CAPÍTULO V
A LETRA MATA, O ESPÍRITO VIVIFICA
Como vocês têm passado? Espero que esteja tudo bem. Vamos abrir aí
a sua Bíblia, começar firme nesta manhã. II Coríntios capítulo 3,
pegue primeiro o versículo 4, eu vou ler aqui, depois a gente lê mais.
“E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” [II Co 3:4-6].
Vamos repetir. “…o qual também nos capacitou…” Capacitar, capacidade. Amém? Então eu pergunto, presta atenção: Você está capacitado a ser ministro da letra ou do Espírito?
– Ministrar, o que é ministrar, Júnior?
– Ministrar é você ensinar, mostrar, demonstrar, explicar, esclarecer [Ir. Júnior].
Preste bem atenção nisso. Por exemplo: quando você vai falar de Deus, do Evangelho para uma pessoa, você vai ministrar. Você vai falar da igreja, da vida cristã; você está ministrando. Pode ser para uma, duas, dez pessoas – você vai ministrar. Eu pergunto: Você está capacitado a falar? Você está capacitado a ministrar? Quem te capacitou? Você vai falar da letra ou do Espírito? Se você fala da letra, a letra mata; se você fala do Espírito, o Espírito vivifica. Agora, da letra, qualquer um pode falar, não precisa ser capacitado. Está certo?
Você pode reunir cem, duzentas, trezentas pessoas e capacitar aquelas trezentas, quatrocentas pessoas a falar da letra. Você pode reunir e dizer: “Esse semestre, nós vamos trabalhar com trezentas pessoas; semestre que vem, nós vamos trabalhar com mais trezentas e, depois, nós vamos trabalhar mais quatrocentas e, depois, mais mil”. Todo ano nós vamos soltar como as faculdades, as universidades capacitam pessoas a falar, proceder, agir como médicos, odontólogos, advogados, economistas, etc, e há universidades teológicas. Teologia é a ciência que estuda Deus, o estudo de Deus.
Então, muitas pessoas são formadas, capacitadas a falar do quê? Todos vocês, repitam comigo: “Da letra”. Agora, do Espírito é diferente, muito diferente. Se você foi capacitado a falar da letra, você fala sobre a letra. Você sabe onde é que está escrito, como está escrito; você tem a sua opinião a respeito, etc… Mas, do Espírito? Por exemplo, quando Paulo escreveu a carta aos Coríntios, aos Romanos, aos Gálatas, aquelas cartas tremendas, ele nunca imaginou que um dia elas seriam partes integrantes da Bíblia; que viriam compor as Escrituras Sagradas. E ele escreveu aquelas cartas ajudando a igreja. Quantas outras cartas ele não deve ter escrito… Eu gostaria de ter todas elas para ler, porque eu estaria lendo algo que foi escrito por uma pessoa que foi capacitada por Deus a falar do Espírito. Eu gostaria de ler, de saber tudo que estava na cabeça daquele homem; gostaria de ficar o dia inteiro conversando com ele para poder entender o que é que tinha na cabeça dele. Amém? Vocês também não gostariam? Com certeza! Um homem fantástico!
Na Bíblia é falado que há homens dos quais o mundo não é digno, e Paulo foi um deles. Vocês sabem que Paulo não foi capacitado a falar da letra, e ele teve tanta coragem que escreveu a Bíblia, apesar de não saber. Amém? É isso que eu queria que vocês separassem bem, começando por esta manhã. Põe separação entre uma coisa e outra. Eu quero perguntar e você vai responder para si mesmo, não responda para mim não. Você está capacitado a falar, a ministrar a letra ou o Espírito? Se você ministra a letra, a letra mata; se você ministra o Espírito, o Espírito vivifica. Ministrar a letra é ministrar simplesmente o que está escrito. Ministrar o Espírito é falar da vida, é falar de Cristo, do Cristo que está em você, em mim, em nós. Amém? Se você não o conhece é problema seu. Amém? Porque Ele está em você. Ele não habita em casa construída por mão de homem. Não sabeis vós que sois templos do Espírito Santo? O Espírito Santo está em você e se você não o conhece, não tem intimidade com Ele, o despreza, o rejeita, é problema seu, não é da gente. Ele está em você, amém? E, por isso, você vai poder falar muito Dele.
