Reunião Encontro de Jovens 14-04-2006 – Sexta-feira
14 – RUTE
Estamos aqui num encontro, numa reunião de jovens, mas isso não quer dizer que os mais velhos não possam participar. Afinal de contas, os mais velhos estão aqui para ajudar, para dar força aos mais novos. E nós esperamos isso: que os mais velhos ajudem os mais novos a compreenderem a palavra que está sendo falada.
Então, você que tem mais facilidade, que tem mais entendimento, mais compreensão, ajude os mais novos a entenderem.
Na verdade, é muito difícil para um jovem receber a palavra como nós, os mais velhos, recebemos; é muito difícil para um jovem receber com a mesma naturalidade que uma pessoa mais velha recebe.
Nós temos uma visão para ser contada. A Carmem vai contar para nós a visão.
[Carmem] Foi no final da primeira reunião, no louvor, eu vi uma estrada de chão, e entendi que eu tinha que passar nessa estrada. Aí, eu olhei lá na frente e vi uma grande cruz que parecia ser de ouro, pois brilhava muito. Só que essa cruz ficava passando no ar de um lado para o outro, era como se estivesse me atraindo, como se eu sentisse uma força, uma vontade de passar por ter visto aquela cruz lá na frente.
Você via um caminho, uma estrada de chão. Quer dizer: já denota dificuldade. Um caminho, uma estrada de chão já mostra dificuldade. Mas, lá na frente… O que mais?
[Carmem] Eu entendia que tinha que passar pela estrada, e eu estava parada e via uma cruz lá na frente.Então, você, certamente, parou porque achou difícil, achou apertado, achou complicado; parou por essa causa. Achou que era difícil. Mas, lá na frente, você via uma cruz passando; a cruz não estava parada, não estava fincada, mostrando o seguinte: que ela é dinâmica, ela não dizia que ali era o fim da estrada, não dizia que ali era o fim do caminho. Mas ela estava chamando atenção, como que dizendo para você: “vem, não pára não; se esforça e venha; não pára não, faz uma força, vê o que você pode fazer e venha.”
A cruz é viva, simbolizando ali o próprio Cristo nos dizendo: “Vem.” Chamando você, nos chamando para caminharmos, para nos aproximarmos Dele.
Estávamos falando isso de manhã, sobre o que é que devemos fazer para continuarmos vivos; o que nós devemos fazer para continuarmos a carreira, continuarmos caminhando, continuarmos no caminho.
A estrada estava lá e Jesus estava chamando. Cada vez que Ele nos dá uma palavra, cada vez que Ele nos dá alguma coisa, é para nos ajudar na caminhada. O caminho é difícil, tem muita dificuldade, tem muita tribulação, mas nós estamos olhando para a cruz.
Lembram daquela palavra que foi falada esses dias? Todo aquele que olhar para a cruz… Quem olhasse para a serpente levantada no deserto, ficava curado dos seus males, das suas enfermidades. E hoje não é diferente. Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, Cristo seria levantado, para quê? Exatamente para isso. Quando estou me sentindo mal, doente, enfermo, quando estou sentido que a coisa está difícil, apertada, para onde eu olho? Para a cruz! A mesma obra foi feita lá. Eu olho para a cruz e me sinto curado, sinto renovadas as minhas forças e sinto disposição para continuar.
Eu sei que é difícil demais, mas se assim for o caminho, se é esse o caminho que leva à Deus, não adianta eu querer entrar por um caminho asfaltado, não adianta eu querer pegar um ônibus, não adianta eu querer arrumar uma outra maneira. Por quê? Porque o que interessa para mim é a cruz, o que interessa para mim é o caminho da cruz. E eu, com certeza, vou ser tentado a sair dele, a sair do caminho. E não interessa para nós, a Igreja, um outro caminho a não ser: A CRUZ!
O Apóstolo Paulo falou muito a respeito disso. O que interessa para você não é o seu casamento, não são os seus bois, sua fazenda, seus negócios, O QUE INTERESSA PARA VOCÊ É A SALVAÇÃO. O que adianta você ter tudo aqui, ficar sadio, viver duzentos anos, sendo que uma hora você vai morrer? “Ah, mas eu não tenho nada, não tenho problema nenhum, sou completamente bem sucedido, etc.” O que adianta? A Bíblia diz: “O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro, ter tudo, e não ser salvo? E não ir para o céu?” (Lucas 9:25).
Eu acho que o inferno deve ser uma coisa ruim demais, porque é difícil sair dele; deve ser uma coisa realmente muito ruim. Eu não quero nem dizer que o céu é bom, eu quero dizer mais que o inferno é ruim.
