Vamos abrir nossas bíblias no Livro de Romanos, capítulo 11. Eu gostaria que todos prestassem bastante atenção
no que vamos falar esta noite. Ontem, eu passava por um lugar no Jaó, bairro onde eu moro, todos sabem, e observei que há alguns meses teve início uma reunião de ensinamento da doutrina espírita.
E pude observar que começou com poucas pessoas, uma pequena quantidade de carros estacionados em frente ao local. Mas ontem, eu passei por lá novamente e fiquei surpreso com o número enorme de pessoas que estão freqüentando aquele lugar.
Aquilo me preocupou, porque eu vejo muitas pessoas se esforçando para divulgar o que acreditam. Não tenho nada contra elas; pelo contrário, fico preocupado conosco. Não sei se todos concordam, mas deveríamos trabalhar com mais intensidade para divulgar e ensinar a doutrina de Cristo.
É por isso que a luz está se apagando. Se não tivermos cuidado, os outros irão divulgar suas doutrinas e nós não divulgaremos a nossa. Quando Jesus ainda estava no mundo, disse: “A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz.” (Jo 3:19)
Qual a intenção Daquela luz? Não era a de iluminar todas as pessoas? Sim, foi com esssa finalidade que Jesus veio. Será que Ele foi capaz de cumprir a sua missão? Foi! A respeito Dele, disse o profeta Isaías: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.” (Is 9:2)
Um outro versículo importante diz que o homem seria convencido de três coisas: do pecado, da justiça e do juízo. E ao referir-se ao pecado, afirma que este consiste em não crer em Jesus. (Jo 16:8-9) A prova de que o homem não creu e continua não crendo, é que cada um faz o que quer.
O apóstolo Paulo diz a nosso respeito, quando ainda não críamos: “…entre os quais todos nós também andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.” (Ef 2:3)
Mas, ouvindo a doutrina de Cristo, nos convertemos a Ele e mudamos o nosso procedimento. Aliás, o aumento do número de doutrinas que negam o Seu ensino também é uma prova de que o homem não creu.
E por não concordarem, passaram a pregar um outro ensino. São doutrinas demoníacas! “…o espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentira e têm a sua própria consciência cauterizada…” (I Tm 4:1-2)
Eu não tenho receio de dizer isso; pelo contrário, falo com toda liberdade. Vocês já me conhecem e sabem qual é o meu comprometimento com o Evangelho. Graças a Deus por eu ter essa liberdade de falar com vocês, assim, abertamente. Ou será que vocês também prefeririam ser enganados?
Isso que estamos falando também prova que a volta de Cristo está bem próxima. As Escrituras dizem que o Dia do Senhor viria como vem o ladrão de noite. (I Ts 5:2) Em outras palavras, Jesus voltaria quando ninguém estivesse esperando. Fiquem atentos! É por não esperarmos o ladrão que ele nos rouba, não é assim?
Mas essa noite, à qual a bíblia está se referindo, é uma parábola e simboliza a falta de luz, de entendimento, de conhecimento. Para quem entende a linguagem de Deus, está mais do que claro, não é? Aos homens foi dada a opção e eles preferiram amar as trevas à luz.
Um dia, e não está longe, as trevas tomarão conta da terra, exceto da igreja, do povo que realmente quer Deus. Existe uma profecia que diz: “Pois eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo. e a sua glória se verá sobre ti, nações caminharão para a tua luz e reis para o resplendor da tua aurora…” (Is 60:2-3)
Observe no mundo natural como as trevas só cobrem o dia quando o sol vai embora. Na prática, no mundo espiritual, é isso que está acontecendo: os males estão dominando a terra, justamente pela escassez, pela míngua de luz. A luz está se apagando, certo?
Isso deve ser uma preocupação muito grande para todos nós que vivemos esses dias. Todo cuidado é pouco. Enquanto o caminho dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito, o caminho dos ímpios é como a escuridão, não sabem eles em que tropeçam.(Pv 4:18-19)
Então, vamos ler em Romanos, capítulo 11. Todo ele é muito importante, mas vamos ler apenas do 13 ao 24.
“13 Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério,
14 para ver se de algum modo posso incitar à emulação os da minha raça e salvar alguns deles.
15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?
16 Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são.
17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
18 não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
19 Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme;
21 porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti.