Por que nós falamos da letra? Porque falamos daquilo que conhecemos, e você vai falar do Espírito que você conhece. Amém? Você concorda com isso? Eu não posso falar da Rosa além do que eu conheço: conheço isso, isso e isso. Não conheço mais nada dela. Eu posso falar da Vanilde o que eu conheço. O que você sabe sobre a Vanilde? Eu sei que ela mora… Como é que chama lá Vanilde? Jardim América. Para você ver, nem isso eu sabia… Eu sei que ela mora lá, e que o esposo dela, por sinal muito amigo, eu gosto muito dele, é o Paulo. Sei que ela tem um filho que se chama Paulo Júnior, a Ludmila, que tem uma chácara perto de Bela Vista e assim por diante. Mas, é só isso e mais nada. Tem muita coisa que eu não sei e eu não posso falar. Eu não sei quase nada da Débora. Certo, Débora? O que eu sei dela é muito pouco, não é? Eu posso falar da letra que eu conheço agora, mas não é isso que vivifica. A letra pode nos ajudar, nos indicar, nos apontar a direção, mas, o que vivifica é o ato de ministrar o Espírito.
Você tem que falar do Espírito, de Jesus Cristo. Mas, vai falar Dele somente o quanto conhece, não tem jeito de falar mais. Amém? Vocês lembram, por exemplo, quando Jó, depois de passar por tudo aquilo, disse o seguinte. Preste atenção porque isso que nós estamos falando aqui vai te ajudar muito. “Olha, eu ouvia falar, mas agora os meus olhos o vêem”. Eu acho isso aqui tremendo. Amém? Isso é tremendo! Aí, o sujeito vem e se intitula bispo, apóstolo, pastor, pregador, profeta…sei lá. Não é? Eu não quero julgar, dizer que aquela pessoa não conhece o Espírito, mas eu tenho o direito de ter minhas dúvidas quando alguém arroga para si a glória que só pertence a Deus. Não é assim?
“Então respondeu Jó ao Senhor: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? Por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderás. Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza” [Jó 42:1-6].
Que coisa tremenda! Amém? Quisera eu que toda a igreja chegasse aqui, que toda a igreja pudesse saber um pouco mais, conhecer um pouco mais de Deus e falar menos do que não sabe, do que não entende. Amém? É isso que vem destruindo, acabando com o Evangelho na terra, no mundo, onde a luz aos poucos vai se apagando. Por quê? Porque o homem insiste em fazer como Jó, insiste em discutir, em querer impor o seu ponto de vista sem antes conversar com Deus. Jó disse assim: “Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho?”. Sem conhecimento obscurece, empana o brilho do conselho. O conselho é o Evangelho, é a Doutrina de Cristo, o ensinamento que Ele trouxe.
Na maioria das vezes, nós queremos obscurecer, escurecer, empanar o brilho daquilo que Jesus falou. Aí vem uma pessoa… Prestem atenção nisso, gente! Vem uma pessoa desqualificada, que não passou por nada, sabe que não tem a menor experiência de Deus e sai, às vezes eu vejo na televisão, a pessoa chega na frente e escurece, empana, dá uma direção diferente. Pelo amor de Deus! Que coisa! Que crime! Se conhecesse um pouco mais, se tivesse um pouco mais de experiência, diria como Jó, não é? Ele disse: “Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza”. Eu me arrependo de ter falado do que eu não sabia, do que eu não entendia. Amém, gente? Então, voltando:
“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Israel não vissem o final da glória que se desvanecia” [II Co 3:12-13].
