…”

4) “… o teu desejo será para o teu marido,

e ele te dominará…”

Quando estivemos em Mineiros no último fim de semana para, com muito prazer, celebrar o casamento do Élcio e da Wilma – o casal, inclusive, se faz presente hoje – Deus nos deu uma Palavra extremamente importante. Como nem todos os irmãos estiveram lá e, atendendo a inúmeros pedidos (Sorrisos!), falaremos um pouco mais a seu respeito.

—Quem se lembra de qual foi a Palavra que Deus nos deu? Quem esteve no casamento? Juliana… Luciana… Augusta… A Adriana se lembra. Onde ela está?

—O senhor falou muita coisa e despertou em mim, particularmente, o desejo de aprender mais: como saber se aquele é o seu esposo (marido) ou se aquela é a sua esposa (mulher)? Durante a explicação o senhor usou o exemplo de Cristo e a Igreja, ou seja, assim como a igreja se alegra com Cristo, o papel da mulher seria o de ter prazer no marido. O homem, por sua vez, saberá quem é a sua mulher quando puder dirigí-la, governá-la. Ela terá prazer em se submeter a ele, assim como a igreja se submete a Cristo. Para mim, de tudo o que foi falado, isto foi o mais importante.

Muito bem. É verdade ou não? Foi ou não foi um assunto importante? Eu gostaria que todos vocês participassem, fizessem perguntas sobre o assunto que estamos propondo. A participação da igreja é fundamental para que tiremos o máximo possível de proveito da reunião. A Adriana, em poucas palavras, já descreveu o ponto mais importante e deu o ponta-pé inicial.

—Quem mais gostaria de fazer algum comentário, ou quem sabe uma pergunta, relacionado com este assunto? Se não há dúvidas ou perguntas, podemos encerrar a reunião… (Sorrisos!) Pode ser que alguém, que não foi ao casamento, queira saber mais. Lucimar…

—Eu estava na casa da Dora quando o senhor comentava a respeito desse mandamento de Deus para a mulher, que o desejo dela fosse para o seu marido. Eu gostaria de saber que desejo é esse.  Seria o prazer em cuidar da casa, dos filhos ou tem algo mais? Se tiver mais alguma coisa eu gostaria de saber.

—Está ficando bom! Vou escolher uma pessoa para nos ajudar a responder a esta pergunta, mesmo que a esposa ou o esposo esteja por perto (Sorrisos!). Vou dar uma dica: quem está pensando simplesmente em prazer sexual, errou! Que prazer seria este, Valdemir? Por que estamos afirmando que não é o prazer sexual?

—O prazer, no casamento, não se resume apenas ao sexo. O homem pode ter uma mulher e não ter uma esposa, assim como a mulher pode ter um homem e não ter um marido. Eu creio que não era este o desejo que Deus estava se referindo, porque não é necessário ser marido e mulher para tê-lo. Há mesmo quem  busque o prazer sexual fora do casamento.

Isso mesmo! Para este prazer, não precisa ser esposo e esposa. Se fosse assim, não haveria prostituição. Quem se casar pensando que este é o ponto forte do casamento, está enganado.

Para entender como deve ser um relacionamento cristão não podemos perder de vista, sempre, a comparação entre Cristo e a Igreja. Para nós, cristãos, esse é um ponto fundamental da doutrina de Cristo. É nesta simplicidade que se revela a sabedoria de Deus. Muitos, rejeitando-a, talvez por a acharem antiquada demais para os dias de hoje, seguem outras orientações, outros conselhos. É mesmo uma pena. Mas quem tem colocado em prática esses princípios, sabe por si mesmo que funciona.      O apóstolo Paulo, em sua carta as Efésios, após trazer uma série de recomendações a maridos e mulheres, encerra dizendo: “Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja” (Ef 5:32).  Ou seja, o segredo para termos um matrimônio abençoado por Deus, em todos os sentidos, é o mesmo mistério que envolve Cristo e a Igreja. O que for aplicável a ele (mistério), aplica-se ao casamento. Cristo e a Igreja formam o casamento perfeito. Ele a cabeça, o governo; ela, o corpo, que recebe dele a direção, o norte, a orientação. Ele a amou, a ponto de dar-lhe a sua própria vida; ela, em sinal de reconhecimento, tomada de gratidão, submete-se, com prazer, à Sua vontade. Ele a amou e cuidou dela como quem cuida do próprio corpo. Assim também o homem que ama a sua mulher: quem ama a sua mulher ama a si mesmo. E da mesma forma que Ele a santificou, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela Palavra, o homem de Deus, sábio, santificará sua mulher e toda a sua casa pela ministração do Evangelho de Jesus Cristo. Como diz o mesmo apóstolo: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rm 11:33).

