Antes que eu me esqueça, amanhã não teremos reunião de
casais. Na próxima semana, quem sabe, a faremos. É
importante que participemos de todas as reuniões, pois Deus está sempre falando conosco.
A Palavra é como o maná que o povo comia diariamente no deserto, até o dia em que se fartaram e pediram outro alimento. (Nm 11:6) Que jamais isso ocorra conosco, ou seja, nos enfademos de ouvir o Evangelho de Jesus Cristo. Pelo contrário, vamos dizer: “Senhor, fale mais conosco, nos dê porção dobrada desse alimento.”
Vamos iniciar a reunião de hoje abrindo nossas bíblias em Malaquias, capítulo 1, versículo 6 a 9:
“6 O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? E se eu sou o Senhor, onde está o temor de mim? Diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome?
7 Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível.
8 Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora, apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? Diz o Senhor dos exércitos.
9 Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? Diz o Senhor dos exércitos.”
Amém. Eu gostaria, mais uma vez, que todos prestassem bastante atenção na passagem que lemos e na explicação, sob pena de aquele que não estiver atento não ser capaz de entender o que Deus certamente vai nos falar esta noite.
Quem acompanhou atentamente a leitura deve estar se perguntando: “O que isso tem a ver conosco, se não oferecemos a Ele animal coxo, cego ou doente?”
Foi o que aconteceu com o povo que vivia naqueles dias. Por não entenderem o porquê da repreensão, perguntavam a si mesmos: “Em que temos desprezado o Teu nome?”
Aí no seu cantinho, faça você também a mesma pergunta: “Senhor, eu tenho realmente Te desprezado?” Vocês concordam que Deus é desprezado? (Muitos responderam afirmamente, dizendo que sim – Ed.) Mas de que forma?
Ontem, na reunião de senhoras, eu passei por aqui e observei que o Ramiro estava falando a respeito daquele versículo que diz: “E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” (Jo 3:19)
Acaso, isso não seria uma maneira de tratar a Deus com desprezo? Claro que sim! Mesmo estando presente a luz, referindo-se a Jesus Cristo, os homens amaram e continuam amando mais as trevas.
Em sentido figurado, que é como está na Bíblia, trevas significa ignorância, desconhecimento, falta de instrução, falta de saber. Deus disse: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” (Os 4:6)
Então, é isso! As pessoas, de uma maneira geral, incluindo aquelas que se dizem cristãs, não têm levado em conta tudo o que Jesus Cristo disse e fez pela humanidade. Fazem tudo sem consultá-Lo, sem Lhe dar qualquer satisfação.
Um dia, os filhos de Deus serão manifestos, mas de uma coisa temos certeza: serão aqueles que viverem pela fé. Fé é crença, é convicção a respeito de alguma coisa, mas que não vimos, que não presenciamos.
No livro de Hebreus, está escrito: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem.” (Hb 11:1) Então, a fé corresponde à certeza de algo que ainda não vimos. Depois que vemos, já não é por fé e sim por vista. Por exemplo: Jesus Cristo precisa ser reconhecido hoje como Deus e Senhor.
O apóstolo Paulo, em sua carta aos Filipenses, afirma: “…para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2:10-11)
Mas eu pergunto: resolve fazer isso quando Ele voltar? Não, não resolve. E se a pessoa chorar, se arrepender, pedir perdão? Nada vai adiantar. Então, a salvação, a justificação, a santificação, tudo ocorre pela fé em Jesus Cristo. A fé é tão importante que sem ela “é impossível agradar a Deus.” (Hb 11:6)
Que relação tem isso com a passagem que lemos em Malaquias? Nela, Deus se mostra contrariado com o povo, dizendo: “Se eu sou o pai, onde está a minha honra? Se eu sou o senhor, onde está o temor de mim?”
Eu creio que Ele tem toda a razão em exigir isso de nós. Honramos e demonstramos todo o nosso temor através de nossa fé; é lógico, já que não podemos vê-Lo, tocá-Lo. Não nos resta outra alternativa, certo?