E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, não é? Olhe o que vem a dizer isso aí, pense bem. Paulo estava dizendo o quê? Que ele não tinha nada o que… Fale mais alto todo mundo! Paulo não tinha nada o que esconder. Moisés teve receio, medo, porque ele foi à presença de Deus e voltou de lá com um brilho no corpo. Ele ficou de tal forma transformado que teve receio, medo de mostrar aquilo. As pessoas, tentando olhar para Moisés, chegavam a não conseguir vê-lo, tamanha era a glória que estava nele. E Paulo diz aqui: “Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés”. Quer dizer o quê? Que não vamos colocar um véu, não somos como Moisés. Vamos realmente tirar o véu, ter ousadia no falar, ser e mostrar aquilo que somos, que temos, aquilo que podemos, o Deus que está em nós. Porque é exatamente isso que Deus quer, que nós sejamos a Sua glória, não é?
Paulo fala assim: “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” [II Co 3:2]. Você é a carta, a letra, você é o que a gente tem que mostrar. O que a gente tem que mostrar não é a letra aqui no papel. Você é a letra. Amém? Eu sou a carta, eu tenho que mostrar a mim mesmo. Não é assim? Então, Jesus saía e as pessoas vinham após Ele e queriam saber. Não tinha outra maneira; Ele poderia pegar Isaías, Jeremias e dizer: “Olhe, está escrito aqui, etc”. Mas, Ele falou: “Não é isso que vai resolver para você, vem e vê; onde eu colocar meu pé, você põe o seu”. Amém? Vocês estão entendendo isso? Não vai resolver eu mostrar para você:
Estão aqui os Livros de Isaías, Jeremias, Deuteronômio, Números, e etc. Deus não quer que nós mostremos a letra. Ele quer que nos façamos assim como Paulo falou: “Eu sou a carta. Você vai vir, me acompanhar, procurar saber de mim e vai ler em mim. Eu sou a letra que Deus quer que seja mostrada”. Está certo? Você que julgue, faça o que quiser. Jesus dizia: “Vem e vê, siga-me”. Senhor, eu queria saber o que o Senhor pensa, o que o Senhor acha disso, queria saber onde é que o senhor mora. Nós pregamos o Evangelho, falamos e o resultado é você. O resultado do nosso trabalho é você. O que Deus quer é exatamente isso – a sua conversão. Se a terra é boa, se a terra tem dificuldade, se a semente caiu entre espinhos, ou à beira do caminho. Há pessoas que estão entre espinhos, que nasceram em lugar difícil, a família é complicada, há pessoas passando por muita dificuldade, pessoas que estão enfermas, que estão tristes, amarguradas. Cada situação é uma situação. É claro que o Evangelho, a palavra, o Espírito, vai ter mais liberdade em uma pessoa que tem mais facilidade, que pode ouvir.
– Por exemplo, por que o Evangelho funcionou tanto na vida de Paulo?
– Por que ele dedicou-se totalmente e não se envolveu com outras coisas [Ir. Rosamisse].
Por isso Paulo falou com ousadia, com autoridade. Ele podia falar, porque estava falando e escrevendo. Deus pegou o que ele falou e colocou na Bíblia. Então, ele falou com autoridade. Se ele fala, se ele diz para nós, por exemplo, a importância da pessoa ser livre, de ter menos compromisso, de não se envolver com as coisas deste mundo, se torna muito mais fácil do que você ser uma pessoa envolvida com empresas, trabalho, negócios, concorda? Uma pessoa, por exemplo, casada, que tem família, tantos filhos… Está aí a Roseli que, apesar de não ser casada, tem um envolvimento enorme com a família e vive aos trancos e barrancos. Concorda? Dificulta ou facilita? Tem que dificultar.
