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Apostila – Nisto sabemos que estamos Nele

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NISTO SABEMOS QUE ESTAMOS NELE

PREFÁCIO   -    INTRODUÇÃO

 

Alguns versículos nas Escrituras Sagradas têm chamado muito nossa atenção, principalmente agora, depois que tivemos a oportunidade de conhecer diversos aspectos que norteiam a vida evangélica de um modo geral.

Apesar desta experiência ainda não representar base suficiente, para convencer a poderosa estrutura religiosa existente, acreditamos, ser uma questão de dever, manifestar o nosso entendimento em torno deste assunto, mesmo que, em nada, sejamos considerados.

Está saltando aos olhos de qualquer ser humano em toda face da terra, o estranho comportamento do homem desta geração.   Insensibilidade e violência são os fatores de maior crescimento nos últimos anos.  Ainda assim, insistem as autoridades que exercem governo sobre nós, em permanecerem no mesmo caminho errado de sempre, e na contumaz esperança de solução, apesar dos números estatísticos apontarem, visivelmente, para o caos.

Não nos é estranha a atitude dessas autoridades, pois que, nada têm elas a ver com a responsabilidade relativa ao Evangelho de Cristo.  Por outro lado, o que nos tem causado muita dificuldade em entender é o procedimento de determinados seguimentos, tidos e havidos por testemunhas de Cristo.

Em face do anseio que sentimos, queremos, com a graça de Deus, tornar do conhecimento de mais algumas pessoas, queira Deus, o nosso ponto de vista.

Não é um trabalho para impor doutrina, nem queremos incitar ninguém à rebeldia.  Visamos você, que sabe tanto quanto nós, a analisarmos juntos, alguns aspectos trazidos à luz, por Deus, a nós.

O título, por si só, representa bem a nossa preocupação.  É tempo de saber quem realmente está NELE; é tempo de definição; a seara nunca esteve tão madura.

Se entendermos que não estamos NELE, sejamos honestos e nos convertamos a Ele.  O tempo é este: Agora.

O julgamento é este: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (João 3:19)”.

Todavia, ninguém deve aceitar a Doutrina de Cristo, por imposição, como também, deve-se evitar qualquer espécie de pressão, no intuito de fazê-lo permanecer em Cristo.

A liberdade de opção, o livre arbítrio e o direito de escolher seu próprio caminho devem ser respeitados integralmente.

A título apenas de esclarecimento, estamos dirigindo a você.

 

CAPÍTULO 1:  A LUZ VEIO AO MUNDO

 

Acreditamos que, praticamente todos aqueles que habitam a terra, têm conhecimento da vinda, da vida e da Doutrina pregada pelo homem, o filho do carpinteiro, o nazareno chamado Jesus e que, a partir dEle, deu início a um novo tempo, exceção feita talvez a algumas poucas regiões, pelas dificuldades ainda não superadas.

Certo é que, constantemente, estamos ouvindo declarações por parte de autoridades, que confirmam o que acabamos de dizer.

Os meios de comunicação existentes no mundo de hoje, por si só, garantem esta nossa expectativa.

O Espírito Santo, através de Paulo, disse que não importaria a forma pela qual seria Cristo pregado e sim, que fosse pregado.

Alguns efetivamente proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade.

         Todavia, que me importa?…(Filipenses 1:15-18)”.

É um aspecto muito importante a ser considerado.    Cristo, de alguma maneira está sendo anunciado.  Se bem ou se mal, não sei; se é levado em consideração, se praticado, se negado; não nos cabe nenhum julgamento.  Todavia, é importante uma averiguação minuciosa ao receber o convite para seguí-lo; deve-se discernir bem sua voz, sob pena de se tomar um caminho, cujo fim será a perdição.

Nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos (Romanos 9:7; João 3:19)”.

Queremos chamar sua atenção, primeiramente para o versículo 3:19 de João  Nele, temos a afirmação categórica e porque não dizer, profética, da luz ter vindo ao mundo, porém não ter sido bem recebida.   Teria isto ocorrido somente naquele tempo ou esta afirmativa vem ser tornando, cada dia, mais evidente?   A luz, seria Cristo no aspecto físico ou a referencia visa sua Doutrina?  Sua capacidade, toda especial, de analisar as Escrituras Sagradas existentes até então?   Ou ainda, não seria ela um conhecimento, um entendimento, uma sabedoria?  Virtudes que estiveram ligadas a um senso de justiça reputado como sendo divino?

Partindo desta premissa, não temos dificuldades nenhuma em afirmar: a luz, a que se refere as Escrituras Sagradas, trata-se do Evangelho de Jesus Cristo, mais precisamente, de sua Doutrina.

Considerando ser a palavra doutrina a expressão de um conjunto de princípios, que servem de fundamento a um sistema, a uma idéia filosófica, entendemos que, um indivíduo para se dizer Cristão, teria que praticar seus princípios, ou, em ultima análise, estar buscando o seu conhecimento.

O que não podemos entender e muito menos admitir, é que alguém, dizendo-se Cristão, não pratica, não conhece, ou que, tendo conhecimento, nega sua eficácia.

Sendo a luz, a Doutrina de Cristo, o que iríamos chamar de trevas?

Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; por isso detesto todo caminho de falsidade.

         Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos (Salmo 119:104-105)”.

Não é difícil observar que Deus chama de luz à Doutrina de Cristo e de trevas tudo que a ela se manifesta contrário.   Luz e trevas então, são duas correntes filosóficas, sem dúvida existentes no mundo.   A primeira, representa a opinião de Deus, a sua Palavra, a sua justiça.  A segunda, caracteriza a doutrina do anti-Cristo, seu ponto de vista, seu parecer, e porque não dizer também, sua justiça.   Acontece porém, que Deus classificou essa justiça do diabo, como sendo injustiça e a chamou de trapo de imundícia; ao passo que, à de Cristo, intitulou-se linho fino.

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia (Isaias 64:6)”.

Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos (Apocalipse 19:8)”.

Sendo justiça, a faculdade de proceder sempre de forma correta, exata, impecável e imparcial; injustiça, ao contrário, caracterizaria um comportamento faccioso.  Como vemos, Deus designou pelo nome de luz o que estivesse conforme à sua justiça e trevas, toda injustiça, toda atitude contrária a Ele.

 

1.1 – A SOCIEDADE E A DOUTRINA DE CRISTO

 

 

Não havendo mais dúvida, creio eu, quanto ao que vem a ser luz e trevas, passamos a discutir alguns detalhes relacionados com o comportamento da sociedade, da qual somos integrantes, e a Doutrina de Cristo.

Inicialmente, é bom que reconheçamos as condições encontradas por Cristo, quando de sua manifestação ao mundo, no que diz respeito, principalmente, ao nosso procedimento.  O mundo estava em trevas, não havia luz, andavam como cegos, não sabiam para onde iam nem de onde vinham, não conheciam a verdade e assim por diante.   Ele, somente Ele, era a luz perfeita, a direção exata, o caminho certo.

Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida (João 8:12)”.

Mostrava Jesus uma separação entre o que se tinha na terra (trevas) e o que estava chegando de novo para ela (luz). O que havia era injustiça, e a novidade: JUSTIÇA de Deus, ou seja: sua Doutrina, sua palavra, sua opinião, mistério que até então permanecia escondido da mente humana.  Cristo foi quem o revelou.

Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu deste mundo não sou.        

         Se não crerdes que Eu sou (lá de cima) morrereis nos vossos pecados (trevas, injustiça) (João 8:23-24)”.

Até aqui estamos plenamente conscientes de que Jesus, realmente, não encontrou outra cousa senão aquilo que já frisamos; muita confusão em relação ao cumprimento da Lei de Deus: “muitos santos”, “muitos filhos de Deus”, “muitos doutores”, “muitos sábios” a seus próprios olhos e um povo oprimido em conseqüência daquela situação.

De antemão, é bom frisar que nosso relato tem como fundamento a Bíblia Sagrada.  É nela que buscamos toda inspiração.  Assim sendo, não irão nos entender aqueles que se mantém duvidosos quanto à veracidade dos fatos ali narrados e não aceitam sua condição de livro inspirado por Deus.   Se estamos afirmando ser aquela, a condição encontrada por Jesus, é exatamente, porque Ele deixou transparecer, através de suas declarações, as quais foram, posteriormente, confirmadas pelos que as ouviram.

Por outro lado, se buscamos naquele manifesto a base para exprimir nossa reflexão, é, sem dúvida, em face de aceitarmos, como verdade incondicional, as narrativas neotestamentárias.

Apresentamos este preâmbulo, com a finalidade de chamar sua atenção para o fato da Doutrina de Cristo ser a Palavra de Deus, trazida ao mundo por Cristo, como luz, como solução, como última alternativa para um povo cujo destino está delineado e definido.  Nós estaremos irremediavelmente perdidos se não aceitarmos a opinião de Jesus Cristo.

 

 

1.2 – A ÚLTIMA GERAÇÃO  E  SEU  COMPORTAMENTO

 

 

Se levarmos em conta a notoriedade dos fatos que ocorrem atualmente, em todo mundo, e os compararmos com as previsões proféticas das Escrituras Sagradas, notadamente com as relativas ao Novo Testamento, vamos concluir, sem muita dificuldade, que os sinais indicam a última geração.  O tempo dos gentios está chegando ao fim. O dono da casa está voltando.

Assim também, quando virdes acontecer estas cousas, sabei que está próximo o reino de Deus (Lucas 21:31)”.

Que cousas seriam estas referidas por Jesus?   Vamos procurar de uma forma mais prática possível, entender algumas dessas cousas.

Continuaremos insistindo no assunto que diz respeito à luz, porque entendemos ser, dos sinais que antecederiam a vinda de Cristo, o que mais evidencia apresenta no momento.  Ela está se apagando, senão vejamos, mediante uma correlação de idéias:

- Doutrina de Cristo (Luz): “      Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado (Efésios 4:28)”.

- Sem dúvida, não é o que vemos. Ao contraio, estamos presenciando, seguidamente, fatos que comprovam o estado aviltante do homem desta geração.   Suborno, enriquecimentos ilícitos,  corrupção, mentira, ganância, abuso de autoridade, roubo, furto, trapaças, são comportamento que deixaram de estar ligados, apenas, àqueles tidos como marginais, para se tornarem generalizados e perfeitamente aceitáveis no meio daqueles que, normalmente, teriam que coibi-los.

Quem furtava está furtando mais ainda e quem trabalha, não o faz, pensando em auxiliar ninguém, a não ser, algumas cortesias com chapéu alheio.

- Doutrina de Cristo (luz): “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe e sim, unicamente a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem (Efésios 4:29)”.

- Os meios de comunicação (Rádio, Televisão, Cinema, etc) estão aí, mostrando a realidade.

Quase nada se aproveita daquilo que se ouve ou que se vê, e, em conseqüência disto, é a edificação em sentido contrário ao cristianismo: sexo livre, crianças mal educadas, inversão de valores, pornografia, incitação à riqueza, estímulos à desobediência e ao desmando, e assim por diante.

Isto, em relação a Deus, nos edifica?

- Doutrina de Cristo (luz)?  “Tendo sustento e com que nos vestir estejamos contentes.  Ora,  os que querem ficar ricos caem em tentação e ciladas e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam na ruína e perdição (I Timóteo 6:8-9)”.

- Começando pelas nações, a avidez por riqueza, domina, de forma contundente, o pensamento do homem desta geração.

Como não poderia deixar de ser, o que nós vemos, é apenas o cumprimento da palavra que acima transcrevemos.

As nações, a maioria delas dominadas por uma minoria rica e ambiciosa, em virtude do endividamento praticamente impossível de se pagar, estão vivendo, basicamente, em função da dívida.

O espírito de riqueza, cobiça e ambição tem, realmente, levado a atual geração à ruína e perdição.  A violência, a corrupção generalizada, o roubo e a criminalidade, não são conseqüências apenas, da luta normal do homem pela sobrevivência, há algo mais.   O espírito que opera esta desobediência é de domínio, é de supremacia sobre os demais e não de igualdade.  Com isto, dá lugar à discriminação, ao desnivelamento social, ao aparecimento de classes dominadoras, à violência gerada, de um lado, em conseqüência da revolta daqueles que não conseguem seus intentos; de outro, pelo pavor dos grandes de se igualarem aos pequenos. Não podemos entender, ser isto, apenas lutar pela sobrevivência.   Pelo menos, de uma cousa temos plena convicção: não está de acordo com os ensinamentos de Jesus.

Doutrina de Cristo (luz): “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida (Tiago 1:5)”.

- De conformidade com os resultados alcançados pelo homem, nos dias em que vivemos, comprovam, sobejamente, a fonte onde ele tem buscado sabedoria.   Não é necessário ser nenhum experto para perceber tudo aquilo que está ocorrendo.  Em todos os setores, o que se vê, é um desacerto, é uma desarmonia total; e o fruto, como não poderia deixar de ser, é ódio, vingança e muita confusão.

Não temos duas nações que representam as superpotências mundiais, são elas: União Soviética e os Estados Unidos da América do Norte.

Não faz muito tempo, iniciaram seus programas nucleares, como bastante sucesso por sinal, tendo alcançado logo seus intentos, colocando homens sobre o solo lunar.   Daí para frente, outros arrojados projetos foram levados a efeito.  No entanto, hoje, estão aí às voltas com o problema que eles mesmos são responsáveis.

O mundo está armado nuclearmente, e seu desarmamento, torna-se cada vez mais difícil.

Não podemos negar, a contribuição que tivemos em decorrência do avanço nuclear; todavia, os prejuízos e os riscos são assustadores.

Façamos as seguintes perguntas: Qual seria a intenção inicial? O que havia dentro dos corações daqueles homens, no princípio? Cooperação, ajuda, amor ao próximo, ou um desejo maligno de dominar, de saber mais, de constituir um império?

Qual a razão desses projetos serem desenvolvidos às escondidas?  Por que tanta inveja quando o sucesso é alcançado por outro?

Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.  Pois, onde há inveja e sentimento faccioso ai há confusão e toda espécie de cousas ruins.

         A sabedoria, porém, lá do alto, é primeiramente pura, depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.

         Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz (Tiago 3:15-18)”.

Ao frigir dos ovos, teriam promovido a paz ou a guerra?   Semearam justiça ou injustiça?

Quem não tem a paz, não pode transmitir paz e quem não possui justiça jamais poderá semeá-la.

Doutrina de Cristo (luz): “Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado (I João 1:7)”.

Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria é esta que eles têm? (Jeremias 8:9)”.

Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: paz, paz; quando não há paz (Jeremias 8:11)”.

Vivem no meio do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o Senhor (Jeremias 9:6)”.

O que o profeta vaticinou foi a nosso respeito.   Referiu-se ao nosso comportamento, e é com relação aos que prometem paz quando não existe paz; cura quando não há cura; e vivem enganando e sendo enganados; que gostaríamos de manifestar a respeito; não a título de julgamento, mas para que nós possamos, pelos menos, ter o direito de meditar e pensar um pouco; de compararmos cousas espirituais com cousas espirituais.

O Senhor referido por Jeremias não é outra pessoa senão Jesus Cristo, é, a Ele que recusamos conhecer, conformados com o engano e vivendo no meio dele.

Quando se começa entender as Escrituras Sagradas, chega ser revoltante o que se vê fazendo por aí, em nome de Jesus Cristo.

Como vimos, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros.    Interessante!  Dizemos ser a Bíblia a palavra de Deus, pregamos como se fosse, contudo permanecemos em trevas.   E como diz o profeta:  recusamos a verdade.   Afirmamos desta forma com base, exatamente nas Escrituras Sagradas, pois não acabamos de constatar que se andarmos na luz temos comunhão uns com os outros?   O mundo, certamente, não pode ter comunhão uns com os outros, o que é obvio, pois que, não está com a luz e não aceita a Doutrina de Cristo.   Mas não é com referencia a ele que estamos falando e sim, daqueles que, dizendo-se Cristãos, pregam, em nome de Jesus Cristo, caminhos diferentes.   Alguma cousa, forçosamente não está correta.   Não podemos continuar assim, afinal de contas, é em decorrência do nosso comodismo, o crescimento da iniqüidade.   Se há falta de luz, como vamos esperar que não haja trevas?   Mesmo que, profeticamente, tudo deva ocorrer assim, enquanto estivermos afirmando estarmos na luz, devemos dar a ela, a consideração que lhe é devida.

Existe uma infinidade de denominações religiosas, cada uma dizendo-se verdadeira e chamando para si o maior número possível de membros, prometendo-lhes salvação, paz, cura, etc. Todavia, “A” não está de acordo com “B”; “B” não comunga as idéias de “C”  e assim por diante.    Nós os membros, chamamos uns aos outros de irmãos tendo contudo a preocupação, imediata, de perguntar: qual a sua igreja?   Numa atitude clara de se precaver contra aquele que a pouco, chamamos de irmão.    Dependendo da resposta, a conversa tem que parar por ali mesmo, sob pena de ocorrências desagradáveis.   Pergunto: isto é luz?  Porque não há comunhão uns com os outros?   Escriturísticamente, cabe apenas uma resposta:  Não andamos na luz como Ele na luz está.   Podemos até andar na luz, porém, não como Ele na luz está.   E, com isto, o sangue de Jesus não pode nos purificar de todo pecado.