Por isso, crer é difícil. Aliás, as Escrituras falam que a fé não é de todos. (II Ts 3:2) Em outras palavras, isso quer dizer que crer também é um dom de Deus. Todos os dias temos de passar por uma luta terrível para não negar a nossa fé.
Quantos não negam, por causa da pressão, por causa da influência que o mundo exerce? Mas não é isso que Deus espera de nós, amém? Houve momentos em que o apóstolo Paulo se desesperou da própria vida. Vamos localizar essa passagem. Como ele mesmo afirma em II Coríntios, capítulo 6, versículos 4 a 10:
“4…em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias,
5 em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns,
6 na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7 na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda,
8 por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros;
9 como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;
10 como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo…”
Será que foi fácil para ele e tantos outros? Não, não foi. Eu volto a repetir: viver por fé não é fácil! Falar é bonito demais e muitos são os que falam, mas, na hora de demonstrar que realmente confiam em Deus, é outra coisa.
Pensem bem agora quão difícil é a nossa situação, que não estivemos pessoalmente com Jesus Cristo, que não tivemos o prazer que alguns de nossos irmãos tiveram de vê-Lo, tocá-Lo. Mais do que nunca, vamos necessitar de muita fé. Que isso não nos sirva de desculpa, já que o próprio Senhor disse: “Bem-aventurados os que não viram, e creram.” (Jo:20-29)
Para quem Ele disse isso? Para Tomé. Apenas recordando, Tomé foi um dos doze apóstolos que desde o início acompanhou todo o ministério de Jesus Cristo, presenciando Suas pregações, Seus milagres e assim por diante.
Ao saber que Jesus Cristo havia ressuscitado e aparecido a alguns, mesmo assim disse: “Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.” (Jo 20:25)
Então, isso mostra que não é uma dificuldade apenas nossa. Mesmo para aqueles que estiveram com Ele foi muito difícil. Aparentemente, Ele nada tinha que O diferenciasse das outras pessoas, era absolutamente normal. Como elas mesmas perguntaram certa vez: “Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos?” (Jo 6:42)
Eu estou falando apenas da aparência porque, ao conversar com Ele, ao ouvi-Lo, as pessoas se admiravam da sabedoria e autoridade com que falava. Nesse aspecto, não era nada comum.
Esse foi o grande pecado do mundo: não puderam perceber em Jesus algo que fosse além da aparência. Quem acreditaria ser Ele o Senhor, o Deus, o Messias, o Salvador do mundo, o Rei dos Judeus, diante de tanta simplicidade? Viam apenas alguém como eles.
O que era para realmente ser observado, estava oculto, escondido. Em determinado momento, Jesus disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” (Mt 11:25) Assim é Deus: esconde de uns os Seus mistérios para revelá-los a outros.
Muitos, por não crer, por não acreditar, deixam de honrá-Lo, de temê-Lo. Este é o assunto que estamos querendo falar com a igreja esta noite. Se não tivermos bastante cuidado, vamos achar que está tudo bem, que estamos uma bênção. “Em que temos desprezado o Teu nome, Senhor, se eu faço tudo certo? Onde está o meu pecado? Em que tenho falhado?”
Quando, Danilo, deixamos de honrar a Deus?
Eu entendo que sempre que transgredimos uma Palavra, um conselho de Deus, por exemplo, nós O desprezamos.
Amém. Eu concordo com você. Quem gostaria de dizer outra coisa? Será que têm outros exemplos, Rafael?
Têm. Como o senhor falou, quando levamos uma vida de qualquer maneira, sem nos preocuparmos com a opinião de Deus, isso mostra que não O tememos.
Amém. Welmo, em que momento deixamos de honrar a Deus?