Então, o que importa é a sua vida, é a sua conversão, sua mudança. O que importa é o novo nascimento. Você tem que chamar sua própria atenção: “Eu sou a carta, aquilo que você vai ver, vai ler em mim”. Amém? Você vai ler é ali. Está ali um rapaz, uma moça, um senhor. Eles podem falar o que eles quiserem, mas o que importa é a vida, o que eles fazem. Se eles chegarem na esquina ali, podem jogar tudo fora com uma atitude só. “Meu filho, você jogou tudo fora, tudo aquilo que você falou”. Concorda? Amém? É por aí. Porque o que está sendo observado somos nós, não o papel. É a nos quem Deus vai julgar. Será que é só o nosso conhecimento intelectual? Será que é a letra que nós temos, ou Deus vai julgar a nós, a nossa vida? Amém? Então, Paulo falava: “Eu sou a carta, e eu tenho ousadia, eu posso falar”.
“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Israel não vissem o final da glória que se desvanecia”.
A glória de Moisés se desvanecia. Ele veio de lá transformado, com grande glória e beleza, mas aquilo foi se acabando. Para que ninguém visse isso, ele colocava um véu. Ao invés de deixar que se desvaneça a glória de Cristo em você, você mostra. Não é assim? Queira mostrar cada vez mais. Vem e vê. Que você seja cada vez mais glorioso. Que a sua vida seja cada vez mais gloriosa. Então, nós temos ousadia no falar, não somos como Moisés, que escondia a glória que se desvanecia. A glória da igreja hoje precisa ser mostrada, ser vista, precisa ser observada. Vem e vê. Amém? Nós não temos nada para esconder, muito pelo contrário.
Se você juntar todas as palavras que Deus nos deu até aqui, todas elas têm a mesma direção, que é nos levar à estatura do varão perfeito, a ser como Jesus Cristo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte. Se nós estamos querendo vir para cá, vamos ter como esconder a nossa glória? Preste atenção! Pode, por acaso, se esconder uma cidade edificada sobre o monte? Não pode! De longe se observa aquela cidade, a cidade está sobre o monte. Não tem como esconder a sua vida, não tem como esconder você. Amém? A glória é essa, é você, é a sua vida, é o que você faz. Se você faz errado, é isso; se você faz certo, é isso. É melhor que você faça, certo ou errado. É melhor que você não esconda: eu errei? Errei, então me perdoa, me desculpa, mas eu não posso esconder, eu quero acertar, quero subir, quero crescer.
Paulo disse: “Ousadia no falar”. Porque se nós ficarmos com medo de fazer, se nós ficarmos ali baseados única e exclusivamente na letra, e não tivermos ousadia, nunca vamos sair daquilo. Jó ficou muito tempo preso naquilo que ele ouvia falar. Concorda? Mas teve um momento que ele teve que fazer, praticar. Amém? Então, cem pessoas aqui ouvem falar, depois saem e vão embora. A Paula vai ter que praticar. No curso que ela está fazendo lá de enfermagem vai chegar o momento que ela vai ter que fazer o curativo, examinar aquilo que compete a ela. Você vai ficar ouvindo falar de culinária, mas uma hora você vai fazer o bolo. Amém? Então é isso. Jesus, quando apareceu para Paulo, falou: “Levanta-te, eu estou tirando você desse meio e você vai falar das coisas que eu já tenho te falado e vai falar das coisas que eu ainda vou te falar. Não temas, porque Eu sou contigo. Não tenha medo, receio”.
Não podemos ter medo de fazer, de errar, nós temos que fazer. Amém, gente? Nós temos que fazer, certo ou errado. Faça, se tiver errado, arrependa, volte e acerte. Você não pode é ficar como os fariseus ficavam. Amém? A pior situação que tinha era a dos fariseus. Não faziam, e nem deixavam ninguém fazer. Amém? Ficavam em uma situação cômoda, julgando, condenando e: “Não faça porque senão você vai errar”. Amém? Assim, nós temos que ter ousadia para fazer e não ter medo de errar, porque errando é mais fácil de nós aprendermos. É muito mais fácil você aprender errando do que você ficar com medo e não fazer.