E você, jovem, que está aqui mastigando o seu chiclete… Não tem problema não, nós estamos aqui é para isso mesmo. Eu me lembro de algumas reuniões que os meninos mastigavam chicletes, sopravam aquela bola, e a bola vinha até… e “puft”, rebentavam a bola e pregava no rosto deles… Mas é coisa nossa. É coisa do jovem. Pois mastiguem o chiclete, façam bola! Amém? Mas não esqueçam de dar ouvidos ao que Deus está falando. O caminho é difícil, não vai ser fácil; não tem como dizer assim: “vai melhorar.” Não vai melhorar não! É o caminho da cruz.
Mas por que é difícil? Aparentemente não é tão difícil assim! Quando você começa a fazer, aí você vê o quanto é difícil! É só você começar a fazer que você vai ver que realmente é difícil.
Então, foi dito nas reuniões que a solução era SERVIR A DEUS! Por que o caminho é muito difícil? Porque você vai ter que servir a Deus! Por que são tão complicadas as coisas? Porque você vai ter que servir a Deus! A dificuldade está exatamente em nós termos que SERVIR A DEUS.
Se não tivéssemos que servir a Deus, seria bom demais, e fácil. Uma pessoa que não se preocupa em servir a Deus, leva uma vida tranqüila neste mundo. No ponto de vista dela, ela leva a vida tranqüila, até que venha alguma coisa que ela não suporta; ela morre, vai embora, mas ela morre tranqüila. Agora, depois que ela chegar lá, e que se arrepender, e falar: “Meu Deus, deixa eu voltar lá para avisar o meu povo; deixa eu voltar para avisar a minha família, deixa eu voltar para mostrar que se eu estivesse lá, eu não ia perder tempo; me deixa voltar lá!.” “Não, voltar não pode.”
Já pensou que tristeza, vendo o povo dela chegando de um a um no inferno? Você já pensou, você lá sem poder avisar o seu povo e ver chegando a fila, um a um? “Seja bem-vindo ao inferno que lhe foi preparado desde o princípio.” Você já pensou que amargura? Tem uma passagem nas Escrituras que mostra o rico e o pobre (Lázaro) (Lucas 16:11), mostra isso, um querendo avisar: “deixa eu ir lá avisar para o povo, deixa eu ir lá avisar que o pessoal está perdendo tempo, deixa eu avisar para eles que estão perdendo tempo em não buscar a Deus.” Não, não pode voltar; você não pode mandar recado, não pode mandar um telegrama, acabou.
E Deus está aqui alertando, mostrando para você que o caminho é difícil, mas olha para a Cruz! Olha para a Cruz! Olha para Jesus Cristo crucificado! Renove a sua força! E peça a Deus e vá em frente! E o que Deus está pedindo para nós fazermos? SERVIR A DEUS! Vamos servir. Vamos perguntar para Ele como fazer para serví-Lo. Amém? Vamos trabalhar! Vamos agir!
E o que foi dito também em um versículo interessante de Isaías? Que você vai ver o fruto do seu trabalho e vai ficar alegre, vai ficar animado, vai ficar feliz com o FRUTO DO SEU TRABALHO! Toda tristeza, toda moleza, toda apatia é conseqüência de quê? A árvore, quando está assim, derrubada… Você já ouviu quando falamos que o passarinho está trocando de pena? Você já viu o passarinho trocando de pena? Quando você chega em uma pessoa e fala assim: “nossa, o irmão está numa troca de pena!.”
O passarinho, quando está trocando de pena, fica numa tristeza dentro da gaiola! E as penas vão caindo. E ele fica feio, sem apresentação, fraco. Aí, aquelas penas velhas vão caindo e vão nascendo outras por baixo. Aí, ele começa a ficar bonito. Vai mudando a veste e ele se alegra com aquilo. E daí um pouquinho ele está cantando. Passarinho quando está trocando de pena não canta. Eu já criei passarinho, de quase tudo eu já fiz na vida.
Às vezes as pessoas falavam: “Esse passarinho não canta!” “Canta! Canta que é uma beleza!” “E por que ele não está cantando?” “É porque ele está trocando de pena! Ele está triste e não canta.”
E a Igreja é do mesmo jeito. Quem teve um sonho aí que estava trocando de pele? Foi a Lucimar que teve a visão.