Logo após a pergunta: “Em que te havemos desprezado?” Deus responde: “Nisto que pensais: A mesa do Senhor é desprezível”. Uma das maneiras que temos de desprezar a Jesus Cristo é desprezando a mesa que Ele nos prepara em todas as reuniões. Todos os dias Deus traz uma Palavra diferente. Semana passada, por exemplo, foi dito que nós devemos ser como aquela viúva, que entregou a Deus a justiça. Mas, no momento em que resolvemos a situação da nossa maneira, fazendo justiça com as próprias mãos, lançamos fora a Palavra e, com isso, desprezamos, desonramos a Deus.
Amém. É assim que você vê, Suzane?
São tantas coisas, não é? Seria a desobediência?
Eu não quero que vocês sejam tão radicais a ponto de pensar assim. É como se Deus dissesse: “Sabe quando é que você me desonra? Não é tanto porque você não obedece, não faz o que eu mando. É quando você me oferece em sacrifício um animal cego, coxo, doente!”
Na realidade, Deus sabe quando praticamos uma desobediência, quando pecamos, quando cometemos uma injustiça contra alguém. Não que isso não O entristeça. Foi justamente para os doentes que Ele veio. Os sãos não precisam de médico, certo? Já aliviou mais o fardo? (Risos-Ed.)
“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, porque eu vos aliviarei… Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11:28,30) Mais do que qualquer pessoa, Ele sabe quando estamos cansados, sobrecarregados, desanimados, oprimidos. Na realidade, Deus se entristece conosco quando Lhe oferecemos um animal coxo, doente, aleijado, sendo que, na verdade, poderíamos dar uma oferta muito melhor.
Precisamos entender melhor isso. O que isso significa, Welington, oferecer a Deus um animal nessas condições?
Eu acho que um exemplo é quando, apesar de virmos à reunião, não oferecemos um louvor digno Dele, pelo contrário, nos mostramos desanimados, oprimidos, desmotivados.
Amém. E você, Júnior?
Bom, eu estou entendendo que não podemos ficar indecisos, em “cima do muro”, como se diz. Ou nos dedicamos totalmente a Ele, nos oferecemos por inteiro, ou então a nossa oferta não será aceita.
E o animal coxo, doente? Que significado teria isso, Sandra?
Eu penso que é quando oferecemos o pior para Deus, em vez de oferecermos o melhor. Por exemplo: eu poderia dar um louvor melhor, mas eu dou o pior. Então, eu acho que é nessa hora que desonramos a Deus.
Quanto a você, Edinha? Quando é que oferecemos a Deus um animal coxo?
Certa vez, houve uma pregação em que foi dito que os animais oferecidos a Deus tinham de ser perfeitos, sem defeitos, alvos. Então, se tivesse uma mancha, não poderia ser oferecido. Seria uma afronta. Essa mancha, conforme foi dito na ocasião, é quando temos algo contra alguém. Uma inimizade, por exemplo.
Um animal manchado, não é? Amém.
Vamos falar um pouquinho mais a respeito disso, para que fique bem entendido. Será que Deus não está vendo tudo o que se passa conosco? Está. Não cai um fio de cabelo da nossa cabeça sem que Ele saiba. Até mesmo os cabelos da nossa cabeça estão contados.
Individualmente, vamos recordar, num dia, por exemplo, como agimos em relação a Deus. Temos vinte e quatro horas, e quanto desse tempo tiramos para orar, ler, jejuar? Que hora vocês acham que deveríamos tirar para fazer essas coisas, de acordo com o que foi dito até agora? A melhor hora do dia, o melhor espaço de tempo, não é mesmo? A nossa oferta deve ser a mais perfeita possível.
Mas, normalmente, que momento nós tiramos para fazer essas coisas? Primeiramente, cuidamos de todas as nossas obrigações, de todos os nossos afazeres. A mulher, depois de arrumar toda a casa, de cuidar dos filhos, de assistir ao programa de televisão predileto e assim por diante.
O homem, por sua vez, chega do trabalho, joga o seu futebol e, quando já está bastante cansado, diz: “Agora eu vou dar uma ‘lidinha’ na bíblia”.