É necessário que estejamos plenamente de acordo como Ele para beneficiarmos do seu sacrifício.   Caso contrário, estamos em trevas, ou seja, sob interferência do governo demoníaco do diabo, enganoso sob todos os aspectos, não havendo restrição.

… se não crerdes que Eu sou (a luz) morrereis nos vossos pecados (João 8:24)”.

Não é esta, a realidade dos fatos?

Vivemos num esforço impar, na tentativa de encobrir toda esta verdade.   São explicações e mais explicações que no máximo conseguem justificar os escândalos e fracassos, não convencendo todavia, senão os incautos, cujos corações facilmente se deixam levar por suaves palavras de lisonjas.

Doutrina de Cristo (luz): “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

         Por isso vos digo:  Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir… (Mateus 6:24-25)”.

- Um dos temas bastante claro nas escrituras diz respeito ao perigo que se corre alguém que, inadvertidamente, envolve com riquezas relativas a este mundo.

É inegavelmente, um dos assuntos mais polêmicos nas igrejas, e o que se vê, é uma frustrada tentativa de justificar procedimentos contrários aos princípios cristãos, acoitando doutrinas que incentivam e estimulam a competição por riquezas, utilizando para isto, sem nenhum receio, seus próprios templos e por incrível que pareça a própria Escritura Sagrada.

Como vamos entender o crescimento do Evangelho de Cristo, quando as próprias igrejas estão torcendo as verdades nele contidas?

Evangelizar, não seria transmitir a uma pessoa a Doutrina de Cristo, seu pensamento?

O Evangelho, infelizmente, tem sido utilizado no sentido de prender o indivíduo a uma determinada “Igreja” e não no seu verdadeiro objetivo de nos converter ao entendimento preconizado por Jesus.

Em razão disto, o resultado é desastroso sob todos os pontos de vista.   De um lado, prejudica, consideravelmente, aqueles que imbuídos do propósito de servir a Deus, pregam a Cristo como Ele é; e por outro lado, mais triste por sinal, é a depreciação do valor que é devido ao Evangelho de Cristo.

É fundamental para quem busca conhecer a Doutrina de Jesus, entender, o mais rápido possível, que trata-se da luz para o mundo.   Foi Deus mesmo que se fez carne e habitou entre nós, com esta finalidade:  Tecer comentários definitivos  correspondentes à vida dos espíritos criados por Ele, quando estes, vivem os dias de sua carne.

Deixar de acreditar no que Jesus falou e dar crédito a uma outra opinião diferente, é jogar fora todo sacrifício feito por Deus, para que nós também pudéssemos participar das grandezas que estão por ser reveladas, na manifestação de Cristo.

Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória (I Pedro 5:4)”.

É incontestável, a existência de uma manobra astuciosa e muito bem desenvolvida, por parte do anticristo e seus ministros, no sentido de criar o maior obstáculo possível à assimilação dos princípios Cristãos.

Como eles usam sempre de subterfúgios e enganos, residem nisso as maiores dificuldades para os que começam a caminhar em direção ao reino de Deus.

Na relação feita por Jesus entre os dois senhores, colocando, de um lado Deus e de outro as riquezas, mostra, de uma maneira fantástica a sua visão profética em torno do assunto.   Sabia Ele que o diabo usaria este poderoso instrumento, as riquezas deste mundo, como forma de dominar e manter cativos os homens deste século.   Daí o motivo das inúmeras alertar neste sentido, em toda narrativa neotestamentária.

O século atual, pautado pelo crescimento tecnológico, oferece ao homem condições de vida muito além daquelas que normalmente ele necessitaria. Com isto, ficou estabelecido um campo de competição e luta desenfreadas, no sentido de adquirir o máxima possível daquilo que é ofertado, causando resultados sombrios e inesperados.

A variação de ofertas, cada vez mais crescente, estimula os negócios ilícitos, o roubo e o furto, o esbulhamento de salários, as injustiças, as vaidades, o exibicionismo e assim por diante.

Dificilmente, o homem envolvido com este tipo de vida, terá condições de responder, de uma forma justa, diante de Deus.

Como diz as escrituras: “Ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro (Mateus 6:24)”.

Quem cair nesta rede só pela misericórdia de Deus  se verá livre dela.

Doutrina de Cristo (Luz): “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).

         A mulher aprenda em silencio, com toda a submissão.

         E não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o marido; esteja, porém, em silencio.

         Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.

         E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

         Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso (I Timóteo 2:9-15)”.

- É bom, sempre lembrar, da capacidade que possui o anticristo de produzir armas contrárias à doutrina cristã.

O cristianismo trata-se de uma prática de princípios e disciplinas que visam a ressurreição dentre os mortos ou a transformação do corpo caso a vinda de Cristo ocorra antes da morte, mediante uma firme determinação e fé em todo o mandato de Deus, conferindo a Jesus Cristo, e delegado por este a outros.

Qualquer doutrina, mesmo com o rótulo cristão, que não conduzir seus adeptos à esperança de vida em um novo corpo; à esperança de possessão definitiva de toda herança prometida a Jesus Cristo, não pode ser considerada verdadeira Doutrina de Cristo.  Tudo que o Cristão visa é de alguma forma, alcançar sua redenção, sua participação no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Qualquer outro ensino que se opõe à Doutrina de Cristo, deve ser, de imediato, considerado pernicioso.

Os ensinamentos de Jesus são intocáveis.

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão (Mateus 24:35)”.

Quando referimos aos ensinos de Jesus, estamos automaticamente, incluindo todo o Novo Testamento.

Os enviados de Jesus representam o próprio Deus; são seus embaixadores.

Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim; e, quem vos rejeitar, a mim rejeita; quem porém, me rejeitar, rejeita aquele que me enviou (Lucas 10:16)”.

Deus enviou a Jesus e este continua enviando discípulos.

A rejeição a um desses enviados de Jesus Cristo, constitue em declaração de inimizade com Deus.   Também, o acolhimento a quem não foi enviado por Jesus, representa oposição a Cristo.

O que fizemos, após a transcrição de alguns versículos da carta de Paulo a Timóteo, foi enfatizar o valor do testemunho de quem é enviado por Deus, neste caso, o Apóstolo Paulo, antes de tecermos comentários a respeito do procedimento da mulher de hoje, em relação ao que Paulo disse.

O apóstolo falou em nome de Jesus, como embaixador de Cristo.

O ministério daquele homem foi aprovado por Deus.   A prova mais evidente, é exatamente a anexação de suas escrituras à Bíblia Sagrada.

Diante disto, sinceramente, eu não teria coragem de me opor a nada que tenha sido afirmado por ele.  Com muito mais razão, por se tratar de escrituras sagradas.

Foi burlando essas escrituras que o homem pouco a pouco, se afastou de Deus ou que Deus se afastou do homem.

Chegai-vos a Deus e ele se chegará a vós outros (Tiago 4:8)”.

Certamente, a recíproca também é verdadeira: afasta-se de Deus e ele se afastará de você.

É como a luz e a escuridão.  Uma se distancia com a aproximação da outra.

… mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus (Mateus 10:33)”.

Estaria a mulher de hoje, procedendo, de conformidade com a orientação de Deus?   Poderíamos considerar a mulher dos dias atuais, como cristã?

Com raríssimas exceções, o quadro que se vê, é profundamente entristecedor.

Elas estão se opondo, frontalmente, aos ensinamentos cristãos e se tornando causadoras de uma quantidade enorme de problemas.

Com que facilidade as mulheres se adaptam às cousas que não trazem aprovação de Deus.   São iludidas, sem nenhuma dificuldade, vez após vez, dia após dia, sem contudo admitir seus lugares.

… aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade (II Timóteo 3:7)”.

Em razão disto, da ascensão desajuizada da mulher, o procedimento do homem tem se tornado, cada vez mais, desonroso e desprezível.   É que, essa ascendência, evidencia, fraqueza e falta de caráter do elemento masculino.

Não estamos caprichosamente posicionando contra as mulheres, e sim, chamando sua atenção para a observância dos fatos que estão ocorrendo.  Inverteram-se os valores, criando-se uma forte resistência à verdade.   Se é que admitimos, a Doutrina de Cristo, como sendo a verdade.   Alias, o que estamos querendo, realmente, é tornar claro que o comportamento do homem de um modo geral, à luz do Evangelho, não lhe está dando o direito de ser chamado cristão.

O diabo certamente não se esqueceu, que a melhor maneira de se derrubar um homem é utilizando-se da mulher.

As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo.

         Como porém a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos (Efésios 5:22-24)”.

Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja (Efésios 5:29)”.

Eis por que deixará o homem a seu pai e à sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne (Efésios 5:31)”.

… Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe e torna-se adúltera… (Mateus 5:32)”.

Temos suficiente base escriturísticas, além de outras que poderíamos utilizar, para solidificar o nosso ponto de vista e levá-lo à sua apreciação.

Sendo o Apóstolo Paulo, um enviado de Deus, com missão específica de abrir os nossos olhos, qual seria sua reação, como cristão, diante de seu parecer?

Aceita ou rejeita a Doutrina anunciada pelo Apóstolo dos gentios?

A princípio, não consigo admitir um cristão discordando da Doutrina que Paulo pregou.  Como seria ele cristão, rejeitando aquele que foi enviado por Cristo?

Com base neste princípio é que pretendemos concluir, que de conformidade com a direção dada por Deus, é mais que evidente, a rebeldia da mulher, em relação à Doutrina de Cristo.

Caso venhamos a concordar, estaremos também, por análogo raciocínio, admitindo a falta de conhecimento do homem, em relação a Deus, pois que, este, logicamente, teria que orientar a mulher.

Mais uma vez afirmo: Isto só faz sentido para quem confia na inviolabilidade das escrituras sagradas.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (Gálatas 1:8)”.

Depois das considerações feitas vamos analisar juntos a compostura da mulher em relação à Doutrina de Cristo.   Suas atitudes, suas reações, sua postura, suas reivindicações, enfim, se está, realmente desempenhando sua função de acordo com Deus.

Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente… (I Timóteo 2:9)”.

Talvez, para muitos, não faz importância a maneira de se vestir mas, para Deus, é bastante claro as Escrituras, tem muito a ver.

Nós, muitas vezes, não temos condições de avaliar a amplitude do mal, ou até mesmo o que seja mal.  Deus porém, conhece-o perfeitamente.

Se não fosse um mal, Paulo não teria feito restrições quanto ao modo de se vestir e de se comportar da mulher.

A avalanche de problemas que sobrevieram ao mundo, depois dos incentivos à permissividade, liberalismo, liberdade sexual, são incalculáveis.

Foi exatamente, em decorrência desses enganos, que a geração de hoje perdeu, até mesmo a noção de decência.

O que há pouco tempo era considerado nocivo à sociedade, hoje, não o é mais.   Ou na verdade não era, ou nós nos acostumamos com o mal.   Isto vem ocorrendo em vários setores, todavia, no que se refere ao decoro da mulher é, sem dúvida, uma das mais graves ofensas a Jesus Cristo, praticada por este geração.

A atitude da mulher, respeitando, é claro as exceções, têm se tornado, graças ao sucesso alcançado pelos anticristos, em descarada ofensa aos ensinamentos cristãos e por conseguinte a Deus.

Creio eu, não ser necessário mostrar, detalhadamente, os caminhos que elas tomaram. Procure observar a opinião de Deus, a este respeito, e verifique, você mesmo, se confere com o que seus olhos têm visto. Não será difícil a conclusão de que é exatamente o contrário.

Traje decente, vejam vocês! O que falta para ser mais indecente? Certamente virá o nudismo e não será considerado falta de decoro, em virtude da inexistência de moral.

De um povo rebelde e uma sociedade que resolveu tomar um caminho contrário àquele determinado por Cristo, tudo podemos esperar.

“… se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso…” (I Tim 2:9).

Querem justificar o desvario da mulher, atribuindo a (usos e costumes) sua maneira de vestir. Na realidade o é, só que, são maus usos e maus costumes.

Falta-lhe modéstia; falta-lhe bom senso; falta-lhe simplicidade. Não sabem mais o que fazer para se destacar e se projetar, seja qual for o ambiente.

É comum ver nos lugares onde normalmente teriam que ser considerados santos, verdadeiros desfiles de modas e arrumações tais que, espelham ou a ignorância ou a desobediência da mulher, em relação à Palavra de Deus.

Em certos ambientes podemos admitir como sendo falta de conhecimento, em outros porém, não. Ao contrário, caracteriza desobediência e resistência à Palavra de Deus. Para estas, a pedra eleita e preciosa, posta em Sião para salvação, tornou-se pedra de tropeço. Não estão de acordo com o parecer de Jesus Cristo e seus comportamentos, o resistem frontalmente.

“Assim diz o Senhor: Não aprendeis o caminho dos gentios…” (Jeremias 10:2).

“Porque os costumes dos povos são vaidade;” (Jeremias  10:3).

“…vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (I Pedro 2:10).

Nós, quando aceitamos a Jesus, como habitualmente se diz no meio evangélico, não se trata de uma aceitação física ou não se deve considerar assim, mas da admissão de uma nova mentalidade. Tem que existir por parte do homem ou da mulher cristã, o acolhimento à sua nova característica de vida, aquilo que vai distinguir o povo de Deus. Por esta razão, é que Pedro diz: vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus.

O nosso Senhor, a partir daquele dia, passa a ser Jesus Cristo. Antes, estávamos sem Deus e sob outro governo.

Tudo que diz o Senhor é para nossa edificação, nosso aperfeiçoamento e nossa salvação.

É mediante o conhecimento do nosso novo Senhor, que vamos, aos poucos escapando das contaminações do mundo.   (II Pedro 2:20, I Pedro 5:10).

O povo de Deus tem outro caminho. Seus costumes são completamente diferentes. É um povo espalhado pelo mundo inteiro, no entanto, seu caminho e seus costumes são o mesmo e diverge dos demais povos.

O nosso Senhor é o mesmo Senhor de Sara e as santas mulheres que esperavam em Deus.  Ele não se modernizou e nem mudou de opinião quanto ao comportamento das mulheres.

“Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como o frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário;” (I Pedro 3:3).

É evidente que o Senhor não está de acordo com os costumes dos povos e nem anda no caminho dos gentios e, se quisermos andar com ele é bom que nos assimilemos aos usos e costumes do seu povo.

Os dois Apóstolos, enviados por Ele, têm o mesmo ponto de vista, ou seja: as mulheres que fazem parte do povo de Deus devem se vestir decentemente, sem enfeites e sem ostentação.

As gentias, acostumadas a uma vida diferente, seguem o curso do mundo, ostentando-se da melhor forma possível.

Ninguém deve impor e nem tornar obrigatório o uso de determinado tipo de roupa, para um ou para outro sexo. Por si só, cada um, julgue o que é decente e o que se convém vestir. É, de acordo com o conhecimento de Jesus Cristo que vamos, aos poucos, nos assimilando a nossa nova vida. Nem tudo o que fazíamos é conveniente continuarmos praticando. Se convertemos ao Senhor, subentende-se também, que aceitamos o seu governo.

A justiça, (opinião de Deus) vinda através de Cristo ou de um de seus enviados, é fundamento, é base, para quem pretende herdar o Reino de Deus, participando assim, da primeira ressurreição; sendo dispensado do julgamento final.

“Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” João 5:24

A Doutrina de Cristo tem sido desacreditada e relegada a um plano  tal, que a coloca como algo, inexplicavelmente, insignificante.

A culpa, sem dúvida, recai sobre aqueles, cujo procedimento desonesto, está levando o próprio Cristo ao vitupério. Dizendo-se cristãos, procedem de maneira contrária à Doutrina do Senhor, que por eles morreu na cruz.

“ No tocante a Deus professam conhecê-lo, entretanto o negam por suas obras, por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” Tito 1:16

“É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinado o que não devem, por torpe ganância” (Tito 1:11).

Quem não quiser dar crédito a verdade, acabará cedendo à mentira (II Tes 2:7-12).

Não é para nós uma situação muito cômoda. Estamos diante de duas portas, uma estreita e outra larga; diante de dois caminhos, um apertado e outro espaçoso (Mateus 7:13-14).

Como se não bastasse esta dificuldade, contamos com a eficaz colaboração dos falsos profetas, que disfarçados de uma santidade aparente trabalham, eficazmente, no sentido de criar, ainda mais, problemas para nós.

É bom que as mulheres sejam boas donas de casa. Eles fazem tudo para torná-las péssimas donas de casa.

É bom que elas sejam mestras do bem, a fim de instruírem às mais jovem. Eles, as confundem tanto, que tornam mestras de vaidade e futilidades.