[Lucimar] Agora à tarde o Ramiro estava orando na casa dele, aí eu tive uma visão que a Lázara era levada em uma maca, com muita dificuldade, a um lugar. Esse lugar parecia ser longe da casa dela. E nesse lugar tinha um homem e ele começava a trocar a pele da Lázara. Ele ia arrancando a pele dela e já ia nascendo uma outra nova. Ele mostrava para o Ramiro a causa da enfermidade da Lázara. Pois a pele era escura, parecia aquela pele de peixe, escura mesmo. Ele tinha trocado a pele, tinha tirado aquele montão de pele e mostrava para a Lázara que a causa das enfermidades dela era aquilo ali.
A Lázara, simbolizando a Igreja Mãe, a Igreja mais velha, que por causa da enfermidade… Ele está dizendo assim; Ramiro: a causa de muitos males, a causa de muitos problemas, a causa de muitas dificuldades, qual é? A pele simboliza a veste do corpo. Escura está para o lado de onde? Escura está para o lado do capeta, das trevas, da ruindade.
Então, a causa de muitos problemas, de muitos males, de muitas dificuldades, de muitas controvérsias e etc., o que é? É a veste que vai escurecendo, ou seja, vamos desviando e tomando um rumo errado e fazendo a coisa errada.
E a Igreja fica alegre? Fica! A Igreja fica alegre! Quer ver? Solta ali, abre o portão para vocês e aí fica todo mundo alegre. “Quanto você vendeu? Eu fiz isso, eu fiz aquilo… Vou fazer. Vou vender. Vou trocar.” Aí está na alegria total, mas sentou aqui no banco, entristece; parece que tem algo te contrariando aqui, pois sentou aqui no banco, fecha a cara. É só sentar aqui que fecha a cara. Que coisa! O que está acontecendo aqui para causar tanta tristeza? É porque a Igreja está escura, é porque a Igreja está trocando de pele e ela não está alegre, ela não está feliz.
Você não está! Todas as vezes que eu encontro com você, estou te vendo triste. A Igreja está alegre, feliz? Não está! Só se estiver lá para a sua banda! Pois, para a banda de cá, a Igreja não está alegre, ela não está feliz, ela não está satisfeita!
Mas Deus já mostrou para nós como é que resolve esse problema. Fazendo o quê? SERVINDO A DEUS. E como que serve a Deus? Cuidando das coisas Dele.
Cuidando das coisas Dele, e o que mais Fernanda?
[Fernanda] Envolvendo, cada um vai achar a sua função.
Passa a mão no rodo, passa a mão na vassoura, e lança a tristeza fora, e joga a tristeza fora. O que mais foi falado?
[Paulinha do Vera Cruz] Que você vai fazer as coisas como se estivesse fazendo para Deus. O senhor até falou, por exemplo, as pessoas esquecem as Bíblias nos bancos, aí a gente passa recolhendo e depois guarda; também fechar as janelas…
Falamos que tem muita coisa para fazer, tem coisa para todo mundo fazer. E A RAZÃO DA TRISTEZA É A OCIOSIDADE, a razão da tristeza é a doença que deu na árvore. Aí, cada um está feliz lá no seu negócio. Mas quando ele me vê, quando eu chego e ele me vê, já mostra a tristeza. “Vamos fazer rapidão antes que ele descobre.” Às vezes, do lado de fora, eu estou escutando eles na maior felicidade, aí quando eles me vêem…
[Paulinha do Vera Cruz] A Aline está falando aqui: “lavar o carro do pastor também” (rsrsrs).
Lavar o carro do pastor… O que mais?
[Paulinha do Vera Cruz] Pregar o botão.
O que mais Fernanda?
[Fernanda] Lavar um prato.
Lavar o seu prato. Não deixar os pratos ficarem amontoados, cada um lava o seu prato, cada um faz uma coisa.
A Igreja vai voltar a ter alegria. Vai cantar, vai ser feliz. Não tem como a Igreja, trocando pena, conseguir cantar, ela não vai cantar. Aí, fica aquela coisa, aquele louvor feio, fica parecendo quando está moendo cana. Todo mundo, um olhando para a cara do outro, e parece que está demorando. Sem vida!
E a razão não é outra senão: Deixou de SERVIR a Deus; deixou de FAZER a vontade de Deus. Como foi falado: “aquele dia que você deu um copo de água, foi para mim que você deu. Aquele dia que você fez isso, foi para mim que você fez. Aquela hora que você estava escutando aquela reunião, era para mim. Aquele dia que você fez aquela arte, foi para mim. Quando você levou um CD para alguém ouvir, quando você fez aquilo, você fez para mim.”