Mesmo que você tenha errado, mas se você tem realmente vontade de conhecer o Espírito, pois é assim que você vai conhecer o Espírito. E é de fé em fé. Eu tenho certeza de que depois que Jó passou por aquela experiência, ele nunca mais duvidou de Deus por causa daquilo que aprendeu. Amém? Eu acho tremendo quando ele fala assim: “Eu me abomino, porque eu cheguei a duvidar, eu cheguei a achar que o Senhor não fosse o que é”. É tremendo gente, nós estamos em uma escola diferente de todas as escolas que você pode imaginar. Amém? Você é a carta, é você que está sendo observado. Se alguém vai ler, vai ler você. Se um dia Deus te colocar diante de alguém, as pessoas vão te observar. Amém? E Paulo deixou bem claro isso: nós somos a carta. E nós já falamos isso aqui uma vez.
“Mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido; sim, até o dia de hoje, sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles. Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” [II Co 3:14-18].
– Explique para nós isso aí.
– É a questão dessa carta, é essa carta que a gente tem que mostrar. Que da mesma forma que o senhor mostrou aí, vai ter aquele que ministra a letra e aquele que ministra o Espírito; que não vão ter vergonha de mostrar o que eles são. O que eu entendi foi isso, como Moisés não queria mostrar, o povo também se envergonhava. E foi mostrado agora o seguinte, Jesus veio para rasgar o véu, para mostrar. Deus quer que nos sejamos como o apóstolo Paulo, que não tinha vergonha. Todos aqueles que ouviam Jesus tinham ousadia em mostrar aquilo ali [Ir. Júnior].
O que está querendo dizer aqui é o seguinte: aquela glória que Moisés tinha e que foi encoberta com um véu, ele não queria que observassem que ela estava acabando, diminuindo. Então, ele diz o seguinte: você, quando lê, o véu ainda está sobre o seu rosto. Se você lê e não entende, o véu permanece cobrindo o seu rosto, você não pode mostrar a glória. Amém? A glória é Cristo. Você não pode mostrar porque tem medo, não tem ousadia, teme que alguém veja que a sua glória se desvaneceu, ou então que aquilo que você tem não pode ser visto, observado. Você lê e não entende, lê e não observa, não consegue entender. O véu então permanece cobrindo a glória de Cristo. Como é que Cristo vai ser observado? Como é que Cristo vai ser visto, se nós cobrimos com o véu? Você quer ver Cristo: “Vem e vê, vem após mim. Você quer conhecer a glória de Deus, pois vem e veja”. Amém? É você a carta, é você que Deus quer mostrar. Vem e vê Cristo em mim. Você quer procurar Cristo aonde? Ele está em mim. Amém, Silvio? Dá para entender isso? É isso. Você quer mostrar aonde? Você quer mostrar a letra, você tem medo de tirar o véu? Tem medo? Amém? Ele disse: “Não somos como Moisés, vamos falar do Espírito”.
Você pode fazer referência à letra, pode usar a letra. Jesus não falava da letra; Ele falava Dele, mas dizia o seguinte: “No livro testifica de mim, no rolo do livro está escrito, falando a meu respeito, do jeitinho que está escrito aí, Eu sou”. Mas o que Ele queria mostrar era o livro ou era Ele? Amém? Não é, Edvaldo? É! De vez em quando eu vejo a Divina e o Nivaldo. Tem jeito de você esconder? Não tem. Eles moram aqui. E eu entro lá quase todo dia para tomar café, e não tem jeito de esconder de mim não. E nem eu escondo dele; ele trabalha lá em casa. Eu não posso esconder de ninguém. Amém? Tire a capa, tire o véu que cobre o seu rosto, deixe você ser visto, ser lido, ser observado e quem quiser que te jogue pedra, que te acuse, que te condene, que faça com você o que quiser. Quem for mais doido que faça mais besteira. Concorda? É isso, é isso que está querendo mostrar, dizer aí. Você vai mostrar o Cristo que está na letra, ou você vai mostrar o que está em você? Vem e Vê. Jesus não falava do que estava escrito, Ele falava Dele. Ele dizia que o livro testificava Dele, mostrava quem Ele era. Não adianta.
“Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas, todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” [II Co 3:16-18].
Quando é que cai o véu? Aí que vem realmente a conversão. Eu ouvia falar, mas eu nunca tinha me convertido ao Senhor. Eu ouvia falar, sabia muito, mas nunca realmente me converti ao Senhor. Nunca entreguei a minha vida a Ele, nunca disse: Senhor, faça em mim a Tua vontade. Eu nunca tive coragem de dizer: “Jesus, não sou eu quem vive, mas o Senhor vive em mim, eu não tenho mais direito, eu entreguei a minha vida ao Senhor”. Amém? Sei lá o que o Senhor vai fazer de mim amanhã. Sei lá o que vai acontecer comigo hoje, daqui um pouco, mais tarde. Amém, gente? Isso ajuda demais, isso ajuda muito mesmo. Como isso é importante! Se a igreja entender isso, vai ser muito bom para ela. É isso que nós precisamos realmente, o mais rápido possível, porque as pessoas virão aqui. Deus está só esperando e as pessoas virão aqui para ver. Amém? Eles querem ver aquilo que nós estamos falando.
Temos muito que mostrar às outras pessoas. Eu vou mostrar a Daniele, a Marinez, a Dora, o Dairel, a Margarida, a Graça, o Leone, a Vanilde, a Luciene, a Rosália, e vou dizer olha, a igreja está aí. “Ah, mas essa daqui está assim e assada?” Está em construção ainda. “Ah, e essa daqui?” Não terminou, está se fazendo alguma coisa por ela. Eu não posso julgar, não cabe a mim. O que a gente pode mostrar está aí. Amém, gente? Então, olha, você com o rosto desvanecido, com o véu retirado, não tenha receio, é Deus quem te julga, quem te examina e quem te vê; de Deus você não esconde nada. Ele sabe se você é fiel, se não é, o que você tem, o que não tem, se você dá, se não dá. Ele sabe tudo ao seu respeito. Ele sabe, de Deus nós não podemos esconder nada. Nada. Amém? Valeu?
Então, nós vamos encerrar com o que foi falado no começo. Você pode encher a classe de gente e ensinar a letra, teologia, falar da letra. Mas, o Espírito? Ministrar o Espírito! O que foi falado lá no começo? Você pode ministrar o Espírito sem ter sido capacitado para falar dele? Não, você vai falar a vida inteira de letra porque você não foi capacitado para falar do Espírito. E isso não é por nós, é por Cristo. Ele disse que por nós mesmos não teríamos coragem de dizer, mas, por Cristo, nós temos, porque é Ele quem nos capacita. É Ele quem nos dá a capacidade de falar Dele, não é? Você vai falar do Cristo, do Deus que mora em você. Claro, você vai falar de quem? Eu não sei falar nada do Deus lá do Bin Laden, eu não sei falar dos outros deuses. O pouco que eu sei do meu Deus, é o que eu posso falar. Eu tenho que falar Dele, amém? Do Deus, do Senhor que está em mim, daquele que me dirige. A minha esperança é Ele, amém? Eu preciso saber o máximo do meu Deus. É Dele que eu posso falar. Amém? E é através de mim, de nós. É bom isso! Não é bom, tranqüilo? Não é, Ericson?
