Independentemente da religião que professem, é quase uma unanimidade entre as pessoas a crença na relação do homem para com o sobrenatural. E mais ainda: tudo isto cercado por uma grande supersticiosidade. Mesmo sendo a bíblia o livro mais vendido no mundo, ainda hoje não é incomum encontrar quem acredite que fenômenos naturais, tais como a tempestade, o fogo, a peste, sejam resultados de forças divinas encolerizadas com os homens. Há mesmo religiões que atribuam a Deus características que o aproxime de animais; outras, uma “energia”; outras, figuras as mais estranhas possíveis, que não guardam qualquer semelhança com o ser humano; outras (pasmem-se, pois é coisa recente!) um extra-terrestre.
Não nos faltam exemplos de pessoas que não admitem que um gato preto atravesse à sua frente; os que não passam debaixo da escada; os que não admitem que chinelos permaneçam virados; os que não varrem a casa para a porta da sala, etc. Argumento: tudo isto atrairia o azar! Há também os que adotam os seus próprios amuletos da sorte, tais como: trevo de quatro folhas, pé-de-coelho, arruda atrás da orelha, ferradura, símbolos religiosos pendurados no pescoço, etc. Faltar-nos-ia espaço para descrever toda a supersticiosidade que, como dissemos no início, envolve o homem e o sobrenatural. Não se pode esquecer também do ateísmo, dos que simplesmente não crêem em Deus. Tenham ou não razão, a verdade é que não se pode negar que essa supersticiosidade existe.
O certo é que nós, que nos professamos cristãos, não podemos falar do sobrenatural, sem compreendê-lo. Perguntas como: quem é Deus? Quem somos? Há vida após a morte? Existe mesmo o inferno? É reencarnação ou ressurreição? Não podemos ser ignorantes a ponto de, como disse o apóstolo Paulo, imaginar que, sendo nós, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade (ou seja, Deus) seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. Isto é, se cremos nas Escrituras como sendo a Palavra de Deus. Poderíamos citar dezenas, talvez centenas de outras referências bíblicas, mas não o faremos.
Por outro lado, não pretendemos e talvez nem sejamos capazes de responder a todas as estas perguntas e muitas outras, mas temos a plena certeza de onde encontrar respostas: no Evangelho de Jesus Cristo. É esta a única bandeira que defendemos: o conhecimento do mundo espiritual, do qual Jesus Cristo é a mais alta autoridade. Em poucas palavras, foi este o assunto recentemente abordado na cidade de Mineiros, onde, entre as várias qualificações que as Escrituras Sagradas trazem, o evangelho é apresentado como sendo:
– A doutrina de Jesus Cristo
– Um conjunto de princípios
– O poder de Deus
– A justiça de Deus
Ao final desta leitura, cremos que você mesmo terá condições de compreender o nosso esforço no sentido de fazê-lo entender a Deus desta forma, racional e consciente. Pelo contrário, a doutrina de Cristo é algo eminentemente prática, que deve fazer parte do nosso quotidiano da forma mais natural possível, sem qualquer superstição, misticismo ou fanatismo, sendo a racionalidade, a meditação e o entendimento a força dessa doutrina. Isso mesmo! O maior de todos os homens, que causou a maior de todas as revoluções da história, que dividiu o tempo em antes e depois dele, que por várias vezes foi levado a presença de reis e autoridades, venceu sem ofender uma única pessoa, sem utilizar-se de uma única arma, sem derramar uma única gota de sangue alheia, muito embora o seu próprio fosse derramado por nossa causa. E porque sabemos que Jesus Cristo foi o único venceu? Acaso você conhece mais alguém que tenha ressuscitado? Pois e, eu também não!
Igreja de Goiânia
Povo de Deus