22 Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado.
23 E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.
24 Pois se tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!”
Vamos parar por aqui. Depois, daremos seqüência, se for o caso. Assim como as outras doutrinas, a doutrina de Cristo necessita ser rigorosamente ensinada, a fim de que todos cheguem “…à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não sejamos mais como meninos, agitados de um lado para o outro, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia que induzem ao erro.” (Ef 4:13-14)
Isso tudo é para a nossa própria segurança, podem ter certeza disso. Esse é o Evangelho que pregamos, que cremos. Precisamos entender tudo a respeito da doutrina de Cristo. Praticamente em todas as reuniões estamos trazendo um assunto diferente.
Esses dias atrás, por exemplo, estávamos falando a respeito daquela passagem em que Jesus disse que, como nos dias de Noé, seria a sua volta.(Mt 24:37) Agora, falaremos de um outro assunto, também relacionado à doutrina de Cristo.
Então, nós que somos cristãos, que esperamos a volta Dele, temos de estar observando os sinais do tempo. Muitos estarão dormindo, e será justamente este momento em que Jesus voltará. Cuidado para que você não seja apanhado de surpresa.
Nos dias de Noé – não vamos explicar tudo isso novamente – poucas pessoas estavam na arca quando veio o dilúvio. A arca, sabemos, simboliza Cristo. Isso quer dizer que, na ocasião da Sua volta, será como aconteceu lá atrás; poucos estarão na arca, ou seja, em Cristo.
O que significa estar em Cristo? Tem uma pasagem nas Escrituras que afirma: “Nisto sabemos que estamos Nele: aquele que diz que está Nele, esse deve andar assim como Ele andou.” (1 Jo 2:5-6) Então, primeiramente, temos de concordar com Cristo. Fundamentalmente é isso!
Estar em Cristo é estar de acordo com Ele. Quem discorda da Sua doutrina não pode permancer na arca. Então, comparando com a profecia, é possível dizer que poucos estarão em comunhão com a Palavra Dele, na ocasião da Sua volta.
Assim, por essa causa, as trevas estão invadindo a terra. Os que concordam diminuem na mesma proporção em que aumentam aqueles que discordam. A partir do momento em que concordamos com Ele, começamos a ser aperfeiçoados; nossos pecados são tirados um a um.
Antes de qualquer coisa, devemos dar razão a Ele. O fato de não sermos capazes de praticar, ou por acharmos difícil demais, não é motivo para discordarmos.
Vai chegar um momento em que haverá somente trevas. Jesus Cristo, então, derramará a sua ira sobre a terra. Se observarmos, chegaremos à conclusão de que tudo está se cumprindo.
Os governos perderam completamente o controle dos problemas que afligem a humanidade: saúde, violência, terrorismo, desigualdade social, drogas, fome e assim por diante. Tudo isso são trevas.
As pessoas chegarão ao extremo de fazer coisas absurdas. Tem uma outra profecia que diz: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os pais, e os matarão.” (Mc 13:12) É sério demais!
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, é claro, escreveu todo esse capítulo 11. Nesse trecho, o povo de Deus é comparado a uma árvore: a boa oliveira. Você poderia estar se perguntando a respeito dos outros povos.
Os outros povos não eram considerados povo de Deus. Eram conhecidos por gentios. Esse povo gentio ficaria simbolizado por uma outra árvore: o zambujeiro.
Essa primeira árvore inclui o povo que vem desde Abraão, Isaque, Jacó, Davi e etc, até chegar em Cristo (boa oliveira/judeus). Eu volto a repetir: os demais estavam na outra árvore. Essa árvore aqui (zambujeiro/gentios), não era povo de Deus. Ponha isso bem guardadinho na sua cabeça. Então, temos duas árvores, de natureza uma diferente da outra, simbolizando dois povos.
Jesus veio e qual era a Sua vontade, o Seu desejo? Que não houvesse separação e que todos se tornassem uma só árvore: a do povo de Deus. Mas, o que aconteceu? O povo que era considerado de Deus não concordou com Ele. Jesus Cristo era o próprio Deus, não se esqueçam disso. Houve, então, uma desobediência, uma rejeição.