Quanto mais nos familiarizamos com essas riquezas, mais nós O conhecemos e nosso convívio com Ele se torna melhor ainda. É como no casamento: quanto mais o casal se conhece, mais possibilidade tem de fazer o que agrada um ao outro. Erra menos quem conhece melhor o seu cônjuge. Por isso Deus quer formar em nós a sua mente, para que pensemos todos como Ele. Você já imaginou um casal neste padrão, que bênção não seria? Falando um pouco agora da atribuição que compete à Igreja – a Igreja é cada um, individualmente, é sempre bom dizer – e, portanto, a mulher. Primeiramente, é preciso que a Igreja sinta prazer em tudo aquilo que faz: seja quando louva a Deus, quando se congrega, ao meditar nas Escrituras Sagradas, orando. Vejamos esse último exemplo. O que é uma oração? É um momento que nós separamos para falar com Deus. Estabelecemos com Ele um diálogo, pedimos que alivie a nossa alma, perdão por alguma falta que cometemos, confessamos uma dificuldade qualquer, etc. Uma pessoa não pode viver espiritualmente sem oração, assim como um casamento sem diálogo não pode subsistir. Sempre é possível estabelecer essa relação.

Portanto, é muito importante, desde o namoro, observar essas características que estamos falando, para que você não erre na sua escolha. Logo no início, Deus viu que não era bom que o homem vivesse só e resolveu fazer-lhe uma ajudadora (Gn 2:18) Então, parte-se do princípio de que, em condições normais, todo homem precisa de uma mulher para auxiliá-lo. Veja bem, para ajudá-lo, auxiliá-lo, assessorá-lo, e não para  atrapalhá-lo. Fica evidente que o responsável pela direção da família é o homem. A ele, evidentemente, compete tomar todas as decisões, contando sempre com o prestimoso auxílio de sua mulher. E mais: essa ajudadora deve ser idônea, isto é, deve ser capacitada, habilitada, apta, deve compreender perfeitamente a sua função, em vez de ficar contestando a autoridade do marido. Onde, senão entre o povo de Deus, vamos encontrar pessoas com esse entendimento. Vamos ler esta passagem.

18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.

21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;

22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.

23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.

25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam. (Gn 2)

No início, tudo acontecia de modo muito natural: o esposo encontrava sua esposa e vice-versa. Um sentia-se feliz com a presença do outro. Estavam completamente nus e nem se envergonhavam disso. Eva foi trazida por Deus à presença de Adão, que achou bom. Ficou feliz da vida! (Sorrisos) Claro! Era osso do seu osso, carne da sua carne. Maltratar Eva era maltratá-lo; ferir Eva significava ferí-lo.        Satanás, astuto como é, sabia disso. Num só golpe atingiu a ambos. Por esta razão a vida conjugal é visada por ele. A decadência espiritual de um pode representar a queda do outro. Mas não quero adiantar o que falaremos em seguida. Veja que estamos ainda no capítulo 2 do livro de Gêneses. A importância de observar esse detalhe é por que essa passagem retrata uma situação anterior à desobediência. Depois, por causa do pecado, com ele veio a cobiça, a concupiscência, a malícia, a maldade, e tornou muito mais complicado ao homem encontrar sua esposa. Deus já não tem mais a mesma liberdade de apresentar um ao outro. Cada qual escolhe o seu e pronto. A aprovação ou desaprovação de Deus não tem a menor importância.

