{"id":2421,"date":"2012-03-01T00:57:34","date_gmt":"2012-03-01T00:57:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.povodedeus.org\/v4\/?p=2421"},"modified":"2014-06-01T19:43:51","modified_gmt":"2014-06-01T19:43:51","slug":"nota-introdutoria-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/?p=2421","title":{"rendered":"NOTA INTRODUT\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p>NOTA INTRODUT\u00d3RIA<\/p>\n<p>Nada de bem ou de mal pode ser feito sen\u00e3o atrav\u00e9s do corpo. As m\u00e3os que disparam o gatilho de uma arma s\u00e3o as mesmas utilizadas para realizar uma cirurgia de grande complexidade e salvar muitas vidas; os olhos que contemplam a natureza e glorificam a Deus tamb\u00e9m revelam frieza e insensibilidade diante da mis\u00e9ria alheia; p\u00e9s e pernas que proporcionam espet\u00e1culos de alegria e beleza, n\u00e3o raro, s\u00e3o usados para fugir apressadamente e escapar impune. O homem \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o em si mesmo, capaz das mais estranhas atitudes numa fra\u00e7\u00e3o de segundos.<\/p>\n<p>Quem diria, por exemplo, que assistir\u00edamos a guerras sanguin\u00e1rias e doentias, como vemos nos dias de hoje, alimentando ainda mais o \u00f3dio entre os povos? E mais, envolvendo a participa\u00e7\u00e3o direta de crian\u00e7as que, antes mesmo de ensaiarem os primeiros passos da vida, aprendem a manusear armas; mais uma inf\u00e2ncia roubada pelo desejo de vingan\u00e7a. Ser\u00e1 que n\u00e3o existe algo mais por tr\u00e1s de tudo isso ou trata-se apenas de mais um conflito \u00e9tnico, religioso pol\u00edtico ou territorial? Corpos s\u00e3o exibidos aos montes espalhados pelo ch\u00e3o, outros tantos feridos, mulheres violentadas, crian\u00e7as desamparadas e a t\u00e3o sonhada paz parece cada vez mais distante.<\/p>\n<p>Ainda em alguns lugares o corpo permanece como sendo alvo da chamada justi\u00e7a humana. A puni\u00e7\u00e3o a que os criminosos eram e s\u00e3o submetidos fazem lembrar quase que uma reprodu\u00e7\u00e3o teatral do crime: mesmos gestos, mesmos instrumentos, maior\u00a0 barbaridade; execu\u00e7\u00e3o do assassino no mesmo lugar e na mesma circunst\u00e2ncia do crime, queima-se os impuros, fura-se a l\u00edngua dos blasfemadores, mata-se quem matou, corta-se o punho de quem roubou.\u00a0 \u201cA justi\u00e7a \u00e9 cega\u201d &#8211; dizem eles. Felizmente ou infelizmente, n\u00e3o se sabe, a \u201cdeusa da justi\u00e7a\u201d \u00e9 uma imagem de olhos vendados, assim n\u00e3o pode enxergar tanta injusti\u00e7a. A hist\u00f3ria se encarregou de registrar em letras de sangue algumas dessas atrocidades. N\u00e3o se assuste com o relato a seguir, pois h\u00e1 outros m\u00e9todos bem mais cru\u00e9is. Permanecer na ignor\u00e2ncia tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de ser um ato de viol\u00eancia contra a verdade, e sem se conhecer a verdade n\u00e3o h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, pois mais dura que ela seja:<\/p>\n<p><strong>\u201cO confessor fala com o condenado ao ouvido, e depois lhe d\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o, imediatamente o executor, com uma barra de ferro, das que s\u00e3o usadas nos matadouros, descarrega um golpe com toda a for\u00e7a na t\u00eampora do infeliz, que cai morto: no mesmo instante, o executor lhe corta o pesco\u00e7o com uma grande faca, banhando-se de sangue: num espet\u00e1culo horr\u00edvel aos olhos, corta-lhe os nervos at\u00e9 os calcanhares, e em seguida abre-lhe o ventre de onde tira o cora\u00e7\u00e3o, o f\u00edgado, o ba\u00e7o, os pulm\u00f5es, pendurando-os num gancho de ferro, e o corta e disseca em peda\u00e7os que p\u00f5e em outros ganchos \u00e0 medida que vai cortando, assim como se faz com um animal. Quem puder que olhe uma coisa dessas!