É bom que sejam sujeitas a seus próprios maridos. Eles as incentivam à rebeldia.

O marido é o cabeça da mulher, sob quem deve pesar a direção do lar. A cabeça é quem governa o corpo. Eles porém, estão conseguindo inverter estas posições, mediante um trabalho, sem duvida, muito bem organizado. Existem grandes associações trabalhando neste sentido. Afastar a mulher da sua verdadeira obrigação e seccioná-la de sua cabeça. Corpo sem cabeça, penso eu, não pode funcionar, mas é o que eles estão fazendo.

Não é permitido à mulher ensinar nem exercer autoridade sobre o marido. Eles, todavia, conseguiram, sorrateiramente, mediante uma valorização falsa e desonesta da mulher, fazer com que esta julgasse com o direito de se opor ao marido e até mesmo ensiná-lo, quebrando com isto, o vínculo mais eficiente no fortalecimento do lar. Mesmo sendo a esposa cristã e o marido não, permaneça ela no seu lugar, com muito mais razão ainda, respeitando a autoridade (direito de fazer obedecer) conferida por Deus ao homem. Esta inversão de posição, foi uma das grandes conquistas de satanás.

Todavia, será preservada através de sua missão de mãe.

Eles, para satisfação do desejo de seus pais, que não é outro senão o diabo, apanham mulher na ilusão e tiram dela aquilo que lhe é fundamental no seu bom relacionamento com Deus, ou seja, a missão de mãe, que é bom que se diga, não pode ser considerada apenas como o dar á luz uma criança, e sim, viver com ela, ensiná-la, amá-la, dirigir seus passos para um crescimento sadio e honesto sob todos os aspectos, preparando-a para o conhecimento da verdade e tornando-a livre das contaminações do mundo que envolve, dentre outras cousas, a insubmissão ao marido.

Aqueles que são contra a Doutrina de Cristo, os inimigos de Deus, que em breve manifestarão adeptos do anticristo, não estão errados em quebrar a cadeia de autoridade nos lares, ao contrário, realizam grande obra, visando confundir o povo de Deus em conseqüência, acarretar para a Igreja, muita tribulação. Igreja aqui, não se refere a prostíbulos de ponta de rua mas, ao povo de Deus, que mesmo debaixo de grande oposição e perseguição, sustenta o testemunho de Cristo.

Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo salvador do corpo.

O natural foi sempre usado por Deus, para refletir o espiritual.

A situação das Igrejas, hoje, é uma cópia do que está ocorrendo nos lares.

A mulher (Igreja), não se sujeitando à sua cabeça (Cristo), comete transgressão e desobediência ao Evangelho de Jesus (infidelidade conjugal), contribuindo decisivamente para sua rejeição (desobrigação conjugal) e, finalmente, o inevitável acontece, a prostituição (relaxamento total), deixando de possuir força e moral, para exigir dos filhos, a obediência aos mandamentos e preceitos. Perde o que lhe é mais caro e o que lhe dá autoridade (sua cabeça). Perde o esposo, perde Cristo e a direção de Deus.

Tem sido assim: a mulher no lar e a Igreja na sociedade. Uma desmoralizada lá e a outra cá. Uma não se sujeita ao esposo, com quem contraiu matrimônio tornando-se um só corpo, prometendo-lhe tudo e não cumprindo nada. A outra, por sua vez, realiza o mesmo, não se submete a Cristo. Com seus procedimentos difama-o e o envergonha. Estas mulheres (igrejas e esposas), ostentam uma aparência de vida conjugal, na realidade porém, estão separadas de seus esposos. Na prática do adultério e na resistência à autoridade do marido, abriram precedentes para serem repudiadas.

“Aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16).

Como é lindo vermos isto, no sopé dos convites de casamento e como é triste encarar a realidade vivida, principalmente, no que se refere a Cristo e a Igreja.

É verdade que não é só o problema da mulher. Juntamente como este, muitos outros são responsáveis pelo desequilíbrio social. Todavia, os incentivos no sentido de levar as mulheres a assumirem posições tais que, as obrigam a um afastamento do lar, estão se tornando responsáveis e conduzindo a humanidade a um desastre total.

Ora! Se é exatamente ali, no lar, o lugar ideal para se educar os filhos, o que se pretende com sua desordem?

Quem vai ensinar nossos filhos o caminho da vida?

Quando a sociedade requerer seus serviços, estarão devidamente preparados para contribuírem, na edificação ou na destruição do homem?

Quem terá paciência como nós, na sua educação? Quem suportará os seus defeitos e reconhecerá as suas virtudes? Quem? Pergunto eu. Nós, os pais. É a única resposta, sinceramente honesta. Caso contrário, o mundo educará à sua maneira, verdadeiros monstros, desumanos, irreverentes, implacáveis, insaciáveis, amigos de si mesmo, egoístas ao extremo, cujo Deus, tornar-se-á seus próprios ventres.

O Apóstolo Paulo, a mil e oitocentos anos aproximadamente, fez com muito mais detalhes, uma descrição perfeita a respeito da qualidade de homens que teríamos nos dias de hoje. Verdadeiros inimigos de Deus. Depois de relatar sobre esta espécie de gente, disse assim: “Tu porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (II Tim 3:14-15)

Vejam o detalhe: desde a infância aquela criança estava sendo preparada. Desde a infância, também as crianças de hoje, estão sendo educadas com orientação específica, visando nitidamente, a negação dos ensinamentos cristãos. Exatamente o contrário da educação recebida por Timóteo.

A providência inicial desta orientação demoníaca é, sem dúvida, criar todo tipo de engodo possível, objetivando a desatenção dos pais em relação a seus filhos, no processo de educação de conformidade com os princípios verdadeiros, princípios cristãos.

Acredito que nós, agora, depois de tudo o que vimos, apesar de tantas outras cousas relacionadas com o  mesmo assunto, e que não fizemos nenhuma observação a respeito, temos, suficiente compreensão e uma boa perspectiva para entendermos que o homem de um modo geral, e particularmente a mulher, na análise que fizemos, está gradativamente, como o sol  que se esconde, deixando de executar a tarefa que lhe foi atribuída por Deus, tornando-se fator de contribuição decisiva no processo de degradação e desnaturação do ser humano, que aos olhos dos homens evolui, à luz do Evangelho, no entanto, está se deteriorando assustadoramente.

Seria a vontade de Deus o que nós estamos presenciando hoje em termos de vida nos lares?

Os filhos preparados por nós, em casa, estão sendo luz para um mundo de trevas, ou os lançamos ali, para tornar mais densa a escuridão?

Qual o conhecimento de Deus que os pais hoje, transmitem a seus filhos? Tem sido, o que eles receberam de seus pais ou pior, se não converterem ao Senhor.

Qual será o comportamento das jovens casadas, no que diz respeito às suas atribuições domésticas? Como suas mães, igualmente procederão. O caminho que nós ensinamos, é este o caminho que eles aprendem a andar. Daí a razão lógica, pela qual, de geração para geração, o diabo procurar enfraquecer a educação no lar, impondo aos pais doutrinas de demônios.

O jovem tem recebido a formação ideal em casa, que venha capacitá-lo a ser bom esposo, um pai exemplar, um educador?

Infelizmente, com o que normalmente se preocupa nos dias de hoje, é a formação profissional da criança e não moral.

Elas são conduzidas, criminosamente, ao mundo de competição, de tal forma que não admitem nenhuma possibilidade de fracasso, perda ou derrota. Visam à parte de cima, o melhor lugar, o nome mais importante, a melhor aparência, o que for mais rendoso e lucrativo, a melhor família, o mais “honesto”, mais rico, e assim por diante.

Essa é a tendência da doutrina praticada em nossos dias. É desnecessário dizer que não condiz com a Doutrina de Cristo, tamanho egoísmo que se nota nestes princípios.

É evidente, que não alcançando aquilo que seus pais pretenderam, não casando-se com quem os pais desejavam, não conseguindo a riqueza sonhada, não se tornando importantes, estarão, fortemente, propensos a um fracasso no lar e na sociedade. A vida tornar-se-á, para eles, como um martírio. Tentarão impor ao cônjuge a culpa do fracasso ou não suportarão um ao outro. Irão procurar de todas as formas possíveis, impossíveis e até mesmo criminosas, alcançar a glória, o vencer na vida, do ponto de vista de seus pais e não de conformidade com os ensinamentos cristãos.

Faça uma avaliação dos resultados alcançados pela atual geração e verifica se temos aplicado os ensinamentos de Cristo ou do anticristo.

Somos parte da noiva ou membros da prostituta?

“O meu povo consulta o seu pedaço de pau, e a sua vara lhe dá resposta, porque o espírito de prostituição os engana, e eles prostituindo-se abandonam o seu Deus”  (Oséias 4:12).

“Quem é sábio que entenda estas cousas, quem é prudente que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.”

Às vezes, embora repetitivo, é imprescindível frisar que o anticristo e seus seguidores são contra os ensinamentos cristãos. Isto se faz necessário em razão da facilidade, que chega ser inexplicável, do nosso envolvimento com eles e com suas idéias.

Temos uma disposição enorme para nos tornarmos imprudentes; aceitarmos o que não é reto; desviarmos do caminho dos justos e por estranha razão, apreciamos os conselhos dos ímpios, os quais transgridem clarividentemente, a opinião de Jesus Cristo e daqueles que, por obediência à sua palavra, tornaram-se seus discípulos.

Muitos evitam tomar conhecimento, talvez com receio de admitir sua posição contrária a Cristo ou, quem sabe, alimenta a esperança de Jesus Cristo não ser Deus e suas afirmações não serem a expressão da verdade, o que sem dúvida, é tremendo engano, pois toda Lei e todos os profetas dão testemunho de que Jesus Cristo é o Senhor.

“Todavia eu sou o Senhor teu Deus desde a terra do Egito; portanto, não conhecerás outro senão eu.” (Oséias 13:4).

Esperar por outro Deus é demonstração de muita coragem.

“Deus ressuscitou ao Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.

Não sabeis que os vosso corpos são membros de Cristo? E, eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente não.

Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta, forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.

Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (I Coríntios 6:14-17).

Dá para notar, perfeitamente, a existência de apenas dois corpos, o de Cristo e o da prostituta. Ou somos membros de um ou de outro. Aquele que se une a Cristo é membro do seu corpo e o que a ele nega, unindo-se à prostituta, torna-se com ela um só corpo.

Só haverá malditos e benditos e nenhuma outra massificação mais. Ou estamos Nele ou fora Dele.

 

 

COMENTÁRIOS E INDRODUÇÃO AO CAPÍTULO 2

O propósito da realização deste trabalho, como já frisamos, tem como finalidade a conscientização e a título de orientação, colocar em evidência, fatos que comprovam a decadência do cristianismo, apesar da aparência das obras realizadas e religiões existentes.

Em razão disto, fizemos algumas comparações mostrando o que praticamos e o que, segundo o Evangelho de Cristo, deveríamos realizar, para obtermos a qualificação atribuída a um indivíduo praticante daquela doutrina.

A relevância dada ao comportamento da mulher, não foi com outra intenção senão mostrar, o mal que tem vindo sobre elas, através de uma doutrina demoníaca existente no mundo, doutrina esta, como não poderia deixar de ser, anticristã.

A importância, o valor atribuído à mulher por Deus, é tão precioso, que ao se afastar de sua verdadeira função acarretou, para a humanidade, prejuízos incalculáveis.

Ela foi criada, especificamente, para realizar tarefas que somente ela executa com perfeição.

Em todos os seguimentos da vida, tem havido exagero, desequilíbrio, desacerto e um crescimento de insatisfação entre os homens como um todo. Apesar do conforto, suprimento e ofertas aparentemente promissoras, o homem não tem conseguido seu aprazimento, bem como razão de viver.

Não resolve apenas contestar o que estamos afirmando, é necessário encarar a realidade dos fatos.

Violência, alcoolismo, droga, adultério, prostituição, suicídio, irreverência, desacato e falta de hombridade dentre outros, são fatores cujo crescimento está desafiando as autoridades em todo mundo. Isto, sem levar em conta o altíssimo índice de separação de cônjuge, causa principal, julgo eu, de todo desnorteamento, de toda perdição.

Em decorrência do que acabamos de expor e da necessidade que sentimos, de uma voz de alerta, no sentido de evitar que muitos continuem servindo ao príncipe deste mundo, príncipe das trevas, julgando-se cristãos, servos de Deus, uma vez que, conforme as escrituras, quem não serve a Deus serve ao diabo, é que, nos empenhamos em saber onde estão os filhos de Deus.

Foram estes os motivos que nos levaram a pesquisar a Doutrina de Cristo e desenvolver, através desta apostila, o que vimos.

Não consultamos nenhuma    fonte senão as Escrituras Sagradas.

Preferimos errar, buscando solução, a aceitar o julgo de uma doutrina frontalmente contrária aos mandamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ninguém deve ser obrigado a se tornar cristão, contudo, é mais honesto, assumir então, uma posição contrária à sua Doutrina.

Na seqüência deste trabalho, continuaremos mostrando, de outros ângulos, que a luz, Evangelho de Jesus Cristo, se declina, enquanto ocupa a mente e o coração do homem, total desobediência a Deus.

A nova aliança, ou seja, o Novo Testamento estabelecido entre Deus e os homens, visa inscrever no coração e imprimir em nossa mente, a Palavra do Senhor, que resulta no cumprimento de toda Lei de Deus. (Hebreus 8:6-13).

Pedimos toda atenção para que entendem o nosso propósito e colabore conosco, não resistindo, mas procurando compreender, pois a glória não é nossa, mas Dele, de Cristo, de Deus, o único que possui palavras de vida eterna.

O conhecimento dessa Palavra é fundamental. Não erra aquele que busca o seu entendimento, mas o que não busca, este sim.

Na seqüência do mesmo assunto, estaremos enfatizando aspectos extremamente importantes, que foram, ao longo dos anos, desgastados, ardilosamente pelos anticristos, mediante a eficácia de satanás, que vieram a perder suas reais importâncias, tornando-se até mesmo, objeto de deboche e desprezo por parte do povo, em razão da ignorância em relação ao assunto.

O descaso da Doutrina de Cristo deve-se a proliferação de entidades religiosas e ao descuido dos próprios cristãos, que permitem a fermentação da massa e não mais deram importância quanto ao estado da água.

A falta de conhecimento, atingiu então proporções tão graves, que o resultado tem sido a perdição.

O Senhor classificou como tesouro, como algo preciosísssimo, ao que esta geração não tem dado a menor importância, à Doutrina de Cristo.

“…tenham toda riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Assim digo para que ninguém vos engane com raciocínios falazes.” (Col 2:1-4)

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo.”

Começando por João Batista, todos que tiveram a revelação do valor atribuído ao ministério de Cristo, deram suas vidas pela causa do Evangelho.

João assim expressou: “Eu na verdade vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu…”

“Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o Evangelho ao povo.” Lucas 3:16-18

João Batista preparou seus discípulos para ouvirem a Doutrina de Cristo, seu Evangelho.

O próprio Senhor, numa tentativa de abrir os olhos de seus discípulos e levá-los a uma maior atenção, exortava-os quanto à importância de suas palavras e o perigo de sua desconsideração.

“…a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus…”

“Bem aventurados, porém os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.

Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram”. (Mateus 13:10-23).

Aquele que endurece o coração ou faz pouco caso ao ouvir, às vezes fechando os olhos, numa atitude de desprezo, infelizmente, ainda não sabe o que está perdendo.

A existência de muita sujeira no meio evangélico, não justifica nossa omissão. O Joio terá que crescer e aparecer para ser cortado.

A prova de sua fé, do seu conhecimento, está exatamente, no seu não envolvimento em qualquer outra doutrina, que venha contrariar o Evangelho de Cristo.

A verdade e que, por falta de conhecimento, podemos embarcar em uma canoa furada. Por esta razão, estamos alertando os irmãos a não perder o seu precioso tempo. Devemos nos unirmos em oração, busca, clamor, estudar as escrituras, enfim, envidar todos os nossos esforços, no sentido de tirar o Evangelho do meio dessa bagunça.

Não contamos com facilidade na conscientização do indivíduo, em ser Igreja, ser casa de Deus, ser membro de um único corpo, onde deve ser ativo e não passivo quanto ao Evangelho de Cristo e como tal deve proceder. Esta dificuldade é prevista, em razão do mau costume adquirido na obrigação religiosa de ir à igreja, assistir a uma missa ou a um culto, voltando depois, à prática normal, dos mesmos costumes, não condizentes, com o título que se julga possuidor.

Creio eu, que qualquer pessoa, a não ser que já tenha sua mente cauterizada, irá refletir, ao tomar conhecimento da necessidade de se converter ao Senhor e não se limitar, em apenas ser membro numérico de uma entidade religiosa.

A ira de Deus será derramada sobre a terra e eliminará todos que não deram crédito à sua palavra. A falta de conhecimento não será argumento para justificação.