Interessante… Vocês se lembram do que o diabo falou: “Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo, mas, você?”. É isso que a gente precisa. Deus está nos capacitando. Se você deixar Deus te capacitar, você vai dizer: “Senhor, me capacite, faça de mim um filho Teu, um homem de Deus, ensina-me o caminho que eu tenho que andar”. Quantas vezes nós já repetimos esse versículo aqui. Senhor, dirige o meu coração. Meus Deus, troque a minha justiça, porque o Senhor está cansado de falar que a minha justiça não vale nada. Troca, meu Deus, me veste de novo, ensina o que eu tenho que fazer, dirige o meu coração, senão eu não posso viver, eu quero viver. Agora mesmo ali, se Deus quiser, eu vou comer um frango. Mas é! Eu quero viver, dirige o meu coração, na hora de comer o frango, como eu devo comer? Não é? Se é assado ou não é assado. Dirige o meu coração, não deixa eu ficar dirigindo, não, senão eu morro. Eu não sou capaz, a minha justiça o Senhor já condenou. Eu quero ser livre para errar e acertar”.
Amém, Roberta? Porque senão você fica louco, doido, maluco. Quem concorda com isso? É claro! Deus me livre! Tira esse fardo, esse peso das suas costas! E vai caminhando, caminhando, e vai fazendo. Não é, Roberta? E faz dali, daqui, etc., e, ao longo do caminho, você vai se aperfeiçoando. Como eu falei, a pessoa vem e vê. Aí, nós vamos ver uns de um jeito, outros de outro. “Bom, esse aqui já está pronto, esse aqui quase pronto, esse aqui está começando agora”. Deixe a pessoa ver, a pessoa olhar. Ela mesma fazer o seu julgamento. Amém? Não existe isso. Eu parei na porta de uma igreja em determinado lugar aí, não vou dizer o lugar, Omilde estava comigo, e falei: observa o pessoal entrar, e todo mundo vestido direitinho, tal, etc. Se você for julgar pela aparência, vai imaginar: ali está só gente boa. Não é? Por quê? Porque está todo mundo vestido direitinho e tal. Mas, você pode julgar pela aparência? Você pode dizer que ali realmente se ama, se é capaz, se converte, se conhece a Deus. Isso pode ser provado? Não é? Então, meu filho, nós temos muito que aprender. Ele disse que não é aprender com a letra, é aprender com Ele.
E é por aí que nós vamos, se Deus quiser. Não sabemos quantos, mas é por aí. “Aprenda comigo, siga-me. Eu sou o caminho, a verdade e a vida, Eu sou a luz do mundo. Vinde e arrazoemos”.Que coisa! Não é Leone? Ele disse: “Foi dito aos antigos, Eu porém vos digo”. Você tem que se converter ao Senhor para que o véu seja retirado, para que você não tenha medo, receio de mostrar a glória que você tem. Se ela for pequenininha, não tenha receio. É o que eu tenho, é a minha vida, eu vou mostrar o quê? E, não pode, Jesus disse que não tem jeito, não se acende uma luz para se colocar debaixo do altar; não se esconde uma cidade edificada sobre o monte. Amém, gente? Isso é que é bom. Isso é que é ser livre, não é não? Concorda com isso? Que coisa boa, gostosa, não tem preço que pague essa liberdade.
– Amém, Roberta, valeu ou não? Vamos exportar essa fita? Será que merece?
– É como o senhor falou… Deus realmente tem nos capacitado a ser ministros do Espírito. Eu achei interessante quando foi falado aí que as pessoas vão ver não é a carta escrita, é a carta da nossa vida, é ela que vai vivificar as pessoas. Porque a letra, como o senhor falou, vai matar, mas o Espírito é que vai vivificar. Então, realmente, a gente precisa ser essa carta viva, para que todos os homens possam ler em nós a vida de Cristo [Ir. Roberta].
– Eu estava me lembrando até o exemplo que o Leone deu ali, na hora em que eles chegaram lá, era como se Ele não desse importância para a lei, porque a lei estava explicando ali, os apoiava a fazer aquilo. Era Deus ali que não deu importância para o que estava escrito, para a letra. Mas Ele leu certamente a carta. E disse: raça de víboras. Então, não importa o meu conhecimento, o que eu conheço de Deus, o que vai importar é a minha vida, é o que as pessoas vão ver. Não adianta eu falar muito, saber muito, mas o que importa é aquilo que eu faço, é a justiça de Deus que está em mim [Ir. Adriano].