\u201d.1<\/strong><\/p>\n<p>O que a maioria das pessoas n\u00e3o sabe \u00e9 que tudo isto faz parte de um meticuloso plano tra\u00e7ado por Satan\u00e1s. Somos esp\u00edritos, assim como Deus e os anjos, que um dia fomos sepultados neste corpo, que nada mais \u00e9 do que uma maldi\u00e7\u00e3o, o resultado de uma pena imposta por causa da nossa desobedi\u00eancia. Em outras palavras, induzidos pelo diabo, ca\u00edmos numa escravid\u00e3o que, para muitos, para n\u00e3o dizer a grande maioria, pode durar eternamente. A exemplo do que acontecia e ainda ocorre nas guerras entre um povo e outro \u2013 os perdedores \u2013 para infelicidade suas e para a felicidade de um outro grupo \u2013 os vencedores \u2013 tornam-se seus escravos. Certo \u00e9 que, quase sempre, qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m se torna escravo por vontade pr\u00f3pria, antes, resulta de for\u00e7a, viol\u00eancia e imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se numa guerra tudo vale, inclusive tirar a vida do inimigo, pelo menos \u00e9 assim que se justificam aqueles que assim procedem, com maior raz\u00e3o lhes \u00e9 dado o direito de fazer-lhes escravos, preservando-lhes a vida, ainda que aparentemente. Se a liberdade tem um pre\u00e7o para aquele que a compra ou a conquista, certamente n\u00e3o tem pre\u00e7o para aquele que a perde. Vencidos pelo diabo no \u00c9den, toda a esp\u00e9cie humana, escravizada, passou a obedecer-lhe, ao mesmo tempo em que se tornou inimiga de Deus, embora ningu\u00e9m admita ser isto uma verdade.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que os escravos tudo perdem em seus grilh\u00f5es, inclusive o desejo de se livrar deles. Abrem m\u00e3o de sua liberdade com a mesma determina\u00e7\u00e3o que seus antepassados decidiram lutar por ela. Outros se mostram t\u00e3o indiferentes, bem como h\u00e1 os que julgam sequer valer a pena lutar, e se preciso for, morrer por ela.\u00a0 A dignidade e a auto-estima j\u00e1 n\u00e3o existem e a servid\u00e3o passa at\u00e9 mesmo a ser apreciada. A for\u00e7a e o medo constitu\u00edram os primeiros escravos, o comodismo os perpetuou. Mesmo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, muitos dos escravos decidiram permanecer com seus antigos senhores, justificando suas decis\u00f5es no fato de n\u00e3o terem outra alternativa, pois temiam a vida que iriam enfrentar l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>Tomar decis\u00f5es quando j\u00e1 se est\u00e1 acostumado a simplesmente obedecer pode se tornar complicado. Isto explica porque temos a tend\u00eancia de facilmente nos submetermos a algu\u00e9m que pense e decida por n\u00f3s. O povo de Deus ao exigir um rei humano, seguindo o exemplo de outras na\u00e7\u00f5es, jamais imaginou estar retrocedendo.2\u00a0\u00a0\u00c9 pena que nem sempre escolhemos a \u00fanica pessoa indicada para colocar a nossa confian\u00e7a: Deus. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por outro motivo que, mesmo ap\u00f3s Jesus ter ressuscitado e conquistado as chaves da morte e do inferno, aberto todas as pris\u00f5es, muitos optaram por permanecer escravos.3<\/p>\n<p>As conseq\u00fc\u00eancias de tudo isto j\u00e1 s\u00e3o bem conhecidas de todos n\u00f3s: corpo enfermo, corpo agredido, corpo fatigado, corpo perseguido, corpo humilhado, corpo violentado, corpo atribulado, corpo faminto, corpo ferido, corpo sentenciado \u00e0 morte, corpo amortecido pelo tempo, corpo nu, marcas no ombro ou no rosto, expostas num corpo vivo ou morto, dado como espet\u00e1culo ao mundo, aos anjos e aos homens4\u00a0, diz o ap\u00f3stolo Paulo. O homem foi colocado no centro das aten\u00e7\u00f5es do Universo, milh\u00f5es de seres invis\u00edveis, uns militando a favor, outros contra, assistem ao desenrolar dessa verdadeira guerra, cujos reflexos apenas sentimos. A senten\u00e7a de Deus, j\u00e1 antecipadamente pronunciada, n\u00e3o poderia ser outra:<\/p>\n<p><strong>\u201cPorquanto deste ouvidos \u00e0 voz de tua mulher e comeste da \u00e1rvore que te ordenei, dizendo: n\u00e3o comer\u00e1s dela, maldita \u00e9 a terra por causa de ti; com dor comer\u00e1s dela todos os dias da tua vida. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Espinhos e abrolhos tamb\u00e9m te produzir\u00e1; e comer\u00e1s a erva do campo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>No suor do teu rosto comer\u00e1s o teu p\u00e3o, at\u00e9 que tornes \u00e0 terra porque dela foste tomado, porquanto \u00e9s p\u00f3 e em p\u00f3 te tornar\u00e1s\u201d. (Gn 3:17-19)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que o corpo, por si s\u00f3, \u00e9 incapaz de realizar alguma coisa, mas n\u00e3o resta d\u00favida de que \u00e9 ele quem sofre todas as agress\u00f5es, sejam quais forem. Talvez a\u00ed resida o maior trunfo do inimigo: buscamos solu\u00e7\u00f5es puramente humanas, quando, na verdade, devem ser espirituais. Al\u00e9m do mais, ele conhece a dificuldade que temos de acreditar naquilo que n\u00e3o podemos tocar, mas n\u00e3o nos enganemos, o mundo espiritual \u00e9 t\u00e3o real quanto o mundo em que vivemos.<\/p>\n<p>Entendemos que o corpo passou a ser apenas um instrumento, conduzido pelo esp\u00edrito, este sim, a verdadeira for\u00e7a capaz das mais estranhas atitudes. O Evangelho nos mostra claramente que somos casa espiritual e assim como uma casa comporta v\u00e1rios compartimentos, uma pessoa pode ser morada de v\u00e1rios esp\u00edritos malignos, salvo se o esp\u00edrito de Deus estiver nela. Basta dizer que Jesus expulsou do endemoniado de gadareno uma legi\u00e3o de dem\u00f4nios. Legi\u00e3o aqui deve ser entendida como batalh\u00e3o, ex\u00e9rcito, esquadr\u00e3o, bando. \u00c9 impressionante como as Escrituras retratam a maneira triste de como vivia este homem. Vejam como, mais uma vez, o corpo \u00e9 quem padece:<\/p>\n<p><strong>\u201cAo desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de esp\u00edrito imundo, <\/strong><\/p>\n<p><strong>o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias algu\u00e9m podia prend\u00ea-lo; <\/strong><\/p>\n<p><strong>porque, tendo sido muitas vezes preso com grilh\u00f5es e cadeias, as cadeias foram quebradas e os grilh\u00f5es despeda\u00e7ados. E ningu\u00e9m podia subjug\u00e1-lo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Andava sempre, de noite e de dia, <em>c<\/em>lamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se em pedras\u201d. (Mc 5:2-5)<\/strong><\/p>\n<p>Convenhamos: n\u00e3o necessitamos chegar a esse estado para acreditarmos que ainda somos vulner\u00e1veis aos ataques do inimigo. Certamente h\u00e1 em nossas vidas alguma \u00e1rea em que ele tem acesso, uns mais, outros menos. H\u00e1 esp\u00edritos que causam mentira, inimizade, contenda, prostitui\u00e7\u00e3o, homic\u00eddio, ira e assim por diante, e n\u00e3o estamos falando do Esp\u00edrito de Deus. Depois de consumado o mal que veio causar, o esp\u00edrito se retira da pessoa que foi usada. Quem causou todo aquele mal? Um esp\u00edrito. Quem padeceu? Novamente o corpo. Ser\u00e1 que Satan\u00e1s ainda estava em Judas quando, arrependido, atirou no templo as trinta moedas de prata que recebera, pre\u00e7o da trai\u00e7\u00e3o, e foi se enforcar? Acreditamos que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, os constantes ataques desses esp\u00edritos n\u00e3o podem servir de pretexto para estarmos sempre justificando os nossos erros: Ad\u00e3o culpou a Eva, que culpou a Serpente. Afinal de contas, Cristo tamb\u00e9m nos prometeu dar do Seu esp\u00edrito. Quando a luta \u00e9 espiritual, de igual modo, as armas devem ser espirituais, n\u00e3o nos resta outra alternativa. Ser\u00e1 que por diversas vezes Judas n\u00e3o foi advertido a respeito do perigo que corria, como tamb\u00e9m Pedro, e por que n\u00e3o dizer n\u00f3s? \u00c9 certo que sim! N\u00e3o restam d\u00favidas de que Deus perdoa o nosso pecado, qualquer que seja, desde que haja arrependimento. Entretanto, os efeitos, os males causados, estes sim, n\u00e3o h\u00e1 como evitar; o que se planta, se colhe, e as marcas no corpo ser\u00e3o certas.