“…e a vós outros que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus.

Estes sofrerão penalidades de eterna destruição, banido da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram” (II Tes 1:7-10).

 

 

 

 

CAPÍTULO 2: CRISTO E SUA IGREJA

 

“Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo.”

Para tecer comentários a respeito da Igreja de Jesus Cristo e obter melhor compreensão, é imprescindível que se tenha um entendimento, pelo menos razoável, de que a expressão (igreja), não se aplica ao templo e sim ao povo. Também é, igualmente importante, o entendimento, mesmo sumário, a respeito da lei que veio por intermédio de Moisés (João 1:17), a qual, juntamente com os profetas, vigoraram até João Batista (Lucas 16:16 Mateus 11:13) e o Novo Testamento.

Sem a conscientização real de que somos membros vivos, de um corpo da mesma forma vivo e do qual faz parte o próprio Cristo; jamais iremos conseguir eliminar um amontoado de heresias, que foram surgindo ao longo dos tempos, edificando uma igreja que gera para escravidão, impedindo o nascimento dois filhos de Deus, filhos da promessa.

Tudo vem ocorrendo por falta de entendimento, falta de luz. A ignorância imposta por aqueles que dominam este mundo tenebroso, consegue impedir ou no mínimo dificultar a volta dos filhos à Casa do Pai. (Igreja que está sendo edificada por Jesus Cristo). (Mateus 16:18).

“Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.” Sobre os homens, pedra sobre pedra.

“…vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa.” (I Pedro 2:5).

A pedra fundamental deste edifício espiritual e a casa principal desta cidade, tem sido rejeitada pelos construtores e causa de tropeço para muitos.

Uma grande maioria ainda se mantém cativos não aceitando a Doutrina que nos dá a vida. Uns assistem a missa, outros vãos aos cultos, sessões, assembléias, etc, julgando-se, com isto justificados, ou até mesmo, nem sabem a razão de tudo isto. Prestam obediência a todos os sacramentos, mandamentos e doutrinas impostas pelas denominações, também chamadas igreja, e das quais são membros. Todavia, sentem-se ofendidos quando convidados a examinar a Doutrina de Cristo, o que, na realidade, não é fácil entender, uma vez que todos se dizem cristãos.

Carregam consigo o nome do marido, no entanto, suas ações são realizadas às escondidas, não à luz do Evangelho de Cristo (Adultério).

São evangélicas, não sabendo, porém a que evangelho seguem. E assim por diante.

Outro grande problema, quando se toca neste assunto, reside na confusão que criaram em torno do Velho e Novo Testamento.

Não aceitando a Doutrina de Cristo, da qual nem querem tomar conhecimento, como frisamos acima, não podem, de forma alguma, entender o Velho Testamento, o qual passa servir apenas para inspiração de livros, contos, e pregações que visam sensibilizar, comover, e às vezes coagir suas presas, objetivando mantê-las no cativeiro, causando-lhes maior embaraço e tornando-as ainda mais distantes da verdade.

Se não convertermos a Cristo, o que significa concordar com Jesus, sobre nossos corações permanece o véu, tapando nossa visão.

“Mas até hoje, quando é lido Moisés (antiga aliança), o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor (passa a aceitar as  idéias de Cristo), o véu lhe é tirado.” (II Cor 3:15-16).

Então, antes de mais nada, é necessário que se entenda o que Cristo entendeu e se manifeste de acordo ou não.

 

 

2.1 – NOVO TESTAMENTO – O QUE REPRESENTA PARANÓS?

Sendo a lei revogada e uma nova aliança estabelecida entre Deus e os homens e considerando, que este novo concerto, eliminou definitivamente, todas as imposições e ordenanças que visavam uma aproximação do homem em relação a seu criador, restou, aos militantes da Nova Doutrina, tão somente, anunciar Cristo aos homens. Isto se dá em decorrência da liberdade de opção que estabelece a lei em vigor (lei de Cristo).

Não há possibilidade do homem relacionar-se com Deus, a não ser mediante a aceitação, consciente,  dos preceitos que fundamentam a Doutrina de Cristo.

A Lei, até então existente, estabelecia normas cuja obediência permitia ao homem uma reconciliação total com Deus, todavia, a dificuldade estava exatamente na obediência, ou seja, na prática daqueles princípios, uma vez que o homem natural, ao ser submetido a uma acareação, tendo de um lado sua justiça, o que equivale à sua opinião, e de outro a Justiça de Deus, o seu ponto de vista; sente-se acuado, constrangido e com tendências a manifestar sua rebeldia, não aceitando a culpa. Em conseqüência, acaba deixando de praticar aquilo que seria a vontade de Deus. Por esta razão, o próprio Deus se fez homem, pondo-se em nosso lugar, assumindo a culpa e fazendo por nós o que nos era impossível, ou seja, praticar a lei de Deus. Isto foi o que  fez Jesus.

Vindo em semelhança de carne pecaminosa conseguiu ser obediente até a morte, em nada transgredindo a lei, fazendo a vontade de Deus e recebendo com isto a devida recompensa, (Vida Eterna), galardão prometido pela lei sob a qual viveu e obedeceu. “A César o que é de César a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21).

Uma vez realizada as obrigações estabelecidas em um determinado testamento, é evidente que se adquire também os direitos e prerrogativas ali preconizados.

Fundamentado neste princípio é que, imediatamente, o Senhor estabeleceu a Nova Aliança, que se resume no cumprimento da lei que ele acabava de executar, porém, não mais de forma coercitiva mas consciente. Daí a nossa necessidade do conhecimento para a liberdade de opção.

Poder-se-ia dizer, eu sou cristão, sem no entanto saber o que significa?

A base principal da lei de Deus, em vigor, é fé, mas, não em qualquer cousa e sim em Cristo.

Com isto podemos  concluir o seguinte: Ninguém poderá dizer e demonstrar que acredita em Jesus Cristo, sob pena de estar mentindo, sem tomar conhecimento de sua Doutrina, seu Evangelho, considerando que ali e somente ali, está a manifestação da sua justiça, a expressão de sua vontade.

Como irei concordar com uma pessoa, sem o conhecimento de suas idéias?

Quando os escribas e fariseus quiseram apedrejar a uma mulher surpreendida em adultério, demonstraram-se ignorantes, cegos, quanto à justiça de Deus, a prática da lei. (João 8:7).

 

 

2.2 – IGREJA – POVO HERDEIRO DO REINO DE DEUS

 

“…se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mat 5:20).

Depois do muito que falamos a respeito da mulher, embora conscientes não termos esgotado todo o assunto, o que também não é o objetivo deste trabalho, acreditamos com isto ter apenas provocado uma autocrítica, porém, não com o objetivo de apontar os defeitos da mulher contemporânea e sim visando, no conjunto, o procedimento da humanidade em relação ao Evangelho de Cristo.

Se não escondermos a realidade, a conclusão será uma só: o caminho que esta geração tem escolhido, não agrada ao Pai e o motivo é por não estar conforme a Doutrina do Filho. E, se isto ocorre, é evidente que a luz está se apagando, que a opinião  de Jesus não sensibiliza mais os homens, que a Doutrina de Cristo não consegue mais convencer; que os homens, deliberadamente, rebelaram-se contra Deus. (APOSTASIA)

Da mulher, companheira e ajudadora do homem na construção do lar, passamos à mulher, amada do Senhor, sua testemunha viva na edificação e formação corpo de Cristo, a desposada do Cordeiro de Deus, sua eleita, separada para ele, com quem unir-se-á em casamento na sua vinda.

No inicio desde capítulo, abrimos um espaço e fizemos referência à lei e à nova aliança, onde pudemos perceber a necessidade de um namoro entre Cristo e o povo, donde sairá sua noiva.

Com o entendimento de ser a Igreja a pessoa da noiva de Cristo, é fácil compreender que nem mesmo nós, gostaríamos de obrigar uma jovem a ser nossa companheira e muito menos ela se sentiria bem com a imposição de viver, para sempre, ao lado de quem não ama, na casa daquele que não lhe dá nenhum prazer.

Quem não fizer livremente a vontade de Deus, como Jesus diz, não fará parte de sua casa.

A figura que Deus usou para representar a Igreja, encaixou perfeitamente na pessoa da mulher. Se existe uma cousa que não funciona, é obrigar uma mulher a ser fiel. Ela o é quando ama, verdadeiramente, seu marido. Deus quer assim, também com relação à sua esposa. Aquela capaz de amá-lo, de compreendê-lo, de suportá-lo, de segui-lo por onde quer que ele ande. Aquela, cuja alegria e cujo prazer somente a ele estão reservados. Aquela capaz de ouvir a sua voz, de estar atenta a seus ensinamentos e não dá ouvido a estranhos. Aquela que prazerosamente cuida de seus filhos, que preocupa com sua alimentação, com suas vestes, com quem eles andam, enfim, está atenta a tudo à ela relacionado, em nada, ultrapassando a autoridade que lhe compete, reservando sempre, ao esposo, a atribuição do governo.

“Porque, como a jovem esposa a donzela, assim teus filhos te esposarão a ti,  como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus.” (Isaias  62:5).

A noiva, a esposa do Cordeiro, será composta pelos filhos de Deus. É uma promessa, uma profecia e como tal terá seu cumprimento.

Este foi o desejo do Pai ao Filho: Teus filhos te esposarão a ti. É um direito que ele adquiriu cumprindo a lei.

Nós nos tornaremos filhos, e conseqüentemente, povo herdeiro do reino de Deus, bastando para isto, que a nossa atitude em relação à lei de Deus, venha exceder, em muito, a dos escribas e fariseus. (Mateus 5:20).

 

 

 

2.3 – ELE VIU O POVO QUE ACEITOU A NOVA ALIANÇA

 

“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva, adornada para o seu esposo” (Apocalipse  21:2).

Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus; seu tabernáculo, sua família, esposa e filhos, seu povo.

É importante a observação dos detalhes. A mulher estava não somente vestida mas adornada  como noiva que vai ao encontro do noivo. Ela se preparou convenientemente para aquele dia, como naturalmente a si mesma se prepara, uma jovem, às vésperas de seu casamento.

Nós conhecemos e sabemos o quanto é importante para a noiva esta preparação.

E com a relação à Igreja, como seria?

“porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias” (Isaías 61:10).

Com o estabelecimento da nova aliança, do Novo Testamento entre Deus e os homens, tornou sem efeito, evidentemente, a velha, o Antigo Testamento.

A princípio, tem-se a impressão que nada mais relativo ao Velho Testamento, à lei e os profetas, deve-ser levado em consideração, o que, na realidade, não é verdade. Acontece exatamente o contrário, todo cristão, verdadeiramente cristão está cumprindo as imposições estabelecidas na lei e vivendo os momentos  proféticos.

Para que Jesus pudesse instituir uma nova aliança, fixar um Novo Testamento, o que sem dúvida tornaria antiquado o primeiro, era necessário, inicialmente, que Ele adquirisse o direito para isto realizar. A imposição tinha por objetivo o cumprimento da lei, o que, de forma impecável ele fez.

Durante o tempo em que esteve na carne, deixou com seus discípulos, mandamentos, ensinamentos, preceitos, opiniões, enfim, tudo o que ele entendia ser o cumprimento da Lei. Nada nela estabelecido foi por ele negado. Todavia, seu Evangelho, sua Doutrina, não teria nenhum efeito legal caso não tivesse conseguido a ressurreição dentre os mortos, pois à vontade de Deus se consumava neste evento, o que aliás, era de seu conhecimento.

Com o seu ressurgimento, em um novo corpo, vencendo o poder que a morte tinha para mantê-lo no sepulcro, ficou mais que evidente, a aprovação de Deus quanto aos atos por ele praticados. Este acontecimento simbolizou a assinatura do Novo Testamento, a entrada em vigor da nova aliança. Dali por diante, tudo o que Jesus falou, fala, ou falar, tem aprovação de Deus. Seu modo de agir e interpretar a lei de Deus, foi incomparavelmente mais justo e agradável a Deus.

Nós não temos a notícia de nenhuma obra escrita por Ele; não conhecemos qualquer registro de seu próprio punho, expressando sua vontade ou determinando o cumprimento de alguma cousa. Sua obra, foi eminentemente prática. A Ele coube realizar a vontade de Deus, implícita na lei e nos profetas, o que até então, ninguém havia conseguido. Vida eterna é o que Deus queria para nós .  A volta do filho à casa paterna, a regeneração, a reabilitação do homem e seu reencontro com a glória perdida.

“Envolveu-me com o manto de Justiça…” (Isaias 61:10).

Havendo entendido perfeitamente, qual era o desejo de seu pai em relação a nós, caminhou, resolutamente, para a execução de suas idéias. Não tivesse ele, contrariado toda opinião pública, jamais sairia do túmulo. Embora amando profundamente seus discípulos, foi muitas vezes necessário, tratá-los duramente.

A  ressurreição dentre os mortos, foi a credencial que Ele buscou e alcançou. Ninguém mais, em sã consciência, poderia discutir a eficiência de sua doutrina. O que mais o homem poderia almejar, que viesse superar uma ressurreição dentre os mortos?

Jesus saiu do sepulcro e continuou ensinando; concluiu sua tarefa, deu mandamentos, os quais, mediante a obediência, torna-se possível ao homem, a obtenção de uma glória semelhante àquela alcançada por Ele. Ressurreição, novo corpo, vida eterna, etc.

Seus discípulos, e não Ele, registraram um pouco do muito que Ele fez. A finalidade foi transmitir a nós, os conhecimentos aplicados por ele no cumprimento da lei de Deus, sua maneira de agir, seu modo de interpretar as Escrituras Sagradas, seu relacionamento íntimo com  o Pai e uma infinidade mais de princípios que, misteriosamente, são revelados à medida que se toma conhecimento de sua doutrina. (I Coríntios 2).

“Nós falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória” (I Coríntios 2:7).

“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos” (Mateus 11:25).

“Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações; para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o Espírito de Sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória de sua herança nos santos” (Efésios 1:16-18).

“Pois segundo uma revelação me foi dado conhecer o mistério…” (Efésios  3:3).

A visão que o Apóstolo João teve a respeito da Igreja, no apocalipse, a revelou adornada como noiva, devidamente vestida para um momento especial, único em sua vida.

Os profetas também a ela se referem naquele momento, sem mácula, pura, coberta por um manto de justiça.

Indubitavelmente, a Igreja terá alcançado todas às condições exigidas por Deus, quando da manifestação de Jesus Cristo, para que se realize a união matrimonial, o que significa plena aceitação da Nova Aliança.

 

 

2.4 – UM DOS PREPARATIVOS DA NOIVA: LIVRAR-SE DA NATUREZA HUMANA.

A última tarefa que a noiva  realiza, antes da celebração do casamento, é ataviar-se devidamente para aquela ocasião. O ato em si, requer cuidados especiais no vestir.

A Igreja que o Apóstolo viu, estava completa. O tabernáculo de Deus ficara pronto.  Jerusalém celestial havia sido concluída.

Isto implica que à época do arrebatamento, o povo de Deus existente na terra, ainda neste corpo, e que, ao ser arrebatado, juntar-se-á aquele lá em cima, terá que se encontrar, de tal forma vestido, que o permita ser transformado. Estará em igualdade de condições com aquele que vem vindo.

A Igreja na terra, naqueles dias, será como uma obra concluída, numa extensão daquela que se imagina descendo do céu. Embora neste corpo será capaz de mostrar seu testemunho completo, em relação à palavra de Deus. É o cumprimento das Escrituras.

“Em verdade vos digo, que não passará esta geração sem que tudo isso aconteça.

Passará o céu e a terra, porém minhas palavras não passarão” (Mateus 24:34-35). Tudo aquilo terá seu cumprimento, com o homem ainda neste corpo.

A geração referida por Jesus, neste caso, corresponde à espécie, à raça humana habitando na carne, geração corrompida (Fil 2:15) em decorrência do pecado, o qual foi, por Deus, condenado na carne.

Esta geração tem os seus dias contados, livre-se dela. “Salvai-vos desta geração perversa.” (Atos 2:40).

“Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.”

“Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:23-24).

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum…”  (Romanos 7:18).

“…Deus, enviando seu filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne.” (Romanos 8:3).

Para eliminar de uma vez por todas o pecado, Deus consumirá o seu corpo. Fará desaparecer toda carne, fazendo com que o pecado perca definitivamente sua força, uma vez que esta se encontra na própria carne.

Quando se refere à lei do pecado, fala-se da opinião do diabo (que também é a nossa), da sua justiça, seu modo de interpretar a Lei de Deus; sua atitude, em relação às cousas santas. Nele não há justiça alguma. “Arreda! Satanás. Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogita das cousas de Deus, e sim das dos homens.” Mateus 16:23

Pedro e satanás tinham as mesmas idéias, a mesma justiça.

Nós, os filhos de Deus, morremos e fomos sepultados neste corpo, o corpo do pecado, o corpo da morte, no instante em que, por um homem, por sua desobediência, todos nós nos tornamos semelhante ao pecado.

