{"id":2407,"date":"2012-03-01T00:51:17","date_gmt":"2012-03-01T00:51:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.povodedeus.org\/v4\/?p=2407"},"modified":"2012-03-01T00:51:17","modified_gmt":"2012-03-01T00:51:17","slug":"nota-introdutoria-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/?p=2407","title":{"rendered":"Nota Introdut\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Nota Introdut\u00f3ria<\/p>\n<p>Um senhor recruta trabalhadores para a constru\u00e7\u00e3o de um hotel no cume de uma montanha. N\u00e3o muito longe dali,\u00a0 sinais de uma nascente. Sua fonte \u00e9 t\u00e3o segura e precisa que, rapidamente, surge\u00a0 uma gigantesca torrente de \u00e1guas. Um rio se forma mais adiante. Sua extens\u00e3o e utilidade fazem com que, em pouco tempo, se torne de vital import\u00e2ncia para as\u00a0 pessoas\u00a0 que habitam na regi\u00e3o.\u00a0 Centenas de \u00e1rvores crescem em suas encostas&#8230; Por raz\u00f5es desconhecidas, o propriet\u00e1rio do hotel necessitou ausentar-se por algum tempo, confiando aos seus oper\u00e1rios a responsabilidade pela continua\u00e7\u00e3o da atividade. Estes, por sua vez, um a um, foram abandonando o trabalho, at\u00e9 que o hotel ficou completamente deserto. Apesar disso, os oper\u00e1rios permaneceram \u00e0s margens do rio e edificaram para si, a princ\u00edpio, pequenas vilas, que mais pareciam favelas. Usando de ast\u00facia, cuidadosamente iam ao hotel abandonado e roubavam os materiais que ali estavam &#8211; areia, tijolos, pedras, janelas, madeiras, etc. \u2013 e, no af\u00e3 de lev\u00e1-los, muitos eram retirados das pr\u00f3prias paredes j\u00e1 levantadas. Na mesma velocidade em que crescia o n\u00famero de vilas, o hotel ia sendo destru\u00eddo. Para cumprir\u00a0 uma necessidade que tinham, surge um outro problema: como se livrar de tantos detritos? Como solu\u00e7\u00e3o, passaram a despej\u00e1-los no rio. Por quanto mais vilas o rio passasse, mais suja e contaminada sua \u00e1gua se tornava.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos fazendo mais um triste relato de como o homem vem destruindo a natureza em nossos dias. \u00c9, na verdade, uma breve descri\u00e7\u00e3o de um sonho tido h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s. A capa deste Terceiro Volume foi inspirada nessa profecia que, lamentavelmente, mostra a sinistra realidade em que vivemos. Deus sempre usou o natural, o mundo que conhecemos, para explicar o mundo espiritual, t\u00e3o real quanto o primeiro, mas que os nossos olhos n\u00e3o podem contemplar. Mais triste que ver a natureza sendo t\u00e3o brutalmente agredida \u00e9 ver a igreja e o evangelho daquele a quem chamamos de Senhor serem\u00a0 pisados e deturpados pelos homens. Nesse caso, a igreja est\u00e1 simbolizada pelo hotel e o evangelho pelo rio.<\/p>\n<p>Essas vilas que a\u00ed apareceram, primeiramente, destruindo parte do que j\u00e1 estava constru\u00eddo e, num segundo momento, despejando seus detritos no rio, n\u00e3o representariam as in\u00fameras denomina\u00e7\u00f5es que foram surgindo e interferindo com suas diferentes doutrinas?\u00a0 \u00c9 certo que sim! Todas as denomina\u00e7\u00f5es e religi\u00f5es, sem exce\u00e7\u00e3o, t\u00eam como fundamento de suas doutrinas alguma coisa daquilo que est\u00e1 registrado nas Escrituras Sagradas. Ela foi e continua sendo a fonte de inspira\u00e7\u00e3o para evang\u00e9licos, esp\u00edritas, cat\u00f3licos, protestantes, budistas, islamitas, etc. A maioria desses seguimentos religiosos, por falta de entendimento, ignor\u00e2ncia ou pura maldade, pervertem criminosamente a doutrina de Cristo, a palavra de Deus para os dias de hoje. Isto \u00e9, para quem Nele acredita.