Capítulo VI
A LIBERDADE PARA SERVIR A DEUS
ATRAVÉS DA NOVA ALIANÇA
Boa noite e que Deus abençoe a todos vocês. Analisando as Escrituras chegamos à conclusão que Deus quer fazer de nós seus filhos.
Já falamos aqui por diversas vezes que existe uma diferença de tratamento entre o escravo e o filho. Uma delas é que o escravo não pode errar. Se, por exemplo, o escravo suja uma roupa, ele mesmo se repreende por aquele ato, porque ele não se sente no direito de errar. Muitas vezes ele prefere esconder a roupa suja a ter que apresentá-la ao seu senhor. Se ele fosse filho, livre, será que ele reagiria da mesma maneira? Não! O filho sabe que o máximo que ele vai escutar é: “Não suje mais essa roupa porque eu já a lavei uma dezena de vezes”.
Nem sempre o filho erra por que quer. E pronto! É assim que Deus quer você, livre; foi para a liberdade que Cristo te libertou. Livre até mesmo para errar, para fazer besteira. Do contrário, Ele não se interessa por você. Não é assim o relacionamento entre o pai e o filho que ele ama? Deus sabe que não é pela força, você tem que ser livre. Nós falamos um pouco hoje de manhã que, de que adianta colocarmos um padrão de roupa, de comportamento, de cabelo? De que adianta? Isso não é liberdade! Vocês concordam com isso? Às vezes, um ou dois estarão livres para fazer aquilo, mas muitos não. Como não pode ser diferente o tratamento, muitos serão obrigados a acompanhar os demais. Estão entendendo isso? Não é assim que muitas vezes acontece? A pessoa passa a seguir aquele padrão porque todo mundo segue.
– Está entendendo isto, Júnior?
– Realmente, isso é liberdade! É igual o senhor mostrou: se o filho errar não é porque quer, pois a vontade dele é agradar ao pai. Por exemplo, ele não suja a roupa porque quer, é um deslize dele, uma falha, um descuido [Ir. Júnior].
Ele suja a roupa exatamente porque ele é livre! Ele brinca, não quer saber, mexe com tinta, é livre, ele não tem medo. Já o escravo, não. Ele pensa: “Eu não vou nem brincar, porque senão vou sujar a minha roupa”. O escravo prefere não comer porque pode sujar a toalha. Deus não quer isso de você, Ele quer que você seja livre. Se você não entendeu isso que eu estou falando agora, procure entender. Ele não se interessa por você senão, senão… Toda a igreja:
– Livre! [toda a igreja].
Livre! Amém? Paulo fala… Alguém leia este capítulo, por favor.
“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão”. [Gl 5: 1]
Pronto! Se você não vem aqui ,se você não honra o seu compromisso, se você não dá o seu dízimo é porque você não quer; mas Ele também não quer te obrigar a fazer nada. O dia que você quiser ser fiel você vai ser. Vocês concordam com isso? O dia que você quiser você vai orar, vai abrir sua Bíblia para ler, vai perdoar, vai amar. O dia que você quiser, você é livre! Se, de repente, você não quiser mais nunca e falar: “Não vou mais assistir reunião”, “Não abro a Bíblia mais nunca”, “Não quero saber disso”, acabou! Deus vai ficar triste, mas também não vai ficar insistindo… A Bíblia nos fala que, se quiser, Deus pode suscitar filhos das pedras. Ele não vai fazer ruindade, chantagear você, não. Você pode ficar tranqüilo. Se, às vezes, Ele fere o Faraó que está dentro de você, é porque Ele te ama e sabe que você quer servi-lo, mas está sendo, muitas vezes, preso por um pecado.
Não foi por sua culpa, por exemplo, que a roupa se sujou por causa de uma bebida, por causa de uma enfermidade, fruto de uma macumba, de uma obra de feitiçaria que foi feita na sua vida. Quantas vezes doenças, relacionamentos, muitas coisas te atrapalham, te impedem de servir a Deus, e Ele sabe disso. E você impedido, fica escravo daquilo. Às vezes de um namoro, de uma dependência química. Você quer servir a Deus, mas não pode. Deus sabe disso, então, Ele vai ferir aquele Faraó, aquele espírito que está ali, para que ele saia. Mas, ao ferir Faraó, quem sofreu? Não foi o povo que estava lá no Egito? Deus feria Faraó e Faraó fazia o quê? Aumentava a carga em cima do povo. E isso acontece em você particularmente. Se você tem uma espinha no rosto, ou uma coisa estranha no seu corpo, tem que fazer uma cirurgia, isso machuca o seu corpo, te leva ao leito do hospital, te causa algum dano, mas é para tirar aquilo. Uma vez livre daquilo, você volta à normalidade, mas foi preciso ferir o seu corpo, ferir, machucar você.
