Vamos fazer todo o possível para que o nome de Jesus
Cristo seja exaltado. Afinal de contas, foi para isso que
fomos chamados. O próprio Senhor disse: “Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5:14) A nossa luz precisa brilhar! Se isso acontecer, todas as outras coisas acontecerão naturalmente. Que isso realmente possa acontecer na nossa geração.
No que depender do nosso esforço, do nosso testemunho, o nome do Senhor será exaltado. É assim que temos de pensar. Verdade! Vamos começar abrindo as nossas bíblias no livro de Lucas, capítulo 16. Vamos ler toda a parábola.
“1 Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de estar dissipando os seus bens.
2 Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo.
3 Disse, pois, o mordomo consigo: Que hei de fazer, já que o meu senhor me tira a mordomia? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha.
4 Agora sei o que vou fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
5 E chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?
6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta.
7 Perguntou depois a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. E disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.
8 E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz.
9 Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
10 Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é injusto no pouco, também é injusto no muito.
11 Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
12 E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
13 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar ao outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”
Como vocês puderam observar, esta parábola está falando de um homem que, sabendo que seria despedido da sua mordomia, tomou algumas providências. No versículo dois está escrito: “Presta contas da tua mordomia, porque já não podes mais ser meu mordomo”. Certamente que ao ouvir a notícia, pensou consigo: “E agora? Não tenho outra coisa senão essa mordomia. Se a tirarem de mim, o que vou fazer?”
Mais do que depressa, resolveu chamar todos os devedores do seu senhor e perguntou a cada um o quanto estavam devendo. Conforme o valor que deviam, fazia por menos para pagarem a dívida. O primeiro, por exemplo, devia cem cados de azeite, mas por quanto ele fez? Por cinqüenta, não foi? O segundo devia cem coros de trigo. Ele, porém, disse: “Toma a tua conta e escreve oitenta.”
Com isso, ele estava fazendo amizade com aquelas pessoas que deviam ao seu senhor. Com qual intenção? Com o propósito de que, ao ser despedido, pelo menos uma daquelas pessoas o recebesse em sua casa. Olhem só a esperteza desse mordomo! Em vez de fazer inimigos, fez amigos.
É como se pensasse, vou repetir isso: “No momento em que eu sair daqui, terei muitos amigos, muitas pessoas que me ajudarão quando eu precisar, pois quando precisaram de mim, eu as ajudei.”
O senhor desse mordomo, percebendo a atitude que ele tomou, por acaso o reprovou? Não, muito pelo contrário: “E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade.”
Isso mesmo! O senhor dele, apesar de ter notado que a todos os devedores ele deu um desconto pelo pagamento da dívida, admirou que houvesse agido com sabedoria.
Mas você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver conosco? Jesus Cristo, ao contar essa parábola, quis nos dizer o seguinte: “A qualquer momento, você também pode ser despedido da sua mordomia. Caso isso aconteça, para aonde você vai?”
Que mordomia teria essa igreja que corremos o risco de perder? Vocês sabiam que, de acordo com as Escrituras, cada um de nós é um mordomo? Quem não sabia está sabendo a partir de agora.
Como o Silvano está dizendo, nada do que temos nos pertence. Tudo pertence a Deus e, a qualquer momento, Ele pode nos chamar para prestar contas da nossa mordomia. Será que Ele também falará bem a respeito do nosso procedimento ou dirá que fomos imprudentes?
Apesar de injusto, aquele mordomo foi mais inteligente e esperto do que muitos de nós. “Os filhos desse mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz.”
Isso tudo porque, sabendo que seria despedido, tomou uma série de providências. Um dia, também vamos prestar contas da nossa mordomia, podem ter certeza disso. Será que temos procedido corretamente? Temos feito amizades ou inimizades, perdoado ou somado as dívidas?
É uma parábola! Espero que estejam entendendo. Em outras palavras, é uma figura, uma comparação, uma coisa para explicar outra. É assim que Deus nos ensina! “Abrirei meus lábios em parábolas, e publicarei enigmas dos tempos antigos.” (Sl 78:02)
O que, na realidade, Ele está querendo nos dizer é que o dia em que sairmos desse corpo, que deixarmos essa vida, para aonde iremos? É certo que iremos para algum lugar. Não sabemos exatamente onde fica, mas que existe uma separação para o fiel e infiel a Deus, isso existe!