E quem não sente animado quando uma alma é salva? Quem não fica feliz quando vê um pecador converter? No céu faz até festa. E, de repente, olhamos para trás e vemos quanto tempo faz que a Igreja não salva uma vida, só perde! Quanto tempo faz! Então, faz tempo que não tem festa no céu! Pois está escrito: “É feito uma festa no céu quando um pecador se arrepende.” Dê uma olhada nos seus papiros e veja quantas festas no céu foram feitas pelo seu trabalho nesse ano!
Então, o céu deve estar triste. Por quê? Porque nós estamos parados. Parados como ela mostrou na visão. Parados com medo da Cruz, com medo da dificuldade, com medo de fazer a vontade de Deus, com medo de servir a Deus.
E como os jovens vão fazer? Como que os jovens vão fazer para sair dessa? Pois a Igreja de amanhã é essa aí. E como que nós vamos fazer? Fernando como vamos fazer para sair desse marasmo?
[Fernando] Tomar uma posição de tudo o que foi falado. Aí, Deus vai esperar que tomemos providência. Tem que SERVIR, vou procurar fazer isso. Tentar esforçar e fazer as coisas para a Igreja. Falar das coisas do reino de Deus. Procurar passar para as pessoas; às vezes fica ali o dia todo em volta da gente e a gente não fala nada. Tem que trabalhar mesmo. Vou procurar fazer. Em nome de Jesus, eu vou.
Nem procurar, você vai é fazer. Tem que fazer, começando pelas pequenas coisas. O certo é o seguinte: TEM QUE FAZER. Às vezes é difícil você responder agora o que você tem que fazer. Eu só quero de você o seguinte: “Eu vou fazer. Em nome de Jesus.” Como o Fernando falou. “Eu vou fazer. Quem viver… Só não verá quem… Mas quem viver verá o fruto do meu trabalho, em nome de Jesus.”
Agora eu quero contar uma história para vocês, para animá-los. Uma história interessante, é a história de Rute. Quem já ouviu falar de Rute?
Havia um homem que se chamava Elimeleque, e ele era da descendência de Abraão, filho de Abraão (em Isaque serão chamados os meus descendentes.). E esse Elimeleque era dessa descendência. Aí aconteceu o quê?
A mulher dele chamava Noemi. Houve fome na terra dele, lá em Belém de Judá, que era o lugar do povo de Deus, era o lugar dos descendentes de Abraão, onde eles viviam. Mas a fome era tão grande que fez Elimeleque sair de lá. E ele saiu e foi para uma outra terra onde tinha comida. E o que aconteceu lá? O lugar se chamava Moabe, lá eles puderam se alimentar. Eles saíram de Belém e foram para lá. Mas o que aconteceu? Morreu Elimeleque e Noemi ficou viúva. Eles tinham dois filhos homens e eles morreram também. Eu adiantei um pouco a história.
Noemi, Elimeleque e dois filhos homens vão para Moabe. Elimeleque tinha dois filhos. De onde sairia essa genealogia? De um dos filhos dele. Para dar seqüência, Abraão… Filhos de fulano, filho de ciclano… Isaque filho de Abraão, Jacó filho de Isaque e assim por diante, até chegar a Cristo. Mas, olha o que aconteceu aqui!
Elimeleque estava indo, ele tinha dois filhos homens, os descendentes tinham que sair dali; um de um ou de outro filho. Normalmente sairia do mais velho, o primogênito, mas acontece o seguinte: os dois filhos se casaram lá em Moabe com duas moabitas, uma chamava-se Orfa e a outra Rute. Uma casou-se com um e a outra casou-se com o outro.
Morre Elimeleque, morre um filho e depois morre o outro filho. O que sobrou? Sobrou Noemi, Orfa e Rute. De onde sairiam os descendentes? Morreu Elimeleque, morreram os dois filhos sem deixarem neto. Como que daria a seqüência?
Noemi – uma mulher tremenda – amolada, chateada, triste, disse o seguinte: ‘tudo de ruim que me podia acontecer já aconteceu’. Ela disse: ‘preferível seria ter morrido de fome lá do que ver acontecer tudo isso aqui. Agora, minhas noras, vá cada uma para a casa de sua mãe, para a casa de seu pai e leve a sua vida. Casem-se novamente, pois eu não posso garantir nada a vocês.’