É o prazo de sentar, pôr a bíblia no peito e dormir. O animal já está praticamente morto! (Risos-Ed.) É ou não é assim que acontece? Será que Deus fica feliz com essa oferta? Não, porque nós somos a oferta. Nós nos oferecemos a Deus como um sacrifício vivo. Mas, nessas condições, o que vamos Lhe oferecer?
Querem ouvir outro exemplo? Vocês já viram quando tem alguém no leito do hospital, enfermo? A todo instante chega um querendo pregar, orar, dar ao doente a extrema unção. Parece até um bando de urubus disputando a carniça.
Será que alguém, naquele estado, morre-não-morre… Vocês concordam que, diante de tantas preocupações, fica difícil compreender o que está se passando? Por que não fez isso antes, quando a pessoa ainda estava lúcida, consciente? É apenas isso que eu questiono, nada mais.
Se for alguém que não teve a oportunidade de ouvir, tudo bem, mas, de repente, houve inúmeras outras ocasiões favoráveis que não foram aproveitadas.
Mais um exemplo: só de chegarmos cinco, dez minutos atrasados à reunião, o animal já está, pelo menos, com a orelha caída. (Risos-Ed.) E será que Deus não observa tudo isso atentamente?
Se eu, por exemplo, insisto com você para buscar, louvar a Deus, meditar nas Escrituras, é válido, mas Deus se agradaria muito mais se a iniciativa fosse sua. O sacrifício tem de ser seu, meu irmão! Se o sacrifício não for feito por você, não vale.
Há pessoas que querem ser cristãs, mas sem sacrifícios. Andar 60 Km à pé não resolve; afligir o próprio corpo com um chicote também não adianta. Vocês podem até achar isso um absurdo. O exemplo é bastante grosseiro.
Mas têm outras pessoas que acham que poderão levar uma vida cristã sem orar. Olhem como esse exemplo é mais freqüente. Em vez de orar, pede para que alguém ore por ela. Jejuar, nem pensar! “Isso é apenas para os loucos, os fanáticos.” Qual o segredo, como foi que Jesus fez? Ele se ofereceu a si mesmo a Deus. “Eis aqui estou, para fazer, ó Deus, a tua vontade.” (Hb 10:7) Tem oferta melhor do que esta? Aliás, não tem outra; apenas esta serve.
Todas as outras coisas, Jesus colocava em segundo plano, até mesmo comer. Olhem aí. Tem como não aceitar uma oferta dessa? “Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis… A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” (Jo 4:32,34) Toda oportunidade que tinha, era para honrar, dar testemunho de Deus.
Deus, então, diz na passagem que lemos: “Quando trazeis animal cego para sacrificardes, não é isso mal? E quando trazeis o coxo ou enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao governador; acaso terá ele agrado em ti, e te será favorável?”
Digamos que, por exemplo, o Governador do Estado de Goiás, marque com você um café-da-manhã no Palácio das Esmeraldas. Eu duvido que qualquer um de nós seria capaz de chegar pelo menos cinco minutos atrasado.
Uns dois dias antes, iríamos conhecer o percurso, saber quanto tempo gastaríamos das nossas casas até lá, verificar o caminho que apresentasse menor tráfego para que não ocorresse nenhum imprevisto. Mesmo assim, ainda chegaríamos, por medida de garantia, alguns minutos mais cedo. Tudo isso porque nos sentiríamos honrados com o convite. Se outra autoridade qualquer dissesse: “Amanhã, a tal horas, vamos distribuir, gratuitamente, em determinado setor, tantos lotes.”
Será que alguém perderia o horário, iria se esquecer do dia? Eu creio que seria muito difícil. Não sei se vocês já observaram, mas quando um cantor vai se apresentar, o espectador faz questão de se sentar no melhor lugar, próximo ao palco e, se possível for, tocar o ídolo.