Do contrário, seria uma injustiça da parte de Deus. Por exemplo, morreram o rico e o mendigo, este chamado Lázaro. O mendigo foi levado pelos anjos ao seio de Abraão, lugar de paz. O rico, porém, foi para um lugar chamado Hades, região de tormento, e Jesus deixou bem claro que entre eles existia uma separação. Os que estivessem de um lado não poderiam passar para o outro, e vice-versa.
Pensem bem nisso! Hoje, somos um espírito vivendo os dias da nossa carne nesse corpo. Ao sairmos dele, iremos para algum lugar. O Senhor também viveu os dias da Sua carne. O livro de Hebreus diz: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas.” (Hb 5:7) E quanto a nós, o que temos feito?
Uma coisa é certa: do jeito que viemos ao mundo, retornaremos, para qualquer que seja o lugar. Teremos apenas aquilo que edificamos no céu. Por isso, diz a Palavra: “…ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.” (Mt 6:20)
Lá estarão muitos de nossos amigos e irmãos nos esperando de braços abertos: Abraão, Elias, Jó, Davi, Paulo, Pedro e muitos outros. Isso considerando que iremos para o céu. Que coisa boa, já pensaram nisso?
Agora, depois dessa explicação inicial, vamos ler novamente, passo a passo, pedacinho por pedacinho, a parábola. Versículo 1:
“1 Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de estar dissipando os seus bens.”
Amém, pare um pouquinho. Deus entregou a terra nas mãos do homem. Disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gn 1:26) Mas o que ele tem feito? Dissipado, estragado, destruído tudo.
O homem está destruindo tudo o que é de Deus e a si mesmo. Quando isso começou? Quando o pecado entrou no mundo, no homem. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12) Não vamos falar disso agora, quem sabe numa outra oportunidade. Continue lendo a parábola.
“2 Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo.”
Em outras palavras, o senhor estava dizendo: “Você está acabando com tudo o que é meu!” Amém? Prestem atenção nisso, é muito importante. Tudo vai depender da maneira como nós cuidarmos daquilo que é de Deus. Não estamos falando apenas da natureza. Serve para tudo! Como estamos cuidando da igreja, de nossas casas, de nossos irmãos? Temos que ser fiéis a Ele em tudo. Vocês concordam? Que atitude vocês acham que Deus espera de nós? Que tenhamos prudência, cuidado, como teve o mordomo infiel. Leia um pouco mais adiante, quando Jesus diz que não podemos servir a dois senhores:
“13 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar ao outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”
Isso! Tem uma outra tradução que diz: “Não podeis servir a Deus e a Mamom”. O que é Mamom? É um deus, o deus da riqueza. Eu gostaria que vocês realmente entedessem por que estamos dizendo isso.
O homem, de um modo geral, pensa que é dono de tudo, que pode fazer o que quiser com o mundo e com as pessoas sem prestar contas a ninguém. É ou não é? Eu volto a repetir: tudo é de Deus.
Tem um versículo nos salmos que diz: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (Sl 24:1) Simplesmente utilizamos os benefícios que a terra nos oferece, usufruímos dos frutos que ela produz, mas isso não quer dizer que somos donos.
Um dia, tudo será nosso, porque somos herdeiros de Deus, mas o momento ainda não chegou. A verdadeira riqueza está reservada para o Reino de Deus. Somos simplesmente mordomos. Vamos ler no dicionário o que significa mordomo: “Administrador de bens alheios.”
Que coisa tremenda! O mordomo é um serviçal que cuida do que é dos outros. Esse é o nosso papel. Como mordomos que somos, Deus espera que sejamos inteligentes, sagazes em administrar aquilo que é Dele.
Por isso, diz: “Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?” Deus está nos provando para ver se poderá nos confiar as verdadeiras riquezas.
Mas, se não cuidamos do que é dos outros, mesmo sendo pagos para isso, como cuidaremos do que é nosso? Que verdadeiras riquezas seriam essas? Dom de cura, autoridade, sabedoria e muito mais.