E as duas, chorando: “Não! Nós vamos continuar com você, Noemi.” Com pena, com dó de deixar Noemi. Noemi disse: “eu vou embora para a minha terra, vou voltar para Belém.” Ela ficou sabendo que a situação em Belém estava normalizada e falou: “Vou voltar para Belém. E vocês arrumem o marido que vocês acharem, na terra de vocês, do jeito que vocês acharem.” Ainda disse assim: “Com os seus deuses aí. Agora vocês não têm compromisso comigo, já morreram os meus filhos, vocês já não têm mais compromisso comigo.”
Elas choravam e queriam continuar com Noemi. De repente, volta Noemi a falar com elas e convence Orfa a abandoná-la. Orfa ficou pensando, começou a avaliar: ‘segundo casamento’, começou a pensar naquilo que ela poderia conquistar. Ela deu um beijinho em Noemi e foi embora, abandonou Rute e Noemi.
E, aí, Rute, todo mundo sabe desse trecho, onde é que está? No Livro de Rute, capítulo 1, versículos do 16 ao 19:
16) Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. 17) Onde quer que morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim me faça o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. 18) Vendo Noêmi que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de lhe falar nisso. 19) Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém. E sucedeu que, ao entrarem em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres perguntavam: É esta, porventura, Noêmi?
A cidade que viu Noemi partir com marido e filhos em busca de solução, viu Noemi voltar triste, abatida, sem os filhos, sem o marido, sozinha com a nora. Mas o segredo está aqui: o que a nora disse para Noemi. Disse o seguinte: ‘Assim me faça o Senhor…’. Interessante, pois essa nora era o quê? Ela era moabita. Que significa isso? Que ela não fazia parte do povo de Deus. Se ela não fazia parte do povo de Deus, ela não podia fazer parte da genealogia; ela não podia dar seqüência; mas olha como ela falou, ela insistiu, como mostra os versículos dezesseis ao dezoito.
Não é qualquer um que faz isso para a sogra não; não é todo mundo que gosta de sogra assim não. Então, vocês observam aqui que alguma coisa Deus estava fazendo na vida dessas mulheres. E mostrava que essa Rute não era uma qualquer não. Era uma mulher realmente de Deus e que tinha entendido perfeitamente. Era uma moabita, era uma gentia. O que é gentia? Que não fazia parte do povo de Deus. O que não era israelita, o que não era do povo de Deus, era gentio.
Lá em Belém, ela chega, só ela e a sogra. O que ela fez? Ela não ia mandar a sogra: ‘Vai trabalhar minha sogra! Você já me trouxe para cá…’. Não! O que ela fez? Ela foi trabalhar. Ela foi buscar o sustento para a casa dela; e ela trabalhou como ninguém, trabalhou no meio dos homens. E era assim: quem colhesse recebia pelo que colheu. Quem fizesse recebia pelo que fez.
Agora no capítulo 2, versículos do dois ao cinco:
2) Rute, a moabita, disse a Noêmi: Deixa-me ir ao campo a apanhar espigas atrás daquele a cujos olhos eu achar graça. E ela lhe respondeu: Vai, minha filha. 3) Foi, pois, e chegando ao campo respigava após os segadores; e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da família de Elimeleque. 4) E eis que Boaz veio de Belém, e disse aos segadores: O Senhor seja convosco. Responderam-lhe eles: O Senhor te abençoe. 5) Depois perguntou Boaz ao moço que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça?
“Quem é essa moça bonita? Quem é essa mulher trabalhadora? Quem é essa mulher interessante? Que mulher é essa diferente das outras?” E, aí, Boaz, que era dono de tudo aquilo… Aí fala de uma pessoa que Boaz encontrou. Podemos ver que Rute é a figura da Igreja. Qual Igreja? Gentia! Rute é a figura da Igreja gentia, que somos nós. Na realidade, nós não somos o povo de Deus; somos os gentios que estão tendo a oportunidade de se tornarem povo de Deus. E Boaz? É a figura de Cristo com quem Rute se casou. E ele era dono de tudo aquilo.
Agora preste atenção! Primeiro: se ela não tivesse optado em ficar com Deus, se ela não tivesse optado em seguir o Deus de Noemi, se ela não tivesse pensado: “faça o teu Deus o que fizer por você… Olha, não importa, onde você for eu vou.” Saiu em uma situação difícil, de fome, de tremenda dificuldade, mas ela chegou lá e fez uma coisa que Deus quer que nós façamos. Ela fez o quê? Foi e não ficou parada esperando. Ela foi para o campo, ela foi segar, ela foi colher o que outros já tinham semeado. Ela está colhendo. É tempo de colheita.
