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6 – Deus fará justiça aos que clamam

Pela maneira como tudo foi organizado, estou vendo que
hoje teremos ceia. Ao final da reunião, falaremos um
pouquinho sobre esse assunto, como é de costume. Abra a sua Bíblia em Lucas, capítulo 18, versículos 1-8. A famosa parábola do juiz íniquo, como é conhecida pelos homens.

“1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:

2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.

3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.

4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito homem algum;

5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.

6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.

7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?

8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”

Como tem início o trecho que lemos? “Disse-lhes Jesus uma parábola…” Em outros lugares, as Escrituras dizem: “Contou-lhes também uma parábola…” Isso já foi dito várias vezes, mas é sempre bom repetir: Jesus sempre falava com o povo por meio de parábolas. Mas o que é uma parábola? É uma comparação, uma figura, é quando falamos uma coisa mas, na realidade, estamos querendo chamar atenção para uma outra.

Não tem aquele ditado que diz: “Bate na cangalha para o burro entender?” Ao ouvirmos uma parábola, é mais ou menos isso que ocorre. Cangalha é algo que o burro carrega para transportar mercadorias.

Então, não é necessário bater no burro, mas somente na cangalha. O burro, por sua vez, que de burro não tem nada, entende o que o seu condutor está almejando com aquelas  batidas. Vocês já imaginaram se a pessoa responsável pela condução dos burros fosse bater neles sempre que fosse necessário?

Há algum tempo, usava-se muito o burro porque não havia transporte como temos hoje. Então, quanto melhor se cuidasse deles, maior seria a sua vida útil e mais fácil seria conduzi-los.

Assim, o condutor estava sempre com uma varinha na mão. Quando o burro estivesse andando muito devagar, bastava bater na cangalha que ele dava aquela corridinha e alcançava os demais.

Com essa batidinha, ele entendia que poderia apanhar, ou seja, sentir na sua própria pele as conseqüências da sua desobediência.

Vejamos o que Deus quer nos falar esta noite. Cada parábola que Deus fala conosco, é como se Ele estivesse batendo na nossa… na nossa… Cangalha! (Igreja – Risos)

Quem for sábio e prudente que entenda o que Deus está falando. Corra, senão pode ser necessário o uso da vara. (Risos – Ed) Ou será que só aprendemos apanhando? O burro, vejam vocês, muitas vezes, é mais esperto do que nós, que só aprende depois de apanhar bastante. (Risos – Ed)

Deus quer nos ajudar, mas precisamos entendê-Lo. Será que vai ser necessário penar, sofrer bastante para, finalmente, dizermos: “É, Jesus, o Senhor tinha razão.” Que não seja necessário isso acontecer conosco! Que nós sejamos capazes de, ao ouvir a voz de Deus, não endurecer os nossos corações.

Primeiramente, porque Deus não fala com todo mundo. Começa por aí. Tem um salmo, o 101, se eu não me engano, que diz o seguinte: “Os meus olhos estão sobre os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda no caminho perfeito, esse me servirá…”

Agora, pensem bem. Deus nos olha, nos chama porque vê que podemos servi-Lo. Mesmo assim, podemos resistir ao Seu chamado.

Muitas vezes, isso ocorre por falta de entendimento da nossa parte. Depois, quando estivermos numa situação muito desagradável, bastante difícil, quase sem ter como respirar, é que resolvemos buscar a Deus.

Deus nos escolhe, nos elege. Imaginem se Abraão, Moisés, Davi ou Paulo tivessem endurecido o coração e rejeitado o chamado. Ninguém pode resistir ao chamado de Deus. Eu chamo a sua atenção para que você entenda por que não pode ser uma religião.

Ele nunca teve prazer  em coisas dessa natureza. Muito pelo contrário, sempre chamou a atenção do povo para que deixasse tudo o que fosse falso, injusto, mentiroso, solene demais.