<\/p>\n<p>Os fariseus consideravam-se livres, afinal de contas, iam e vinham, compravam e vendiam sem a necessidade do uso de algemas, grilh\u00f5es, ferrolhos ou qualquer coisa parecida. Consideravam-se livres, mas \u00e9 exatamente por isso que eram escravos. Escravos de suas vontades, prisioneiros de suas concupisc\u00eancias, servos de seus pecados. Ainda que fossem senhores de uma centena de servos, para Deus, seriam t\u00e3o escravos quanto eles. Quem sabe os \u00fanicos verdadeiramente livres seriam seus s\u00faditos. Ser livre, portanto, sob o ponto de vista de Deus,\u00a0 n\u00e3o \u00e9 fazer sempre a nossa vontade, mas sim a capacidade de n\u00e3o fazer aquilo que queremos. Se algum dia, algu\u00e9m completamente livre pisou nesta terra, este algu\u00e9m foi Jesus, e por diversas vezes afirmou ter vindo ao mundo n\u00e3o para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que O enviou:<\/p>\n<p><strong>\u201cSe v\u00f3s permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus disc\u00edpulos;<\/strong><\/p>\n<p><strong> e conhecereis a verdade e a verdade vos libertar\u00e1. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Responderam-lhe: somos descend\u00eancia de Abra\u00e3o, e nunca servimos a ningu\u00e9m; como dizes tu: sereis livres? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Respondeu-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado \u00e9 escravo do pecado. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ora, o servo n\u00e3o fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres\u201d (Jo 8:31-36). <\/strong><\/p>\n<p>O que resumidamente dissemos nos faz chegar a algumas conclus\u00f5es extremamente importantes: primeiro \u2013 bom seria que n\u00e3o tiv\u00e9ssemos corpo, n\u00e3o este corpo que conhecemos que, segundo as Escrituras, pelos motivos j\u00e1 esclarecidos, \u00e9 o corpo da humilha\u00e7\u00e3o; segundo \u2013 somos casas espirituais e somente o Esp\u00edrito de Deus em n\u00f3s \u00e9 capaz de impedir que outros esp\u00edritos entrem; terceiro \u2013 precisamos reconhecer que ainda estamos presos a esta vida, pois somente assim poderemos, quem sabe, ser libertos; quarto &#8211; ningu\u00e9m pode se sentir absolutamente seguro e inabal\u00e1vel enquanto estiver neste corpo; e, finalmente, precisamos entender de uma vez por todas que a nossa luta n\u00e3o \u00e9 contra a pessoa, mas sim contra o esp\u00edrito que est\u00e1 agindo por tr\u00e1s dela.<\/p>\n<p>O que vimos e ouvimos, Volume IV, traz uma s\u00edntese do teor das prega\u00e7\u00f5es realizadas em Goi\u00e2nia\/GO, em fevereiro de 2002. S\u00e3o cinco cap\u00edtulos assim subdivididos: Cap\u00edtulo I (Libertando os filhos de Abra\u00e3o), mostra que muitas pessoas, apesar de serem filhos de Abra\u00e3o, estavam presas a v\u00e1rias coisas, entre as quais enfermidade e a riqueza; foram estas pessoas que Cristo veio resgatar; Cap\u00edtulo II (As v\u00e1rias esp\u00e9cies que Deus criou), dando \u00eanfase para mostrar que o homem, embora seja a mais importante criatura de Deus, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, e responde a v\u00e1rias perguntas como, por exemplo, por que o homem se rebelou contra Deus?; Cap\u00edtulo III (Sob a efic\u00e1cia de Deus ou de Satan\u00e1s?), n\u00e3o h\u00e1 como fugir desta verdade: o homem ser\u00e1 sempre um prisioneiro, escravo e servo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satan\u00e1s; Cap\u00edtulo IV (Todas as coisas o Pai confiou ao Filho), o Filho \u00e9 t\u00e3o importante, referindo-se primeiramente a Cristo e, num segundo momento, a todos aqueles que vierem a se tornar filhos de Deus, que todas as promessas, os mist\u00e9rios de Deus, o mundo vindouro, foram confiados a Ele (s); Cap\u00edtulo V (Deus confirma Sua palavra), onde foram relatados v\u00e1rios sonhos, vis\u00f5es e profecias que testificam o conte\u00fado da palavra pregada naqueles dias que ora publicamos. Finalmente, os Coment\u00e1rios Finais, trazendo o testemunho de v\u00e1rias pessoas que estiveram presentes no encontro.