E eu quero dizer para a Igreja gentia, a Igreja que somos nós: Nós temos que colher pessoal. Pois o que foi semeado, já foi semeado. É tempo de colher. É tempo de chegar e dizer: Meu filho, a nossa salvação é isso: Trabalhe, sirva a Deus. Você vai ver o resultado.
E Rute foi logo observada. Então, a Igreja que começar a fazer, nesse tempo que nós estamos agora, exatamente aquilo que Deus quer, vai ser uma Igreja imediatamente vista e observada. E o Senhor, que é dono de tudo, vai tomar aquela Igreja como esposa.
Talvez toda essa dificuldade seja porque você se sente viúva, porque você se sente só, você se sente abandonada. Mas eu quero dizer que você não é Orfa, muito pelo contrário, você é aquela que diz: “teu Deus será o meu Deus. O seu Senhor será o meu Senhor. E aonde você pousar, eu vou pousar. E o que você fizer é comigo mesmo….” Vamos fazer isso e, logo, o dono do campo vai começar a observar: “Que Igreja é essa? Que mulher é essa, sozinha? Que mulher é essa, tremenda, aqui no meio de tantas? Olha o que essa mulher faz!”
No meio de muitas igrejas, a Igreja que hoje fizer a vontade de Deus, que quiser servir a Deus, que quiser agir, vai ser notada.
Rute capítulo 4, versículos 13 e 14:
13) Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; ele a conheceu, e o Senhor permitiu a Rute conceber, e ela teve um filho. 14) Disseram então as mulheres a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não te deixou hoje sem remidor; e torne-se o seu nome afamado em Israel.
Noemi saiu de Israel desacreditada, com fome, e voltou para Israel muito mais derrubada do que saiu, mas as coisas mudaram completamente; as coisas se transformaram completamente, tudo por quê? PORQUE RUTE RESOLVEU TRABALHAR! Porque Rute resolveu ir para o campo! Porque Rute resolveu colher! E foi lá que ela encontrou com Deus! Foi lá que ela encontrou com o esposo! O esposo que nós estamos procurando, sabe aonde nós vamos encontrá-lo? No campo! Nós não vamos encontrar o esposo sentados no banco, apenas ouvindo não! Não vamos encontrar o esposo, que nós estamos procurando, assim não. Vamos encontrar, realmente, no campo, trabalhando, agindo! É lá que Ele vai nos ver, como Rute foi vista.
Aí Ele nos tomará por esposa; aí acaba o sofrimento de Rute. Rute não fez isso propositadamente, com más intenções não, ela fez, única e exclusivamente, porque amou Noemi. E NÓS TEMOS QUE AMAR A IGREJA QUE NOS GEROU. Eu tenho que me considerar Rute, e também Noemi. Eu tenho que considerar que alguém me gerou. E eu tenho que amar essa Igreja que me gerou. Eu tenho que amar essa Igreja que lutou, que pelejou por nós. E que nos deixou hoje em uma situação… Hoje, muitos de nós poderíamos ser Noemi e muitos de nós poderíamos ser Rute.
Primeiro temos que amar aqueles que nos trouxeram até aqui, que pagaram um preço, como Noemi pagou; aqueles que nos trouxeram até aqui, nós não podemos abandoná-los. E Orfa abandonou! E muitos, às vezes, querem abandonar a Igreja que o gerou. Orfa abandonou Noemi. E Rute é a figura da Igreja fiel; Rute é a figura da Igreja que fez aliança com Noemi na presença de Deus e que diz: “Eu vou com você!” Amém!
Hoje existe a figura da Orfa, a qual não considera a Igreja que a gerou. Mas também existe a figura de Rute, que considera e que segue e que diz: “Onde você for eu vou! O seu Deus é o meu Deus. O seu Senhor é o meu Senhor!” E quem ganhou com isso? Foi a Igreja que não considerou Noemi? Ou foi a Igreja que considerou?
Rute capítulo 4, versículos 15 e 16: “Ele será restaurador da tua vida, e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz; ela te é melhor do que sete filhos. E Noemi tomou o menino, pô-lo no seu regaço, e foi sua ama.” Eu imagino o quanto Noemi deve ter gostado desse menino. Versículo 17: “E as vizinhas deram-lhe nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho, E chamaram ao menino Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.”
Olhem só! Rute teve Obede que é pai de quem? De Jessé, o qual é pai de quem? De Davi! Estão vendo? Você vai encontrar na árvore genealógica, Obede pai de Jessé, e Jessé pai de Davi! E se Rute não fosse Rute, e se não tivesse se disposto a trabalhar? E como realmente a história mostra a realidade das coisas!