O profeta Isaías abriu a boca, dizendo: “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias … não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.” (Is 1:14)

O nosso amor por Deus tem de ser verdadeiro. Se for em troca de alguma coisa, está errado. “Quanto o Senhor  me dará por isso? O que eu vou ganhar?” Deus me livre disso! Vamos fazer como aqueles irmãos que eram pescadores. Quando receberam o chamado de Jesus, deixaram as redes, os barcos, tudo e O seguiram. (Mt 4:18-22)

Hoje não é diferente. Deus está chamando uma igreja que seja realmente voluntária, que se disponha a serví-Lo, sem qualquer interesse. É um povo que simplesmente O ama, que abraça essa causa porque a considera justa. Amém! Vamos ver o que isso tem a ver com a parábola que lemos.

Como era esse juiz? Jesus deixou bem claro que o juiz era iníquo, ou seja, não temia a Deus. Mas, apesar disso, de tanto a viúva insistir, ele acabou atendendo ao pedido dela. E, no final, diz o seguinte: “Não fará Deus justiça…?” Prestem atenção nisso! “Não fará Deus justiça…?” É uma pergunta, não é? É isso que Deus está batendo na nossa cangalha hoje.

Aquela mulher foi atendida pelo juiz?

Foooooi!!! (Toda a  igreja – Ed.)

Será que foi justo o pedido dela? E quanto ao juiz, fez ele bem ou mal em atendê-la?  Respondam todos!

Fez bem! (Toda a igreja – Ed.)

Jesus aprovou tanto o procedimento da mulher, quanto o do juiz: ela agiu corretamente em insistir e ele em atender o pedido que ela fez: “Faz-me justiça contra o meu adversário!”

Mas, o que nos interessa é a segunda parte: “Não fará Deus justiça…?” A quem? A quem agir como agiu esta mulher. Que mulher é essa a que Jesus está se referindo? É uma parábola mais uma vez. A mulher simboliza a igreja. Por acaso, sendo Deus justo, não fará  justiça a esta igreja que O importunar dia e noite?

O que nos falta para ser como aquela mulher, Welington?

Disposição para clamar.

Clamar a Deus. (Débora – Ed.)

Orar, pedir. (Adriana – Ed.)

Quando alguém fala alguma coisa, os outros falam igual, talvez, com receio de errar. Continue, Adriana.

É incomodar a Deus, assim como a mulher foi até o juiz, temos de ir até Deus.

O que falta à igreja? Vimos que, na parábola, a viúva fez tudo certo. O juiz, por sua vez, de tanto ser incomodado, também fez o que era justo.

Então, nessa parábola, mais uma vez, Deus está batendo na nossa cangalha para entendermos. Jesus estava falando uma coisa para entendermos outra. Na verdade, o que Ele queria que a igreja fizesse? “Se alguém que é injusto atendeu essa mulher, imaginem Eu? Será que não vou atender vocês?”

Então, o que está faltando para se cumprir, para Deus também nos atender, João Henrique?

Incomodar, amolar a Deus.

Eu vou perguntar novamente: vocês acham que a causa daquela mulher era justa?

Eeeera! (Toda a igreja responde – Ed.)

Por que podemos afirmar que a causa era justa? Por causa da maneira como ela pediu: “Julga a minha causa contra o meu adversário.” Que pedido mais sábio! Ela apenas queria que fosse feita justiça.

A viúva não pediu para o juiz agir dessa ou daquela forma, mas que apenas julgasse a sua causa da maneira que achasse que fosse correto.

Por que Jesus usou como exemplo uma viúva? Poderia ser uma jovem, uma senhora casada, que tivesse um marido bom, mas por que uma viúva? É simples: a viúva não tem ninguém por ela. Nem assim o adversário teve misericórdia. Nossos inimigos não desistem, são implacáveis, acreditem nisso.

É exatamente assim que a igreja tem de se considerar, como uma viúva: cheia de problemas, filhos para cuidar, a saúde já não está assim tão boa, a idade está avançada, se tinha alguma formosura foi embora e assim por diante. Além disso tudo, ainda tem um adversário.

Se ela tivesse alguém em quem pudesse confiar, um marido, por exemplo, o que você acha que aconteceria, Estevan?

Ela deixaria o marido resolver.

Não, ela não iria ao juiz! Concorda?

É verdade, eu concordo!