Chegou um momento em que Pedro disse: “Não possuo prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.” (At 3:6) Como será que ele adquiriu isso? Provando para Deus ser capaz de cuidar daquilo que não era dele.
Compreendem por que eu disse que precisamos cuidar melhor das coisas que pertencem a Deus? Ele vai nos confiar muito mais se soubermos administrar. Vamos ser fiéis primeiramente no pouco que Ele nos tem confiado. “Quem é fiel no pouco, é fiel no muito; mas quem não é fiel no pouco, não é fiel no muito”.
Pense bem na quantidade de bens que Deus tem confiado a você e cuide bem deles. Então, fazemos parte de um reino diferente, o Reino de Deus. Existem os “filhos das trevas” e os “filhos da luz.” Em determinados pontos, os filhos das trevas se mostram mais espertos do que nós.
Vamos dar um exemplo. Vocês acham que a Sônia é filha da luz ou das trevas? (Risos – Ed.)
O que você acha, Humberto?
Eu creio que ela é uma filha da luz.
Por quê?
Porque ela está ouvindo o Evangelho, foi batizada, está sendo santificada.
Neto, você é filho do mundo ou da luz?
Eu creio que sou filho da luz.(Ir. Neto – Ed.)
Você se considera do Reino de Deus ou do mundo?
Do Reino de Deus.(Ir. Neto – Ed.)
É reinado por Deus ou por Satanás?
Por Deus. (Ir. Neto – Ed.)
Amém. Nós nos consideramos filhos da luz. Mas olhem o que esta parábola está dizendo: “Os filhos do mundo são mais sagazes, mais prudentes do que os filhos da luz.” Sabem por quê? Pela parábola, percebe-se que os filhos da luz não sabem cuidar das coisas de Deus tão bem quanto os filhos das trevas cuidam das coisas do mundo. Eles administram tudo muito bem, não é verdade?
Em determinados assuntos, até nos ensinam, quando deveria ser o contrário. É isso que Jesus está falando e Deus quer abrir os nossos olhos para que saibamos administrar o que é Dele. “Se vocês não são fiéis, não são capazes de cuidar desse pouco que Eu vos tenho dado, como vos confiarei as verdadeiras riquezas, o mundo novamente?”
Gente, é muito grandioso o que Deus tem reservado para o Seu povo. O apóstolo Paulo diz que nós haveremos de julgar o mundo e os anjos. (1 Co 6:2) Entenderam a seriedade do assunto? Isso é verdade!
É impressionante como administramos muito mal aquilo que pertence a Deus. Precisamos aprender mais e graças a Deus que Ele está nos ensinando. Poderíamos ser mais fiéis e Deus nos confiaria muito mais.
Como eu disse antes, não é fidelidade apenas às coisas materiais. Temos de ser fiéis em tudo: à Palavra, por exemplo. Quando eu sofro uma injustiça, ando a segunda milha, amo o meu inimigo, pago o mal com o bem, bendigo os que me maldizem, estou demonstrando a minha fidelidade a Deus.
Nessa hora, a minha atitude vai subir a Deus como um aroma suave. “Eis o meu filho amado em quem minha alma se compraz.”(Mt 3:17) Quem não gostaria de ouvir isso de Deus?
Por isso, eu estava dizendo, no início da reunião, que é importante que toda a igreja se esforce para que o nome de Deus seja glorificado. De que forma? Ele mandou que fôssemos e fizéssemos discípulos. Não existe um reino humano se não houver pessoas para serem reinadas.
O Reino de Deus será constituído pelo povo de Deus. Uma das coisas que nos atrapalha é quando nos envolvemos demais com aquilo que não pertence ao Seu reino. Como vamos cuidar do que é Dele se estamos tão embaraçados com a riqueza que julgamos ser nossa e que adquirimos praticando injustiça?
Agora há pouco, falamos do que Deus fez na vida de Pedro, cofiando-lhe as verdadeiras riquezas. Quando ele disse não ter nada, será que ele não tinha nada mesmo? Uma casa para morar, um colchão para dormir? É claro que tinha!