Então, estamos em uma dessas situações: ou você é Noemi, porque ela está aqui, velha, cansada, viúva! Ou você seja Rute para dar seqüência a Igreja! Ou você faz como Órfa, abandona e volta para os deuses, vai para o mundo. Não é exatamente isso meus irmãos? Ou você vai chegar em Noemi e dizer: Noemi, você tem sofrido “pra daná”, você tem sofrido, Noemi, e como você tem sofrido, Noemi! Mas eu vou ficar com você; eu vou ver o que vai dar isso, Noemi! O seu Deus continua sendo o meu Deus, onde você for eu vou, e o que você fizer, eu assino embaixo. E essa Igreja que segue Noemi chama-se Rute.
Ela estava doida para casar com o Boaz. A Igreja que vai ter Cristo como esposo. A hora que Ele passar pelo campo e ver você, jovem, trabalhando, colhendo aquilo que foi semeado; ver você sem preguiça, Ele vai ver e vai dizer: “Que menina bonita! Que Igreja tremenda! Que Igreja maravilhosa! Essa é a Igreja! Esse é o meu povo!.” Amém, gente? Quem gostou da história?
Mas você concorda que se você fosse ler esta passagem, você não iria entender nada daquilo que entendemos?
[Suelma] Concordo.
Pois é exatamente isso que Deus quer que nós façamos, e o diabo está pelejando para quê?
[Aninha] Para que façamos igual a Órfa; abandonar Noemi e seguir os outros deuses.
Aproveitar o estado em que Noemi se encontra e abandoná-la! É nessa hora. Ninguém abandona quando está bem não, abandona é quando está difícil mesmo.
[Júnior] É bom demais quando você entende, é muito bom. Quando você vê lá e começa a ver como Jesus. Como foi falado aí. Ele já discutia sobre isso. Ele já tinha resposta sobre isso: “Isso aqui está querendo falar sobre a Igreja, a minha Igreja é desse jeito.”
Interessante é que Ele só encontrou Rute porque Rute estava no campo, trabalhando. É assim que nós vamos ser encontrados por Deus.
E tem muito o que fazer, a ceara é grande e tem muito para colher; a ceara é enorme!
Às vezes, poderíamos pensar: Nós não somos jovens, mas se está chegando a revelação para nós, é como se fôssemos como eles: jovens. Se está chegando para nós agora! E, se sobrar um tempinho, nós vamos trabalhar igual a eles, igual aos jovens: nós vamos fazer, vamos trabalhar. E vocês jovens e crianças que estão aqui, estão na hora, no momento melhor e que podem fazer. Basta vocês seguirem Noemi. E dizer: “Olha, o seu Deus é o meu Deus. E onde você for eu irei.” Nós temos que entender isso. Eu acho tremendo. O importante é ter entendido.
[Maquinhos] Para mim também foi uma revelação muito boa, profunda mesmo. A Suzane estava comentando aqui comigo o quanto isso foi importante para a Igreja, para nós hoje. Já pensou se isso não tivesse acontecido? E dar a nós essa mesma oportunidade para fazer da mesma maneira: de estar trabalhando, de Deus ver o seu esforço, o seu trabalho. Amém por isso, amém mesmo!
É como se Deus estivesse dizendo: “Vai para o campo, meu filho. Eu vou te achar é lá! Vou te encontrar é lá no campo.” O engraçado é que pensamos que somos nós que achamos Deus, mas, na verdade, nós é que somos achados por Deus. Mas aonde nós somos achados por Deus? Quando nós vamos para o campo. “Que menina é essa?”
[Suzane] Nós ficamos encantadas. Eu e essa fila aqui de meninas, nós ficamos aqui delirando do tanto que é tremendo, chega a ficar sem entender como Deus consegue explicar isso, de tão perfeito. Se não é Deus que explica, podemos ir embora mesmo. Porque não tem explicação. Quem quer ficar com Noemi, lascada desse jeito? Quem quer ficar com esse povo aqui que só dá trabalho? Aí você pensa: vai dar alguma coisa boa? É melhor dar um beijinho e rapar fora. Quantos não passam e dão um beijinho e tchau! Então, isso nos anima demais.
Se Rute tivesse ali discutindo com Noemi, reclamando, murmurando para Noemi… Rute não fez isso. Ela chegou lá na cidade e disse: “Só tem eu e você, minha sogra, eu vou para o campo e a senhora fica aqui.” E Deus a encontrou. Às vezes ficamos querendo mandar a velha para o campo.