<\/p>\n<p>Ser escravo \u00e9 n\u00e3o ter direito, vontade, nem viver para si mesmo. A \u00fanica raz\u00e3o de sua exist\u00eancia \u00e9 servir ao seu senhor, fazer o que lhe agrada. N\u00e3o recebem sal\u00e1rios, dificilmente s\u00e3o lembrados, e nem mesmo ao se casarem t\u00eam o direito de desposar sua esposa. Primeiro fazem-no os senhores. O mesmo se diga com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 colheita: plantam, regam, ceifam, mas n\u00e3o gozam dos seus frutos. A vida \u00e1rdua e o sofrimento lhes ocasionam brevidade de vida. A grande maioria faz trabalhos for\u00e7ados e, quando muito, consegue um lugar de dom\u00e9stico na casa de seu senhor.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 tamb\u00e9m bons senhores, embora seja em menor n\u00famero, \u00e9 verdade. Praticamente n\u00e3o estabelecem diferen\u00e7a entre os filhos da casa e os escravos, assentam-se juntos \u00e0 mesa, comem do mesmo manjar e dormem na mesma casa. Mas por melhor que seja o senhor, filho ser\u00e1 sempre filho e escravo ser\u00e1 sempre escravo, por mais eficiente e atencioso que seja.<\/p>\n<p>Tudo vai depender, ent\u00e3o, de quem estivermos servindo. Existem aqueles que for\u00e7am seus s\u00faditos a tem\u00ea-lo, ao inv\u00e9s de am\u00e1-lo, mas h\u00e1 tamb\u00e9m os que, com amor, conquistam o respeito. Quem sabe assim, depois de muito sofrer nas m\u00e3os de um senhor tirano, encontremos uma raz\u00e3o de viver. Contudo, jamais poderemos servir aos dois senhores, pois ou haveremos de aborrecer um e amar o outro, ou nos devotaremos a um e desprezaremos o outro. Que n\u00f3s n\u00e3o temamos em mudar de senhor, tampouco nos assustemos com suas constantes amea\u00e7as. De escravos de Satan\u00e1s e prisioneiros do pecado, Jesus Cristo, Senhor nosso por direito, n\u00e3o nos obriga, mas nos convida a sermos servos da justi\u00e7a. A escolha \u00e9 de cada um!<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1\u00a0Foucault, Michel. Vigiar e Punir, 23\u00aa ed., Vozes, p. 44<\/p>\n<p>2\u00a0I Samuel 8:6<\/p>\n<p>3\u00a0Apocalipse 1:18<\/p>\n<p>4\u00a0I Cor\u00edntios 4:9<\/p>\n<p><strong>O que vimos e ouvimos&#8230;, Ano I, Vol. IV <\/strong><\/p>\n<p>Este material traz uma s\u00edntese do teor das prega\u00e7\u00f5es realizadas durante o encontro na cidade de Goi\u00e2nia\/GO, em fevereiro de 2002. Foram tomadas grava\u00e7\u00f5es de CDs. \u00c9 uma publica\u00e7\u00e3o da Gr\u00e1fica e Editora Vereda. Interessados ligar para (62) 205-3512 ou (62) 268-3960, ou escrever para Rua das Ac\u00e1cias n\u00b0 295, Setor Residencial dos Ip\u00eas, Goi\u00e2nia\/GO, CEP 74.705-970.<\/p>\n<p>INDICE<\/p>\n<p>Cap. I &#8211; Libertando os filhos de Abra\u00e3o&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;15<\/p>\n<p>Cap. II &#8211; As v\u00e1rias esp\u00e9cies que Deus criou&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.31<\/p>\n<p>Cap. III &#8211; Sob a efic\u00e1cia de Deus ou de Satan\u00e1s?&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;47<\/p>\n<p>Cap. IV &#8211; Todas as coisas o Pai confiou ao Filho&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;59<\/p>\n<p>Cap. V &#8211; Deus confirma Sua palavra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..73<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios Finais&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;89<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOTA INTRODUT\u00d3RIA Nada de bem ou de mal pode ser feito sen\u00e3o atrav\u00e9s do corpo. As m\u00e3os que disparam o gatilho de uma arma s\u00e3o as mesmas utilizadas para realizar uma cirurgia de grande complexidade e salvar muitas vidas; os olhos que contemplam a natureza e glorificam a Deus tamb\u00e9m revelam frieza e insensibilidade diante &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4226,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2421"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2421"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2421\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4227,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2421\/revisions\/4227"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.povodedeus.org\/v5\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}