Deus criou o homem sua imagem e semelhança e não criou semelhante ao pecado. Deus nunca teve a semelhança da carne que ora temos, ou seja, o corpo e a natureza que possuímos, a não ser quando, numa tremenda humilhação, tornou-se semelhante a nós, a esta carne, a este corpo, para realizar, em nosso lugar, pois que Nele não havia pecado, uma tarefa que competia exclusivamente a nós e não a ele, ou seja, vencer o pecado.

Por que razão teria Jesus que tornar escravo daquele que não o havia vencido? Nós  sim! Fomos vencidos e nos tornamos escravos de quem nos venceu; que não foi outro senão o próprio pecado, o diabo, satanás.

“…antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou…” (Fil 2:7-8).

Deus não criou o homem tal qual ele é hoje. Ele se corrompeu, perdendo a semelhança de Deus, como havia sido criado, tornando-se semelhante ao corpo e natureza do pecado.

Eclesiastes capítulo 7:29, diz que Deus fez o homem reto e não da forma como se apresenta hoje, corrompido, ignorante, selvagem, injusto.

A explicação mais fácil de entender, é encontrada no livro de Gênesis, onde Deus proíbe o homem de se alimentar da árvore do conhecimento do bem e do mal, o qual, todavia, não obedecendo, sofreu as conseqüências do ato que praticou. Logo em seguida, Deus protege o caminho da árvore da vida, para que dela o homem não se alimentasse nas condições  em que se encontrava, (rebeldia) e viesse a possuir vida eterna.

Do versículo 22 do capítulo 3 de Gênesis, nós tiramos a seguinte conclusão: ao se alimentar da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem tornou-se um com ela, conhecedores do bem e do mal. Assim como, alimentando-se da Árvore da vida hoje, torna-se um com Deus, evidentemente, depois do arrependimento, que é a condição exigida por Deus.

Chegando a ser um com Deus, voltaremos também à sua semelhança, o que implica na eliminação do aspecto da carne do pecado e sua natureza.

“Amados, agora somos filhos de Deus (por adoção, se permanecermos nele, mantendo a esperança até o fim) e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhante a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (I João 3:2).

Homens e demônios estão em igualdade de condições, possuem a  mesma natureza.

Quando o anticristo for revelado, não será um bicho e muito menos uma coisa espantosa, mas um homem, tal qual a nós.

Talvez seja esta a maior dificuldade para o ser humano e principalmente para os que procuram a salvação, diferenciar quem é de Deus e quem não é. Se pudéssemos julgar pela aparência, acredito eu, cada um de nós já teríamos uma relação particular dos salvos.

O mesmo corpo que conduz o espírito do anticristo e o espírito de seus filhos (corpo humano), conduz também os filhos de Deus. A aparência, por enquanto, é a mesma; a semelhança esta sim, sofre radical modificação e é perfeitamente distinguível. A semelhança tem ligação com a natureza do indivíduo, seu caráter, sua origem.

Os filhos do diabo vão de mal a pior e os filhos de Deus também sofrem correções, são aperfeiçoados. (Apocalipse 22:11-12 e Hebreus 12:4-13).

A criatura que aceita a Doutrina de Cristo, nela crendo, sem restrição, recebe o perdão, a remissão dos pecados e a transformação da natureza.

Jesus revelou a Nicodemos a necessidade de um novo nascimento, evidenciando claramente a inutilidade e inaproveitabilidade da natureza humana. Tinha que nascer de novo e experimentar uma nova vida, uma nova natureza.

“…se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3;3)

“…Eu vos enviou como cordeiros para o meio de lobos.” (Lucas 10:3).

No geral, o que existe é lobo. É como o firmamento onde as estrelas brilham, todavia o que predomina é a noite.

Jesus considerou todos numa mesma condição: mortos e necessitados de vida. Para ele, todos, sem exceção, tinham que nascer de novo. Quem não nascer de novo é lobo e estes possuem a natureza maligna.

O novo nascimento corresponde à formação e um novo caráter, constância e estabilidade que este novo homem vai adquirir, em relação à sua maneira de agir e reagir, que o fará diferente dos demais. O que era visto como lobo em decorrência de sua ações e reações, passa a ser  observado com atitudes completamente adversas às que anteriormente praticava. Nota-se uma transformação progressiva na natureza deste indivíduo, chegando ser, reconhecidamente, considerado cordeiro.

Não importa se é mãe, pai, esposo, esposa, filhos, velhos, paralíticos, entrevados, pobres ou ricos, todos sem exceção, terão que mudar de natureza. O corpo não acompanha o espírito após a morte do homem, a natureza sim. Por esta razão, Deus tem preparado um novo corpo, para aqueles cuja natureza for mudada. “Sabemos que se a nossa casa terrestre…” (II Coríntios 5).

“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida, contudo há descrente, entre vós.”

O espírito fica vivo, a  carne, no entanto desaparece.

“…neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da nossa habitação celestial”. (II  Coríntios 5:2) – corpo celestial (novo corpo).

Os descrentes, nos quais não há esperança de uma nova vida, em um novo corpo, preferem satisfazer seus desejos e realizar suas vontades, enquanto vivem nesta carne, não se submetendo à vontade de Deus que é mudar a nossa natureza. Alguns chegam ao suicídio por não conseguir a satisfação desejada; outros, não menos cegos esperam por outra carne semelhante a esta; eles, fatalmente terão o destino dos hipócritas, dos que não quiseram dar ouvidos às palavras de Jesus Cristo, mantendo-se na ignorância.

“…Toda carne é como a erva; e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (I Pedro 1:24-25).

As palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida ( I João 6:63) quem as têm, consigo as levará. Elas acompanham o novo homem, a nova natureza. Palavras que são o espírito e a vida da nova criatura, a qual viverá eternamente.

 

2.5 – “…EU SOU O CAMINHO, E A VERDADE, E A VIDA…”  (João 14:6).

 

Vencer a natureza humana, superar a doutrina do diabo, resistir ao pecado, deixar de fazer a nossa própria vontade e fazer a vontade de Deus, é tão difícil, que se pudéssemos entender melhor, daríamos mais valor ao sacrifício feito por Jesus Cristo.

A única maneira de escaparmos da morte, da condenação, de obtermos o novo nascimento e permanecermos nascidos de novo, eliminando todo pensamento humano, toda justiça própria, tudo que é nosso, dando lugar ao que provém de Deus, é seguindo Jesus.

O único caminho é a Doutrina de Cristo. Através de seu conhecimento, como uma água, lavará nossa iniqüidade, mudará nossa natureza, edificará o homem recém-nascido.

Não se trata de conhecer  a letra, saber onde está escrito, quem escreveu, etc, mas entender e aceitar a Doutrina, o pensamento, a idéia, a justiça de Deus, revelada ao mundo por Cristo. Nisto consiste o mistério.

As palavras ditas por Jesus Cristo, expressam, rigorosamente, a vontade de Deus. É a manifestação da sua justiça, sua opinião em relação ao que se pensa e se pratica nesta terra.

Tudo que se faz contrariando a vontade de Deus é injustiça, por que Deus é justo. E, considerando que Jesus fez a vontade de Deus, devemos admitir também ter Ele praticado sua justiça, e, assim sendo, tudo que o contradiz é injustiça e conseqüentemente pecado.

Na Nova Aliança, no Novo Testamento, na lei em vigor, o pecado ficou restrito a não crer em Jesus.

Aquele que nele crê e nele permanece, não peca. Não existe mais separação entre o que possa ser considerado pecado ou não. Quem não lhe dá crédito vive pecando, porque suas obras não são feitas em Deus, onde há justiça.

“Quando ele vier (o Espírito) convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crê em mim.” João 16:8-9

O mundo peca, erra, vive em confusão, porque não dá crédito à Doutrina de Cristo e será convencido disto.

“Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome,   certamente o recebereis.” (João 5:43).

Portanto, transgride a lei de Deus o homem que não acredita em Cristo,  que escolhe outro caminho, que segue outro conselho e, em conseqüência, torna-se  culpado pela desobediência de ambas as alianças.

Todo aquele que é anticristo aborrece a Deus e não guarda os seus mandamentos, uma vez que, somente em Cristo, consegue-se a obediência da lei.

“Todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei: porque o pecado é a transgressão da lei.” (I João 3:4).

A prática do pecado e conseqüente transgressão da lei, é portanto, não ser convertido ao Senhor.

Vejam que, por mais que nos empenhamos em dar explicações, a compreensão é muito difícil e fica restrita a uma abertura de coração, a um desejo de se compreender.

Em sua segunda carta aos cristãos de Coríntios, (Capítulo 3:15-16) Paulo deixou transparecer que o véu é tirado no instante da conversão.

O coração é aberto às verdades de Deus, aos mistérios escondidos, quando se converte ao Senhor. Aliás, esta é a razão de toda confusão e desencontros: a falta de conversão ao Senhor.

Estamos aproximando da hora final, e saber quem é realmente convertido ao Senhor, não será tarefa muito fácil.

O tempo é de desordem, engano, ilusão, fraude, sedução etc.

Esta dificuldade, o Espírito Santo, previu através dos profetas. Isaias, centenas de anos, antes do nascimento de Cristo, assim expressou: “…saberás que eu sou o Senhor, e que os que esperam em mim não serão confundidos” Referindo-se a Cristo. (Isaías  49:23).

O desentendimento é inevitável. No tempo do entardecer, tempo em que a iniqüidade cresce para mostrar sua força, a falta de luz, possibilita maior número de tropeços.

A alimentação tem sido escassa porque pisaram o pasto e a água limpa tornou-se difícil de ser encontrada.

“Quanto às minhas ovelhas elas pastam o que haveis pisado com os vossos pés, e bebem o que haveis turvado com os vossos pés.” (Ezequiel 34:19).

O Senhor também previu e nos chamou a atenção para o tempo do fim. Somente os convertidos ao Senhor, os que estiverem em Cristo, estarão devidamente protegidos contra a corrupção e qualquer espécie de engano. Não será possível iludir um escolhido do senhor. Todavia, a confusão é inevitável, a luta é fatal e um só caminho é verdadeiro. Encontrá-lo e assegurar-se estar nele, é uma questão individual.

“…Sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. (II Timóteo  1:12).

“Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome…” (Lucas 21:8).

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos…” (Lucas 21:34-36).

Ao dizer: a todos; excluiu a possibilidade desse dia deixar de atingir alguém.

Como eu  não sei que dia será “esse dia”, por uma questão de obediência, devo viver do modo estabelecido por Ele. Caso eu venha morrer antes, não terei perdido o meu trabalho, pois que, morri no Senhor, e a minha participação na primeira ressurreição será provável. Então, não importa quando será esse dia e sim que eu esteja confiante quanto ao que realizo visando aquele dia, sabendo que, no Senhor, meu trabalho não é vão.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (I Coríntios 15:58).

 

 

2.6 – A PROCURA DO POVO DE DEUS

 

É evidente que a preocupação de Deus, se é que poderíamos dizer que Ele se preocupa, teria que ser, antes de mais nada, em salvar o homem, uma vez que este, por uma questão de precedência na criação, exerce domínio sobre as demais criações existentes na terra, a qual também, ao homem foi sujeitada; e, pelo que tudo indica, este ser fantástico e desconhecido, será colocado numa posição de destaque em relação até mesmo, aos anjos.

Como se não bastasse tudo isso, está nos planos de Deus, sujeitar também, a nós, o mundo que há de vir.

É portanto, bastante compreensível e normal, creio eu, que Deus tenha que provar rigorosamente, a lealdade do povo a quem ele vai entregar o domínio definitivo de todas as cousas.

“…Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?” (referindo-se aos anjos). (Hebreus 1:4).

“…Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando;” (Hebreus 2:5).

“Que é o homem, que dele te lembres?” (Hebreus 2:6).

“Fizeste-o, por um pouco menor que os anjos,…” (Hebreus 2:7).

“Todas as cousas sujeitaste debaixo dos seus pés…” (.Hebreus 2:8).

“Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu, e os filhos que Deus me deu.” (Hebreus 2:13).

Escrevendo aos cristãos de Coríntios, o Apostolo Paulo considerou uma estupidez, uma verdadeira ignorância, a crucificação de Cristo. Para ele, aqueles homens, não tinham consciência do que estavam fazendo. Paulo julgou absurda a possibilidade de alguém, conhecendo a sabedoria de Deus, seus planos, pudesse praticar semelhante ato.

Verdadeiramente, eles não puderam ver o que Deus queria lhes dizer, e a razão, continua sendo a mesma que nos impede hoje, de conhecermos os mistérios de Deus: falta de amor à Deus.

Tornou-se condição “sine qua non”, o amor de Deus sobre todas as cousas e dela não abre mão. O homem, antes de conhecer os mistérios de Deus, terá que amá-lo. Por esta prova todos terão que passar. Todavia, não resolve apenas dizer que o amamos; ele conhece aqueles que o amam e que estão dispostos a se humilharem primeiro, para depois serem exaltados.

Quantas vezes somos testados e reprovados? Quantas o negamos? Quantas o resistimos?

Que cousa horrível, é a natureza humana!

“…mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conhecem; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito:

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (I Cor 2:7-9).

Está aí então, a razão de muitos serem impedidos de conhecer a sabedoria de Deus; ela está reservada àqueles que o amam.

Não conhecendo a sabedoria de Deus, não conheceremos também a Deus, e não o conhecendo, como podemos afirmar que nele acreditamos?

“Então eles lhe perguntaram: onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu pai.”

“Ouvi a palavra do Senhor, (Jesus), vós filhos de Israel, (povo de Deus), porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra; porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.”

O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.” (Oséias 4:1-2).

Esta é a visão profética da terra; o estado em que ela se encontra. Nos dias em que vivemos, não é necessário ter a visão de um profeta, para assegurar-se desta verdade.

O maior perigo que corre o homem, no entanto, não são estes males, e sim, o perder a oportunidade de se apossar do que Deus está lhe propondo, vida eterna.

“Tu porém, ó homem de Deus…

…Toma posse da vida eterna…” (I Tim 6:11-12).

“A este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (Jeremias  21:8).

Tomar a decisão, é competência exclusivamente nossa.

Jesus entendeu perfeitamente o que Deus disse ao profeta Jeremias. Ele não ficou na “cidade”, onde fatalmente morreria, saiu e se rendeu aos que o cercavam, e viveu. (Jeremias 21:9).

Infelizmente, é muito difícil para nós o entendimento a este respeito. Aceitar Jesus como Senhor e Salvador, não é tão fácil como se pensa.

Tudo o que diz respeito à verdadeira vida, ele revelou, no entanto nós insistimos em alguma cousa diferente e é, exatamente neste ponto, onde estamos naufragando.

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (João 6:47).

Nós não estamos diante de uma afirmação qualquer e sim, de uma manifestação da vontade de Deus.

Fizemos questão de transcrever este versículo de uma Bíblia antiga, cuja tradução, expressava corretamente:… quem crê em mim tem a  vida eterna; porque entendemos que não basta crê, é preciso que se creia Nele para herdar a vida eterna.

Em virtude desses desencontros é que estamos empenhando em localizar o povo de Deus ou pelo menos realizar algo neste sentido. O que não pode acontecer é ficarmos olhando para o tempo, assistindo a destruição da terra, a corrupção dos homens, a apostasia tornando-se cada vez mais visível e esperando a ira de Deus ser derramada sobre a terra. Creio que Deus não irá se agradar de uma atitude semelhante. Se perdermos o sabor, fatalmente seremos pisados.

Continuaremos então, buscando entendimento.

“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento o dono da sua manjedoura; mas Israel (Igreja) não tem conhecimento, o meu povo não entende.” (Isaias 1:3).

“Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes já nos teríamos tornado como Sodoma, e semelhantes a Gomorra.” (Isaias 1:9).

Por causa desses sobreviventes, encontramos força para permanecer lutando.

Dos aspectos observados na Igreja mostrada por Jesus ao Apóstolo João, mediante visões, na ilha de Patmos, embora todos sejam extremamente importantes, queremos considerar, por ora, alguns que certamente nos ajudarão compreender o mistério que envolve a Igreja, os quais, sem dúvida, justificam a nossa compreensão a este respeito: (Ap 21 e 22).

- A igreja foi comparada: ora por cidade; ora por noiva; ora esposa; ora tabernáculo (casa); ora por povo; ora por herdeiros e filhos de Deus (Apocalipse Capítulo 21);

- Esta Igreja vencedora, esta cidade, este povo, tinha a mesma glória de Deus; era a Igreja gloriosa.

- Não foi visto nela, santuário, (lugar de adoração); (João 4:19-26).

- Nela nunca jamais penetraria cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira.

- Dela, seria enxugada toda lágrima; a morte não mais existiria; não haveria luto, nem pranto, nem dor; nunca mais haveria qualquer maldição.

Este povo glorioso, descia do céu.