Eu me lembro que, quando menino, eu tinha um caroço na perna, um lombinho, sei lá como se chama. O médico falou para o meu pai que tinha que cortá-lo, tirá-lo fora. E aquilo doía. Eu convivi com aquilo por muito tempo. Naquele tempo, o médico nos colocava sobre a mesa da nossa casa e lá mesmo fazia o serviço. Só tinha um médico na cidade e ele era fazendeiro, açougueiro, tudo ao mesmo tempo [sorrisos]. Eu tinha medo, falava que preferia ficar com aquilo, não deixava tirar de jeito nenhum. Minha mãe tinha saído para fazer um tratamento fora e nós ficamos na casa de uma tia. Um dia, minha tia teve que dar uma chicotada em mim, com aqueles chicotes que as pessoas usavam para corrigir os meninos; eu não era filho dela não, mas tinha que corrigir. E não é que o chicote bateu bem em cima do caroço? Não foi por culpa dela, ela não queria bater naquele lugar, mas ele acertou bem em cima. Eu tenho o sinal até hoje. Aí eu não tive outra alternativa: o médico teve que continuar o serviço. E eu fiquei livre do caroço.
Muitas vezes Deus vai fazer isso, um chicote vai ferir você, vai te pegar. Aquilo que, a princípio, parece doloroso, parece difícil, é para o seu bem, Deus corrige. Na verdade, Ele feriu não foi você. Muitas vezes Ele sente tristeza; quantas vezes o pai sente muita tristeza, muita dor, mas tem que ferir o filho? Ele tem que dizer: “Daniel, deixe para comer depois da reunião, espere um pouquinho”. Eu gostaria de passar com ele na lanchonete e deixá-lo comer até não querer mais. Olhem a cara dele! E não é desse jeito? E Deus nos ama, Ele quer que nós tenhamos liberdade para servi-lo. Pega o versículo 13:
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros. Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” [Gl 5: 13-14].
Deus não veio para cumprir a lei? Não foi para isso que Jesus veio? Para cumprir a lei. Jesus, Deus queria cumprir a lei, porque é o cumprimento dela que nos leva de volta para Deus. Jesus fez uma coisa importante: Ele cumpriu a lei rigorosamente e depois disse: “Agora vamos deixar a lei para lá, vamos fazer uma nova aliança”. Pensem nisso aqui, gente! Você tem que falar disto aqui para os outros! Você tem que conhecer isso aqui, olha! Marquinho, Roberta, Valéria, a lei ficou aqui. Quem cumpriu a lei? Você? Quem cumpriu a lei? Jesus. Ele cumpriu a lei, fez tudo o que tinha que ser feito, foi obediente, não errou um til. Ele sabia que você não era capaz, que ninguém era capaz. Sabia que a Rosamisse, o Júnior não seriam capazes. E, o que Ele fez, sabendo que era impossível que você cumprisse a lei? Ele a cumpriu, ressuscitou dentre os mortos e achou-se no direito de fazer conosco uma Nova Aliança. É por isso que existe o Velho Testamento e o Novo Testamento. Se você for cumprir o que está escrito na Bíblia por força, por lei, por obrigação, certamente você não vai conseguir.
– Você acha que consegue, Alessandro?
– Não, não consegue. [Ir. Alessandro].
– Por força, por lei, por obrigação…
– Ninguém será salvo [Ir. Humberto].
– Se for cumprir tudo o que está escrito na Bíblia por força, por lei, por obrigação…
– Não dá certo [Ir. Humberto].
– Não consegue, não vai conseguir, não vai ser capaz. Mas nós temos que cumprir?
– Temos [Ir. Alessandro].
– Como, então? Você vai pela Velha Aliança ou pela Nova Aliança? É mais fácil pela Nova Aliança? Pelo menos…
– É possível [Ir. Rafael].