É porque ele entendeu que era um mordomo, que tudo pertencia a Deus. Imaginem quantas pessoas Pedro não ajudou, quantos enfermos não foram curados, quantas pessoas não foram salvas com suas pregações… Em uma delas, de uma só vez, foram salvas quase três mil pessoas. (At 2:41) Isso era a riqueza dele; o resto, pouco importava.
Por isso, eu digo que poderíamos ser muito mais fiéis a Deus, até mesmo com o que imaginamos ser nosso. Quem é casado, solteiro, rico, pobre, seja fiel a Deus assim mesmo. Ele não quer nos impedir de estudar, de casar, de trabalhar, não!
“Cada um permaneça na vocação em que foi chamado.” (1 Co 7:20) Vamos servir a Deus da maneira como fomos chamados. Quem foi chamado sendo rico, não necessita esperar ficar pobre; que foi chamado sendo casado, não precisa se separar; quem foi chamado trabalhando, que continue assim.
Mas, para fazer essas coisas, necessitamos ser infiéis? Não necessitamos. “Os filhos deste mundo são mais sagazes.” E não são casados? Não trabalham? Não estudam?
Ao chegarmos, cantamos durante o louvor o seguinte: “Queremos o Teu nome engrandecer…” Será que estamos falando a verdade, sendo fiéis? Estão raciocinando comigo? Parece que nem todos estão concordando, mas será que nos faltaria alguma coisa se fôssemos fiéis a Ele? Com certeza, não.
Se não tivermos esse cuidado, poderemos ser surpreendidos ao perguntarmos a Deus como está o nosso tesouro no céu. Tudo o que fizermos deve ser pensando em Deus. Se nos esforçamos para que a reunião seja boa, é por causa de Deus. Se fazemos uma caminhada, é para que tenhamos mais saúde e disposição para trabalhar para Deus.
É assim que temos de pensar. Se eu sou uma pessoa estudada, inteligente, graças a Deus por isso, mas é para que eu possa servi-Lo ainda melhor. Com esse sentimento, podem ter certeza de que Deus não vai deixar nos faltar nada.
Jesus teve que pagar o imposto. Como Ele fez? Disse a Pedro: “Vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter (moeda). Toma-o, e entrega-lhes por mim e por ti.” (Mt 17:27) Oh, que bênção! Como é bom ser fiel a Deus!
Sônia, você gostaria de dizer alguma coisa?
No início da reunião, durante o período do louvor, eu tive uma visão em que você (Rossini) e alguns irmãos, vestidos de maneira muito simples – a barra das calças eram levantadas até a altura dos joelhos, chapéu de palha e descalços – estavam dentro de um coxo enorme, amassando, com os pés, um barro branco. Ao lado, havia uma pilha de tijolos enorme, bastante grande mesmo, que vocês já tinham construído. As mulheres também ajudavam jogando água.
Graças a Deus! É verdade! Não está coincidindo com a Palavra? Talvez seja difícil para você acreditar, mas eu não pedi para ela ter a visão. O que Deus falou conosco através dessa visão? “Amassem o barro, não folguem, continuem trabalhando.” Vamos fazer mais tijolos, certo?
Deus está nos chamando para trabalhar em favor do Reino de Deus. Esses tijolos são vidas, são pessoas que estamos moldando para encaixar na igreja que está sendo edificada no céu. Somos todos pedras vivas. O apóstolo João exclama: “Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.” (Ap 21:2)
A beleza dessa igreja, desse povo, já foi contemplada. Vamos continuar edificando um tesouro no céu, vamos ser mais prudentes, mais inteligentes.Quanto mais servirmos a Deus aqui, mais recompensas teremos no céu.
Por isso, Jesus fala: “Seja um mordomo fiel, cuide bem daquilo que Eu tenho dado a você, pois eu quero te dar muito mais.” Somos aconselhados a ser assim porque assim Ele foi. Jesus Cristo foi fiel em tudo e todas as coisas Lhe foram dadas.
Ele foi fiel, principalmente, àquelas pessoas que Lhe foram confiadas. Como Ele mesmo disse: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” (Jo 17:12)
Vamos pelejar, nos esforçar para que todos sejam salvos, para que todos alcancem o Reino de Deus.
A Lázara teve uma visão hoje à tarde. Como foi?