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, ao mesmo tempo em que se retiravam materiais da antiga constru\u00e7\u00e3o, simbolizando a igreja fundada por Jesus Cristo e seus ap\u00f3stolos, progressivamente ela ia sendo destru\u00edda. Imagine se, por exemplo, algu\u00e9m, cada dia que fosse \u00e0 sua casa, levasse consigo um tijolo. Em um m\u00eas, seriam trinta tijolos; em um ano, trezentos e sessenta e cinco tijolos a menos, e assim por diante. Dependendo do local em que o tijolo se encontrasse, sua retirada poderia representar a queda de toda a parede. Imagine qual n\u00e3o \u00e9 o preju\u00edzo causado ao final de aproximadamente dois mil anos \u00e0 igreja e ao evangelho, tendo em vista os fragmentos que s\u00e3o retirados para justificar determinada cren\u00e7a ou atitude. Jamais compreender\u00e3o a grandeza da obra que Deus est\u00e1 edificando em nossos dias, pois n\u00e3o podem ser entendidos e analisados isoladamente, sen\u00e3o em conjunto com toda a palavra, principalmente as revela\u00e7\u00f5es neotestament\u00e1rias trazidas por Jesus Cristo e seus ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Se realmente cr\u00eaem em Jesus Cristo, como afirmam, ao inv\u00e9s de darem continuidade ao trabalho que j\u00e1 foi iniciado, porque preferiram a rebeldia, edificaram algo completamente contr\u00e1rio e destru\u00edram aquilo que muitos pagaram com as suas pr\u00f3prias vidas, entre eles o pr\u00f3prio Deus encarnado, Jesus Cristo? Suas obras negam aquilo que com seus l\u00e1bios confessam. A diferen\u00e7a entre aquilo que Deus quer que fa\u00e7amos e aquilo que est\u00e1 sendo feito \u00e9 t\u00e3o grande que foram comparados como sendo hotel e favelas. Certamente, Deus v\u00ea com tristeza o ponto de vista humano interferindo na verdadeira justi\u00e7a. \u00c9 o original se degenerando. N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil admitir, mas esta tem sido a contribui\u00e7\u00e3o do homem, e n\u00e3o estamos falando daqueles que n\u00e3o t\u00eam nenhum compromisso com Deus; antes,\u00a0 referimo-nos aos que se dizem seu povo.<\/p>\n<p>Nem sempre foi assim. Observamos ainda que, na\u00a0 sua origem, o rio correu com tamanha for\u00e7a que nada foi capaz de conter o seu avan\u00e7o. Nem reis, nem sacerdotes, nem tribula\u00e7\u00e3o, nem persegui\u00e7\u00e3o, nem mesmo a morte convencia aquelas pessoas do contr\u00e1rio. O rio a\u00ed, como dissemos, representa o evangelho, nascendo e se propagando. Em cada embarca\u00e7\u00e3o, em cada casa, em cada fam\u00edlia, o coment\u00e1rio que se ouvia era a respeito da nova doutrina que estava causando toda aquela revolu\u00e7\u00e3o, principalmente ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o de seu precursor. Isto, por\u00e9m, n\u00e3o foi o bastante para impedir que suas \u00e1guas fossem contaminadas, ainda que Cristo e seus ap\u00f3stolos tivessem se preocupado, fundamentalmente, em fixar um leito seguro e preciso para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Em sua carta a Tim\u00f3teo, Paulo expressamente diz : \u201c&#8230;Porque vir\u00e1 tempo em que n\u00e3o suportar\u00e3o a s\u00e3 doutrina; pelo contr\u00e1rio, cercar-se-\u00e3o de mestres, segundo as suas pr\u00f3prias cobi\u00e7as, como que sentindo coceira nos ouvidos e se recusar\u00e3o a dar ouvidos \u00e0 verdade, entregando-se \u00e0s f\u00e1bulas\u201d [II Tm 4:3-4]. Ao fazer esta advert\u00eancia, o ap\u00f3stolo n\u00e3o adivinhou, e sim profetizou\u00a0 a respeito do que estamos falando. Todas aquelas sujeiras lan\u00e7adas ao rio s\u00e3o falsas doutrinas, f\u00e1bulas, preceitos de homens que n\u00e3o condizem com a verdade do evangelho. Com qual objetivo? Seria simplesmente para o homem satisfazer a sua sede de poder, vaidade, orgulho, ego\u00edsmo, prepot\u00eancia, seu \u00edmpeto desenfreado por riquezas ou existe algo mais por tr\u00e1s de tudo isso? E, se quisermos observar, iremos notar que h\u00e1 um envolvimento gradativo e crescente das diversas religi\u00f5es em todo esse processo.