Ela não iria ao juiz porque a confiança estaria numa outra coisa, talvez nela mesma. Mas, se o marido fosse bonzinho, atencioso, ele já teria assumido o problema. Nós somos aquela viúva. Cuidado para não depositar sua confiança numa outra pessoa que não seja Deus. Nós não temos marido, temos?

Você tem, Estevan?

Não! (Risos – Ed.)

Não temos marido! Somos uma igreja, um povo que tem esperança de um dia estar com Deus. Apenas uma pobre viúva! E ainda por cima, temos um adversário que não larga do nosso pé, que não nos deixa hora alguma, que não nos permite nem mesmo fazer um louvor para Deus.

O que temos de fazer, então, Rafael?

Só nos resta clamar.

Então, Jesus quis dizer o seguinte: “Se vocês me pedirem… Se vocês clamarem por Mim… Se vocês baterem à Minha porta…” É justo que façamos isso. Só não será justo se não batermos.

Se a viúva ficasse em casa, dormindo, e o juiz fosse lá atendê-la, não seria justo. A pensar dessa forma, ele teria de atender, por uma questão de justiça, às demais mulheres do mundo que tivessem passando por problemas.

Mas ele não atendeu àquelas que não reclamaram, porque elas não insistiram como aquela mulher. Entenderam como é que se faz Justiça? Como foi que o juiz se manifestou sobre o pedido dela?

“…Bem que eu não temo a Deus, nem respeito homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.”

Sabem por que Deus, muitas vezes, não nos ouve, não nos responde, não nos liberta? Porque ficamos esperando que Ele venha e faça alguma coisa. Não é justo! E Deus não comete injustiça com ninguém.

Ele espera que digamos: “Eu não quero pedir que o Senhor faça isso ou aquilo, eu só quero justiça. Não quero nada que eu não tenha direito, apenas julgue a minha causa.” Foi assim que a viúva fez e o juiz iníquo atendeu. Sendo Ele o Senhor, não tem Deus acima Dele, por conseguinte, não tem o que temer, atende a quem quiser.

Pensem bem, se nós, que somos maus, sabemos fazer boas coisas, imaginem Deus. “Senhor, levante uma igreja no padrão que o Senhor quer, que clame, que peça justiça.” Mas, para aquele que não pede, que faz justiça com as próprias mãos, Deus não poderá fazer nada.

A igreja precisa estar certa do que quer e clamar por isso. Do contrário, se Deus atendê-la, seria uma injustiça e Deus não comete injustiça alguma. Amém, gente? Aleluia? Esse aleluia poderia ser muito mais forte, vocês concordam? O dia que Deus vir o nosso louvor sem ser necessário ficar empurrando ninguém, a nossa causa vai ser julgada.

Quando Ele nos vir chorando, orando, dizendo: “Senhor, ensine-me, dê-me sabedoria, mostre-me o caminho”, então, seremos ouvidos.

Deus não fará justiça a uma igreja que não esteja pensando e agindo assim. Vocês concordam com isso? Não vai ser justo! Para isso, vamos precisar de uma coisa muito importante: fé. Jesus encerra a parábola com um versículo que me incomoda: “Haverá fé na terra quando o Filho do Homem voltar?”

Sabem o que falta para isso tudo acontecer? Fé. A viúva teve, ela acreditou que o juiz iria ouví-la: “Eu vou! Eu sei que eu vou conseguir!” E o juiz falou: “Deixa comigo que eu vou fazer por você.” E pronto! É isso!O dia que entendermos assim, que batermos na porta, será diferente.

A fé é assim: “Irmão, conte comigo! Eu não estou aqui para resolver tal e tal problema; não estou aqui para curar uma angústia que eu tenho; estou aqui porque eu quero abraçar essa causa, porque quero ser essa viúva.”

Ou então: “Eu quero bater não por mim, seria muito egoísmo, muita hipocrisia da minha parte, mas por uma igreja, por um povo! Eu quero ver um povo, Senhor, porque é justo que haja um povo que te sirva! É justo que haja um povo que faça as coisas com alegria! É justo que haja um povo que não murmure!”