Depois dessa desobediência, o que aconteceu? Esse povo que era de Deus deixou de ser, ao passo que, à outra árvore, com algumas condições, foi dada a oportunidade de se tornar povo. “…Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem em seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus…” (Jo 1:11-12)
Então, o segredo para se tornar povo de Deus, continua sendo receber Jesus. Os judeus que O receberam, que creram Nele, automaticamente, passaram para a árvore que, dali para frente, seria considerada a boa oliveira.
E quanto aos gentios? Como passaram a ter o direito de ser povo de Deus? Da mesma forma: crendo em Jesus. Por isso, o profeta Isaías disse: “Fui achado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome eu disse: eis-me aqui, eis-me aqui.” (Is 65:1)
Por que os judeus deixaram de ser povo de Deus? Porque não estava mais de acordo com Ele. “Acaso andarão dois juntos se não há acordo entre eles?” (Am 3:3) É como se eles dissessem: “Nós não concordamos, não aceitamos o que este homem está dizendo.”
Foi justamente nesse ponto que eles tropeçaram, resitiram a quem não poderiam. Mais interessante ainda é que estava tudo escrito, mas boa parte do povo não se deu conta disso. “Disse-lhes Jesus: nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos?” (Mt 21:42)
Qual a situação do mundo hoje? Eu vou repetir novamente porque esse detalhe é muito importante: alguns galhos da árvore dos gentios foram enxertados na boa oliveira. Esses são os que creram em Jesus. Mas, alguns dos galhos daquela que era considerada a árvore boa, foram arrancados. Esses são os judeus rebeldes, que desprezaram a Palavra. Assim, perderam a condição de povo de Deus. Os que creram migraram para a outra árvore, certo? Vamos ler a partir do versículo 19:
“19 Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme;
21 porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti.
22 Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caí ram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado.
23 E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.
24 Pois se tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!”
Vamos entender agora como começou essa outra árvore. Onde não era, começou a ser feito, a ser criado o povo de Deus. Preste bem atenção nisso. Estava zerado, sem ninguém e Deus começou tudo de novo.
O que se aproveitou da oliveira legítima foi apenas o tronco e a raiz. A edificação desse novo povo começou com uma semente, que foi Jesus Cristo. Primeiramente, eu mostrei a árvore, mas vamos entender como ela mesma teve a sua origem.
A semente, que simboliza a Palavra anunciada por Jesus, foi lançada em vários lugares diferentes, como está na parábola do semeador: parte caiu entre espinhos, parte caiu entre pedregais, parte caiu à beira do caminho, mas parte caiu em boa terra e produziu fruto. Ou seja, alguns aceitaram a Palavra, outros não. Os que ouviram e creram, agregaram-se à nova árvore.
Agora, para ser povo de Deus, não importa se é judeu ou grego, mas sim se crê em Jesus. E se cremos Nele nos esforçamos para fazer Sua vontade
Em certa ocasião, os discípulos chegaram e anunciaram a presença da família de Jesus, que disse: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis a minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mt 12:46-50)
Então pronto! Está definido! Isso é o que continua a vigorar. Essa árvore é composta por aqueles que se dispuseram a fazer a vontade de Deus. A outra, como dissemos, ficou constituída pelos rebeldes, pelos recalcitrantes, pelos que não concordaram.
Na realidade, as duas árvores permenacem com suas raízes e troncos. Apenas aos ramos está sendo dada a oportunidade de optar a quem querem seguir.
No versículo 13, o apóstolo Paulo diz: “Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério.” Acaso ele estava falando com os judeus? Não! Por causa da rebeldia deles, estava falando, de agora em diante, com os gentios. Hoje, porém, já não existe separação.
Poderíamos resumir tudo isso dizendo que o Evangelho é para a igreja, para o povo de Deus, e não para o mundo. “Não estou mais falando com essa árvore, estou falando com aquela.” Se alguém quiser ouvir a Palavra de Deus, tem, obviamente, de se unir ao povo de Deus.
Adianta discutir com quem não quer saber de Deus? Não. Mas, se Deus tem enviado pessoas para falar a respeito do Evangelho com a igreja, de quem vocês acham que Ele vai cobrar mais? “Aquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.” (Lc 12:48)
Então, se um dia ouvimos o Evangelho e o aceitamos, o problema é todo nosso. Hoje, por exemplo, temos a visita de um casal de Belo Horizonte: o Carlos e a Desi, irmã da Dilza, esposa do Júnior de Palmas.