Porém, ao lermos o capítulo 3 do livro do Gênesis, imediatamente após o pecado, Deus fala a respeito dessa nova situação que ambos, Adão e Eva, passariam a viver. Não apenas eles, mas todos os homens que vivessem dali em diante deveriam proceder da mesma forma. Esta é a condição na qual nos encontramos. Para sermos bem-aventurados em nossos casamentos é preciso seguir esse mandamento de Deus. Se  se trata de um mandamento é também uma ordem. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Este talvez seja o detalhe mais importante da reunião de hoje. Vamos ler cuidadosamente esta passagem apenas o final do versículo 16.

16… E o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

Desde então passou a ser assim: o desejo da mulher seria para o seu marido e ele exerceria domínio sobre ela. Ora, se o desejo da mulher passou a ser para o marido dela, isto quer dizer que, enquanto ela não o encontrasse… A samaritana com a qual Jesus conversou quando foi tirar água do poço, por exemplo, teve cinco maridos e o que agora com ela estava não era o dela. Você deve estar se perguntando: “Irmão, então é possível que pessoas se casem sem que um seja do outro?” Nem pense que isto é coisa da minha cabeça! Há fundamento nas Escrituras. “Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.” (Jo 4:16-18)

Veja como é sério. Não era um caso de prostituição ou adultério, como pode parecer. Jesus Cristo não disse que a mulher estava com vários homens ao mesmo tempo, e sim que ela já tinha tido cinco maridos, e o sexto, com o qual agora estava, também não era dela. Se não era dela, certamente eles pertenciam a alguém. Isto acontece com muito mais freqüência do que você pode imaginar. Esta Palavra, inclusive, me veio, depois que eu conversei com uma pessoa em Mineiros, onde ela me confessava a dificuldade que era conviver com o marido. Muito embora ele faça de tudo para agradá-lo, o desejo dela não é para ele. Há bastante tempo pensava até mesmo em deixá-lo. Só quem vive ou já viveu esta situação para entender o quanto ela é difícil.

É muito comum pessoas casarem-se e divorciarem-se uma, duas, três vezes, para, depois, chegar à conclusão de que ainda não encontrou a pessoa certa. Ora, não seria mais fácil perguntar a Deus? Agindo assim, não evitaríamos muitos problemas? Eis a conseqüência do pecado! Pense em você mesmo! Quantos relacionamentos frustrados você já não teve? Caso você não encontre o seu… Quantos serão necessários até que você acerte? É grave demais! Se você, minha irmã, se casar com um que não é seu, não vai dar certo, porque o seu desejo não será para ele. Você, meu irmão, por sua vez, também não será capaz de dominá-la. Que mulher vai se submeter a um homem cujo desejo não é para ele?

Voltemos ao exemplo de Cristo e a Igreja. Você acha que Ele desposaria uma Igreja insubmissa? Um povo rebelde, desobediente? Por maior que seja o número de denominações, só existem dois povos, duas Igrejas, meus irmãos: a Grande Babilônia e a Noiva. Se assim não fosse, qual a razão do nosso esforço para sermos santos, justos, perfeitos? Não se deixe enganar: a noiva a ser desposada por Jesus Cristo será um povo santo, irrepreensível, sem mácula, sem mancha, sem ruga, isto é, sem defeito algum (Ef. 5:27).

Este também deveria ser o procedimento dos casais. O homem que percebe que não domina a mulher, mas que ainda assim se casa com ela, certamente enfrentará muitas dificuldades durante o casamento. O mesmo se diga da mulher que se casa com um homem, mas que o seu desejo, o seu prazer não é para ele. O desejo da mulher para com o homem torna a submissão prazerosa. Portanto, não é nada entediante, enfadonho e desagradável. Quando uma mulher acha desconfortante esta situação é porque o seu desejo não é para o seu marido. Quando ambos ou apenas um deles chega a esta conclusão, o casamento torna-se extremamente difícil. Sem Deus, Único capaz de dar solução adequada ao problema, provavelmente o fim será o divórcio.