De tudo, isto, nós tiramos como ensinamento, detalhes muito importantes e de grande validade na compreensão e esclarecimento das demais escrituras, a saber:

- Que a igreja, a cidade, a noiva, a esposa, etc., é constituída pelo agrupamento único de pessoas de todas as raças, língua, povo e nação.  (Apocalipse 5:9).

- Que tendo ela a mesma glória de Deus, nos leva entender perfeitamente, que todos os membros daquele corpo se identificavam com a cabeça do corpo e que todos, indistintamente, alcançaram também o que Cristo alcançou; novo corpo, glorioso, incorruptível e imortal; (corpo celeste). (I Cor 15;39 e Lucas 24:39)

- Que Jesus, como filho, (filho da primeira criação) (Gênesis 1:27), deixará a casa de seus pais (a mulher ainda não tinha sido separada do homem; Deus é homem e mulher; e Jesus é filho do homem daquela criação, filho de Deus); e se unirá à sua mulher. (Efésios 5:31 e Gênesis 2:24) (igreja remida – veja no dicionário o significado da palavra remir), e se tornarão os dois uma só carne, não esta, mas a carne do novo homem, criado à semelhança de Deus (CRISTO).

- Que pelo fato de não ter sido encontrado nela nenhum Santuário, reforça, sobremaneira, a idéia do povo ser o templo, a própria casa de Deus, e não os limites frios das paredes de um templo construído por mãos de homens. (Atos 7:48-49 e Hebreus 3:6).

- Que aquela igreja ainda se mistura com a que temos por aqui, razão pela qual, somente depois do extermínio desta carne, deixará de penetrar nela cousa contaminada e o que pratica abominação e mentira.

Quando a igreja alcançar a glória prometida, quando os mortos em Cristo ressuscitarem e os vivos, que também estiverem nEle, forem transformados, jamais ela terá contato com impurezas. Por ora, esta universal assembléia, em cuja liderança absoluta está o Senhor, ainda recebe pecadores que são chamados para serem corrigidos, visando a sua participação na Santidade de Deus. (Hebreus 12:10, Ap 20:1-6, Hebreus 12;22-25 e Lucas 5:32).

- Que as maldições, tais como: lágrimas, morte, luto, pranto, dor, etc; ainda comum no nosso meio, de uma vez por todas, deixará de existir, quando passarmos a habitar definitivamente com o Senhor. (II Cor 5:4-8).

- Que a igreja gloriosa, foi vista descendo do céu e não subindo, o que descarta a possibilidade dela se tornar gloriosa neste corpo.

- Ela terá que ser transformada, (o que ocorrerá individualmente), subir e ajuntar-se aos demais, para depois descer gloriosa como foi vista. (II Tes 2:1, I Tes 4:13-18 e Ap 21: 2 e 10).

Virá para um novo céu e uma nova terra.

“Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (II Pedro 3:13).

 

 

2.7 – ATAVIADA COMO NOIVA  (Apocalipse 21:2)

 

De todas as características observadas pelo profeta, na visão descrita no capítulo 21 do Apocalipse, uma deve merecer muita atenção por parte de quem vive o Evangelho de Jesus Cristo: Trata-se do modo como se apresentava a mulher. Ela estava vestida como uma noiva à espera do noivo ou seja, tinha já a posse da veste para cobrir sua nudez e mais ainda, retinha em seu poder os enfeites que a tornava bela aos olhos daquele que iria desposá-la.

Nós sabemos que a noiva só usa o vestido nupcial e se adorna tipicamente, momentos antes da realização da cerimônia de seu casamento.

É também do nosso conhecimento, que naquele momento, somente uma preocupação ocupa a mente da noiva: ser vista com admiração por seu noivo e encontrar os olhos de todos os convidados.

É, na observância desses detalhes que nós queremos submeter à sua avaliação e apreciação três tópicos importantíssimos que, julgamos nós, relacionam a vinda de Cristo com o comportamento da Igreja, do povo que irá representar parte daquele contemplado por João na revelação apocalíptica de Jesus Cristo, dada ao Apóstolo com a finalidade de abrir os nossos olhos quanto aos acontecimentos futuros: Apocalipse 1:1

 

a) A noiva, durante o noivado, não se expõe, a não ser para o noivo e não acata outra opinião senão a dele, não é verdade?

Considerando este aspecto, não seria o caso da Igreja estar sendo preparada às escondidas e sendo edificada exclusivamente por Deus?

É comum a noiva dar atenção à estranhos, aceitar seus presentes e andar em seus caminhos, arrogar para si autoridade, quando o noivo está ausente?

Quem sabe o casamento já aconteceu e nós ficamos a ver navios!

Ou ainda, Jesus, viria desposar uma noiva moderna, dos nossos dias, atualizada, dessas que mal suportam as bodas e são levadas às pressas para a maternidade. Seria este o modelo de noiva idealizado por Deus?

É evidente que não imaginamos este tipo de comportamento para a Igreja, para o povo, para a cidade edificada sobre os fundamentos deixados pelos Apóstolos, ao contrário, mulher dessa espécie nos lembra a figura daquele vista por João montada numa besta (Ap 17:3), o que deixa transparecer claramente, o seu domínio sobre alguma cousa, que não é outra senão os povos, multidões, nações e línguas. (Ap 17:15) Domínio este alcançado às custas de sua prostituição, mentira e engano. Enriqueceu-se, vestiu-se da melhor forma possível; orgulhou-se de suas ações; ostentou sua riqueza e sua luxúria diante dos homens.

Seria o caso de Jesus vir e encontrar aqui uma noiva com todas estas pompas? Governando, assumindo o controle de todos os negócios, vendendo, comprando, dando procurações e negociando com os bancos? Por acaso, foi esta a tarefa deixada pelo noivo ao ausentar-se por um pouco de tempo?

A terra na verdade, será nossa possessão definitiva, no entanto, não podemos reiná-la sem Ele. O governo do mundo, um dia será nosso.

Todavia, é necessário esperar o Senhor voltar e assumir este reino.

“Certo homem nobre partiu para uma terra distante, com o fim de tomar posse de um reino, e voltar” (Lucas 19:12).

Quando Ele voltar, espera encontrar os seus servos, realizando os serviços determinados por ele e não, ignorando a sua autoridade. Apesar de ausente, conta com a fidelidade daqueles que concordam com sua direção e o aguardam.

É bem verdade que nem todos obedecem e passaram a fazer as coisas sem consultar o Senhor, reinaram sozinhos como se o Senhor nunca mais voltasse. Fizeram de acordo com suas próprias idéias. Quando o Senhor voltou, todos tiveram que prestar contas dos serviços aqui realizados. Aqueles porém, que não quiseram que o Senhor reinasse sobre eles, foram também, chamados à presença do Rei para responderem por seus atos. (Lucas 19:11-27)

“Quanto, porém, a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na minha presença.” (Lucas 19:27).

“Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono…” (Ap 6:15-16).

Por que esconderam? Qual a razão da vergonha? Não seria em conseqüência da grande decepção e arrependimento de que foram tomados, por não terem crido nas palavras de Jesus?

Já não se achava mais, na cabeça de ninguém, a volta do Senhor para governar a terra. A sua noiva sim, esta esperou todos os dias a sua vinda. Estava sempre pronta, devidamente adornada; temia ser encontrada de repente, pelo noivo, nua e não vestida.

A expectativa do povo de Deus, em relação àquele que vimos a pouco, desesperado, surpreso, abalado com os  acontecimentos daquele dia, é completamente diferente, senão vejamos:

“Então ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas, e como de fortes trovões, dizendo:”

“Aleluia! Pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.

Alegremos-nos, exultemos, e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas  do Cordeiro, cuja esposa a si mesma se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro.” (Ap 19:6-8).

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor. Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.” (Ap 11:15-19).

 

b) Segundo ponto de característica importante: Não é a noiva a pessoa que possui relacionamento mais íntimo com o noivo?

Este segundo aspecto relacionado com a noiva, nos garante que a igreja dos últimos dias ou últimas horas, como queiram, irá, para cumprir as escrituras, aumentar a sua intimidade com Deus, chegando a ser conhecida e conhecê-lo profundamente, aliás, para isto existe o noivado, para uma maior aproximação entre os noivos.

Com isto, não seria a noiva, a pessoa mais indicada para nos transmitir os conhecimentos e as idéias relativas ao noivo?

Será que as outras mulheres, com quem o noivo não se relaciona, sabe informar tanto quanto a noiva, dos assuntos que envolvem a celebração das bodas? Esta questão não está ligada aos interesses apenas dos noivos?

“Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.

Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: Por amor do qual, perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, (casar com ele), e ser achado Nele, não tendo justiça própria, que procede da lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer…” (Fil 3:7-11).

Este sim, sem dúvida, é o espírito da noiva. O seu interesse pelo noivo é realmente diferente. A sua mente é ocupada constantemente em agradá-lo, em realizar muito mais a vontade Dele do que propriamente a sua.

Que diferença! Que distância existe entre esta e aquela!

 

c) O terceiro ponto a ser analisado é o seguinte:

Às vésperas da vinda de Cristo, quanto mais se aproxima o seu retorno, não é também o tempo em que a noiva deveria se vestir apropriadamente, uma vez que o encontro entre ambos é visto como a celebração de um casamento?

E se assim consideramos; se acreditamos na volta de Cristo; se os sinais apontam a aproximidade do seu retorno, porque então não abrimos os nossos olhos e perguntamos: Onde está a noiva? Onde está o povo cuja pureza, santidade, obediência, justiça e procedimento, o credenciam a ser visto por Deus, com a aparência de uma noiva caminhando em direção ao noivo, para o último ato de seu noivado? Onde está este povo: imaculado, sem mancha e sem ruga?

Procurando-o, fomos buscá-lo no meio político, entre os governantes, entre aqueles que estão regendo as nações nestes dias e sinceramente, não conseguimos distingui-lo ali. Ao contrário, foi lamentável o quadro que encontramos.

Não encontrando ali, o procuramos então entre os comerciantes, os industriais, entre os mercadores desta terra e a tristeza continuou, porque o que vimos naquele meio, foi um povo ganancioso, egoísta, amante de si mesmo, cuidando exclusivamente de seus interesses.

Dali fomos procurá-lo entre as famílias, entre os pais, entre os filhos, entre os velhos e jovens, entre os casais e entre os namorados. A princípio, julgamos ser mais fácil encontrar o povo de Deus aqui. Todavia, verificamos que estes eram os mesmos que estavam entre os políticos e mercadores. As famílias estavam envolvidas de tal forma no sistema, que não se podia notar o seu funcionamento individual. Os pais para um lado, as mães para outro, os filhos entregues à própria sorte, crescendo sem nenhuma orientação, a não ser incentivos à prosperidade financeira, luxúria e grandeza. Os jovens assimilando rapidamente os costumes brutais da época: promiscuidade, insubordinação, rebeldia, desgoverno etc.

Entre os mais velhos, onde se pensava encontrar alguma atitude diferente, que viesse combinar com os princípios cristãos, não foi menor a decepção. Estavam, tanto quanto os demais, perdidos, vencidos, confusos e decepcionados. No entanto, mantendo a mesma rebeldia que herdaram dos pais e legaram aos filhos.

- Finalmente, chegamos aos namorados, aos futuros pais, e sentimos penalizados diante da concepção que faziam a respeito do matrimônio; desconheciam totalmente o propósito que leva duas pessoas a se unirem em casamento. E assim, não pudemos localizar também, o povo de Deus, neste meio.

Onde poderíamos encontrá-lo? Em que lugar desta terra estaria a noiva à espera do noivo?

A esperança viria renascer quando nos veio à lembrança, a grande possibilidade de encontrar os filhos de Deus entre os religiosos, em suas diferentes denominações, e vejam a surpresa que tivemos: Eles se compunham também daqueles políticos, mercadores e famílias que vimos em outros locais. Embora a aparência tenha causado grande dificuldade, não nos foi possível distinguir entre eles, o povo que pratica a justiça de Deus.

Mesmo tendo absoluta certeza da existência de um povo, que vive nas condições estabelecidas por Deus, sobre esta terra, foi em vão a nossa tentativa no sentido de vê-lo como um todo, vivendo separado dos demais povos.

Continuamos então perguntando: Onde estaria a noiva de Cristo? Com que povo poderíamos compará-la?

Teriam as escrituras sagradas resposta para a nossa pergunta? Sim. Foi lá, exatamente ali, que entendemos ser impossível localizá-la da forma como queríamos.

A noiva de Cristo, não se manifestará durante a ausência do noivo. Ela não aceitou os costumes dos  demais povos. Espera virgem e pura, pelo noivo que prometeu voltar para desposá-la.

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.

Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes,  e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com Ele, em glória.” (Col.  3:1-4).

Entendi que o povo que eu procurava, encontrava-se espalhado por todos os lugares e, para o mundo, estava morto, razão pela qual o mundo não o reconheceria como povo.

Pude compreender também que a vida deste povo está em Cristo e Ele não vive aqui. Portanto, sua revelação está condicionada à manifestação  gloriosa de Cristo.

Veio-me à memória, que o havia procurado entre os ocupados com seus campos, juntas de bois e interesses próprios e não me havia lembrado de procurá-lo entre os pobres, aleijados, cegos e coxos; entre os que estão nas encruzilhadas à procura de solução, de alívio; e reconheci que as escrituras estavam se cumprindo.  Que aqueles, onde a princípio eu  julgava encontrar a noiva, haviam rejeitado o convite para as bodas do Cordeiro de Deus. (Mateus 22:1-4 e Lucas 14:15-24).

Vi também que o povo de Deus, para o mundo, constituía-se em problema e não solução.

Que este povo aflito, doente, cansado, oprimido, perdido nas encruzilhadas desta vida, cego pelo entendimento egoísta, desonesto e usuário do deus deste século, era exatamente, o povo que Deus estava convidando para assentar-se, à sua mesa, no seu reino.

Vi que a noiva existia, mas no mundo jamais iria reconhecê-la pois que, sua virtude, seu encanto, sua beleza não estava expostas ao mundo mas somente ao noivo. Ele sim, reconhece nela o povo de Deus. Os  convidados também, aqueles cujas vestes estão sendo alvejadas pelo sangue do Cordeiro, têm nela, profunda admiração.

Pude observar que a dificuldade em localizar o povo de Deus, em distinguir a noiva de Cristo dentre as outras mulheres, levava as escrituras sagradas a se cumprirem, anunciando a tribulação que antecederia a volta de Cristo e a confusão prevista pelo próprio Cristo.

Como sempre acontece, o homem, de um modo geral, nunca admite ou espera que algo de errado ou algum mal possa acontecer em sua própria vida. Nunca reconhece seu engano ao preterir a tarefa de Deus aos seus próprios interesses. Quando, eventualmente, procura por Deus, é para solucionar um problema que impede na realização de seus interesses ou dificulta o gozo de sua vida neste mundo. Para ele, enquanto o lucro, a vitória, o sucesso e o domínio, andam a seu favor, é graças a Deus que os consegue, mesmo usando meios ilícitos, injustos e em detrimento de outros. Pratica a iniqüidade e louva a Deus por tê-la praticado.

Entendi que o homem natural, realmente, não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura. (I Cor 2:14-16).

“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Mas considerai isto: Se o pai de família soubesse a que  hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.

Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.” (Mateus 24:42-44).

Que não aconteça conosco o mesmo que ocorreu nos dias de Noé, quando se cuidavam apenas em satisfazer os seus desejos e visavam somente suas próprias realizações. Com isto, foram surpreendidos com a inundação que não estavam esperando.

“Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” (Mateus 24:38-39).

Compreendi também que havíamos passado de um para outro evangelho. Que a Doutrina de Cristo não estava sendo anunciada onde normalmente se esperava ouvi-la. Que a esperança de ressurreição em Cristo, fator preponderante na Doutrina dos Apóstolos, que os levou a anunciar, ousadamente, a palavra de Deus, havia desaparecido por completo.

“Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o Capitão do templo e os saduceus; ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem em Jesus a ressurreição dentre os mortos; e os prenderam…” (Atos 4:1-3).

Estava então, evidente a meus olhos, a razão pela qual já se podia notar, o corre-corre e a aflição de muita gente que procura por Deus; bem como a indiferença e negligência por parte daqueles que se julgam conhecedores da verdade. Notei então, que os construtores estavam fazendo, novamente, descaso da principal pedra.

“Dois estarão no campo, UM SERÁ TOMADO, e o outro deixado.” (Mateus 24:40).

Com a transcrição deste versículo, estamos concluindo a segunda parte e dando início a uma  terceira parte, cujo assunto, reputo eu, é da maior importância. Trata-se da conscientização nossa, da possibilidade de estarmos em uma dessas duas situações, ou seja: SER TOMADO ou SER DEIXADO.

Ao longo do trabalho até aqui realizado, tentamos mostrar, mediante exemplos e comparações de textos bíblicos, com a vida apresentada pelo homem em nossos dias, a real situação do ser humano em relação a Deus. É evidente que não poderíamos utilizar melhor fonte de consulta, senão a própria Bíblia.