– É possível. Pelo menos…
– Pode ser cumprida [Ir. Rafael].
Pela Nova Aliança temos o direito de errar, é menos doloroso, que mais? Temos esperança. Porque pela outra, a própria lei diz que não há um justo sequer. Então, nós que entendemos isso, optamos pela salvação, pelo caminho que nos permite, que nos dá chance de chegar a Deus, de poder servir a Deus, de nos vermos livres dessa escravidão. Amém? Eu quero servir a Deus, mas não posso, por quê? Por vários motivos. Cada um tem aquilo que lhe aflige. “Eu quero servir a Deus, mas há tantas coisas que me impedem”, “Eu quero servir, mas tenho uma doença, um vício”. Deus vai te recusar por causa disto? Não, seja o que for que estiver te impedindo de servi-lo, Deus pode te libertar desta escravidão.
Uma vez livre de tudo isso, eu volto para Deus, escolho esse Novo Testamento. O que diz esse Novo Testamento? O que diz a Nova Aliança? É amar, pronto! É por aí. Eu posso errar? Posso, posso ter problemas, lutas, dificuldades, mas o meu objetivo, qual é? Amar o meu irmão. “Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. O meu objetivo é amar o meu irmão! De que jeito? De qualquer jeito? Não! Amar como Cristo me amou e não como eu quero, como eu acho, como eu penso. Como Cristo se entregou por mim eu me entrego pelo meu irmão. É assim que eu vou servir a Deus. Vou espalhar esse amor, esse conhecimento porque, cada vez que eu ajudar uma pessoa a ser livre, eu estou amando… Meu filho, se isso te escraviza, não deixa você ser livre, se você é escravo disso, daquilo, seja livre, completamente livre, liberto para fazer o que você quer, para ter direito de errar, de subir, de descer. Porque aí, você mesmo, como Paulo fala aqui no versículo 13:
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros”. [Gl 5: 13]
Eu posso dar ocasião à carne? Posso! Só que eu vou errar! Eu sei que vou errar duas, três, quatro vezes, mas vai chegar a ponto de eu entender: “Não, espere aí! Eu tenho que parar com isso, que está me atrapalhando!”
Vamos abrir em Josué, antes, porém, abra em Lucas 4: 14 a 20.
“Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado. Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele”. [Lc 4: 14-20]
Amém! O Espírito de Deus estava sobre Ele para quê? Para proclamar liberdade. Ele foi exatamente dar liberdade, abrir os olhos das pessoas e dizer a elas: “Vocês são livres, façam o que quiser, eu não quero vocês obrigados, eu os quero por amor”. Deus poderia nos obrigar se Ele quisesse, poderia nos impedir de fazer tudo o que Ele quisesse, Deus é Deus! Mas, o que interessa para Ele? Não interessa dessa forma. Ele poderia nos obrigar, mas Ele quer o homem o amando, o conhecendo novamente. Eu faço assim por causa da minha consciência para com Deus. É por isso! Eu não fumo não é porque está escrito, não! Muitas vezes, a pessoa diz assim: “Aqui, aqui, está escrito aqui!” Justificando que a mulher deve ser assim porque está escrito, que o homem deve ser assim porque está escrito. Deus não quer saber do que está escrito. Falamos hoje de manhã sobre o quê? Que o livro testifica, mas o que Deus realmente quer saber é do espírito. A letra a letra mata, o espírito vivifica. Ele quer saber do seu espírito. A letra testifica, mas o que Deus quer é o seu espírito, a liberdade que você tem. Às vezes, tem coisas que você nem sabe que está escrito, mas você faz.
Eu quero que vocês venham do jeito que vocês quiserem, eu quero que vocês sejam do jeito que vocês são. E nós vamos pregando, jogando água. De repente, uma semente cai e você fala: “Eu não vou fazer mais isso…” E assim, uns crescerão, outros ficarão ainda, não crescerão hoje, mas crescerão amanhã. Nós vamos ter misericórdia daquele que não cresceu, vamos ter paciência com aquele que não entende, não vamos julgar aquele que ainda não consegue. Paulo disse assim: “Se você come carne, não condene aquele que não come”. Porque você não come, você condena o que come? Se você ama, não condene aquele que não ama, espere-o, ensine-o. Esta é a lei perfeita da liberdade. Deus nos quer não por força, não por violência. Eu tenho certeza disso, estou cada vez mais convencido disso.