Muitos, depois que a apresentação acaba, enfrentam ainda uma fila enorme, concorrendo com outros fãs a um abraço, um autógrafo. Mas, quando se trata de oferecer alguma coisa a Deus, a situação se reverte. O que Ele tem de diferente do Governador, do cantor? Eu creio que, por essas e outras – esses foram apenas alguns exemplos – Deus tem muitos motivos para se entristecer conosco.
Por isso, eu me pergunto: como pode, apesar de todo o desprezo, a igreja ser assim tão amada por Deus? Como o apóstolo Paulo disse: “Grande é esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.” (Ef 5:32)
Parece incrível, mas existem aqueles que se envergonham de levar consigo a própria bíblia à vista de outras pessoas. Será que basta simplesmente vir à reunião? Eu creio que não. Deus espera muito mais de nós. Como estávamos dizendo há pouco tempo, a nossa vida tem de ser um sacrifício vivo a Deus. Oferecemos a nós mesmos sobre o altar e dizemos: “Senhor, faça conforme a Tua vontade”.
Então, se eu me visto de determinada forma, é para agradar a Deus em primeiro lugar. Se alguém se agradar da maneira como eu me visto, ótimo, mas o que eu quero mesmo é agradar a Deus. O meu propósito é fazer com que Ele tenha prazer em mim. “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3:17)
Quem não gostaria de ouvir isso? Tudo nas nossas vidas deve ser feito com esse propósito: o nosso trabalho, as nossas palavras, as nossas atitudes, etc. Aquele que está se oferecendo a Deus, esforce-se para que o seu sacrifício seja melhor ainda!
Se formos trabalhar às sete horas da manhã, vamos nos levantar às seis para fazer uma oração. Só de colocarmos isso no nosso coração, podem ter certeza de que vai agradar a Deus. Vamos trabalhar, estudar, cumprir com todos os nossos compromissos, mas não vamos nos esquecer de fazer o nosso sacrifício a Deus. “Senhor, seja comigo como o Senhor foi com Davi, com Samuel.”
Podemos até ir e fazer tudo errado, mas Deus vai levar em conta o sacrifício, a oração que eu fiz antes, pedindo a direção, o governo Dele. Se errarmos, podemos voltar e dizer: “Senhor, eu tenho certeza de que o Senhor viu o tamanho da besteira que eu fiz. Ajude-me, tenha misericórdia de mim.”
Estão vendo como tudo no Antigo Testamento serve de exemplo para nós? Alguém poderia imaginar o que Deus falaria naquela passagem conosco, esta noite? Vamos observar atentamente, principalmente, a vida daqueles homens para ver se aprendemos alguma coisa de útil.
Quando Saul, por exemplo, percebeu que o reino lhe seria tirado e entregue nas mãos de Davi, começou a desobedecer, desagradar, rebelar-se contra Deus. Isso se repete nas nossas vidas, porque o outro, o Saul que está dentro de nós, não quer perder o reinado, ao mesmo tempo em que quer impedir que Deus reine, governe, dirija as nossas vidas.
Deus é mesmo tremendo! Eu achei interessante demais quando Ele fez Davi passar um tempo numa caverna chamada Adulão. Só um instante que eu vou localizar a passagem. Vejam só. I Samuel, capítulo 22, versículos 1 a 3.
“1 Depois Davi, retirando-se desse lugar, escapou para a caverna de Adulão. Quando os seus irmãos e toda a casa de seu pai souberam disso, desceram ali para ter com ele.
2 Ajuntaram-se a ele todos os que se achavam em aperto, todos os endividados, e todos os amargurados de espírito; e ele se fez chefe deles; havia com ele cerca de quatrocentos homens.
3 Dali passou Davi para Mizpe de Moabe; e disse ao rei de Moabe: Deixa, peço-te, que meu pai e minha mãe fiquem convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim.”
