12 Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento?
13 O homem não lhe conhece o caminho; nem se acha ela na terra dos viventes.
14 O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.
15 Não pode ser comprada com ouro fino, nem a peso de prata se trocará.
16 Nem se pode avaliar em ouro fino de Ofir, nem em pedras preciosas de berilo, ou safira.
17 Com ela não se pode comparar o ouro ou o vidro; nem se trocara por jóias de ouro fino.
18 Não se fará menção de coral nem de cristal; porque a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas.
19 Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode comprar por ouro puro.
20 Donde, pois, vem a sabedoria? Onde está o lugar do entendimento?
21 Está encoberta aos olhos de todo vivente, e oculta às aves do céu.
22 O Abadom e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos um rumor dela.
23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
24 Porque ele perscruta até as extremidades da terra, sim, ele vê tudo o que há debaixo do céu.
25 Quando regulou o peso do vento, e fixou a medida das águas;
26 quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;
27 então viu a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.
28 E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento.
Nota introdutória
Apesar da experiência que temos ainda não representar base suficiente para convencer a poderosa estrutura religiosa existente, acreditamos ser um dever manifestar o nosso entendimento a respeito do Evangelho. O procedimento de determinados seguimentos religiosos, tidos e havidos pela sociedade como testemunhas de Cristo, não corresponde à verdade das Escrituras. As constantes agressões de uma ordem religiosa contra a outra, acabam por promover sucessivos escândalos que recheiam as manchetes de TVs, jornais e revistas de todo o país. Tais acontecimentos, longe de prejudicar o sacerdócio, o pastorado, o bispado, ou seja, lá que nome se lhes dá, maculam o nome de Deus e confundem ainda mais o povo. Eis aí o sentido da Grande Babilônia descrita no livro do Apocalipse. Babel, aliás, significa confusão de vozes ou de línguas, desordem, tumulto, algazarra, balbúrdia. Uma grande confusão se armou e não se sabe quem está com a razão. Uma coisa, porém, temos certeza: em meio a tudo isto há somente um beneficiário – Satanás. O inimigo e suas hostes espirituais têm investido no sentido de desmoralizar a palavra de Deus e, lamentavelmente, obtido êxito nos seus intentos. O resultado não poderia ser outro. O mau testemunho por parte daqueles que se dizem cristãos faz com que as pessoas se tornem altamente resistentes ao Evangelho, para não dizer incrédulas.
Muitos, erroneamente, imaginam que o objetivo do inimigo é fazer desaparecer estas inúmeras ordens religiosas existentes. A maioria delas se diz perseguida quando, na verdade, anda de mãos dadas com ele. Ele, por sua vez, necessita de todos esses episódios para dar prosseguimento ao seu plano de desmoralização do povo de Deus e dizer que o Evangelho de Jesus Cristo não funciona, quando sabemos que ele é o poder de Deus para nos salvar. Finalmente, para coroar todo seu astucioso trabalho, Satanás enganará a muitos, por desconhecerem a verdade, o verdadeiro Evangelho, e se assentará no trono de Deus. Por esta razão queremos apresentar-lhe o nosso trabalho. Não com o objetivo de impor uma doutrina, tampouco incitar ninguém à rebeldia. Não se trata de defender uma religião, denominação ou qualquer coisa parecida. Queremos apenas que você analise conosco alguns aspectos da Doutrina de Cristo. Ninguém deve aceitá-la por imposição, mas entendemos ser necessário dar a cada ser humano a oportunidade de conhece-la, tal qual ela é. A liberdade de opção, o livre arbítrio e o direito de escolha sempre acompanharam o homem desde a sua criação e devem ser respeitados integralmente.
A capa desta edição, por si só, reproduz uma visão que representa bem a nossa preocupação. Um cavalo branco, forte e imponente cavalgava com certa agilidade. Suas ferraduras de ouro marcavam o solo ao tocá-lo. Contudo, o vento forte e constante, aos poucos, apagava as pegadas. Com uma régua uma pessoa media a largura, a profundidade e o cumprimento de cada pegada. Uma outra pessoa, de posse de um pincel e um líquido transparente, contornava o local com o objetivo de melhor identificar as pegadas, a exemplo do que fazem os arqueólogos quando descobrem fósseis. Em seguida, estas pegadas eram registradas numa transparência e cuidadosamente guardadas.
Que significado teria esta visão? Tem ela alguma importância para nós? Cremos que este cavalo branco é uma mensagem de esperança trazida por Deus ao seu povo. O capítulo seis do livro de Apocalipse fala de quatro cavalos, a saber: o cavalo branco, o cavalo vermelho, o cavalo preto e, finalmente, o cavalo amarelo, cada qual aí representando uma fase pela qual a humanidade passaria e, em particular, a igreja. Nos limitaremos a falar do cavalo branco, que nos interessa no momento. Assim foi ele descrito pelo apóstolo: “E olhei, e eis um cavalo branco, e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dado uma coroa , e saiu vitorioso para vencer” [Ap 6:2].