Mas a fé é uma coisa que está acabando. E Jesus já previu isso. Ouvimos a Palavra com alegria, mas os cuidados com o mundo, a fascinação pelas riquezas, as tentações, tudo isso nos rouba, arranca essa Palavra do nosso coração, e ela não frutifica. O deus do homem, cada vez mais, torna-se o seu próprio ventre. É para ele, somente para ele que tudo deve ser feito.

Ou poderíamos dizer o contrário: a Palavra caiu no nosso coração, em boa terra, produziu fruto, cresceu a dez, cinqüenta, sessenta, oitenta por um. Eu quero dizer para vocês que é isso que eu gostaria que acontecesse, mas, infelizmente, a fé está acabando. Mas nem por isso vamos desanimar. A nossa fé deve ser independente de qualquer pessoa.

É exatamente isso que Deus espera dessa viúva, dessa pobre mulher, que O vê como o Único que pode ajudar. Como eu disse, somos uma mulher sem marido.

Mas as Escrituras falam da grande prostituta, da mãe das meretrizes assentada sobre as muitas águas. Essa tem um marido que resolve tudo por ela e não precisa clamar. Não tem o que pedir porque é rica.

Temos sido pressionados para ceder, como ocorreu com as outras que fizeram um acordo, uma aliança com o mundo. Deus nos dará muita graça para que isso não aconteça. Tenha misericórdia, Senhor!

Sônia, você gostaria de dizer alguma coisa?

Hoje eu sonhei que chegava na cooperativa e estava tendo um mutirão, lá onde é o campo de futebol. Havia um buraco muito fundo, muito tijolo e ferro; era como se tivesse fazendo uma fundação. Você estava trabalhando, cavando um buraco. Só que, em vez de usar uma pá, você pegava o Zé Alves pelos pés e ele, com as mãos, retirava a terra. Você estava muito nervoso porque tinham poucas pessoas ajudando. A Lázara ajudava a preparar a refeição. Eu dizia para você: “Rossini, na idade em que você está, não pode estar mexendo com coisas tão pesadas.” Você repondeu: “Mas eu vou fazer o quê?” Quando eu olhei para o lado, a refeição já havia sido servida e muitas pessoas, sentadas no chão, olhavam você trabalhando. Desci no buraco e ajudei a Lázara a tirar as panelas, mas havia muita terra para ser tirada. Aí, a Suzana disse: “Vamos ajudar a tirar essa terra.”

Realmente, é isso que estamos falando: a igreja precisa de ajuda, de pessoas que sejam voluntárias para esse trabalho. Cada um tem sua função no corpo, sua tarefa, e é bom que cada um descubra isso logo: os homens furavam buracos, as mulheres faziam comida.

Não vamos esperar que as mulheres fiquem com o serviço pesado, que elas furem os buracos. Também não vamos querer que os homens façam comida, porque é tarefa delas. Mas a verdade é que, se batermos na porta, Deus vai nos atender.

Individualmente, vamos perguntar: “O que o Senhor quer que eu faça? Eu não vou dar descanso aos meus olhos enquanto o Senhor não me responder. Será que eu tenho sido útil? A minha causa é justa?”

É fazendo assim que cada um vai encontrar o seu lugar. Às vezes, Deus mostra um sonho desse, não com o propósito de reprovar os demais, mas para incentivá-los a trabalhar. Que ninguém fique triste porque não apareceu nesse sonho trabalhando. Se você não apareceu nesse, aparecerá em outro.

Vamos continuar lutando, nos esforçando, pelejando. Eu tenho certeza de que, de repente, vamos começar a ver o resultado daquilo que temos feito. Não podemos entregar os pontos.

Como foi mostrado no sonho, mesmo que o físico sinta, mesmo que a idade esteja avançada, não podemos deixar de trabalhar. Ao terminar a reunião, eu gostaria de discernir todos os sonhos, todas as visões, ouvir todas as reclamações, orar com todos os enfermos… Mas vamos nos esgotando. É um motivo a mais para clamarmos a Deus: “Senhor, renove as minhas forças.”

Você acha que poderíamos fazer muito mais, Elias?

Sim, acho. Eu tiro por mim mesmo que poderia fazer muito mais.