Qual era a situação daqueles quatrocentos homens? Endividados, amargurados, em aperto.Todos tinham algum tipo de problema. Quando não era uma coisa, era outra. Imagine você, na situação de Davi, sendo perseguido, querendo resolver os seus próprios problemas…
Deus coloca junto dele outras pessoas complicadas. O que fazer? Vocês acham que Davi entendia o que estava acontecendo? Não entendia! Mas, o que ele fez? No versículo 3, diz: “Dali passou Davi para Mizpá dos moabitas, e disse ao rei dos moabitas: Deixa, peço-te, que meu pai e minha mãe fiquem convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim.”
Então, ele estava procurando entender qual seria o propósito de Deus com aquilo tudo. Foi ali, em meio a todo aquele tumulto e dificuldades, que Davi ofereceu a Deus os seus sacrifícios: louvou, compôs os salmos, orou.
Em compensação, o que ele recebeu? Recebeu entendimento, conheceu a Deus. Basta lermos os salmos para compreendermos o quanto isso é verdade. As orações que ele fez, muitas vezes, é aquilo que gostaríamos de dizer a Deus, mas que não somos capazes. Que bênção!
Por tudo isso, eu creio que Deus merece o nosso melhor. Vamos tirar o melhor do nosso tempo para Ele, independentemente do que estiver acontecendo. Se não estivermos entendendo, vamos fazer como Davi. Não se preocupe se entre nós também existem algumas pessoas endividadas, angustiadas, perturbadas. (Risos-Ed.)
O que Davi fez com aqueles homens? Os expulsou, os tratou com indiferença? Não, se fez líder, chefe de todos eles. Ensinou-os também a temer o Deus que ele servia. Mas, será que eles também ajudaram a Davi? Com certeza, ajudaram.
Se pensarmos: “Me resolver com esse povo problemático, jamais!” Não é assim que devemos pensar. Quem diria que ali estaria parte do povo de Deus? Pessoas odiadas, perseguidas, apertadas, passando por uma situação muito difícil, mas era o povo de Deus.
Júnior, o que você entendeu?
Temos muito o que meditar ainda a respeito do que foi falado. É preciso que cada um entenda onde está desprezando, desonrando a Deus. Mas, uma coisa ficou bem clara: esse animal defeituoso somos nós, porque nos oferecemos a Ele em sacrifício. Jesus Cristo se ofereceu a Deus como cordeiro imaculado, sem mancha, sem pecado. Eu creio que é isso que também temos de fazer. Graças a Deus por mais essa Palavra, que nos animou bastante!
No Antigo Testamento, as pessoas separavam dentre o seu rebanho o melhor animal, mais belo, mais sadio e ofereciam a Deus. Aquilo era uma sombra, e não o real, como está escrito. “Ora, visto que a lei tem a sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas…” (Hb 10:11)
O real somos nós, a nossa vida. Essa é a oferta que Deus espera. Em compensação, Deus será conosco, estará do nosso lado, será o nosso amparo quando clamarmos. Quando Deus rejeitou Saul e passou a ser com Davi, foi o fim para ele. Basta que Ele seja conosco e mais nada.
É melhor esperar um pouco e fazer um sacrifício a Deus. Vamos orar, nos preparar, procurar, primeiramente, entender qual a Sua vontade. Ou vocês acham que Deus é obrigado a se agradar de qualquer coisa que oferecemos? Não é mesmo! Foi o que aconteceu com Caim e Abel.
Deus se agradou de Abel e de sua oferta, mas não se agradou da de Caim. Certamente, Ele teve os seus motivos. É melhor orar dez minutos, sentindo a presença de Deus, do que passar todo o dia falando ao léu. Sacrificar por sacrificar não resolve. O sacrifício tem de ser o mais perfeito possível.
Vamos pensar todos assim e as coisas vão mudar. Deus, mais do que qualquer pessoa, merece a nossa honra. Eu torno a repetir: se existe alguém que merece a nossa honra, o nosso respeito, o nosso louvor, esse alguém é Jesus Cristo.