Na reunião de manhã, houve uma presença de Deus muito grande e, na oração, o senhor falava a respeito da graça de Deus, do quanto nós precisamos dela nas nossas vidas.
Só um instante, Lázara. Vamos explicar rapidamente o que é graça, pois muitos não estavam presentes na reunião de hoje de manhã. O que é a graça de Deus? Certa vez, Paulo estava reclamando para Deus de alguma dificuldade que sentia. O que Deus lhe falou? “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Co 12:9) Em outras palavras, Deus estava dizendo: “O que importa é que Eu sou seu amigo, que Eu estou com você, que Eu amo você. Você tem o Meu favor, a Minha graça.” Então, se tivermos a graça de Deus, não precisamos ter medo de nada. Vamos trabalhar, lutar, pelejar, chorar, errar muitas vezes, mas vamos nos lembrar de que nós somos…
Amigos de Deus. (Raquel – Ed.)
Bem forte! Essa amizade sua está meio fraca (Risos – Ed.)
Amigos de Deus! (Risos – Ed.)
Pois é! Se você estiver precisando de alguma coisa, você vai perguntar para quem?
Para Deus.
Para o seu amigo, o seu Senhor, Aquele que gosta, que tem prazer em você. Assim é a graça: é você gostar muito de alguém aparentemente sem motivo algum. Você simplesmente gosta, e nós temos a graça de Deus. Não importa o que somos, o que fazemos, o quanto erramos, pois isso nos basta.
Maria achou graça diante de Deus! Por acaso, Ele não a amou, não cuidou dela? Conosco não vai ser diferente. Isso é importante demais. Você pensa assim: “Eu sou amigo de Deus.” Será que tem algo mais precioso do que essa amizade? Existe alguém que poderia nos ajudar, nos socorrer, nos confortar, nos entender tanto quanto Ele? Não tem!
Mas, infelizmente, os filhos do mundo são mais espertos do que nós, porque, se entendêssemos bem isso, iríamos desfrutar muito mais dessa amizade. Como isso é bom, saber que Deus me ama! Não podemos pensar de outra forma.
Ele nos ama e se entristece demais quando nos vê, muitas vezes, não aplicando o nosso tempo naquilo que nos está sendo oferecido para cuidarmos. Agora, podemos falar da visão.
Como foi mesmo a visão, Lázara?
Eu estava deitada no sofá e, de repente, senti uma presença maligna e vi o inimigo de pé, próximo a mim. Ele retirou a tampa de uma vasilha, que parecia ser de bronze, não sei o que era aquilo ao certo. Apenas senti que veio para cima de mim um vento muito forte e frio. Nessa hora, lembrei-me da Palavra que foi pregada de manhã, e falei: “Senhor, eu sei que a Tua graça é comigo, que o Senhor é comigo, então, me livre desse inimigo. O Senhor é o meu Deus!”. Na mesma hora, o inimigo saiu e aquele vento forte e frio foi-se embora com ele. Escutei o choro de uma criança. Quando olhei na sala, havia um carrinho de bebê com uma menininha coberta por uma manta branca. Eu fui até lá, coloquei-a no colo e, quando olhei no seu rosto, tive uma surpresa muito grande: aquela criança era eu. Continuei com ela em meus braços e fui para o quarto. Em cima da cama, deitado ao lado do Ramiro, havia um menino também de branco. Então, pensei: “Se essa menina sou eu, esse menino é o Ramiro”. E aí acabou a visão.
O que Deus quis dizer com isso? O que tem a ver com essa Palavra que estamos pregando? A Lázara e o Ramiro que nasceram de novo ainda são crianças, estão sendo aperfeiçoadas. São eles que pertencem ao Reino de Deus.
Quem cuida deles é Deus, através da igreja. Deus está em você, meu irmão. Assim como um dia esteve em Cristo, está agora na igreja. Não no templo, nas paredes, mas em nós.
A Lázara cuida do Ramiro e o Ramiro dela. Deus mostrou os dois, mas, com todos nós, é assim que acontece. Cuidamos uns dos outros. Com isso, estamos crescendo, adquirindo sabedoria, experiência, nos tornando cada vez mais resistentes, mais fortes.