Diga algo que você poderia fazer mais.

A partir de hoje, eu creio que é clamar mais a Deus, não só por mim, mas pela igreja em si, não é?

O que mais? Como deve ser o louvor?

Com alegria!

Deus disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. Então, se o pessoal começar a ver o Elias empolgado, será que os que estiverem perto dele não vão se animar também?

Vão se animar! Para acender um fogo não precisa mais do que um palito de fósforo. (Ir. Adriano – Ed.)

Ouçam a voz do Elias! Olhem que voz mais boa ele tem, querem ouvir?

Aleluia! (Ir. Elias – Ed.)

A voz do Elias, a voz do Adriano…

Esse é o nosso desafio: não queríamos ser mais uma igreja que se sentasse no banco e fosse embora. Queríamos, e continuamos querendo, um povo animado, disposto, que espera em Deus.

Será que se batermos na porta e confessarmos para Deus o nosso desejo, Ele não irá nos atender? “Senhor, é justa ou não a nossa causa? O Senhor tem se agradado ou não de nós?”

De repente, o Augusto nos vê animados, trabalhando, e vai dizer: “Eu concordo com o que está sendo feito e acho que isso é justo!” Vem o Dedé e concorda também: “Esse é o povo que eu sempre sonhei.” Para fazer parte da igreja, temos de produzir fruto, fazer alguma coisa.

E o nosso adversário, Welmo?

É injusto.

O nosso adversário tem pegado pesado. Será para quê, Dedé?

Para a igreja ceder, fazer da mesma forma da outra que tem marido.

É isso mesmo? A partir do momento em que nos acomodarmos, entrarmos no ritmo das “outras mulheres”, acabou. É tudo o que o nosso adversário quer, que percamos a… Rosirene?

A virgindade, a santidade.

O nosso adversário quer que percamos a virgindade, que nos corrompamos! Como é difícil uma igreja, nos dias de hoje, guardar a pureza, ser fiel a Deus. A hora que a igreja entrar no sistema religioso, mexer com política, aí acabou! A primeira pessoa a sair serei eu. Vamos transformar toda essa estrutura num clube e vocês verão que beleza vai ficar.

Vamos eleger o nosso vereador Dedé. Quem se prontifica a candidatar-se a deputado? Acabaram-se as nossas dificuldades. Teremos bancos confortáveis, mais sofisticados.

O que vocês acham da idéia? Que Deus nos livre disso! Que Deus tenha misericórida de nós e nos dê graça para que isso nunca venha a acontecer. Mas a viúva, meus irmãos, sabe que só Deus é por ela; não abre mão da Palavra de Deus.

O senhor estava falando a respeito do nosso adversário, que nos pressiona para que sejamos iguais às outras mulheres (igrejas), corrompidas. Como foi falado, a viúva confia apenas em Deus, porque ela sabe que não pode contar com mais ninguém. Mas, muitas vezes, por não confiar em Deus, a igreja pensa: “Vamos eleger um deputado, um governador.” Daí em diante, passa a confiar naquela pessoa. Se acontecer qualquer problema, ela resolve. Ou seja, ela não vai se sentir como a viúva. Pelo contrário, vai dizer: “Procure o deputado, o governador, o prefeito Fulano… (Welmo – Ed.)

“Aleluia! Esse ano nós elegemos dois deputados federais! Aleluia!” Com isso, a igreja, as pessoas se sentem motivadas a fazer ainda mais. “No próximo ano, vamos eleger mais tantos…” E elas passam a trabalhar em função disso. Compram rádio, televisão etc. Está sempre motivada! E a causa de Deus, como fica? Como o Welmo falou, ela não tem mais motivos para procurar a Deus, já tem quem resolva os seus problemas.

As Escrituras dizem: “Mas ai de vós que sois ricos! Porque já recebestes a vossa consolação.” Os ricos já têm o que os console, não precisam de mais nada. “Rico estou e de nada tenho falta…” Não é assim que está profetizado a respeito da igreja de Laodicéia, que simboliza a igreja dos últimos dias? Espero que vocês tenham entendido.

Será que entenderam, Júnior? Pegue o microfone.