Fazendo novamente um paralelo, Jesus Cristo continua à procura da Sua noiva. Ele não precipitou, não julgou nem julgará ninguém pela aparência. Basta olhar quem foram os seus seguidores: pescadores, publicanos, prostitutas e tantos outros pecadores, desprezados pelos líderes religiosos da época. Os escribas e fariseus, que representavam a nata do sistema religioso de então, eram irrepreensíveis na aparência, mas Jesus bem lhes conhecia o interior. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.” (Mt 23:27)

Para começar, a igreja desposada será uma virgem, isto é, que se manteve fiel à Sua doutrina, aos Seus ensinamentos. Não há prova de submissão maior do que esta. “Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada; Quem não me ama, não guarda as minhas palavras…” (Jo 14:23-24).  Apenas neste requisito, pelo menos uma centena de denominações seriam excluídas. Também não será a que possui maior estrutura física, nem a que tiver maior quantidade de membros, tampouco a que desfruta de maior prestígio na mídia.

Seguindo o mesmo raciocínio, podemos dizer que não existe sexo antes e nem fora do casamento. Se estiver acontecendo, está errado. Não pode o sexo ser o fator a determinar a felicidade ou sucesso do casamento. Se fosse assim, não haveria necessidade de Cristo contrair matrimônio com uma Igreja virgem. Qualquer uma, mesmo a “MÃE DAS MERETRIZES”, serviria. Muito cuidado, porque o mundo tem edificado o casamento sobre esse fundamento e temos visto com os nossos próprios olhos o resultado. É uma catástrofe! O casamento que estiver edificado sobre ele, vai desmoronar. Vamos imaginar que você se case com uma pessoa que, por motivos de saúde, fique impossibilitada de manter relações sexuais. É a sua esposa, você a ama, mas… Você vai abandoná-la? Isto vale também para as mulheres. E as promessas de serem fiéis um ao outro, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe? Os homens são instruídos a observarem quase que exclusivamente o aspecto físico. E depois que nascerem filhos? É quando a mulher, percebendo isto, começa a se sentir desprezada. Mas se você for um homem de Deus, meu irmão, vai perceber que se trata de uma fase de transição na vida da mulher, e nem por isso vai deixar de amá-la. Talvez agora, sem a formosura de outrora, mas recebendo o mesmo cuidado, ela se sinta mais amada.

—Alguém gostaria de fazer outra pergunta? Suzane.

—Quando um acha o outro, automaticamente, o outro vai ser do um? Ou seja: quando o desejo de uma mulher for para um homem, automaticamente, ele a dominará?

Para responder a esta pergunta, vamos, novamente, recorrer ao exemplo de Cristo e a Igreja. Quem fizer assim não erra. Como foi que Ele encontrou a Igreja? Estamos falando, então, de pessoas que amaram a Doutrina de Cristo. E, mais do que isto: fizeram com Ele uma Aliança, tornaram-se Seus discípulos. Não é isto que o casamento significa, uma aliança? Então, não é a mulher que sai procurando o marido. Ao homem, sim, pelo que entendemos, é  que compete a iniciativa. O homem é que deixará a seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, não ela (Gn 2:24). Não tenha como exemplo os incrédulos, os ímpios, os que não crêem em Deus.  Jesus Cristo, o semeador da parábola, saiu semeando a sua semente, que é a Palavra de Deus, em busca da boa terra, que a recebesse e produzisse frutos. Caiu em várias situações diferentes: à beira do caminho, entre espinhos, nos pedregais e em terra boa. A terra boa são exatamente aqueles que têm prazer na Sua Palavra. A Igreja O ama não porque é obrigada. Não é por força, nem por violência. A sua satisfação é fazer a vontade de Deus. A pior coisa que existe é evangelizar uma pessoa que não ama a Deus. Mas quando Ele (Deus) percebe que encontrou alguém que se deleita na Sua lei, passa a existir uma reciprocidade. Eis a igreja! “Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.” (Jo 14:23)