Eles leram uns livros, concordaram e resolveram vir conferir pessoalmente a Palavra que pregamos. Após a reunião, irão embora. Quem sabe em qual das árvores eles estão? Talvez eles próprios saibam, mas a pessoa mais indicada para responder é Deus.
A verdade é que Deus está sempre acrescentando pessoas novas para ouvir a Palavra. Conforme for a reação delas, poderão ser enxertadas na árvore legítima. Somos enxertados ou arrancados pelo que ouvimos. É sério demais isso!
Um dia, fomos enxertados porque concordamos com Cristo, não foi assim? Podem ter certeza de que o dia em que começarmos a fazer restrição à Doutrina Dele, seremos arrancados e voltaremos a fazer parte do natural zambujeiro.
E depois de sermos arrancados uma vez – que isso não aconteça com ninguém, é apenas uma hipótese – podemos ser enxertados novamente? Claro que podemos, mas será muito mais difícil, creio eu. O que precisa acontecer, então? É necessário que haja arrependimento. “Lembra-te pois de onde caíste, arrepende-te e volta-te à prática das primeiras obras.” (Ap 2:5)
Então é isso! Podemos ser enxertados novamente na árvore, assim como podemos ser arrancados. Enquanto estivermos em comunhão com Jesus Cristo, permaneceremos enxertados nela.
Agora, observem um outro detalhe muito importante a respeito do enxerto. Prestem atenção! Imaginem, por exemplo, um galho de goiabeira sendo enxertado numa outra árvore qualquer, o abacateiro. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, concordam? Goiabeira e abacateiro produzem frutos completamente diferentes.
Mas, se arrancarmos o galho da goiabeira e o enxertarmos no abacateiro, o que vai acontecer? O galho de goiaba vai ter de produzir abacate, não é? Isso quer dizer que nossas vidas, depois de enxertadas, têm de mudar. Somos apenas ramos de natureza diferente, recebendo agora uma seiva completamente nova.
Vamos olhar o significado de enxertar: “introduzir, inserir…” Alguém sabe como se faz um enxerto? O galho, ao ser enxertado, tem de ser amarrado, bem firme, bem seguro, senão ele se solta. O fruto que ele estava acostumado a produzir era outro.
É como se Deus nos dissesse: “Agora, eu quero que você produza amor e não ódio; paz e não guerra; justiça e não injustiça.” Então, não é algo que acontece pela vontade do galho de goiabeira. Não se esqueçam de que ele necessitou ser amarrado. Assim também somos nós. Nossa natureza é terrena, maligna e diabólica. (Tg 3:15)
Então, não é algo que acontece pela vontade do galho de goiaba, não! Ele precisou ser amarrado! Quem está compreendendo? Assim também somos nós! Nossa natureza é terrena, maligna.
Fica fácil agora entender o porquê de termos que nascer de novo, por melhor que nos consideremos ser. Esse novo nascimento ocorre no nosso espírito, mudando a nossa natureza. Nicodemos era uma pessoa respeitadíssima entre os judeus, era tido como um dos principais. Mas o que Jesus lhe disse? “Em verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)
A partir do momento em que dissermos: “Senhor, eu reconheço que nada de bom há em mim, eu preciso de salvação, amarra-me ao Senhor!” Quem não fizer essa oração, vai ficar de fora, não vai suportar ouvir as reuniões, vai desanimar. Começa chegando atrasado propositalmente, até se afastar de vez. Todas essas coisas são contrárias à nossa natureza. Não brinque com ela!
Um galho demora a entender que já foi cortado, que está fora do tronco. Enquanto não seca de vez, não reconhece que pecou. E o pecado consiste em não crer mais em Cristo. Eu não quero profetizar isso. Deus me livre! Assim é a nossa fé. Se Deus não tiver misericórdia de nós, não abreviar os dias, ninguém se salvará, nem mesmo os escolhidos.
Daí o alerta que o apóstolo dá: “Não te ensoberbeças, mas teme…” Então, não é porque fomos enxertados que vamos nos ensoberbecer, imaginar que somos melhores do que os outros; pelo contrário, vamos temer a Deus. “Senhor, guarda-me, acampa os Teus anjos ao meu redor. Eu preciso perceber que os meus frutos mudaram, preciso ter certeza de que o Senhor é a raiz que me alimenta e me sustenta.”