É, realmente, eu creio que a base de tudo é acreditar, como essa mulher. Ela só insistiu na causa porque acreditou. A situação da igreja não pode ser diferente. Eu estava falando com o Wender que a igreja é viúva mesmo! Ela tem de ficar viúva, porque, como foi mostrado, muitas denominações já têm marido. Tremendo, não é? Elas já têm marido! A igreja não, é sozinha, solitária, e tem de ser assim para não ter a quem procurar, senão Deus. Mas aquela que se casou, pronto: tem o deputado, tem o vereador, tem o prefeito, o empresário bem sucedido em quem ela confia e assim por diante. Outro detalhe que eu achei importante demais é buscar essa justiça, porque o restante é com Deus. A igreja que entender isso, vai pedir a Deus simplesmente que faça justiça. Tudo isso sem perder a alegria, o entusiasmo.

Normalmente, não damos muita atenção ao que está sendo falado, mas é muito importante, saibam disso. Abram em Apocalipse, capítulo 17, versículos 3 e 4.

“3 Então ele me levou em Espírito a um deserto e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata que estava cheia de nomes de blasfêmias, que tinha sete cabeças e dez chifres.

4 A mulher estava vestida de púrpura e escarlata e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundícia da sua prostituição.”

É preciso atentar para esses detalhes: ou fazemos parte da virgem, da noiva, ou fazemos parte da prostituta, da adúltera. Só existem essas duas mulheres no mundo! Uma simboliza a igreja que agiu como a viúva, que só tinha Deus. A outra, colocou a sua confiança nas riquezas, na política. É assim ou não é? Enquanto o noivo não vinha, amigou-se com o Estado. Continuando…

“5 E na sua fronte estava escrito um nome simbólico: a grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações.

6 Vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos…”

Explora, explorou, derramou o sangue dos santos, do povo de Deus! Mas parece que o povo gosta é disso, de ser iludido, enganado! Em troca disso, dá tudo o que tem, se esforça, trabalha. Ainda por cima, fica feliz, feliz da vida! Que coisa terrível! Que força tem esse demônio!

“6…Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração.

7 E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.”

Olhem só quem está conduzindo essa mulher: a besta. Leva essa igreja, esse povo, para cima e para baixo. Faz o que o diabo quer! O pior de tudo isso é que acha que está fazendo a vontade de Deus. Depois, com mais tempo, leiam todo o capítulo 17. E no capítulo 18, versículo 7, está assim:

“7 Quanto ela se glorificou e em de lícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto, porque diz em seu coração: estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.”

“Não sou viúva, e não verei o pranto…” Tudo está se cumprindo, gente! A Palavra de Deus não falha! Jesus disse: “Passará o céu e a terra, porém, as minhas palavras não passarão.” (Mt 24:35)

Veja você mesmo se tudo não está acontecendo da maneira como foi escrito. Que igreja será esta que, estando farta, como rainha, vai bater na porta do juiz?

Ela não sente vontade nem de chorar, de prantear. Está tudo muito bem para ela, tudo dá certo! Elege os seus vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores, presidente… Uma igreja… Meu Deus! Tenha misericórdia de nós para que, de repente, não venhamos cometer o mesmo erro.

Qual igreja vai se humilhar debaixo das mãos Deus e dizer: “Senhor, julgue a nossa causa! Não queremos dizer se estamos certos ou errados, mas julgue a nossa causa!” Alguém me passou um sonho por escrito. Vou ler para vocês, é bem pequenininho:

“Sonhei que estávamos na reunião, e o senhor (Rossini) estava nos ensinando a mesma coisa que foi falada na vigília: sobre despojar. De repente, o senhor olhava para o quadro e dizia: ‘agora sabemos o que fazer!’”

Eu não disse que era um sonho pequenininho? Esse “senhor” que está no sonho sou eu. É, realmente, na vigília falamos sobre isso: despojar, que significa abandonar, largar, desapossar. Em outras palavras, apartar-se do pecado.