Percebemos, então, que há uma completa inversão de valores, distorcendo aquilo que Deus havia determinado. A mulher bateu-se em retirada em busca do homem. Nos dias de hoje então, em que há muita mulher para pouco homem, é um Deus nos acuda. E, entre os poucos que existem, muitos não são homens coisa nenhuma. Nada que o Senhor não tivesse profetizado. Jesus disse que nos dias de Sua volta seriam como nos dias de Sodoma. Isso é a presença do sodomismo em nossos dias. Com essa disputa toda, quem sai desmoralizada é a própria mulher. Se a mulher confiasse em Deus, ela seria honrada. Não adianta sair atrás de homem. Valorize-se! Entenda que o seu desejo não será para qualquer um. Não precipite porque não vai resolver o problema. Agindo errado é que você saberá o que é dificuldade, principalmente se você se casar com o homem errado. Depois, quando não mais estiver  debaixo da autoridade dos pais, será aquele sofrimento. Se houver grosseria, maus-tratos, você padecerá sozinha. O homem também sofrerá porque não será capaz de ter domínio sobre a esposa. O filho, percebendo esta falta de autoridade do pai, esta desmoralização do homem, sentir-se-á à vontade para fazer o mesmo. O resultado será o desajuste de toda a família.

— A pergunta foi respondida, Suzane?

—Sim, foi. Por que notamos tantos pares errados? Por que, mesmo sabendo disso, ainda nos casamos? Eu acho que ninguém se casa achando que ele não é o dela ou que ela não é o dele. Com esta palavra de hoje, percebemos que existe uma quantidade muito grande de pares em que não há essa harmonia de desejo da mulher e domínio do homem.

—Eu respondo dizendo o seguinte: é preciso ter percepção, tanto o homem quanto a mulher. É preciso que sejamos perspicazes como a serpente e simples como a pomba. Para isto que existe o namoro e o noivado. Quando chegar o momento do casamento, é preciso que os noivos tenham plena consciência da vida que deverão levar após contraírem o matrimônio. Para adquirir essa percepção, que eu prefiro chamar de visão espiritual, é preciso andar com Deus. Toda resposta que você precisar, vá até Ele. Consulte-O freqüentemente. Se eu entendi bem a pergunta, você quis dizer que ninguém acha que está se casando com a pessoa errada. Normalmente, homem nenhum toma por mulher aquela que ele acha que não tenha prazer nele. A descoberta, muitas vezes, ocorre durante o casamento. A resposta, então, está em… Vejamos como Jesus Cristo fez para não errar na escolha. As Escrituras dizem que os filhos de Deus seriam provados como se prova o ouro e a prata. Então, durante esse tempo de namoro e noivado, prove o amor daquele que você imagina que seja o seu esposo ou esposa. Você vai perceber se é ou não. Mas, infelizmente, a maioria não tem essa coragem. Talvez por receio de, ao provar o amor do outro, ficar sozinho. Não tenha medo. Prove o amor do seu pretendente. Pode ser que seja apenas “fogo de palha.”

Que ninguém pense que nascemos sabendo. É algo que estamos aprendendo agora. Não culpe seus pais, não culpe a ninguém. Se fizermos isto, vamos pecar ainda mais. Procure colocar isto em prática na sua vida a partir de agora, seja qual for a sua situação. O que pudermos fazer de agora em diante, façamos da melhor maneira possível. “Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo…” (Fp 3:13) Eu confesso a vocês que eu também estou compreendendo isto agora. Se você já estiver casado, aprenda a viver. Você que está solteiro, dê o passo certo ou, quem sabe, fique solteiro, se for esta a vontade de Deus. Tenha muita paciência, compreensão, fé, humildade, conversão e assim por diante. Busque a orientação de Deus. Ele, mais do que qualquer um, sabe da importância desse passo que damos em nossas vidas. Cabe a nós aceitarmos a resposta que Deus nos der, seja aprovando, seja reprovando a nossa escolha.