Assim, passaremos a andar por um caminho muito difícil, pois Jesus mesmo afirmou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.” (Mt 7:13-14)
Depois de você chegar em casa, com tempo, leia todo o capítulo 11 do livro de Romanos. É muito importante mesmo entender isso. Quem quiser, que coma outro pão, que siga uma religião qualquer. Mas se você estiver convencido de que é verdade o que explicamos nessa noite, não se ensoberbeça, mas tema a Deus. É melhor medir com folga; é melhor sobrar do que faltar.
Ninguém pense que essa árvore que Deus plantou não está crescendo. Ela cresce sim. O seu tronco nunca foi arrancado. É a mesma árvore que o Senhor Deus fez brotar no Jardim do Éden. (Gn 2:9) Apenas alguns galhos foram quebrados com a vinda de Jesus Cristo. É, para nós, que fomos enxertados, árvore nova; mas, para Deus, árvore original.
É bem verdade que, se numericamente comparada àqueles que resistem em ser enxertados na árvore de Deus, vai parecer bem menor do que realmente é. No entanto, não podemos nos esquecer de que o povo de Deus não são apenas os cristãos que hoje estão na terra. Boa parte de nossos irmãos já está no céu, faz parte da Jerusalém Celestial.
No livro de Hebreus, capítulo 12 – todos têm de ter isso na mente e no coração – fala desse povo. Vamos ler a partir do versículo 1.
“1 Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
2 Fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.
3 Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
4 Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado.”
Olhe o grande inimigo desse povo: o pecado. O pecado vai fazer de tudo para nos tirar da árvore, amém? Tudo o que acontece à nossa volta é para nos tirar de Cristo. O inimigo vai dizer ao que está buscando ser santo: “Está bom! Não precisa de tanta santidade assim.” A quem está lutando para se tornar justo: “Não precisa! Quem não comete uma injustiçazinha de vez em quando?” Ao que vive para Deus: “Não seja exagerado. Você também tem o direito de viver para si. É da vontade de Deus que sua vida seja abundante.”
O que vai acontecer? Se não tivermos muito cuidado, muita sabedoria, vamos começar a discordar e podemos parar no chão. Eu costumo dizer que, quando o galho é jogado no chão, não seca de uma vez. Talvez ele passe um, dois dias verdinho, mas, na verdade, já foi arrancado.
Daí em diante, a tendência é sercar-se totalmente, a ponto de servir só para ser queimado. Mas por que isso aconteceu? Porque se rebelou, pensou que o santo não precisava ser mais santo, que o justo não precisava ser mais justo, que não precisava viver para Deus.
É isso! A vontade que eu tenho é de gritar bem alto, para que todos ouçam! Mas não é verdade, gente? Eu duvido que alguém consiga suportar os assédios do mundo se não for dessa forma! Se não tiver fome e sede de Deus, eu duvido que alguém suporte.
É preciso querer a Deus acima de qualquer coisa. Se não tomarmos muito cuidado, vamos afrouxando, cedendo, sem perceber que tem alguém louco para nos arrancar da árvore.
Não é a vontade de Deus que sejamos arrancados, mas não se esqueça de que temos um inimigo, um adversário. Ele quer quer fiquemos totalmente fora do propósito de Deus.
Se a raiz é santa, os galhos, os ramos, tudo o que estiver unido à árvore deve ser santo. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: sereis santos, porque eu sou santo.” (1 Pe 1:15-16)
Antes de ser enxertado, o galho não era santo porque a seiva que o nutria era má. Não tinha misericórdia, não amava, não perdoava, não tinha capacidade de sofrer nenhuma injustiça. Mas agora é diferente.
Então, a Palavra que nos está sendo ensinada não é para nos incriminar, nos condenar, e sim para nos fazer estar alertas: Cuidado! Graças a Deus que estamos sendo iluminados, orientados!
Nada pode roubar o nosso direito de ser salvo. Se alguma coisa tem nos impedido, dificultado, é melhor deixá-la de lado. Vamos priorizar a nossa salvação, aquilo que temos certeza de que vale a pena fazer algum sacrifício.