Estaremos plenamente satisfeitos, se ao fim deste, tivermos deixado condições, pelo menos superficiais, para uma avaliação sincera do título que ostentamos.

Nos dias de Noé, não foram salvos senão os que estavam na arca. O mesmo aconteceu nos tempos de Ló, após a sua saída da cidade de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos que ali se encontravam. (Lucas 17:26-29).

Nos dias em que vivemos, a palavra é: Sair de Sodoma e entrar em Cristo, o único lugar de salvação.

Quando Cristo se manifestar, manifestará também o povo de Deus. Cabe exclusivamente a nós, a certeza de que estamos Nele.

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória…” (Fil 3:20-21).

 

 

 

CAPÍTULO 3 – OS QUE ESTIVEREM EM CRISTO, SERÃO TOMADOS.

 

O povo de Deus procurado por nós, os filhos de Deus, estão em Cristo.

Talvez seja o momento mais importante de tudo que vimos: chegarmos à conclusão de que somos membros do Corpo de Cristo; filhos de Deus, componentes do seu povo.

Jesus está edificando uma Igreja (povo), também denominada cidade, às custas de pedras vivas e não mortas.

A primeira pedra, a pedra fundamental da cidade foi Ele próprio, portanto, as demais pedras, evidentemente, estão sendo ajuntadas a Ele. Se nós não podemos vê-lo, não podemos também ver as demais pedras; nem as que o seguiram nem as que estão exiladas por aqui. Assim, vivemos na esperança e em plena confiança de que, ao deixarmos este corpo, iremos habitar com Ele e os demais. Com isto, o corpo definitivo, está sendo tomado lá e não aqui.

‘‘Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo  e habitar com o Senhor.’’2ª Coríntios. 5:8

Todavia, nós acreditamos que somos participantes do povo de Deus e pela fé vivemos juntos. Somos membros do mesmo corpo, razão pela qual o nosso procedimento, comportamento e atitude, assemelham-se a Ele. Somos novas criaturas, estranhas ao mundo. Tudo para nós, aqui, tornou-se provisório. A nossa casa é a casa de Deus, o nosso povo é também o povo de Deus e a nossa Igreja é a sua Igreja.

‘‘Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém Celestial, e à incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e Igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador de Nova Aliança…”  Hebreus 12:22-29.

Nós, pela fé chegamos a este lugar; ao monte Sião, à casa de Deus, aos céus, de onde somos advertidos pelo Senhor, quanto ao nosso procedimento e vida. (Capítulo 12 e Hebreus)  (Miquéias  4:1-2)

O Corpo de Cristo, sua casa, o monte Sião, a cidade do Deus vivo, é esta universal assembléia. O Senhor mesmo a edifica, tendo em nós seus colaboradores.

“Porque de Deus somos cooperadores…” I Cor 3:9.

Cada um receberá o seu galardão, a sua recompensa, de conformidade com o seu próprio trabalho. I Cor 3:8

Individualmente, todos terão que trilhar o mesmo caminho. Todos somos de igual modo auxiliares em nossa própria edificação e construção do corpo como um todo.

A sua participação como servo de Deus, escravo da justiça, tem dupla finalidade: edificar a si mesmo (Casa de Deus) e o povo (cidade de Deus). Isto porque nós, individualmente, somos uma casa na cidade ou um membro no corpo.

As casas de uma cidade não são todas iguais nem possuem idênticas finalidades, todavia, estão sob única administração.

O corpo, considerando neste caso o corpo humano, não recebe orientação de duas fontes cerebrais, contudo, seus órgãos têm funções diferentes.

Assim sendo, existindo com relação a Deus, uma casa, uma cidade (Jerusalém Celestial), uma universal assembléia, uma Igreja, um povo, um Senhor, um Salvador, um Deus; é patente também a existência de uma só direção, um só caminho e uma única orientação, (Cristo), para atividades e funções diferentes.

Não existe dúplice comando na obra de Deus.

Ou somos convertidos  ao Senhor e aceitamos o seu governo, ou não estamos de acordo com Ele e conseqüentemente não admitimos sua direção.

“Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”.

O trecho que transcrevemos da carta de Paulo aos efésios, tira toda possibilidade de comunhão entre a luz e as trevas, ou seja, a esperança de alguém que discorda da Doutrina de Cristo pertencer ao seu corpo, ou seja, estar Nele.

“Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial, e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.

Então ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 22:11-13.

Estar em Cristo é pertencer a este corpo, é ser membro desta universal assembléia, é andar sobre a orientação e governo de Jesus Cristo. Quem está Nele não está fora Dele e quem a Ele não pertence, fatalmente está fora do corpo.

É contra a lei da natureza, uma só pessoa, ocupar dois lugares ao mesmo tempo no espaço.

Quando alguém é convertido das trevas para a luz, ele deixa de ser trevas e passa ser luz.

Ao nascer de novo, o homem que estava morto, reviveu.

Quem vivia sob o poder (governo, direção, domínio) de satanás, passa a andar mediante nova orientação, ao se transferir de um lugar para outro.

O que era cego e passou a enxergar, evidentemente teve seus olhos abertos.

“Vós porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz, vós, sim,  que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia”. I Pedro 2:9-10

O que as escrituras estão dizendo é exatamente, a impossibilidade de alguém ser povo de Deus e não ser, ao mesmo tempo.

 

 

3.1 – O POVO DE DEUS CONCORDA COM JESUS

O povo de Deus está de acordo, em gênero, número e grau com Jesus Cristo. O que não é de Deus discorda em alguma cousa. Tropeça na pedra que foi posta em Sião, com esta finalidade: evitar que alguém nela entre pelo muro e não pela porta. A pedra principal é, para alguns, a pedra de tropeço.

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocações, difamações, suspeitas malignas,…” I Tim 6:3-21.

Como vimos, o primeiro membro do corpo de Cristo, foi Jesus, o filho do carpinteiro.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Romanos 8:29

Não foi nada fácil para Jesus, como homem, anunciar uma doutrina que depunha contra a opinião pública. Era a palavra de Deus contra o nosso ponto de vista. A justiça de um lado e a injustiça de outro. A verdade trazida por Deus mediante o seu Evangelho, em oposição à mentira e o engano repassados a nós pelo diabo.

O homem, cheio de injustiça, jamais poderia aplicar de forma correta, a lei estabelecida por Deus.

Tarefa realmente difícil para Jesus, foi dar testemunho da verdade.

“Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. João 18:37

O que mais ofendeu aquele povo e o que mais nos ofende, é ter Ele que nos dizer a verdade.

Sendo o primogênito (filho mais velho de Deus, o primeiro filho) coloca todos os que viveram antes Dele na condição de não filhos de Deus e os vindos após ele, na dependência Dele, para se tornarem filhos de Deus.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome. (nascidos de novo)” João 1:12.

“…foi o Evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.” I Pedro 4:6

“…e nos mandou pregar ao povo e testificar que Ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos.” Atos 10:42

Vejam que, escriturísticamente, parece que Deus não está brincando. Vindo a se concretizar, o que estamos vendo nas páginas da Bíblia e o que muita gente não está levando a sério, realmente, pouquíssimas pessoas estarão aptas a um arrebatamento.

Dessa universal assembléia, desse corpo, dessa casa, farão parte somente os filhos de Deus. É a salvação; é vida eterna para quem creu em Jesus Cristo; é a recompensa para quem viveu os seus dias na carne na esperança de uma nova terra; do advento do mundo onde haverá justiça.

Esse corpo (povo) está sendo formado e edificado por Deus e sua conclusão se aproxima.

 

 

3.2 – ARREPENDEI-VOS PORQUE O REINO DE DEUS SE APROXIMA

 

Parece brincadeira, mas o que João Batista disse a quase dois mil anos, continua tão atualizado hoje, como naqueles dias.

“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:2

“Visto que todas essas cousas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, causa do qual os céus incendiados serão desfeitos e os elementos abrasados se derreterão.”

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.

Por essa razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por ser achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis…” II Pedro 3:11-14.

Jesus pensou assim e viveu assim; Pedro pensou assim e viveu assim; Paulo, e muitos outros pensaram e viveram desta maneira.

Todos tiveram o mesmo destino e fazem parte do povo de Deus, da universal assembléia, da Igreja dos primogênitos. Com eles estão, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, aguardando, tão somente, a entrada dos últimos e a terra prometida.

“Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e  vos, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas.

Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois, apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades”.

Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no  reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós lançados fora.” Luc 13:25-28.

Esta é a Doutrina de Cristo, é assim que eles pensavam.

Deve ser também esta, a doutrina dos cristãos; e é deste modo que devemos pensar. Ou então, não existe nada de cristão em nós. Podemos estar cegos, enganados, imaginando uma cousa, quando a realidade é outra muito diferente. Pouco ou nada resolve dizer: Eu creio.

É exatamente esta, a finalidade de tudo o que escrevemos: Abrir os seus olhos e incentivá-lo a verificar, independentemente de qualquer compromisso religioso, para onde temos caminhado.

Qual a luz que lhe orienta?

A sua vida está fundamentada em alguma doutrina? E você conhece a fonte dessa doutrina?

O testemunho dado por Jesus Cristo, sua vida e ressurreição não são suficientes para lhe convencer?

Existe esperança para você de vida em um novo corpo; numa carne incorruptível; na terra prometida, sem nenhuma maldição, sem lágrimas, sem dor, sem morte, sem luto; lado a lado com Jesus?

Os cristãos esperam por isto, morrem nesta esperança. Para eles, a verdadeira vida está por vir.

“E agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…” Atos 20:22-38

Assim expressou o Apóstolo Paulo:

“Atendei agora, vós que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros.

Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” Tiago 4:13-14

Foi o parecer do Apóstolo Tiago com relação à vida neste corpo.

Por outro lado, havia em todos eles, começado por Jesus, absoluta certeza de uma outra vida, incomparavelmente melhor do que esta.

“…na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu, antes dos tempos eternos, e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra…” Tito 1:2

Jesus divulgou o seu Evangelho, não deixando, em momento algum, dúvida quanto ao seu objetivo: O de trazer vida para os mortos.

Ele não possuía nenhum compromisso político, religioso, doutrinário ou filosófico com quem quer que seja; e por esta razão, pode realizar a vontade de Deus. Anunciou a vida eterna, falando abertamente a verdade.

Por esta causa ele morreu e em virtude disso, Deus o ressuscitou dentre os mortos.

“Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: Eis que subimos para Jerusalém e vai cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do homem; pois será ele entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido; e, depois de o açoitarem, tirar-lhe-ão a vida; mas ao terceiro dia ressuscitará.” Lucas 18:31-33

A convicção que era possuidor de sua ressurreição ao terceiro dia após sua morte, o levava a anunciar, destemidamente, a sua Doutrina muito embora, sabemos que Ele buscava toda essa força em Deus, mediante constantes orações, clamores e apelos àquele que o podia livrar da morte.

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade…” Heb 5:7

Ele tinha que provar aos homens e principalmente a seus discípulos, a eficácia de suas palavras.

Por mais que tenha ele realizado sinais à vista dos homens e demonstrado seu poder e autoridade por meio da fé em Deus, ficava sempre a dúvida quanto à possibilidade Dele vir a ressurgir dentre os mortos. A capacidade dos  discípulos em realizar a obra de Deus era muito limitada, em razão da incredulidade.

Uma vez ressurgido, agora, não mais naquele corpo mas em outro, totalmente diferente, tendo apenas aparência do primeiro, porém incorruptível, glorioso e sem as limitações, a desonra, a fraqueza, a incompetência do primeiro homem, chamou novamente seus discípulos e bateu nas mesmas teclas durante quarenta dias; como que dizendo: Eu não estava brincando com vocês, o que Eu disse e digo agora, são palavras de Deus.

“Como foi o primeiro homem, o terreno; tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais”. I Coríntios  15:48

Ele estava ali, mostrando que a verdadeira vida era completamente diferente em todos os aspectos, começando pelo corpo, pela carne, que em virtude do testemunho dado, tornou-se gloriosa e imortal.

A fé em Deus, a absoluta certeza de que Deus cumpriria suas promessas, lhe deu a vitória; lhe assegurou vida eterna.

A resistência encontrada por Ele, a dificuldade em agradar a Deus, a força que o pecado exercia sobre Ele, em razão de estar habitando o corpo do pecado, haviam sido completamente eliminadas. Tinha agora o seu próprio corpo, o tempo da humilhação, para Ele, havia chegado ao fim. Ele viveu em Deus para que nós vivêssemos Nele. Fez a vontade do Pai para que nós fizéssemos a sua vontade. A vontade do Pai e a vontade Dele é que, não somente Ele, mas todos nós tenhamos Vida eterna. É seu desejo que nós alcancemos vida eterna, mediante a fé Nele; confiando Nele; acreditando Nele.

“Isto afirmo irmãos, que a carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.

A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Porque, é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade,

E quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão?

O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, (Nele, em Cristo) o vosso trabalho não é vão.” I Coríntios 15:50-58.

Foi necessário a transcrição de todos estes versículos para melhor entendimento e esclarecimento.

Quando Paulo afirmou: Eis que vos digo um mistério, na verdade, o era. São mistérios que o Senhor esconde de uns e revela a outros.

Carne e sangue não herdarão o reino de Deus. Esta afirmação misteriosa e muito importante, esclarece muita cousa.

O Apóstolo deixa claro que carne e sangue não passam para o sétimo dia, dia do Senhor.

Os mortos ressuscitarão, não importa se na primeira ou na segunda ressurreição.

Os que estiverem vivos, nessa ocasião, serão transformados, ou mortos.

Muitos, ainda não tiveram o entendimento correto a respeito do fim, e, por esta razão, continuam alimentando-se de ilusões, casando-se e dando-se em casamento. Em outras palavras, pouco se ligando ao que foi dito por Deus.

A promessa de um novo céu e uma nova terra, tudo indica, ser para o princípio do milênio e não para o fim.

O profeta e apóstolo Pedro em duas cartas escritas, as quais foram aprovadas por Deus, razão pela qual acham-se anexadas à Bíblia Sagrada, fez questão, em ambas, de nos alertar a respeito dos acontecimentos relativos aos últimos dias, fazendo afirmações muito importantes, dentre as quais citamos:

-“Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Pelo que não deixo de exorta-vos sempre acerca destas cousas… II Pedro 1:11 e 12.

O OBJETIVO CONTINUA SENDO: PREPARAR O REINO DE DEUS

Que cousas eram tão importantes assim, que o Apóstolo Pedro fazia tanta questão de que nós tivéssemos conhecimento e lembrança, mesmo depois de sua morte, conforme afirmou no verso 15?

A vontade de Deus é que nós acreditamos em Jesus Cristo para que tenhamos vida eterna.

A preocupação de Pedro era que nós, mesmo com tanta orientação dada por Jesus, viéssemos a perder a oportunidade que nos está sendo oferecida por Deus, não atentando para os ensinamentos Dele, manifestos ao mundo por intermédio de Cristo. Com isto, Pedro chama nossa atenção para a prática de alguns princípios, julgando ele, de preciosa valia, no sentido de impedir a esterilidade do conhecimento que possuímos do Senhor nosso Deus.

Assegurar a entrada no reino de Deus, era, com relação a nós, o desejo do Apóstolo. Para isto sugere o máximo de participação da natureza divina, evitando, com todo empenho, a corrupção que existe no mundo; a qual é conseqüência do forte desejo existente na carne.

O impressionante crescimento do índice de corrupção na atual geração, deve-se, exatamente, ao afastamento do homem dos princípios cristãos.

Uma cousa existe em função da outra. Na mesma proporção que desaparece a luz, aproxima a noite. O crescimento da iniqüidade (injustiça, maldade, crueldade, ruindade etc) é, sem dúvida, a falta de justiça, bondade, compreensão, paciência, humildade, respeito, consideração etc.

Desaparece uns, enquanto os outros são manifestos. Isto é mais que evidente.

Embora tenhamos, como nunca, “crentes” na terra; poucos são os cristãos na acepção exata da palavra.

Em razão desta verdade, não nos é animadora a situação atual. Nem mesmo, os chamados “crentes”, se preocupam com suas entradas no reino de Deus,  julgando talvez, tê-lo já alcançado; mesmo sabendo que carne e sangue, estes que possuímos hoje, não entrarão no reino de Deus, nem a corrupção (depravação, suborno, desmoralização, escândalos) herdará a incorrupção. Portanto, o que existe hoje, não é reino de Deus.

No reino Dele não haverá carne, sangue e muito menos corrupção.