—Alguma observação, Karina?

—Precisamos ouvir mesmo o que foi dito. Quem já passou por algumas coisas, mesmo errado, que aproveite agora. Melhor ainda será para quem ainda não passou, para dar o passo certo. Eu acho muito interessante porque, a cada dia, Deus tem, realmente, aberto os nossos olhos, mostrando a realidade, sem nos esconder nada. Eu achei fundamental entender que prazer é esse entre o homem e a mulher!

—Você concorda Priscila?

—É isso mesmo! O que foi falado é tudo o que eu penso.

—Você tem alguma experiência para nos falar, que pudesse reforçar o que estamos dizendo?

—Realmente, tem que ter muito cuidado, especialmente quando se está namorando. É a hora certa para perceber quem é quem, porque, depois de casado…

—É fácil a mulher pensar que é amada?

—É muito fácil, porque ela se ilude muito fácil, com pouca coisa.

—É interessante isto que ela está falando. Realmente, é preciso ter muita atenção porque a mulher se ilude fácil demais. É preciso ter essa percepção que foi dita. Cremos que Deus vai nos avisar… (Karina)

—Principalmente… Principalmente se você estiver em comunhão com Deus, preocupado em perguntar-Lhe tudo o que for fazer, para que você tenha absoluta certeza de que não vai errar. Faça como Deus. Seja paciente. Tanto o homem quanto a mulher evitariam uma série de problemas, se procedesse assim. Por que não evitar esse sofrimento? Por isso é que Deus não vai desposar uma igreja que Ele não tenha absoluta certeza do amor dela. Ele vai passar com ela, com a igreja, o resto da vida. O povo de Deus terá vida eterna…

—O nosso maior problema está em não consultar a Deus. Quando os filhos estão vivendo esta situação, de paixão, de amor, sei lá, a última pessoa que eles consultam são os pais. Deus, então, nem se fala. Temos medo de consultar a Deus e receber um não. (Sônia)

—É exatamente isto que estamos falando, porque o diabo vai querer tirar proveito dessa situação. Vai entrar “carne”, pai, mãe, pessoas que não foram enviadas por Deus. Então, não é algo fácil. Se fosse… O apóstolo diz: “Grande é este mistério…” Se é um mistério, além de tudo, grande, é algo difícil de ser percebido, certo? O casamento também é um mistério.

—Rosemar…

—É isso mesmo. Quanto mais confiarmos em Deus, melhor para nós. Assim como Ele não desposará uma igreja que não tenha prazer Nele, nós também, mulheres, não queremos um marido no qual não tenhamos prazer, e que ele não nos ame.

—Ajudou a vocês, Alini?

—Amém. Eu achei que ajudou muito. Não tem como dar errado se fizermos da maneira como foi ensinado. O problema é que dificultamos tudo, mas, se seguirmos o conselho de Deus, o exemplo de Cristo e a Igreja, vai ser uma bênção. É um conselho que serve para quem está solteiro, para quem quer se casar, para quem está casado…

É verdade. Jesus Cristo, naquelas Bodas em que Ele transformou a água em vinho, para mim, simboliza que Deus pode fazer um milagre, pode salvar o casamento, qualquer que seja a situação dele. Têm pessoas que se uniram sem conhecer a Deus. Fazer o quê agora? Se alguém aqui se casou nessa situação, e houve um desgaste, que Deus possa fazer um milagre. Nós veremos, na vida de cada casal, se houve, realmente, um milagre.

Vamos curvar nossas cabeças e orar rapidamente, encerrando. Pai nosso que está nos céus, que edifica a igreja, nos orienta, nos ensina. Tu és a nossa salvação. É realmente no Senhor que esperamos. É do Monte Santo de Deus que vem o nosso socorro. Somos gratos a Ti por tudo. Cumpra em nossas vidas a Palavra que nos foi falada esta noite, faça um milagre, caso seja necessário. Amém.

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