Basta abrir as Escrituras e ver que Jesus Cristo tem razão. Tudo o que Ele disse a respeito do mundo está se cumprindo. Só um louco para não concordar com Ele. Pensando assim, vamos buscá-Lo, fazer de tudo para permanecer ligados, amarrados Nele. A seiva, aquilo que vai nos alimentar, vem Dele. “…Quem de mim se alimenta, por mim viverá.” (Jo 6:57) Vivemos para aquilo de que nos alimentamos!
Por isso, Jesus Cristo partia o pão sempre que tinha comunhão com os discípulos. Em outras palavras, estava dizendo: “Você concorda com o que Eu disse? Senão, não coma.” A prova de que nós concordamos com Ele, é que vamos fazer exatamente Ele disse.
Quando somos enxertados, passamos a adquirir tudo o que existe na árvore. Até o fruto vai ser o mesmo! Não se desespere, dizendo: “Meu Deus, o que vai ser de mim?” Apenas tema e confie em Deus. Esse é exatamente o grande mistério: apenas concorde, creia, confie e a sua natureza vai mudar.
Quem não tem humildade, paciência, domínio próprio, vai adqurir. O santo vai ser mais santo ainda. O justo vai ficar cada vez mais justo. Algumas coisas ruins deixaremos rapidamente; outras, demorarão mais tempo.
Imagine um galho enxertado. Ele adquire imediatamente a natureza da nova árvore a qual foi unido? Não! Isso ocorre apenas após um certo tempo. Mas, depois, quem observar aquele galho, sequer vai perceber que foi enxertado. Isso é tremendo, é fantástico, é simplesmente um milagre de Deus em nossas vidas!
Vamos facilitar o trabalho e permitir que Deus faça isso o quanto antes. Tudo acontece naturalmente: a seiva vai chegando, nos nutrindo, nos alimentando, nos fortalecendo. Tão somente vamos dizer: “Senhor, pode me amarrar a Ti. Já estou cansado de confiar em mim mesmo. Me entrego a Ti como um sacrifício vivo”. Ele só não vai nos amarrar se não quisermos.
Esse sim, é o verdadeiro significado do batismo. Quando damos esse passo de fé, é sinal de que concordamos com Jesus Cristo e isto nos une a Ele. Se eu não me engano, tem uma música que diz: “Amarra-me a Ti”. Se não tem, faça. (Risos – Ed.) Pode fazer que é verdade.
Vocês concordam que alguma coisa tem de mudar na nossa natureza? Então, não vamos nos ensoberbecer, mas sim temer e crer que Deus é poderoso para concluir o trabalho que um dia começou nas nossas vidas. Ou não é assim? O apóstolo Paulo diz: “…tendo por certo isto mesmo, que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus…” (Fp 1:6) Que benção! Mas como o diabo tem feito resistência, como o inimigo tem nos pressionado! Mas não vamos ceder! Aleluia mesmo!
Jesus veio para nos servir de exemplo, para que andássemos após suas pegadas. Por nossa causa suportou a cruz, a vergonha, a humilhação, mas a vontade de Deus foi feita. “Não se faça a minha vontade, mas a Tua vontade.” (Lc 22:42)
Vamos olhar para Ele: “…olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus…” (Hb 12:2) Se fizermos isso, não tem desânimo que tome conta.
Interessante observar que em tudo Jesus foi o primeiro, não é? Ao dizer que Ele foi o autor da nossa salvação, afirma-se ser Ele quem descobriu, quem inaugurou esse caminho. Pensem bem no quanto foi difícil. Hoje, temos muito a nosso favor, a igreja, os irmãos, mas, principalmente, Ele, Jesus Cristo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31)
Que benção, que coisa tremenda! Depois desse entendimento, vá lendo a bíblia para você ver que beleza! Leia as Escrituras! A partir do versículo 5.
“5 E já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido;
6 Pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho.
7 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos.”
Ele vai corrigir apenas quem estiver enxertado na árvore, através da Sua Palavra. Se ela é poderosa para separar a junta da medula, quanto mais para nos corrigir! É ela que nos lava, nos purifica, nos dá vida.
É por causa dela que nos reunimos! Para ouvir a orientação, a correção, a ajuda de Deus. É aqui que recebemos a seiva para suportar os dias maus, a pressão, a tentação, o assédio do mundo. É aqui o seio de Abraão.