Como se pode observar, foi um período de grandes vitórias. É quase impossível não estabelecer uma relação entre o versículo que acabamos de transcrever e a igreja fundada pelos apóstolos, conhecida por todos os cristãos, em todos os tempos. Suas proezas estão registradas no livro de Atos. O que fez aquela igreja ser tão forte, a ponto daquele que estivesse mentindo estar assinando sua própria sentença de morte, como fizeram Ananias e Safira? O que dizer, então, da comunhão que tinham uns com os outros? Eram um só coração, uma só alma, um só espírito. Deus, por sua vez, confirmava a palavra por eles pregada com grandes sinais, prodígios e maravilhas.
Pergunta-se: porque esta igreja não é mais vista nos dias de hoje? Cada vez mais nos convencemos de que a força daquela igreja estava no Evangelho de Jesus Cristo, ainda vivo na consciência de cada pessoa. O tempo passou e com ele o período áureo da igreja. Aos poucos a palavra viva deixou de ser anunciada, e as marcas foram se apagando. Uma palavra sem vida mata a alma do ouvinte, ao invés de vivificá-la. Se gerada na mente, atinge apenas a mente de quem a está ouvindo; mas, se gerada no coração, incendiará todo um povo, a exemplo do que aconteceu com a igreja primitiva. Este ministério maravilhoso, que custou a vida de muitos de nossos irmãos, foi levado pelo vento. Que pena! O vento aí representa as tribulações, as dificuldades. Se Deus tem falado com você, cuidado! Guarde tudo no seu coração, pois o vento nunca soprou tão forte.
Por esta razão as pegadas eram registradas e cuidadosamente guardadas. As Escrituras dizem que haverá um tempo de fome sobre a terra. Não de comida, nem sede de água, mas de ouvir as palavras de Deus [Am 8:11]. O Evangelho é algo precioso demais, por isso as ferraduras eram de ouro. É pena que nem todos vejam assim. É certo que esta profecia está se cumprindo em nossos dias. Nunca o Evangelho esteve tão oculto e escasso. Pessoas de todas as nações e classes sociais correm desesperadamente de um lugar para o outro em busca de uma solução para seus problemas. Muitas, por não suportarem a pressão, chegam ao extremo de tirar suas próprias vidas. Outras, acabam sendo vítimas de falsos pastores, que das ovelhas só querem a gordura e a lã. Os que deveriam anunciar Evangelho, o fazem muito mais por interesse, sem a preocupação de transmitir com fidelidade a mensagem pregada por Cristo. Por isso as pegadas devem ser cuidadosamente medidas, para que, em momento algum, a verdade seja omitida ou transformada em mentira. Vamos pregar, vamos falar do Evangelho, vamos divulgá-lo como ele é, e não criar uma nova doutrina. Deus não nos lançará fora do seu Reino por não sermos capazes de praticar cem por cento do que Ele diz; porém, Ele não abrirá mão que concordemos cem por cento com sua palavra.
A propósito, necessário se faz justificar o título que escolhemos para esta série: O que vimos e ouvimos. Trata-se de um versículo extraído da primeira carta do livro do apóstolo João, nos seguintes dizeres: “o que vimos e ouvimos, isto vos anunciamos…” [1 Jo 1:3]. Queremos nos dirigir a você com a mesma humildade. O que vimos e ouvimos registra aquilo que temos visto e ouvido. Se vimos é porque alguém está nos mostrando algo; se ouvimos é porque alguém está nos falando alguma coisa. Leia com atenção as páginas seguintes e julgue você mesmo se este alguém é Deus ou não.
O que vimos e ouvimos…, Ano I, Vol. II
Este material traz o teor das pregações realizadas durante o mês de novembro em Goiânia. Foram tomadas das gravações em fita K-7 e impressas na íntegra. É uma publicação da Gráfica e Editora Vereda. Interessados ligar para (62) 205-3512 ou (62) 268-3960, ou escrever para Rua das Acácias nº 295, Setor Residencial dos Ipês, Goiânia/GO, CEP 74.705-970.
Índice
Capítulo I – Nada pode contrariar o evangelho……………. 11
Capítulo II – Exceder a justiça dos escribas e fariseus… 21
Capítulo III – O Reino de Deus é poder e autoridade…… 33
Capítulo IV – A constante busca para ser espiritual…….. 45
Capítulo V – A letra mata, o espírito vivifica…………………. 59
Capítulo VI – A liberdade para servir a Deus através da Nova Aliança 71
Capítulo VII – O tempo é de ter prudência……………………. 81
Capítulo VIII – Importunando a Deus pelo Espírito Santo 91
Povo de Deus