<\/p>\n<p>Diz a tradi\u00e7\u00e3o que arqueiros prudentes, pretendendo alcan\u00e7ar alvos distantes e, conhecendo bem o grau de exatid\u00e3o do seu arco, orientam a mira bem mais alta que o lugar destinado, n\u00e3o para atingir tal altura com a flecha ,mas, para poder, por meio de mira t\u00e3o elevada, atingir o alvo. Deus continua convocando esses trabalhadores das \u00faltimas horas. Se quisermos habitar em local seguro e n\u00e3o em favelas, reedificar a igreja em ru\u00ednas, restaurar vidas, tudo o que temos a fazer \u00e9 seguir o exemplo do arqueiro prudente: primeiramente, conhecer bem o nosso alvo; em segundo lugar, manusear com precis\u00e3o as armas de que dispomos; terceiro, procurar imitar aqueles que, pela f\u00e9, alcan\u00e7aram o que para muitos era tido como imposs\u00edvel. Jesus jamais teria ressuscitado se n\u00e3o tivesse crido nessa possibilidade; e, finalmente, atirar a flecha o mais alto e longe que pudermos para, quem sabe assim, atingir o nosso alvo: voltar \u00e0 originalidade, escapar desse rio de lama. Para que isso aconte\u00e7a, basta beber da \u00e1gua que Jesus Cristo veio nos trazer, e nos tornaremos tamb\u00e9m uma fonte. Mas, ao ouv\u00ed-lo, \u00e9 necess\u00e1rio cuidado para n\u00e3o sair dizendo, porventura, aquilo que\u00a0 Ele n\u00e3o disse. Isso sim, \u00e9 o que contamina o rio. Se a palavra que sair da nossa boca estiver produzindo morte e n\u00e3o a verdadeira vida, grilh\u00f5es e n\u00e3o a verdadeira liberta\u00e7\u00e3o, injusti\u00e7a e n\u00e3o\u00a0\u00a0 a verdadeira justi\u00e7a, \u00e9 sinal de que ainda estamos permitindo que esse rio de imund\u00edcie corra dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Esperamos com tudo isso t\u00ea-lo acordado para a necessidade que temos de ir direto \u00e0 fonte, sem intermedi\u00e1rios, e conhecer a Jesus Cristo, a sua doutrina, o seu evangelho. Examine a pureza da fonte da qual voc\u00ea tem bebido. Aceitar uma palavra corrompida \u00e9 t\u00e3o prejudicial quanto ingerir\u00a0 uma \u00e1gua contaminada. Ambas podem causar a morte. O rio, hoje, precisa correr dentro de n\u00f3s\u00a0 t\u00e3o puro quanto o \u00e9 em sua fonte. Para tanto, ser\u00e1 necess\u00e1rio nadar contra toda esta correnteza de hipocrisia e falsidades que se\u00a0 instalaram. Enfrentaremos muita resist\u00eancia, mas se sabemos em quem temos crido, \u00e9 certo que n\u00e3o estaremos sozinhos nessa batalha. Aquele que teme a Deus e se ajoelha diante Dele n\u00e3o deve temer a homem ou a potestade alguma. Medite nas mensagens que se seguem adiante, fa\u00e7a uma acarea\u00e7\u00e3o com as Escrituras Sagradas, \u00fanica fonte segura para se falar do nosso Deus. Visamos apenas impulsion\u00e1-lo a conhecer a verdade, e n\u00e3o domin\u00e1-lo,\u00a0 subjug\u00e1-lo em sua capacidade de compreens\u00e3o. N\u00e3o queremos tamb\u00e9m apontar esta ou aquela denomina\u00e7\u00e3o como sendo\u00a0 culpada por toda esta situa\u00e7\u00e3o.\u00a0 Preferimos dizer que estamos vivendo dias de muita escurid\u00e3o espiritual. Se estivermos conseguindo enxergar alguma coisa, n\u00e3o nos ensoberbe\u00e7amos, pois a\u00a0 gl\u00f3ria, com certeza, n\u00e3o \u00e9 nossa.<\/p>\n<p><strong>O que vimos e ouvimos&#8230;, Ano I, Vol. III.<\/strong><\/p>\n<p>Este material traz o teor das prega\u00e7\u00f5es realizadas durante o encontro na cidade de Palmas\/TO, em novembro de 2001. Foram tomadas grava\u00e7\u00f5es CDs e impressas na \u00edntegra. \u00c9 uma publica\u00e7\u00e3o da Gr\u00e1fica e Editora Vereda. Interessados ligar para (62) 205-3512 ou (62) 268-3960, ou escrever para Rua das Ac\u00e1cias n\u00b0 295, Setor Residencial dos Ip\u00eas, Goi\u00e2nia\/GO, CEP 74.705-970.<\/p>\n<p>INDICE<\/p>\n<p>Cap. I &#8211; O reino de Deus \u00e9 o lugar onde somos livres para serv\u00ed-lo&#8230;&#8230;&#8230;13<\/p>\n<p>Cap. II &#8211; O conhecimento de Deus \u00e9 o nosso tesouro&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;35<\/p>\n<p>Cap. III &#8211; O ponto de vista de Deus&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.59<\/p>\n<p>Cap. IV &#8211; Deus nos por\u00e1 por cabe\u00e7a e n\u00e3o por cauda&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..75<\/p>\n<p>Cap. V &#8211; A igreja rumo \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;95<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Introdut\u00f3ria Um senhor recruta trabalhadores para a constru\u00e7\u00e3o de um hotel no cume de uma montanha. N\u00e3o muito longe dali,\u00a0 sinais de uma nascente. Sua fonte \u00e9 t\u00e3o segura e precisa que, rapidamente, surge\u00a0 uma gigantesca torrente de \u00e1guas. Um rio se forma mais adiante. 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