Jesus disse para Nicodemos: “Não te admires de eu te dizer: necessário vos é nascer de novo.” (Jo 3:6) Deus quer que todos nasçam de novo, que todos sejam novas criaturas, com outra mentalidade, outro pensamento. E, para isso, nós contamos com a graça de Deus.
Numa outra visão, também hoje de manhã, foi visto um trono e, assentado sobre ele, Deus. Apenas um tecido muito fino, parecido com um véu, fazia separação entre Ele e nós.
Conforme o vento soprava, o véu balançava de um lado para o outro, momento em que se notava que em vários lugares ele estava partido, rasgado. Mas esta pessoa que estava assentada no trono chorava muito porque nós não chegávamos mais próximos dele.
Jesus Cristo, um dia, foi crucificado e morreu; mas, ao terceiro dia, ressuscitou. Hoje, Ele está assentado no mais alto lugar, reinando, governando o Seu povo. As Escrituras falam que Jesus, com intrepidez, ousadia, inaugurou um novo e vivo caminho para o Santo dos Santos.
O véu, na visão, simboliza a carne de Jesus. (Hb 10:19-20) Sendo assim, já não mais existe separação entre nós e Ele. Podemos entrar lá com confiança, pela fé em Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote. Sem medo, amém? Deus quer que cheguemos mais perto Dele.
Quem quer chegar ainda mais perto de Jesus Cristo? Quem quer ser mais amigo, mais companheiro de Deus? Quem quer ser mais inteligente, mais prudente, mais sagaz? Quem quer aplicar seus bens, seus conhecimentos a favor do Reino de Deus?
Faça isso e você terá um tesouro no céu, pode ter certeza! Deus nos quer mais perto Dele. Não vamos ser tão rebeldes a ponto de dizer: “Mas nós não gostamos do Senhor.” Não despreze uma amizade como essa, não negligencie a graça de Deus.
Vamos encerrar, curvar nossas cabeças. Amém, Jesus, como é bom saber que o Senhor gosta de nós, tem prazer em nós; que fomos achados pelo Senhor e que a graça nos está sendo dada. O Senhor nos tem ajudado muito, reunindo neste lugar pessoas diferentes, homens, mulheres, crianças, ricos, pobres… Mas é bom saber que, para o Senhor, somos vistos todos de uma mesma maneira, vestidos da mesma roupa, amassando o mesmo barro, trabalhando pelo mesmo propósito. O Senhor não faz acepção de pessoas. O Senhor gosta de nós, é nosso amigo e tem aberto os nossos olhos para que entendamos isso. O Senhor, dia após dia, tem provado que nos ama, que nos quer bem, que tem nos guardado, nos livrado. Sabemos que o Senhor é capaz de abrir as janelas do céu e derramar sobre nós bênçãos cada vez maiores. Obrigado pelo Seu amor, Sua graça para com esta igreja pequena, simples, mas que tem muito para dar, tem muito para fazer. Ajude-nos, Senhor, a sermos fiéis no pouco que temos. Porque eu creio que o Senhor tem muito a nos dar, a nos oferecer. Queremos aplicar mais do nosso tempo no Reino de Deus, queremos dar muito mais do nosso conhecimento. Obrigado, Pai! Não deixe que nós nos esqueçamos de que um dia o Senhor nos chamou para esse trabalho.
“Como é importante estar aos Teus pés
E poder Te escutar, Senhor
Ouvir Tua voz falando ao meu coração
Bem baixinho e suave dizendo:
Filho, não temas, Eu te chamei
És Meu filho e de mais ninguém
Eu sou a árvore, tu és um galho
Eu hoje te gerei
Para que vás e dês fruto
Mostres a Minha luz
Fales Minha verdade
Digas quem é Jesus
O novo homem
O Deus encarnado em mim, Jesus…”
Experimente o quanto Deus é bom para você. Faça uma prova, pergunte a Deus se Ele está na sua vida. Vamos dizer a Ele que vamos nos esforçar, que vamos aceitar o conselho Dele e chegar mais perto, mais próximos e aplicar mais da nossa vida no Reino de Deus. Maior é o lucro que ele nos dá. Deus abençoe, nós estamos encerrando, em nome de Jesus, o Nosso Deus e Senhor. Dê um abraço no seu irmão.
Povo de Deus