Eu já até tinha comentado com a Suzane a respeito disso que eu vi. E eu achei tremendo! E graças a Deus por isso. Então, nós temos que ser fiéis àquela que nos trouxe até aqui.
Está reforçando a visão do encontro. Ele não está triste conosco não; como Ele não estava triste com Noemi. Deus não está triste conosco não, pois é o propósito. Interessante o seguinte: como é que Deus poderia edificar, senão, nos levando a entender, nos provando até onde nos tem provado? Então, eu quero estar tranqüilo, consciente da obra que temos que fazer. Agora é esperar que Rute esteja em nosso meio. Agora, a nossa grande preocupação é essa: que Rute esteja em nosso meio para dar continuidade à Igreja, ou seja, à árvore genealógica.
E nós, muitas vezes, somos pressionados pelo inimigo, que está pelejando para quê? Para que a Igreja que vai dar seqüência à árvore genealógica, a Igreja que vai gerar lá na frente… Quem gerou Obede? Rute. E de Obede veio Jessé. E de Jessé veio Davi e assim por diante. E Jesus Cristo está voltando, estamos caminhando… de Jessé para Davi e, de repente, JESUS. E nós estamos indo, quem sabe o próximo? Quem sabe já não está aí. Por enquanto nós estamos ali: Obede, Jessé, Davi, etc., quem sabe o próximo já não é a Igreja que vai trazer Jesus, a Igreja que vai ser aquela que vai dar a luz ao menino? Tem coisas aí para entendermos ainda.
E o que resta para você, meu irmão, é ser FIEL, é prestar atenção, é amar com cuidado, com muito jeito, principalmente aquela que te gerou. Se o Deus dela é o seu Deus, apegue-se a ela. Porque onde ela for, Deus vai ser com ela. Ela foi e Deus era com ela. Ela voltou e Deus era com ela.
Às vezes, nem crentes nós somos, não temos denominação, não temos nada, totalmente gentios, sem eira e nem beira, não temos marido, mas vamos trabalhar. Quem sabe nós vamos ser encontrados aí por Deus.
Senhor, eis-nos aqui, faz em nós a tua vontade. Se for possível, deixe irmos para o campo. Nos deixe, Senhor Deus, fazer aquilo que nós imaginamos que somos capazes de fazer. O Senhor seja conosco! Pela fé, vem conosco, Pai! Ensina a obra que nós temos que realizar. E, com certeza, se nós não podemos te achar, te encontrar, o Senhor nos achará, o Senhor nos verá.
Vamos curvar as nossas cabeças.
Oração: Você, meu irmão precioso, pense, ore e ame uns aos outros. Ir para o campo trabalhar significa fazer aquilo que Deus nos está ensinando.
Nós te agradecemos, Senhor Deus, por tua bondade, por tua misericórdia. E que o Senhor nos conceda a oportunidade de voltarmos para a terra onde o Senhor está novamente abençoando. Se toda a experiência que tivermos nos servir para entender; se todas as lutas e tribulações, pelas quais temos passado, permitir que sejamos achados pelo Senhor, com certeza isso vai nos alegrar.
Agora, deixa-nos colher ou recolher aquilo que tem sido semeado com tanta dificuldade. Que o fruto e o trabalho de muitos anos, leve a Igreja a ser encontrada pelo seu Senhor, por aquele que a remiu; pelo seu remidor; por aquele que por ela pagou. Porque tudo ali no campo estava pago, tudo pertencia a Boaz. Tudo ali estava adquirido por Boaz. E Rute estava ali colhendo, recolhendo e foi achada por ele.
Ache-nos, encontre-nos, Senhor! Nós te agradecemos, meu Deus, por esse entendimento. Te agradecemos, Senhor, por nossos irmãos que, no passado, trouxeram um pouquinho de luz para que os nossos olhos hoje fossem abertos. Obrigado Jesus pelo esforço de cada um. Meu Deus, que muito mais nós possamos ver, muito mais! Amém Jesus!
Louvor
A quem tenho eu além de ti
Não vejo ninguém sozinha estou aqui
As nações colocaste contra mim
Meus despojos repartidos aqui
Jerusalém suplica por ti
Sem marido ela espera por ti
Por que choras minha menina?
Não podes entender o meu amor
Cada ferida tua está em mim
Somente eu conheço tudo de ti
Mas com juízo eu virei a ti
E para sempre te tomarei pra mim.
És a menina dos meus olhos
Amada, preciosa, linda, sou louco por ti
Tua beleza me fascina, te amo minha menina
Linda, apaixonado sou por ti
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Povo de Deus