No sonho, eu dizia: “Agora sabemos o que fazer!” Como Deus fala com essa igreja! Eu fico admirado, sinceramente. Mal terminamos de fazer uma coisa e Ele já está mostrando em sonhos, visões que é isso mesmo. Eu duvido se não vai ter um sonho confirmando o que estamos pregando hoje. Um não, muitos, vários! Sonhos e visões!

Tem um sonho da Divina comigo que eu também gostaria de comentar, mas vai ficar para outro dia. Temos ainda que celebrar a ceia. É um sonho cobrando de nós outro sonho que já foi dado. Já estamos encerrando, se Deus quiser.

Eu só queria que vocês guardassem no coração tudo aquilo que Deus tem falado conosco neste lugar. Eu diria mais ainda: pergunte para Deus se é justa a nossa causa. Pergunte para Ele se você faz parte desse ministério. Amém.

Já explicamos, em várias oportunidades, que depois que Jesus terminava de pregar, de falar, partia-se o pão e distribuía-se o vinho. E, um dia, Deus mostrou em uma visão, ou em sonho, não me lembro, confirmando tudo isso, da maneira como temos ensinado. Esse pão simbolizava a Sua Palavra, aquilo que Ele tinha falado.

Em certa ocasião, disse: “Eu sou o pão que desceu do céu…”, significando aquilo que Jesus havia falado. Várias pessoas conviveram com Ele, ouviram Suas pregações, mas O traíram. Judas foi um exemplo de quem fez isso. “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, virou contra mim o calcanhar.” (Sl 41:9) É sério demais!

Ao partir o pão, era como se dissesse: “Se você comer do pão é porque você está dizendo que concorda comigo. Se você não concorda, não coma, para que você não coma e nem beba a sua própria condenação!” É isso que significa, que simboliza a ceia! Ceia quer dizer comunhão, acordo dos santos.

É por isso que na Igreja Católica existe a primeira, a segunda comunhão e assim por diante. Quem participa concorda com tudo o que é feito por lá, embora nem todos saibam disso.

O pão é partido e cada pedacinho simboliza o corpo de Cristo que foi partido por nossa causa. Atenção! Então, o pão que desceu do céu é partido, simbolizando Cristo, a Sua Palavra.

“O verbo se fez carne…” Depois foi partido, arrebentado, destruído, perseguido, injuriado, injustiçado, difamado. Tinha de ser assim para um dia tornar a unir esse pão novamente, pedacinho por pedacinho, reconstituir o Seu povo. Então, ao comer o pão, ao se alimentar da Palavra, espiritualmente, você está se unindo a Cristo. Que coisa tremenda!

É como se você dissesse: “Senhor, conte comigo! Eu quero ser batizado, fazer essa aliança com o Senhor!” Assim, eu me uno a Ele e o pão vai sendo reconstituído novamente. O pão desceu do céu com essa finalidade, de reedificar a igreja, de reconstruir o povo de Deus. Por isso Ele deu a vida pela igreja.

O pão será distribuído da forma mais natural possível. Jesus não quer saber se você pecou ou não, se foi batizado ou não, quer apenas saber se você creu e é capaz de comer esse pão com entendimento, se responsabilizar pelo que está fazendo. Amém, gente? É sério demais!

Um dia, Ele vai concluir a obra que realiza, a de congregar tudo em Si mesmo: um só Espírito, um só corpo, um só coração, um só Deus. O pão vai ser um só! Todos em Cristo. E outra coisa: um pão puro, sem fermento, sem mistura.

Alguns irmãos vão distribuir o pão. Podem pegar. Da mesma forma, o Senhor tomava o cálice, simbolizando o Seu próprio sangue… O sangue simboliza a vida que Ele deu por nós. Ele não só falou, mas provou o Seu amor, nos dando a Sua própria vida.

Se existe alguém que não ficou apenas na conversa, esse alguém foi Jesus Cristo. Fez exatamente aquilo que falou. O pão simbolizava a Palavra; o cálice, Sua vida.

Enquanto vocês estão sendo servidos, prestem atenção… Se o pão simboliza a Palavra e o cálice a vida, é porque apenas a Palavra, apenas a letra, sem vida, não resolve. É preciso algo mais! Então, não se comprometa apenas a comer, mas também a viver.