Como eu estava dizendo no início da reunião, quem concorda que temos de lutar mais pela Doutrina de Cristo? Claro! Temos de nos esforçar. Ela é que salva tantas vidas! Quantas salvações, quantas coisas maravilhosas nós vimos Deus fazer entre nós? Por que não ter coragem? Por que não fazer algo mais pelo povo de Deus?
Então, você não acredita mais? Mas, se você acredita, vá e lance a semente, porque Deus a faz crescer. Deus vai fazer a semente crescer no coração que recebê-la. A semente é Jesus.
Vamos curvar nossas cabeças. Não deu tempo de lermos o que eu gostaria, mas fica para outro dia. Amém, Jesus! Graças a Deus que o Senhor está balançando a árvore, e o fruto, se for bom, vai permanecer. O Senhor tem toda razão, foi o Senhor quem nos salvou e nos amarrou ali. É mais do que justo que não nos ensoberbeçamos. Pelo contrário, foi para que produzíssemos fruto que o Senhor nos ajuntou ali. Foi para que cada um de nós, como galhos, pudesse agregar outros, e não se cansasse, e não se desse por vencido hora alguma. Somos os trabalhadores dessas últimas horas. Somos chamados para servir ao Senhor e não queremos ser inúteis, nem ociosos. Com tudo o que tivermos, queremos Te servir, porque, certamente, o Senhor veio para salvar. Não era a vontade do Senhor que houvesse uma árvore perdida, não era a vontade do Senhor que alguém fosse arrancado. E se alguém foi arrancado para que fôssemos enxertados, não queremos, Pai, julgar isso, porque não cabe a nós opinar, senão aceitar como uma graça, como uma misericórdia, como uma bondade do céu. Tão somente, queremos fazer jus à nossa eleição; queremos fazer jus ao chamado, à nossa vocação, e com orgulho dizer ao Senhor que trabalhamos nessa obra, que trabalhamos no Seu Reino de maneira espontânea e alegre. E ao nos reunirmos aqui para louvarmos ao Senhor, estará no nosso coração a vontade de dizer: “O Senhor é Deus! O Senhor reina o Seu povo! O Senhor nos salvou! O Senhor nos arrancou de um lugar terrível e nos transportou para o Seu Reino.” Amém, Jesus! Aleluia! Nós agradecemos por todas as vidas salvas que o Senhor está acrescentando à igreja. Aqueles que estão sendo salvos, que estão sendo arrancados, que experimentaram uma natureza diferente. Amém, amém, Jesus!
“Tu és soberano sobre a terra
Sobre o céus Tu és Senhor Absoluto!
Tudo que existe e acontece, tudo sabes muito bem
Tu és tremendo…!”
Tremendo porque te salvou! Tremendo porque teve misericórdia de você! Louve ao Senhor! Louve ao Senhor teu Deus!
“…E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande…“
Ele se importa com você! Não quer te perder! O amor Dele é grande!
“…Eleva-me, amarra-me a Ti…”
Olhe aí, não falei que tinha?
“…Tu és tremendo!
E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande
Eleva-me, amarra-me a Ti
Tu és tremendo!…”
Amém! Nós ainda vamos cantar mais um pedacinho. Eu queria que você pensasse nisso: o quanto Jesus nos amou. Tendo tudo contra Ele, Ele queria nos salvar. Ele queria me salvar! Ele arriscou tudo porque Ele nos queria também na árvore. E agora, meu irmão, tenha misericórdia de quem não está na árvore. Tenha misericórdia de alguém que você entende que precisa.
“Tu és soberano sobre a terra
Sobre o céus Tu és Senhor Absoluto!
Tudo que existe e acontece, tudo sabes muito bem
Tu és tremendo!
E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E esse amor tão grande
Eleva-me, amarra-me a Ti
Tu és tremendo!”
Obrigado, Jesus! Com palmas! Amém! Aleluia! Olhem, para mostrar toda a nossa gratidão, para mostrar que isso que nós estamos cantando é de coração, vamos propor dentro de nós fazer todo o possível para agradar ao nosso Deus. Amém? Abrace o seu irmão, nós estamos encerrando, em nome de Jesus. Amém! Deus abençoe!
Povo de Deus