Deus quer você filho e não escravo! Se você for capaz de ser filho, você vai sentir o quanto é bom, o quanto é mais fácil sentir que Deus te tem como filho e não como escravo. Você pode ter a liberdade de chegar Nele e dizer: “Eu errei”. Como o filho chega para o pai e diz: “Eu errei”. Vamos proceder da mesma forma com relação a Deus, vamos confessar: “Eu não tinha liberdade para falar com ninguém, mas, com o Senhor, eu tenho. E eu quero confessar, dizer ao Senhor o meu erro, o meu pecado”. Muitas vezes, eu tive experiências dessas em casa com meu filho e pude entender que não tem coisa melhor do que você ter a liberdade de chegar em alguém, no seu Pai, no seu Deus, no seu Senhor e abrir o seu coração, confessar a Ele toda sua fraqueza, toda sua dificuldade, porque é dali que nasce o filho de Deus. Amar, esse é o segredo. Amar de todo jeito: amar quem ama, quem não ama, o bonito, o feio, o inimigo, o que fala mal, o que fala bem. É por aí. Isso encobre multidão de defeitos, isso resolve milhões de problemas. Foi assim que Jesus entrou no céu. Volte um pouquinho, ainda no capítulo 4 de Lucas, e veja como o diabo tentou Jesus.
“Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. E naqueles dias não comeu coisa alguma; e terminados eles, teve fome. Disse-lhe então o diabo: Se tu és Filho de Deus, manda a esta pedra que se torne em pão. Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem. Então o diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o levou a Jerusalém e o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, que te guardem; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor teu Deus. Assim, tendo o diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se dele até ocasião oportuna” [Lc 4: 1-13].
Qual foi a arma mais preciosa que Jesus usou nessa tentação? O que o diabo queria? Ele disse: “Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos”. Vou dar a você sucesso na televisão, vou fazer com que o seu disco venda, com que a sua casa seja aparentemente abençoada, vou fazer com que as suas coisas prosperem, vou te dar fama, glória… Eu só quero uma coisa: que você me adore, que faça o que eu quero, que você me sirva. Só isso que eu quero de você. E Jesus, então, usou a arma mais importante, Ele disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.
Esses dias eu achei uma coisa interessante, para vocês verem o que é o amor de filho, o carinho de filho. É uma coisa tremenda, que a gente só entende quando observa esses detalhes. Nós íamos saindo de casa, e eu tinha que sair para poder fechar o portão. A Suzane ficou na garagem e o Fleury Neto estava dentro do carro. Quando saímos para fechar o portão ele entrou em desespero porque ia deixar a Suzane. Ele falou: “Você vai deixar a minha mãe!” Ele chorou e eu expliquei que não ia deixar a mãe dele, falei para ele esperar que só íamos fechar o portão. Então ele falou que era para abrirmos o portão… Você não ensina uma criança daquele tamanho a gostar; ele não sabe o que é amor, ele simplesmente ama. Ele pode, quando crescer, até odiar a mãe, mas, quando pequenininho, ele sabe separar o que é mãe, pai… Maltrate uma criança para você ver! Experimente maltratar, tratar mal uma criança para ver se ela gosta de você. Agora, a trate bem… Concordam? E como a mãe e o pai tratam bem a criança…
Outro dia também aconteceu isso com o Rhudá, eu falei para ele ficar e ele disse que ia fazer companhia para o pai dele, porque o mesmo estava só. Isso é o que Deus quer de nós. Por isso que Jesus disse que como uma criança você entra no Reino dos Céus. Basta ser uma criança e você tem acesso ao Reino de Deus, ao governo de Deus. Reino de Deus é um lugar onde Deus está, onde você vive com Deus, onde você serve a Deus, mas livre! O Fleury Neto é livre: ele chora, mexe nas coisas, vai lá e liga o som e fala o que quer. Ele é livre, não tem ninguém mais livre do que uma criança. Mas, não pode mexer com a mãe dele. Não deixe a mãe dele de fora, não o separe da mãe dele, não! E assim é que Deus quer fazer conosco.