É Ele quem nos guarda, nos livra, nos abençoa, nos ajuda. Tudo é Ele quem faz! O nosso sacrifício deveria ser o melhor possível. Vamos dar a Deus um voto de confiança por tudo o que fez por nós. “Eu quero me oferecer ao Senhor como oferta viva, faça em mim o Teu querer, a Tua vontade.”
Soraia, apertou demais a igreja?
Não. O que mais chamou minha atenção é o que o senhor falou sobre quando estamos oferecendo a Deus, em sacrifício, um animal manchado, cego, coxo. Eu creio que podemos melhorar muito a nossa oferta depois dessa Palavra.
Se você fizer uma oração, como tem de ser?
Dar o melhor do meu tempo…
Você compreendeu, Welington?
Foi uma bênção a Palavra. Me ajudou muito!
Animou ou desanimou a igreja?
Animou! De agora em diante, vamos pensar duas vezes antes de fazer o nosso sacrifício. Vamos, primeiramente, procurar saber o que O agrada.
O que Deus falou com você, Welmo?
Amém. Quando Davi se afastou, certamente, estava passando por uma situação muito difícil. O fato de ele querer estar sozinho mostra isso. Não queria ouvir a ninguém, saber de nada, a não ser o que Deus queria a respeito dele. Isolou-se numa caverna e, de repente, apareceram quatrocentas pessoas da pior espécie: endividados, angustiados, de espírito abatido, gente de todo tipo. Mas, como foi dito, para a vida dele com Deus, foi muito importante. Ao mesmo tempo em que ele ajudou aquelas pessoas, ele também foi ajudado por eles. É assim que funciona! Nós ajudamos uns aos outros. Jesus disse: “Dai e dar-se-vos-á…”
Amém. Eu entro com… (Risos-Ed.) E vocês entram com o quê, Welmo?
O senhor entra com a Palavra e nós, com as dívidas, com os problemas, com as angústias. Ah, mas espere, eu vou consolar o senhor. Esses quatrocentos homens, posteriormente, tornaram-se os valentes de Davi. Foram o braço direito dele durante o seu reinado. Nem tudo são problemas, viu?
Amém. É verdade! Quem cuida daquilo que é de Deus jamais fica desamparado. Basta fazer de coração, com amor, querendo ajudar, que Deus retribuirá muito mais. A árvore que produz fruto será podada para que produza mais ainda. Então, eu só tenho a agradecer a Deus pela igreja, por todos vocês. Essa igreja é uma bênção!
Já são nove e meia. Hoje passou da conta! Vamos curvar nossas cabeças. Amém, Jesus! Obrigado, Deus, porque, quem sabe, nós poderemos entender um dia, uma hora. Quem sabe, Senhor Deus, em determinado momento, poderemos ouvir a Sua voz. Quem sabe, Senhor, se continuarmos insistindo, vamos chegar aonde aqueles irmãos chegaram. Muitos deles, nem conheciam o Evangelho, não tinham o entendimento que temos hoje. O Senhor tem nos dado tudo o que diz respeito à vida, como está escrito. Outros puderam tocar, apalpar, falar com o Senhor, O viram subir. Uma igreja que participou da Sua morte e ressurreição, deixando para nós um testemunho escrito. Mas a fé continua sendo a grande barreira, apesar de ser uma coisa tão simples. Que não seja necessário, Senhor, passarmos por maiores provações. De tudo o que o Senhor nos tem mostrado e dado, é bom que seja suficiente para que possamos trazer melhores ofertas para o Senhor. Depois de tantas Palavras, sonhos e visões, que seja suficiente. Não vamos nos cansar de insistir nas mesmas orações, nos mesmos pedidos. Te agradecemos, em nome de Jesus, por mais esta reunião.
“Senhor Jesus, eis-me aqui
No teu santuário
Para te pedir
O Teu perdão, Tua proteção sobre mim
Sei que pouco tenho em mim, Senhor
Para que eu possa Te oferecer
Mas como oferta no Teu altar
Quero derramar a minha adoração
Aceita, oh Deus, como sacrifício o meu coração…”
Povo de Deus