– Sede santo, porque Eu sou santo. Sede justo porque Eu sou justo. Sede perfeito porque Eu sou perfeito. Amém? É tremendo, é dez, bom demais. Eu acho isso bom demais. Rosália, fala para nós.
– A nossa capacidade está em Deus, e a gente deve procurar mesmo é Cristo para resolver as nossas coisas, nossas lutas, dores, tudo. É igual o senhor falava, é conversar com Ele, perguntar para Ele, em vez da gente perguntar para as outras pessoas. É perguntar realmente para Cristo. É Ele que vai ter uma resposta para a gente. Ele é o nosso caminho, somente a Ele devemos seguir, sem olhar para os lados [Ir. Rosália].
– Amém, então vamos almoçar. Amém, Silvia?
– Irmão, eu achei importante esse trecho aqui: Jesus Cristo era o único assunto de Paulo. Então isso tinha quer ser a nossa vida também. Se nós estamos olhando para Ele, tinha que ser o único assunto nosso. Aí nós iríamos mostrar a luz, as pessoas iam ver algo diferente em nossa vida, se nós agíssemos assim [Ir. Sílvia].
Amém, João, Rosamisse? Vamos curvar nossas cabeças e vamos receber a palavra viva, que saiu da nossa boca (não a letra morta), mas a palavra que saiu. Se você entende, recebe essa palavra, se você recebe o Espírito da palavra, deixa-o entrar no seu coração e diz: “Senhor, amém, eu concordo com isso. Eu quero que o Senhor tenha liberdade de me apresentar, de me colocar em um lugar onde eu possa ser visto, onde eu possa ser observado”. Amém?
Obrigado, meu Deus, pela palavra-viva. Obrigado, Jesus, pelo Espírito que nos foi dado. Obrigado, Deus; dirige a igreja, é o Senhor mesmo que a edifica. Cada pedra, cada vida, cada pessoa, cada um de nós somos aqui, Senhor Deus, ovelhas do seu pasto, somos frutos da mesma árvore. Que o Senhor ajude o irmãozinho que está começando, dê força àquele que está cansado, dê esperança ao que está desanimando, renove a fé, reforce a força do abatido. E que o Senhor nos anime a correr a carreira que foi proposta a essa igreja, que foi mostrada a essa igreja lá no começo, quando o Senhor nos chamou para ser a igreja, quando o Senhor nos chamou e nos disse que não habitaria senão em nós. Era em cada um de nós que o Senhor queria estar; cada um de nós iria mostrar a glória do Senhor. Que nós também não sejamos como Moisés, que temia o desvanecimento, temia aquilo que ele não devia temer. Mas, hoje, nós somos o que somos. Não somos dignos que o Senhor entre em nossa casa, não somos dignos de ser chamados filhos de Deus. Não somos dignos, Jesus, de dizer o que nós ainda esperamos ser. Se está longe, a gente não sabe, mas, certo é que nós queremos permanecer nessa direção, nessa direção, até que o Senhor seja exaltado em nós. Amém! Amém, Jesus, nós queremos reformar a nossa fé, o nosso compromisso com essa nova aliança, com o novo pacto que o Senhor fez. Que a vontade do Senhor seja feita em nós, que o Senhor tenha liberdade e direito sobre a nossa vida. Não faça, Senhor Deus, senão a Sua vontade, para que nós sejamos salvos e o Senhor seja glorificado. Amém! Nós queremos encerrar agradecendo o nosso Senhor que não tem nos deixado só, e agradecer por esse dia, e que a nossa tarde seja proveitosa. Se Deus permitir, se o Senhor permitir, nos guardar, nós queremos estar aqui novamente às 18hrs, com um outro conselho, com uma outra palavra, que nos anime, que nos ensine a caminhar, a mostrar o Deus que está sendo edificado em nós. Amém? Nós encerramos em nome de Jesus.
Povo de Deus