Foi isso que o diabo quis: nos separar, nos tirar de Deus. E Jesus veio e, novamente, uniu o homem a Deus. O homem tinha se afastado de Deus por causa do pecado. Como uma criança que vai crescendo e o pecado acaba a distanciando da mãe e do pai; ela vai crescendo e não entende que o pai e a mãe amaram aquilo… A verdade é essa: o ódio, a angústia, a amargura, a tristeza, a dor, a decepção vão acontecendo e vão separando a mãe do pai, o filho do irmão, o marido da mulher… Concordam com isso? Deixe acontecer para você ver! É tudo o pecado. Através de Jesus, Deus quer, de novo, nos unir a Ele, nos dando a liberdade para que nós tenhamos alegria para viver, para que tenhamos realmente prazer em sermos livres para errar, chorar, pedir. Para pedir: “Senhor me dá isso” – mesmo que a resposta seja negativa. Amém? “Não, não posso meu filho!”
Tudo o que o filho quiser pode pedir. Jesus disse: “Pedireis tudo o que quiseres”. Muita gente pensa que não pode! Peça! Pedir é o direito que você tem; Deus dará na hora em que você puder receber. A criança não pede tudo, ela não entra no supermercado e quer tudo o que está ali dentro? A criança entra no supermercado e quer tudo, até ração quando não tem cachorro [sorrisos]. Pense nisso! Você quer ser filho de Deus? Deus está dando a nós a oportunidade de nos tornarmos seus filhos. De que maneira? Jesus disse: “Basta amar a Deus, servir a Deus”. E foi exatamente isso que Jesus disse ao diabo: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Quando é que caímos? Quando o inimigo vem e oferece algo como a árvore, e nós aceitamos: “Olhe, está vendo, sirva a isto aqui, adore, é gostoso, bonito” . Se você tiver consciência você vai falar: “Eu não posso, porque eu vou ter que deixar meu pai, minha mãe”. Imagine o meu amor a Deus! Imagine o meu compromisso com Deus, não vai me impedir de fazer muito mais? Deu para entender isso, essa relação que eu fiz? Se o meu amor à minha mãe, ao meu pai me impede de fazer tantas coisas… Quantos filhos não dizem assim? “Olha eu deixei de fazer isso por causa da minha mãe!” Imagina o quanto você não vai deixar de fazer por causa de Deus? “Não, eu não posso fazer isso por causa de Deus, bem que eu estou sendo tentado”. É isso que te livra do pecado, de tantas encrencas, de tantos problemas… É o amor a Deus, é a sua consciência para com Deus. “Bem que eu poderia, eu sou livre! Mas isso vai magoar o meu Pai; se eu proceder assim vou magoar o meu Pai, o meu Deus, o meu Senhor. Eu prefiro então agrada-lo”. Amém? Amém mesmo! Vamos agora para gente encerrar em Josué. Não use da liberdade para fazer o que não deve! Não se esqueça do amor que você tem por Deus. Por que eu amo o meu pai? Porque ele é bom para mim. Por que eu amo a Deus? Porque Ele é melhor ainda!
“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais dalém do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor. Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. [Js 24: 14-15]
Você escolhe, amém? O Deus a quem você serve hoje, que te deu prazer, alegria, que te trouxe felicidade, paz para a sua casa, você pediu e Ele te deu. Você pediu um emprego, e Ele te deu muito mais. Você pediu e Ele te deu muito. Esses dias, eu comentava com o Sirley aqui, que Deus deu um sonho mostrando que tudo o que nós temos foi Ele quem nos deu. Eu não admito que ninguém fale que a igreja não foi abençoada; talvez nós tenhamos nos esquecido de Deus, mas a igreja foi abençoada. Você olha ali no pátio, no estacionamento e vê carros novos, irmãos bem empregados, todo mundo se vestindo bem, todos hoje assentados num lugar que nós não tínhamos.
