Digno de dó é aquele que não entende as Escrituras Sagradas e dela faz uso ou comentários. Ora, não se pode falar da luz sem admitir a existência das trevas; do bem sem reconhecer a realidade do mal; da justiça sem aceitar que a injustiça é um fato é assim por diante. Da mesma forma Deus, eu creio, por uma questão de justiça, teria criado um ser para se opor a ele. Daí a existência do Cristo e do Anticristo; um para governar o dia e o outro para governar a noite, fazendo assim separação entre a luz e as trevas. Se não considerarmos essa verdade um véu estará cobrindo os nossos olhos. Assim diz o Senhor: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus; eu te cingirei, ainda que tu me não conheças. Para que saibas desde o nascente do sol e desde o poente que fora de mim não há outro; eu sou p SENHOR e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço essas coisas. Destilai vós céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça frutifique juntamente; eu, o SENHOR, as criei” (Isaías 45:5-8).
Deus quando criou o homem á sua imagem e semelhança criou um ser pensante, capaz de refletir e analisar, segundo a própria consciência, o que deveria ou não fazer, e de onde também ele faria nascer à justiça. Da “idiotia” que hoje toma conta da grande maioria da humanidade, não se deve atribuir culpa a Deus e sim ao próprio homem. Essa liberdade de fazer e deixar de fazer o que bem se entende, esse livre arbítrio, acompanha o homem desde a sua criação. Exatamente por isso, talvez, ele, o homem, se julgou no direito de escolher entre permanecer na obediência e não comer da árvore que se encontrava no meio do jardim, ou dela comer, não se sujeitando a Deus, tornando-se um igual a ele, conhecedor do bem e do mal. Escolheu a segunda opção, mas “o tiro acabou saindo pela culatra”.
A independência que o homem pensava adquirir, rebelando-se contra Deus, o tornou escravo de um outro ser, o mesmo que o convenceu a tomar aquela atitude. A vaidade, a presunção de se tornar igual a Deus lhe causou inúmeras prejuízos, além de deixar uma herança das mais complicadas, tais como: Rebeldia o homem continua se achando capaz de resolver seus problemas sem a ajuda de Deus; Morte por mais que desenvolva a sua ciência o homem não consegue escapar da morte; Injustiça não consegue se justo, o seu governo vai de mal a pior.
Assim, Deus deixou de ser o Senhor do homem, o qual tornou-se seu inimigo. O espírito de Deus não tinha mais lugar no coração do homem. “Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gênesis 6:12). Deus se arrependeu de tê-lo criado e pensou em eliminá-lo por completo, só não o fazendo por causa de Noé, que embora já contaminado pelo pecado se proclamava, publicamente, ao lado de Deus. O pecado estava na carne, ou seja, o ser humano já se encontrava corrompido pelo espírito da desobediência: “Por que chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (Lucas 6:46).
No entanto, quando tudo parecia perdido, a terra sob o governo do homem, conhecedor do bem e do mal, e este, completamente rebelde aos princípios daquele que o criou, e desprovido da total capacidade de fazer justiça, Deus estabeleceu uma lei como o objetivo de reabilitar a espécie humana. Essa lei vigiaria todo e qualquer comportamento humano, exigindo-lhe obediência, tendo como parâmetro o próprio Deus. Quem cumprisse a lei seria justo, perfeito e, sobretudo, reconciliado com Deus. Não havia outra alternativa, era a sua salvação. Ou o homem praticava a lei de Deus, aprendendo a obediência e a discernir o bem do mal, e então erradicaria este. Ou o mal, com tendência natural a se propagar sufocaria o bem, eliminando-o. Essa era, ou ainda é, a condição. O bem e o mal existem e não andam justos.
Finalmente, estabelecida a questão, ficaria então a grande interrogação: quem seria o homem? Quem seria capaz de cumprir uma lei assim, aos nossos olhos absurda e impraticável? “Nasce uma luz”, “um novo homem” e com ele a verdadeira justiça (é justo aquele que pratica a lei – Romanos 2:13), exatamente o que faltava ao homem para que ele pudesse sobreviver: juízo suficiente para rejeitar o mal e praticar o bem. E isso Jesus fez, amou a sua lei: “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” (Salmo 40:8).
Ele se fez carne e habitou entre nós. Por algum tempo deixou de ser Deus, embora na sua substancia fosse Deus. O espírito de Deus ali, na carne do pecado (homem), para tirar dele o pecado (desobediência à Deus). Foi obediente até a morte. A espécie (homem) estava salva. A morte, sua condenação legal, estava vencida; Jesus havia ressuscitado. O homem que antes tinha sido vencido, recupera-se ao resistir à tentação daquele que o havia instigado a pecar. A ressurreição de Cristo é a prova da total regeneração do homem. O que mais Deus teria que fazer pelo homem que o rejeita?
E agora? Criticamos a lei de Deus, quando não estamos mais debaixo daquela lei, pois que alguém a cumprir em nosso lugar e estabeleceu conosco uma maneira de sermos justificados apenas pela fé? Continuaremos atribuindo a Deus a culpa pelo crescimento da iniqüidade? Seria o Deus da Bíblia o responsável pela prostituição da grande Babilônia? “Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes bancas, para que te vistas, e não seja manifesta a sua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas” (Apocalipse 3:17-18).
INFORMATIVO VEREDA: Ano 01 – número 01 – Goiânia, novembro de 1999.
O Informativo Vereda é uma publicação da Gráfica e Editora Vereda, rua das Acacias, Qd. 03, Lt. 06, Residencial dos Ipês, Goiânia Goiás. CEP: 74.740.000
Tel (062) 3205-3512
“Autorizamos o uso dos artigos desta edição, desde que citada a fonte”.
Povo de Deus

Esse entedimento é um fundamento tremendo. A partir dele, podemos ver a nova aliança que nos faz ser como o autor desta, O NOVO HOMEM. É tudo o que Jesus fez e ensinou, andando nos seus passos. Amém.