Neste caso, prevalece, com vistas à salvação, a determinação de Cristo: “…buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça…” Mateus 6:33

“…venha o teu reino, faça-se a tua vontade, na terra como no céu…” Mateus 6:10

Considerando a afirmação de Jesus Cristo: “passará o céu e a terra, porém minhas palavras não passarão”, creio eu, que a vontade de Deus mais dias ou menos dias será realizada na terra. E para que isto se concretize, este corpo corruptível terá que se revestir da incorruptibilidade; o corpo mortal da imortalidade e o governo, o reino se tornar do Senhor Jesus. Todavia, Ele não reinará sem nós e muito menos nós sem Ele.

A primeira providência do Senhor, quando Ele assumir o reino do mundo, será derramar a ira de Deus sobre a terra e destruir todos os que estão destruindo a terra. Ap 11:15-19 e II Tes 1:7-10

O homem tem destruído a terra, fisicamente e moralmente, praticando a injustiça. É a degradação total do ser humano, por não ter crido na verdade, antes, deleitando-se na injustiça, no engano e na mentira.

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados,  nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” I Coríntios 6:9

Veja se não é essa espécie de gente que compõe o mundo de hoje.

“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.” Gálatas  5:19-21.

“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” Gálatas 5:5

“E, tendo anunciado o Evangelho naquela cidade, e feito muitos discípulos, voltarem para Listra,  Icônio e Antioquia, fortalecendo as almas dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” Atos 14:21-22.

“…e o vosso mútuo amor de uns para com os outros, vai aumentando a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais, sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;” (II Tes. 1:3-5). Era isto que se via nas Igrejas de Deus, um pouquinho diferente do que está acontecendo hoje, não?

Muito justa, era a preocupação do Apóstolo Pedro em nos alertar, em nos abrir os olhos no sentido de nos esforçarmos o máximo em assegurar nossa entrada no reino de Deus, mediante um procedimento sadio e, sobretudo, honesto em relação a Deus, que vai da diligência (pesquisa, investigação), passando pelos demais predicados inerentes ao cristão, até a formação de discípulos, ou seja, contribuir na edificação dos filhos de Deus, os quais são gerados, mediante o Evangelho de Cristo (semente incorruptível).

Se não tivermos esta preocupação; se entendemos que é justa e satisfatória a vida neste corpo; que há possibilidade de nós virmos a reinar, sem a volta de Cristo; da Igreja ser gloriosa (dominar), do ponto de vista dos homens; de nós alcançarmos uma vida abundante (considerando, neste aspecto, a inexistência de problemas, aflições etc), estaremos enganados e contrariando a Doutrina de Cristo. A sabedoria de Deus é loucura para o mundo. Não tem como o mundo seguir os exemplos da verdadeira Igreja de Cristo. Não há comunhão entre a luz e as trevas, e nem acordo entre Cristo e belial.

Os cristãos esperam: por uma nova terra, novos céus, novo governo, novo corpo, nova vida (a verdadeira vida prometida por Deus)  e pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

3.3 – SÓ ANDAREMOS JUNTOS SE HOUVER ACORDO ENTRE NÓS

 

“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Amós 3:3)

Agora, creio que já estamos na reta final, perto do entendimento que buscamos.

Por que os cristãos aguardam estas promessas, estas cousas tão enfatizadas por todos os apóstolos?

É evidente que aceitaram a Doutrina dos Apóstolos e seguem a mesma direção. Estão perfeitamente ajustados aos seus ensinamentos e conseqüentemente à orientação de Deus, porquanto, foi do Senhor, de Deus, que os Apóstolos receberam o que transmitiram a nós. Os seus testemunhos, possuem total aprovação de Deus e aceitação nossa.

“Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, (corpo humano corruptível), desperta-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.

Mas, de minha parte, esforçar-me-ei diligentemente por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembranças de tudo.

Porque não vos damos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade…” II Pedro 1:13-16.

A Igreja primitiva (os primeiros cristãos) tinha algo que falta na Igreja (povo de Deus) de hoje.

Este algo chama-se amor a Deus.

Aqueles homens, no princípio, aprenderam de tal forma a amar ao Senhor Jesus, que deram suas próprias vidas em defesa da Doutrina de Cristo. Não cederam em absolutamente nada. Em razão disto, os acompanharam, maravilhosos sinais que confirmavam tudo o que eles diziam.

“…que confirmo a palavra do meu servo, e cumpro o conselho dos meus mensageiros…” (Isa 44:26).

“Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que por mão deles se fizessem sinais e prodígios”. (Atos 14:3).

A única maneira de alguém provar o seu amor a Deus é defendendo, protegendo, guardando, lutando em prol da Doutrina de Cristo, que é a palavra de Deus.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra…”

“Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.” (João 14:23-24).

“Quem não me ama, não guarda as minhas palavras.”

O sentido do verbo guardar, empregado nos versos acima transcritos, não é outro senão dar, à palavra  de Deus, proteção, fazendo  com que ela seja preservada, embora tenhamos, nos dias em que vivemos, tudo contribuindo para que isto se torne quase impossível.

Guardar a palavra de Deus, não trata somente em falar o que está escrito nas escrituras sagradas. É necessário entender para crer. É preciso conhecer a Doutrina de Cristo, o seu pensamento, o seu ponto de vista, a sua justiça; para que, uma vez de acordo, isto venha se tornar também, nossa doutrina, nosso pensamento, nosso ponto de vista, nossa justiça.

Em Romanos  1:17, o Apóstolo Paulo, inspirado por Deus, disse assim: “…a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé…”

Justiça, diz-se, do que está conforme a lei.

O que está, de conformidade com a lei de Deus, nós só vamos encontrar, através do Evangelho de Cristo, ou seja, de sua Doutrina.

Jesus trouxe para nós a Palavra de Deus, a sua justiça, a sua opinião a respeito da lei.

O Evangelho é a prática da Lei de Deus.

Quando a Doutrina de Cristo está em nós, quando a nossa opinião é a mesma opinião dele, Ele está em nós e nós estamos Nele.

É Cristo em nós e nós em Cristo.  Ele de acordo comigo, apoiando os meus atos, as minhas ações, reações e atitudes; e eu, em nada discordando de sua Doutrina.

“…no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu Evangelho” (Romanos 2:16).

Ao expressar: “meu Evangelho”, o Apóstolo não se referiu a uma doutrina diferente da Doutrina de Cristo. Ao contrário, estava convicto de ter alcançado a Unidade com Deus. Ele estava em Cristo e este nele. Portanto a sua palavra, a sua doutrina, o seu Evangelho, era o mesmo de Cristo.

“Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” (João 13:20).

Conclusão: A palavra de Deus (sua opinião, sua justiça, seu ponto de vista), vem para nós, por intermédio daquele que Deus envia.

Deus enviou Jesus que disse: “…a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.” (João 14:24).

Jesus, como enviado de Deus, enviou discípulos que anunciaram a mesma Doutrina, o mesmo Evangelho, a palavra de Deus.

“Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.” (Atos 6:7).

“Ouvindo os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, (Doutrina de Cristo) enviaram-lhe Pedro e João;” (Atos 8:14).

“Chegou ao conhecimento dos Apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. (Evangelho de Cristo).” (Atos 11:1).

“Entretanto a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.” (Atos 12:24).

“…Este, tendo chamado Barnabé e Saulo, diligenciava para ouvir a palavra de Deus.”

Então o procónsul, vendo o que sucedera, creu, maravilhado com a Doutrina do Senhor.” (Atos 13:7 e 12).

“Nós vos anunciamos o Evangelho da promessa (Cristo) feito a nossos pais,…”

Ao saírem eles, rogaram-lhes que no sábado seguinte lhes falassem estas mesmas palavras.

No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” (Atos 13:32, 42 e 44).

“Assim a palavra do Senhor crescia é prevalecia poderosamente.” (Atos 19:20).

Se quiséssemos, poderíamos encher páginas, mostrando, que a palavra de Deus, para hoje, continua sendo o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quem não aceitar esta Doutrina, não tem vida eterna, não crê em Jesus Cristo e em Deus que o enviou.

Esta pessoa, por sua vez, está, assegurando sua condenação, por não receber o Evangelho da salvação.

“…Cumpria que a vós outros em  primeiro lugar fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna.” (Atos 13:46).

Como vamos defender uma doutrina sem ao menos conhecê-la?

Infelizmente, o que nós preferimos é não tomar conhecimento; é transferir a responsabilidade; é nos omitirmos na expectativa de que alguém faça por nós.

Eu pergunto: Neste caso, amamos a Deus?

Vamos tomar a liberdade e responder esta pergunta da seguinte forma: Se você se enquadra neste tipo de gente; lhe asseguro que não o ama e nem crê em Jesus; aliás, é isto que o Espírito Santo realiza hoje Ele prova a incredulidade dos homens. Os resultados estão sendo confirmados mediante as obras que realizamos.

Chegará o dia em que ninguém mais poderá esconder o seu pecado. (falta de fé em Cristo).

“Quando  ele vier (Espírito Santo) convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim;…” (João 16:8-9).

Se o mundo não estivesse em pecado, ou seja, se ele acreditasse em Jesus, estaríamos nesta balbúrdia universal? Nesta falta de esperança?

“Aquele que me ama, guarda as minhas palavras, o que não me ama, não guarda as palavras de Deus”. (João 14:23-24).

O mundo não ama a Deus, razão pela qual rejeita a Doutrina de Cristo.

Há uma diferença quilométrica entre ser membro de uma denominação, qualquer que seja, e acreditar em Jesus. Da mesma forma, não é menos a distância entre o que pratica a justiça de Deus e aquele que apenas sabe de sua existência, ignorando, todavia, sua doutrina.

Também, não serão eximidos de culpa aqueles que estão sendo enganados por falsa doutrina.

“Propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no buraco?

O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre.” (Lucas 6:39-40).

Pelos resultados, nota-se perfeitamente que a orientação seguida por esta geração, não é proveniente de Deus.

O procedimento do discípulo revela seu mestre: ou Cristo, ou anticristo.

Não importa o lugar onde você se encontra ou a denominação a que pertence.

O ser católico, batista, metodista, assembleiano, espírita, testemunha de Jeová, adventista, ou qualquer outra classificação, não lhe assegura o direito ao reino de Deus, mas o crê em Jesus, o amar a Deus.

Se você conseguir amar a Deus e continuar em comunhão, concordando com as idéias de sua denominação, o problema é exclusivamente seu.

Quem quiser, toma sua cruz e segue Jesus, do contrário, fica onde está.

“E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27).

“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz, e vem após mim, não é digno de mim.

Quem acha a sua vida, perdê-la-á, quem todavia, perde a vida por minha causa, acha-la-á.” (Mateus 10:37-39).

“E eis que certo homem, intérprete da lei, se levantou com o intuito de por Jesus em provas, e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

Então Jesus lhe perguntou: Que está escrito na lei? Como interpretas?

A isto ele respondeu:

Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Então Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto, e viverás.” (Lucas 10:25-28).

Não existe outra alternativa, a prova do nosso amor para com Deus, é crer naquele que foi enviado por Ele.

Faça isto também, ama a Deus para assegurar sua participação no reino de Deus, não se esquecendo, contudo, de amá-lo verdadeiramente, com todo empenho, sem nenhuma hipocrisia.

Irmãos! Chegamos ao fim, muito embora tenhamos deixado de transcrever muita água que nos veio ao coração. No entanto, sabemos que nunca poderíamos esgotar o assunto em uma apostilha. A palavra de Deus corre como um rio: tira-se uma porção d’água e logo outra porção ocupa aquele lugar.

“Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água (referindo-se à água natural), tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, (referindo-se à sua palavra), nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele, uma fonte a jorrar para a vida eterna.” (João 4:13:14).

Na expectativa de tê-lo feito compreender o nosso intento; de não ter adulterado a palavra de Deus; de não ter criado uma doutrina diferente, mas, tão somente, servindo de canal para que o rio chegasse até você, restou-me ainda, o desejo destas palavras virem a despertá-lo e torná-lo, um defensor da Doutrina de Cristo; uma testemunha viva; e que, do seu interior venha fluir rios de água viva.

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba.

Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7:37-38).

O Senhor prometeu luz ao entardecer. Portanto, apesar da confusão, dos escândalos, da sujeira, da imundície no meio religioso, fazendo o dia se misturar com a noite, caracterizando o entardecer, já nesta altura do tempo, mais para noite que para dia; apesar de tudo isto, haverá luz, e nesta luz é que estaremos, até a vinda do Senhor, se Ele nos permitir.

“Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.

Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a sua coroa.

Ao vencedor; fa-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá…” (Apocalipse  3:10-12).

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos Nele.

Aquele que diz que está Nele, também deve andar como Ele andou.” I João 2:5-6

“Filhinhos, agora, pois, permanecei Nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e Dele não nos afastamos envergonhados na sua vinda.” (I João 2:28).

 

 

 

 

 

 

COMENTÁRIO FINAL

 

Esperamos que a leitura deste trabalho tenha sido de real  importância para você.

Agradecemos o seu bom senso e sua compreensão, principalmente, em não realizar nenhum julgamento precipitado a nosso respeito, mas queira Deus, tenha entendido a razão pela qual estamos empenhados na defesa do Evangelho de Cristo.

Existem aqueles que nos têm taxado de insubmissos e insubordinados, no  entanto, se a nossa condenação trouxer à luz a justiça de Deus, sentir-nos-emos incentivados a permanecer nessa desobediência.

Com tantos “doutores e mestres” por aí, não vemos então  o motivo do crescimento da iniqüidade e as divisões entre o povo de Deus.

O que nós buscamos é luz, e não se busca luz senão quem necessite de luz. Que nos permitam buscá-la.

Também, aquele que julgar como inutilidade a realização desta apostilha, que o faça sem nenhum constrangimento, porquanto não estamos dispostos a contestações e falatórios inúteis.

Empenhar-se no sentido de que todos sejam um, não vemos porque considerar heresia e sim, uma provável participação nos benefícios advindos de uma oração extremamente eficaz, feita pelo próprio Cristo.  Trata-se portanto, da vontade de Deus para nós: Que todos, sejamos um; (evidentemente que isto se aplica aos filhos de Deus).

Deixamos sempre transparecer o motivo que nos levou a tudo isto, simplesmente porque entendemos que Cristo, sem nenhuma dúvida, é o único lugar capaz de reunir o povo de Deus.

Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.”  (João 17:20-21).

O crer em Jesus, por intermédio da Palavra de Deus, trará a unidade para o povo de Deus.

… ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou”. (João 14:24)

O leitor terá unidade conosco se ao termino de uma análise, dos assuntos aqui ministrados, chegar à seguinte conclusão:

ü  Que estar em Cristo é pensar como Ele; 1ª Cor. 11:3; Gal. 4:18; Ef. 5:23; Fil 2:5; Rom 8:9.

ü  Que pensar como Ele, e praticar uma doutrina diferente é um contra-senso; II Cor. 5:20;  Filipenses  2:3-5; Efésios . 4:20; Col. 3:1-4.

ü  Que será impossível alcançar uma unidade em Cristo, ou seja, que todos cheguem a pensar como Ele, sem pregar a sua Doutrina; Romanos. 10:14.

ü  Que não se pode transmitir uma doutrina sem conhecê-la, sem possuí-la; Rom. 10:15; João 3: 34.

ü  Que a Doutrina de Cristo é a luz (salvação); Lucas 2:28-32; Isaias. 2:5.

ü  Que os frutos, os resultados alcançados pelos homens que não estão em Cristo, evidenciam a não aceitação da Palavra de Deus e conseqüente vida em pecado; João. 16:9;  I João 5:17; I João 3:24.

ü  Que a Palavra de Deus é a Doutrina de Cristo; João 1:1 e 1:14; Fil 1:27; II Tes. 1:8; Jo 14:6; Mateus. 2:6.

ü  Que negar a Cristo é negar a Deus; At. 3:14; Jud 4.

ü  Que falso profeta, mestre ou doutor, será aquele que ensinar, em nome de Jesus, uma doutrina diferente daquela transmitida por Ele ou seus enviados; Ap. 3:9.

ü  Que o enviado de Deus fala (prega) a Palavra de Deus (Doutrina de Cristo), do contrário, não é enviado de Deus.

ü  Que converter ao Senhor é passar a aceitar a sua Doutrina.

ü  E, finalmente, que Cristão é aquele convertido ao Senhor Jesus Cristo; que tornou, dali por diante, um adepto de seus ensinamentos e defensor de sua Doutrina.

Muitas outras conclusões neste sentido, haveremos de chegar; fato que por sinal está incluso no objetivo que buscamos alcançar: sua própria edificação.

O Senhor nos abençoe, nos dando entendimento, sabedoria, fé e tudo que julgar necessário ao nosso crescimento.

 

 

 

 

2 comments

  1. Achei muito interessante essa palavra, principalmente no tocante à criação dos filhos e dos valores das famílias que, por consequência da doutrina do pecado estão se desviando de Deus e achando natural a forma com que o mundo age.

  2. Eduardo Silva Oliveira

    Excelentes conhecimentos bíblicos. Que Jesus abençoe a todos envolvidos nesta página. Paz e alegria a todos em nome de Jesus!

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