Pode até que alguém aqui tenha se esquecido de Deus, mas Ele não. Filhos sadios, abençoados… Pode ser que nós não cumpramos a nossa parte. Escolha a quem você serve. Interessante que, às vezes, achamos que a bondade, a longanimidade de Deus é demorada e não nos lembramos de quando Ele falou lá na reunião, quando Ele chamou a minha atenção e eu endureci o meu coração, como se Ele não estivesse falando comigo. Ele estava falando comigo, mas eu não escutei, tapei o meu ouvido. Eu posso servir a Deus? Como eu posso amar a Deus se eu não o escuto? Como um filho pode ser orientado pelo pai se ele não o ouve? E depois a gente vai se arrepender. Então Josué aqui, ele via isso e falou: “Olha, você escolhe o deus que você quer servir”. Lancem fora as coisas que, antes, na sua ignorância, você fazia. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Eu sei, não vou brincar não; eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
“Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses: porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos”. [Js 24: 16-17]
Foi Ele quem me tirou da casa de servidão, quem me deu todas essas amizades, esses irmãos, quem me fez conhecer o Adriano, a Carla, o Godoy, o Ramiro, o Júnior, a Rosamisse; foi Ele quem me deu tantos amigos, foi Deus, eu preciso crer dessa maneira. Ele é o Deus da minha casa, é o Senhor da minha casa. Josué disse: “Vocês servem a quem vocês quiserem; eu sirvo a Deus, eu espero Nele e quero continuar”. Amém? Tem um outro versículo importante também que você pode ler, em Malaquias. Um dia você vai ver a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve. Se tivermos dúvida naquilo que estamos fazendo, nós devemos consultar a Deus, não o pedaço de pau, às imagens esculpidas, aos outros deuses. Se tivermos dúvida em alguma coisa, consultaremos o nosso Deus.
Um dia nós vamos ver a diferença. Muitos vão dizer: “Aquela casa serviu a Deus”. O vento soprou sobre ela, foi difícil, lágrimas correram dos seus olhos, mas aquela casa permaneceu, ficou de pé, por quê? Porque aquela casa serviu a Deus. Guardei a fé, combati o bom combate, corri a carreira que me foi proposta, eu tenho a minha consciência tranqüila. Você pense nisso! Isso é que é liberdade! Outro dia, eu comentava, não sei com quem, talvez com o Nivaldo, o quanto a liberdade é preciosa. Quantos não trocaram Deus por pequenas coisas. Por exemplo, Judas, que ficou tremendamente arrependido, amargurado por causa de 30 moedas, por causa de um punhado delas. Esaú trocou a Deus por um prato de comida, e assim por diante. Eu não posso, sinto muito, mas eu não posso! “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!”.
Vamos curvar as nossas cabeças. Amém, Senhor, se o Senhor nos tem chamado para servir, se estamos aqui para te servir, se é para te servir que eu estou aqui, se o Senhor me colocou aqui neste lugar, na minha casa, ali no meu trabalho, naquela escola, naquela faculdade, se o Senhor me colocou, Jesus, em algum lugar neste mundo como uma árvore que pudesse alimentar vidas com seus frutos, que pudesse dar sombra ao cansado, se o Senhor me colocou em algum lugar para te servir, para lutar por esta aliança, que seja feita a sua vontade, que eu faça, Senhor, de coração, com amor, com muito amor. Ensina-me, como o filho que é ensinado pelo pai, eu quero também ser por ti ensinado, corrigido, eu quero mostrar a todo mundo, eu quero me orgulhar do meu Pai, do meu Deus. Quantos mostram seus deuses e, às vezes, nós temos receio de mostrar o nosso Deus. Eu quero que todos vejam que o Senhor está em mim, eu quero que todos vejam o Senhor em mim, bem dentro de mim, como uma luz acesa, como uma árvore frondosa, eu quero ser visto, Cristo em mim. Ajuda-me, Jesus, a amar, a te querer cada vez mais, Pai, a te chamar-te Pai. Amém, Senhor, nós queremos encerrar certos de que mais um pouco o Senhor nos ensinou, mais um pouco o Senhor nos corrigiu, um pouco mais de Deus nós recebemos, um pouco mais daquilo que o Pai tem para o filho. Mostra-te, revela-te a nós, queremos observar as coisas que o Senhor faz, para que façamos também semelhantes coisas. Mostra-nos, Senhor, o que fazer, mostra-nos, Senhor Deus, se é que já podemos fazer, se é que nós já somos capazes de fazer, mostra-nos o que fazer, Jesus. Amém! Estamos encerrando em nome de Jesus. Deus abençoe vocês. Amém!
Povo de Deus