Senhor, que o Seu sangue corra em nossas veias. Sangue esse que o Senhor deu por nós, que ele possa se transformar dentro de nós, aqui simbolizado por esse vinho, fruto da videira, é a vida do Senhor em nós. Cristo em nós, nos ensinando, é tudo que nós precisamos. Concordamos com isso, Jesus. Julgue a nossa causa! Nada mais, nada menos, faça apenas o que for justo. Que cada um de nós saiba viver com humildade, paciência, sobriedade e justiça a vida que nos está sendo proposta. Que nós amemos uns aos outros, para que não haja partido entre nós. Para que não haja, oh, Deus, divisão. Para que o corpo do Senhor seja glorificado e todos vejam a Sua glória. Seja exaltado através dessa igreja, através das nossas vidas. Tão somente, nos ensine o caminho que devemos andar. Julgue a nossa causa, Senhor! Tire os nossos pecados. Abata a força do nosso adversário! E nos leve, Senhor Deus, a ter alegria na nossa salvação. É assim que nós te pedimos, meu Deus, em nome de Jesus! Em nome de Jesus! Aleluia, Jesus! Eu acho bonito demais… Se essa proposta que Deus faz para nós é justa, podemos abraçar isso sem medo! Sabemos que Ele é o Juiz que vai julgar a nossa causa. Não estamos sós! Não estamos sem Deus! Tem um Deus por nós! Alguém Poderoso como Ele! Juiz que sabe julgar com Justiça! Que sabe perdoar! Que sabe dar força ao cansado! Julgue, Senhor Deus, a nossa causa! Porque é a nossa vontade servir ao Senhor. Amém, Jesus! Amém, oh, Deus! Confie no seu Senhor! Se o juiz iníquo foi capaz de ajudar aquela viúva, muito mais Ele será capaz de nos ajudar, muito mais Ele fará por nós. Aleluia, Jesus!

“Deus enviou seu Filho amado

Pra nos salvar e perdoar

Na cruz morreu por meus pecados

Mas ressurgiu e vivo com o Pai está

Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã

Porque Ele vive temor não há

Mas eu bem sei, eu sei que minha vida

Está nas mãos do meu Jesus que vivo está

E quando enfim chegar a hora

Em que a morte enfrentarei

Sem medo, então, terei vitória

Verei na glória o meu Jesus que vivo está…”

Você pode crer numa igreja justa! Você pode crer num povo santo! Porque Ele vive!Amém. Então, vamos juntos comer o pão. Você está sendo unido ao corpo de Cristo espalhado pelo mundo inteiro. Não somente aqui na terra, mas também no céu. Você está sendo unido ao povo de Deus. Amém? Ao comer o pão, você aceitou fazer parte dessa viúva, deste povo, que um dia terá a vitória definitiva. Que um dia verá o seu Senhor na Glória. Juntos, todos juntos, vamos comer o pão e beber o cálice, o cálice da aliança, você fez aliança com Deus! O cálice da nova aliança! Entregou a sua vida nas mãos do Senhor! Entregou a sua causa a Ele! Entregou os seus caminhos a Ele! A aliança que Ele faz conosco hoje! Vamos comer juntos o pão e beber o cálice!  Olha, a fé que Ele pediu é a fé que nós queremos ter. Eu sei que cada irmão tem a sua dificuldade, a sua luta. Não deixe isso te abater! Coloque-se no lugar daquela viúva, você não tem outro a não ser Ele. Coloque-se no lugar dela, bata. Não bata como quem já tem marido, como quem já tem solução, como quem não precisa de ajuda. Bata como quem está necessitando de ajuda: “Ajuda-me, Senhor! Julgue a minha causa! Eu te peço, meu Deus.” Julgue a causa que nós abraçamos, a causa dessa igreja, Senhor, e faça justiça, porque nós precisamos de Ti. Não temos outro! Não temos a quem buscar! Não temos onde segurar! Não tem quem faça, quem julgue a nossa causa! Só o Senhor! Aleluia, Jesus! Faça isso, meu Deus. Em nome de Jesus. Amém. Nós estamos encerrando, em nome de Jesus. Vamos cantando e abraçando uns aos outros. Amém.

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